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Posted on 11-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 11-07-2009

Geddel: “dever de lealdade”/Agência Brasil
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A revista digital Terra Magazine mantém como sua principal manchete política, desde o começo da tarde deste sábado, 11, a notícia da formalização do rompimento do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima(PMDB), com governador Jaques Wagner (PT). A união entre os dois, no pleito passado, é apontada como a principal responsável pela vitória que impediu em 2006 a reeleição do governador Paulo Sourto(DEM) e quebrou um ciclo de quase duas décadas de domínio carlista no Estado.

Assinada pelo repórter Claudio Leal, que entrevistou o ministro do governo Lula, a matéria de TM destaca em sua abertura que depois de uma aliança de três anos com o PT baiano, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), decidiu lançar-se candidato ao governo da Bahia e pôs os cargos dos peemedebistas à disposição do governador Jaques Wagner (PT).

O ministro afirma que não consultou o presidente Lula antes de tomar a decisão, mas que ainda apoia a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República. “Comuniquei que havia uma tendência de o PMDB vir a apresentar um candidato e que o nome que estava sendo colocado era o meu. E que se sentisse à vontade, portanto, com as posições que o PMDB ocupa no governo”, diz Geddel a Terra Magazine.

A matéria de Terra Magazine destaca ainda que a troca de ameaças de rompimento cresceu nas últimas semanas. Wagner recebia pressões das bases petistas para conter a liderança de Geddel no Estado. Com o anúncio da cisão, cria-se um impasse federal para a aliança PT-PMDB em 2010. O pré-candidato Geddel desmente conversas com o ex-governador Paulo Souto (DEM) sobre as eleições estaduais. “Foi um dever de lealdade dizer ao governador que nós estamos trabalhando com essa hipótese (de candidatura própria)”, sustenta o ministro

jul
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Posted on 11-07-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 11-07-2009


Em 7 de junho de 1989 morria prematuramente Nara Leão, aos 47 anos. 20 anos depois de seu desaparecimento, completados mês passado, a importância de Nara para a MPB, em especial para a Bossa Nova, segue inabalável. Quase como amadora ela presenciou o nascimento do movimento , em razão da amizade com Roberto Menescal (que ela conheceu na praia aos 11 anos de idade), Edu Lobo, Wanda Sá e Ronaldo Boscoli. Estreu profissionalmente em 1963, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica, “ano em que a bossa nova já ultrapassara a sua primeira fase e vivia a segunda, em plenitude”.

Nara nasceu em Vitória, capital do Espírito Santo, a 19 de Janeiro de 1942. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro com um ano. Sua formação é, pois, toda carioca, zona sul, Copacabana no auge, anos 50 . Estimada, querida, amada pelo charme oriundo da invencível timidez que não a impedia de ser franca, sempre que necessário, “Nara polarizou como figura feminina simbólica, a natureza íntima do movimento”.

Ei-la, na música para começar o dia no Bahia em Pauta, neste sábado, 11/7, em fantástica interpretação de “Dueto”, com Chico Buarque de Holanda, sua alma gêmea masculina.

(Vitor Hugo Soares)

jul
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Posted on 11-07-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 11-07-2009

Deu na coluna

Na Tribuna da Bahia, edição deste sábado(11), o jornalista Ivan de Carvalho divide a sua coluna em três comentários sobre temas políticos na ordem do dia, com título unificado: “O idioma, o escândalo, o prazo”.São todos eles assuntos verdadeiramente dignos de notas, que levados ao leitor com o estilo único de Ivan, ficam mais dignos e interessantes ainda. Bahia em Pauta reproduz a seguir o primeiro. E recomenda os demais. Confira. (VHS)
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Lula:reformador idiomático
kibe
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O idioma, o escândalo, o prazo

Ivan de Carvalho

1 – O presidente Lula, que terá chegado à noite a Brasília, procedente da Europa, disse lá, ontem, que os senadores (referia-se aos do Brasil) são “inquadráveis”. Assim, inventou uma palavra, o que, neste caso, e tendo em vista a natureza do vocábulo inventado, se não sinaliza conhecimentos vernáculos do presidente que recentemente reformou o idioma por decreto, confirma-lhe a criatividade lingüística, malgrado a língua presa.

