jul
15
Posted on 15-07-2009
Filed Under (Municípios, Newsletter) by vitor on 15-07-2009

Prefeito Delisio Oliveira
ddelisio
Abaré: tiros na tranquilidade
abareba
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Na ausência da polícia, o prefeito Delísio Oliveira, da cidade baiana de Abaré, agiu também como delegado ou policial militar na madrugada desta quarta-feira (15). O administrador enfrentou à bala homens encapuzados que arrombaram um caixa eletrônico do Banco do Brasil, instalado na Prefeitura da cidade localizada na margem baiana do Vale do Rio São Francisco, região conhecida como “Polígono da Maconha”.

Os bandidos fizeram de reféns dois vigilantes e um funcionário que estavam no local. De acordo com informação da delegacia de polícia da cidade, divulgada pelo Correio da Bahia, edição on-line, os homens invadiram o prédio da Prefeitura, onde fica o caixa, por volta de 1h da madrugada e  arrombaram o equipamento com um maçarico, enquanto os reféns permaneciam algemados dentro do banheiro da Prefeitura.

DE CARA COM BANDIDOS – O acaso e a inicitiva do prefeito Delísio Oliveira produziram o desfecho inesperado do assalto. Ele iria viajar hoje a Brasília para participar da Marcha Nacional de Prefeitos que se realiza na Capital Federal. Segundo a polícia, o prefeito decidiu passar no prédio para ver uma documentação e acabou se deparando com o assalto. Delísio estava armado e houve troca de tiros, mas os assaltantes (cerca de 10 segundo a polícia) conseguiram fugir com o carro de um dos reféns, um Fiesta cinza.

Em entrevista por telefone à Rádio Band News – Salvador, na tarde desta quarta-feira, o prefeito de Abaré disse que foi tudo “por acaso”. Admitiu que sabe atirar mas não tem porte de arma, nem teme punição por esse motivo: “Agi em defesa de minha cidade e da população que me elegeu para cuidar dela”.

Segundo informações da Delegacia de Abaré, os assaltantes seguiram pela Ponte do Ibó, no sentido de Pernambuco. Ninguém ficou ferido e até o momento a polícia não têm suspeitos para o crime.

Abaré, minúsculo e pobre município localizado a 600 quilômetros de Salvador, fica a apenas cinco quilômetros, de barco, da cidade de Cabrobó, na margem pernambucana do rio, no chamado Marco Zero das obras de transposição das águas do Sâo Francisco. As obras são tocadas por militares da Companhia de Engenharia do Exército brasileiro. Os dois municípios ficam no perímetro do chamado “Polígono da Maconha”, no Vale do São Francisco, transformado em uma das áreas mais violentas no Nordeste.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

jul
15
Posted on 15-07-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 15-07-2009


Quarta-feira, 15 de julho. Depois do texto do jornalista Sebastião Nery sobre a arte de viver (até morrer) com intensidade de Mario Lima ao lembrar os habitantes da “mansarda” em São Paulo em tempos temerários, é indispensável chamar o poeta José Carlos Capinam (um daquele tempo), na hora da música para começar o dia no Bahia em Pauta.

É deste baiano fora de série da MPB a letra antológica de “Movimento dos Barcos”. A melodia, não menos bela e tocante, é do carioca Jards Macalé. A interpretação sem par é da santamarense Maria Bethania, que antes de soltar a voz encantadora ainda brinda a todos com o verbo e a poesia de uma carioca imortal, Cecília Meireles. O que se pode querer mais?

(Vitor Hugo Soares)

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MOVIMENTO DOS BARCOS

De José carlos Capinam e Jards Macalé

“Estou Cansado E Você Também
Vou Sair Sem Abrir A Porta
E Não Voltar Nunca Mais
Desculpe A Paz Que Lhe Roubei
E O Futuro Esperado Que Nunca Lhe Dei
É Impossível Levar Um Barco Sem Temporais
E Suportar A Vida Como Um Momento Além Do Cais
Que Passa Ao Largo Do Nosso Corpo
Não Quero Ficar Dando Adeus
As Coisas Passando
Eu Quero É Passar Com Elas
E Não Deixar Nada Mais Do Que Cinzas De Um Cigarro
E A Marca De Um Abraço No Seu Corpo
Não, Não Sou Eu Quem Vai Ficar No Porto Chorando
Lamentando O Eterno Movimento Dos Barcos”.

jul
15
Posted on 15-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 15-07-2009

Local da queda: destruição/DN
aviao
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As autoridades iranianas acaba de confirmar, segundo ag~encias europeias de notícias, que não há sobreviventes da queda do avião de passageiros Tupolev Tu-154 da companhia Caspian Airlines , que caiu em Qavzin, Noroeste do Irã com 168 pessoas a bordo, a maioria arménios.A queda aconteceu 16 minutos depois da decolagem da aeronave.

