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Postado em 14-07-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 14-07-2009 17:57

O trio que comandará a CPI/ Globo on-line
cpi
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Depois de meses de arriscada gestação e de complicado trabalho de parto nas últimas horas na “maternidade” de Brasília, a criança acaba de nascer. O portal UOL informa que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras foi instalada nesta terça-feira (14) no Senado e o senador João Pedro (PT-AM) foi escolhido presidente , por oito votos contra três n a disputa com Álvaro Dias (PSDB-PR). A comissão tem como objeto específico investigar irregularidades na estatal petrolífera, uma das mais importantes empresas petrolíferas do planeta.

Apesar do parto complicado, a criança passa bem até aqui, segundo alguns dos principais especialistas em partis de CPI.O presidente, indicado pela base do governo, já tomou assento e designou relator da comissão o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). O vice será bispo Marcelo Crivella , da igreja Universal do Reino de Deus, que integra a bancada do PRB do Rio de Janeiro.

Nada para tirar o sono de ninguém, pelo menos por enquanto. O presidente convocou a primeira reunião da CPI para depois do recesso parlamentar (dia 18 ao dia 31 de julho), dia 6 de agosto, às 10h, quando será então apresentada a proposta de trabalho do relator e serão apreciados requerimentos da comissão..

“Acho importante ouvirmos o plano de trabalho do relator para que possamos começar a trabalhar para valer no sentido de dar uma resposta a esta Casa e à população”, disse o senador João Pedro.

Instalada a comissão, segundo a notícia da UOL, começa a apresentação de requerimentos, que poderão ser feitos inclusive durante o período de recesso parlamentar. O Regimento Interno do Senado permite a apresentação dos requerimentos independentemente da proposta de trabalho do relator.

O ambiente, porém, não é de silêncio completo na “maternidade”. Em seguida ao parto da CPI, o senador tucano Sérgio Guerra (PSDB-PE) afirmou que a Petrobras tinha um sistema de meritocracia no seu corpo técnico, mas a partir do governo Lula isto foi substituído pela indicação política. “O Congresso brasileiro tem o direito e o dever de fiscalizar a Petrobras com extrema responsabilidade e prudência. Não queremos transformar isso em campanha política. Somos contra aqueles que fazem da Petrobras instrumento de campanha política, como foi feito aí de forma vulgar em patrocínios”, afirmou o senador, para quem as denúncias “são apenas a ponta de um iceberg”.

Não ficou sem respostas. O líder do PT, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o trabalho da atual diretoria da Petrobras e, em resposta às críticas da oposição quanto ao fato de a base do governo não querer dividir os cargos de direção da CPI, disse que nunca existiu tradição de acordo quanto a isso. Tanto que, segundo ele, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, apenas integrantes dos partidos governistas teriam ocupado cargos de presidente e relator das CPIs.

Agora é esparar passar o resguardo, para ver como é que fica.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

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