Os senadores são “inquadráveis” por não poderem ser enquadrados pelo presidente, que se referia à decisão do senador José Sarney, presidente do Senado, de optar pela instalação da CPI da Petrobras para atenuar as pressões da oposição e de outros setores a respeito dos escândalos que envolvem o Senado e o próprio Sarney, pessoalmente. Referia-se também à “desobediência” da bancada do PT que manteve, “pro forma”, a posição favorável à licença de Sarney por 30 dias, apesar de pedido de Lula em contrário.

Se prosseguir como reformador idiomático e criador de palavras, a colaboração de Lula no setor acabará lhe jogando nos braços o Prêmio Nobel de Literatura.

LEIA INTEGRA DA COLUNA DE IVAN DE CARVALHO NA TRIBUNA DA BAHIA

jul
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Posted on 11-07-2009
Filed Under (Artigos, Gilson) by vitor on 11-07-2009

Flavio Luiz: talento baiano na prancheta
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CRÕNICA/PERFIL
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O SALTO DO GÊNIO

Gilson Nogueira

“O cartunista baiano Flávio Luiz (hoje ilustrador da África) é um dos 50 convidados para participar do álbum comemorativo dos 50 anos de carreira de Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica, ao lado de nomes como Ziraldo, Laerte, Fábio Moon, dentre outros”.

Nelson Cadena, publicitário, redigiu a nota acima para a sua coluna Mídia, do Jornal da Metrópole. O JM, senhoras e senhores, leitores do Bahia em Pauta, é um veículo impresso, em tamanho tablóide, distribuído, gratuitamente, às sextas-feiras, na Grande Salvador. Por sua qualidade editorial, segundo alguns de seus leitores mais assíduos, acaba tão rápido quanto cerveja gelada em dias de sol forte na praia do Porto da Barra.

Cadena não me conhece. Portanto, não seria capaz de aquilatar a satisfação que experimento ao ver Flávio, meu irmão caçula, entre os cobras do cartum do país na edição comemorativa do ciqüentenário de estrada de Maurício de Souza.

Por acompanhar a carreira de Flávio, desde o dia em que ele, ao nascer, fez com um lápis que caiu no seu berço uma caricatura de Deus, entendo que os fãs desse baiano genial, bem como a Turma da Mônica, devem estar felizes da vida com o convite feito ao cartunista dono de traço mágico para engrandecer a obra que saúda o bruxo responsável por fazer a HQ brasileira ser mais valorizada, através de seus personagens encantadores, como o é Cebolinha.

Lembro de Flávio pequenino, no chão da sala de jantar, rabiscando coisas. Entre uma olhada e outra no que ele desenhava, no papel, via figuras que se movimentavam, sem que ele percebesse. Um dia, imaginei que um daqueles personagens iria sair dali e ganhar o mundo. Fiquei calado, não disse nada a ele, nem a ninguém, em casa. Segui conferindo confiante, torcendo, rezando e testemunhando o crescimento fantástico do trabalho de Flavinho. Até que, de repente, aquela figura, que ameaçava saltar do caderninho de Flávio Luiz, mais que depressa virou gente e deu um salto sensacional, para ser amada no mundo inteiro. Com vocês, ele, Aú, o capoeirista!

Acessem http://www.auocapoeirista.com.br

Gilson Nogueira é jornalista
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PS Escolas do interior paulista que não obtiveram uma boa avaliação do IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) receberam uma lista de projetos pedagógicos a escolher, nos quais podem desenvolver programas paradidáticos que ajudem a melhorar o desempenho de seus alunos. Entre os projetos encontra-se um específico com a utilização de quadrinhos e para tal a indicação foi a utilização do álbum recém lançado pela editora Papel A2, AÚ, O CAPOEIRISTA, de autoria de Flávio Luiz. O IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) é um indicador de qualidade das séries iniciais (1ª a 4ª séries) e finais (5ª a 8ª séries) do Ensino Fundamental e do Ensino Médio”
Traço marcante de Flávio
capoeira

jul
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Posted on 11-07-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 11-07-2009

Protógenes na Bahia: andar com fé
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ARTIGO DA SEMANA

SANTOS FORTES DO DELEGADO PROTÓGENES

Vitor Hugo Soares

No Dois de Julho o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, foi a sensação do grande desfile cívico e popular realizado em Salvador, na data magna da Bahia. Ele deixou no chinelo o governador Jaques Wagner (PT), o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), prefeito João Henrique (PMDB) e o ex-governador carlista Paulo Souto(DEM), entre outros políticos renomados da terra – do governo e da oposição.