O avião ficou totalmente destruído e com a fuselagem queimada, disse à televisão estatal iraniana o chefe da polícia daquela cidade, Hossein Beahzadpour. Seguiam a bordo 153 passageiros e 15 membros da tripulação. “Todos estão mortos”, disse.

As impressionantes imagens de televisão transmitidas do local do desastre confirmam que toda a área ficou calcinada e a existência de uma cratera. “Foi um acidente gravíssimo, com destroços espalhados por 200 metros quadrados. Houve uma explosão, que provocou uma cratera de 10 metros de profundidade. Não foi possível fazer nada. Tentamos de tudo para apagar as chamas”, disse um bombeiro à Press TV.

“O voo 7908 da Caspian despencou 16 minutos após decolar do aeroporto internacional Imam Jomeini [Teerã]”, afirmou Reza Jafarzadeh, porta-voz da Aviação Civil iraniana, à Press TV.

Segundo os especialistas em meteorologia da CNN, os dados recolhidos nas últimas horas não indicam a ocorrência de qualquer tempestade, incluindo de areia. As causas ainda são desconhecidas, mas Jafarzadeh descartou a hipótese de o avião ter problemas técnicos antes de descolar. O avião de fabricação russa viajava entre a capital iraniana, Teerã onde está situada a sede da Caspian Airlines, e Erevan, na Arménia, um dos principais destinos da companhia aérea.

(Postada por:Vitor Hugo Soares, com informações de agências européias de notícias e do Diário de Notícias, de Lisboa, edição on-line)

jul
15
Posted on 15-07-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 15-07-2009

Nery: “era uma vez”…
nery
Capinam: também viveu na “mansarda paulista”
capimDeu no blog: (VHS)
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ADEUS A MARIO LIMA

O jornalista baiano Sebastião Nery, que veio a Salvador semana passada para o sepultamento do ex-deputado constituinte e líder petroleiro,Mario Lima, no Jardim dfa Saudade, publicou em seu blog (www.sebastiãonery.com.br) texto com relato sobre a vida e a partida do ex-presidente do SINDIPETRO. O Bahia em Pauta reproduz a seguir.

Sebastião Nery

SALVADOR – Era uma vez quatro amigos. Perseguidos pelo golpe de 64, fugiram de Salvador para São Paulo, onde passaram escondidos, na mais pobre clandestinidade , o ano de 1965. A eles logo se agregaram outros baianos foragidos e acabamos todos hóspedes da solidariedade franciscana do jornalista Adilson Augusto, da “Folha”, que morava em um minúsculo apartamento, no sótão de uma pensão na rua Major Sertório, entre o “João Sebastião Bar” e o “Ela Cravo e Canela”.

Os quatro vinhamos de duras lutas políticas. Um, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Petróleo da Bahia e deputado. Outro, diretor do “Jornal da Semana”, em Salvador, e deputado. O terceiro, líder estudantil e jornalista. O quarto, líder estudantil e publicitário.

Na “Mansarda” cristã e generosa do “Brasinha”, os quatro esperamos o ano inteiro, comendo o pão que o diabo amassou, que o Superior Tribunal Militar nos absolvesse das acusações histéricas dos vitoriosos.

OS QUATRO

Cada um já havia pago o seu preço político. O primeiro, cassado, preso, depois de um mês numa suja solitária militar em Salvador, no Forte do Barbalho, passou o resto do ano confinado em Fernando de Noronha. O segundo, cassado, preso, jogado em um porão molhado, no Barbalho. O terceiro e o quarto perderam os cursos e os empregos e fugiram a tempo.

Anistiados, dezoito anos depois, os quatro da “Mansarda” voltamos nos braços do voto popular. Mário Lima deputado federal pelo PMDB da Bahia. Sebastião Nery deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro. Hélio Duque deputado federal pelo PMDB do Paraná. Domingos Leonelli deputado pelo PMDB da Bahia. Era a bancada da “Mansarda”.

Sábado, saudosos e doídos, Helio Duque, Leonelli e eu deixamos nosso irmão Mario Lima no “Jardim da Saudade”, aqui em Salvador.

BOM SAMARITANO

O Mario foi, a vida inteira, sobretudo o Bom Samaritano. Sempre se preocupou e cuidou mais dos outros do que dele. Daí sua liderança entre os petroleiros, fundador, presidente e conselheiro, ter durado meio século.

Até na cadeia era assim. Logo na chegada a Fernando de Noronha, em maio de 1964, o coronel Jaime Costa e Silva, que avisava não ser parente do então ministro da Guerra, reuniu o grupo:

– Sei que os senhores foram mandados para cá como castigo para serem punidos. Mas aqui os senhores são meus hóspedes. Ninguém vai sofrer constrangimento nenhum, além da prisão. Espero que se sintam em minha casa, com as acomodações que posso dar.

SEIXAS

Os dois governadores, Miguel Arraes e Seixas Doria, foram alojados no setor dos oficiais e os outros, Mario Lima, deputado federal da Bahia, Djalma Maranhão, prefeito de Natal, muitos outros, no setor dos sargentos e soldados. Um capitão, capitão Virgílio, fazia a ligação entre o coronel e os presos. E era, como o chefe, um homem educado, civilizado, correto.

Um dia, por pressão de Magalhães Pinto, Aluisio Alves e Petrônio Portela, Seixas Dória, que era da UDN, foi solto. Antes, tinha ficado preso em Salvador, lá no quartel do Cabula, fora da cidade, onde também eu estava. Arraes, sem Seixas, ficou só, no seu quarto. E muito triste.

ARRAES

Mário Lima, com sua competente generosidade de sertanejo de Gloria, no sertão da Bahia, chamou o capitão Virgílio:

– Capitão, acho que os senhores precisam tomar uma providência. O governador Arraes está aí, sozinho, nesse quarto. Ele é um homem já de mais de cinqüenta anos, mais velho do que todos nós. Já imaginou se ele sofre alguma coisa de noite, um mal súbito, um enfarte? Quem é que vai acreditar que não foi assassinado pelos senhores?

Os presos assinaram um manifesto pedindo ao comando da ilha que transferisse Arraes para Recife. O coronel Costa e Silva levou o documento para Recife. E Arraes saiu de Fernando de Noronha e voltou para Pernambuco, onde esperou o “habeas corpus” do Supremo, que o libertou.

Arraes chegou ao Rio, foi para a Argélia.

HOMENAGEM

Centenas de baianos superlotaram o Jardim da Saudade, em Salvador, no sábado à tarde, para a despedida de Mário Lima. Sua maravilhosa família de dez filhos, netos e bisnetos, políticos, jornalistas, líderes sindicais, petroleiros e petroquímicos, que ele liderou e a quem serviu em três mandatos de presidente do sindicato e três mandatos de deputado, e seu dedicado e importante trabalho como presidente da Comissão de Direitos Sociais da Constituinte, levaram-lhe o último adeus. O ex-governador Waldir Pires,o secretário Leonelli, dirigentes sindicais, falaram por todos nós. Foi lida uma mensagem comovente e competente de Lula, como amigo e companheiro de lutas sindicais. Até por isso surpreendeu a ausência do governador Jaques Wagner, também ex-presidente de sindicato e dele aliado, como destacado membro do PMDB.

Mas sua falta não foi tão notada porque lá estavam o ministro Gedel Vieira Lima, o ex-ministro Waldir Pires, os ex-prefeitos de Salvador Virgildásio Sena e Lídice da Mata, os ex-deputados Joacy Goes, Marcelo Cordeiro, Sergio Gaudenzi, Fernando Schmidt e Genebaldo Correa, Inácio Gomes, Carlos Sodré, Carlos Marighela Filho, Luiz Gonzaga Ferreira, Sandoval Guimarães,companheiros de diretorias sindicais,inuneros amigos.

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