Protógenes percorreu quilômetros a pé sob aplausos e gestos efusivos da multidão nas ruas e das famílias nas sacadas dos casarões históricos durante o cortejo aos heróis simbólicos da batalha da independência nos cerros de Pirajá, em 1823. A consagração veio no Pelourinho, onde o delegado recebeu, de joelhos, a saudação dos integrantes do Olodum, que tocaram tambores para ele em formação especial, algo raro de ver.

Desde então é difícil encontrar no País alguém mais contente que Protógenes. Ele próprio atribui esse estado de felicidade pessoal a motivos de fé: religiosa, moral e cívica. O homem que há um ano conduziu a Operação Satiagraha e prendeu, entre outros, o conterrâneo Dantas Dantas – banqueiro-mor do Grupo Opoortunity – é católico praticante, devoto de São Bento e do Senhor do Bonfim, cujas medidas não tira do braço por nada.

Sincrético, nascido no seio de família com um pé nas sacristias e outro nos terreiros, Protogenes foi recebido também em um dos templos mais sagrados do candomblé de sua terra. Ali teve a confirmação de que é protegido de Xangô, guerreiro poderoso do reino dos orixás que adora desafios.

Saiu da visita quase em estado de levitação, segundo testemunhas confiáveis. Esta seria uma das principais razões do atual estado de espírito e do moral elevado exibido por Protógenes ultimamente. Mas não é o único, podem apostar. Basta ler a entrevista do delegado na revista virtual Terra Magazine, postada na quarta-feira (8/7) na passagem do primeiro ano da Operação Satiagraha, para tirar essa conclusão.

O devastador evento político-policial que virou o país de cabeça para baixo segue emblemático em seus desdobramentos, como se vê pela denúncia criminal apresentada pelo Procurador da República Rodrigo de Grandis, na sexta-feira, 03, contra o banqueiro Daniel Dantas e mais 13 pessoas envolvidas. Eis aí causa mais concreta e explícita para explicar a euforia destes dias de Protógenes Queiroz.

Isso se revela a cada resposta do delegado à repórter Marcela Rocha, na conversa em que o delgado avalia os desdobramentos das investigações que ele conduziu na fase mais crucial, até ser abruta e injustificadamente afastado pelo novo comando da corporação a que pertence. Os motivos estão ainda submersos, mas provavelmente ainda virão à tona, como outras estranhas trasações (para dizer o mínimo) deste caso.

Os fatos mais recentes revelam que o filho de Xangô não só é bom de briga e sabe nadar bem, como parece ter a proteção atenta de santos e orixás poderosíssimos. Assim, no primeiro aniversário da Satiagraha, ele pode afirmar na TM, que não teria feito nada diferente do que fez. Para Protógenes a denúncia do procurador De Grandis, esta semana, não é diferente da primeira, como alguns afirmam. Ao contrário, confirma integralmente os crimes antes apontados por ele.

“Inclusive o procurador foi muito feliz ao requisitar, com urgência, a instauração de três novos procedimentos, em especial o da BrOi, que já era para ter sido instaurado no ano passado, porque eu requisitei que a PF prosseguisse, mas isso não foi feito. O MP, segundo o delegado, teve grande lucidez em razão das provas levantadas, que apontam a autoria de fraude e participação de várias pessoas no esquema da BrOi”, entre elas e advogado e ex-deputado petista, Luis Eduardo Greenhaalg e o advogado e ex-ministro Mangabeira Unger, que inesperadamente deixou o governo Lula e voou de volta para a sua cadeira mais tranqüila e segura,na Faculdade de Direito de Harvard.

Quanto ao fato de ter aberto um novo capítulo sobre a mídia na operação Satiagraha, o delegado também não se arrepender de nada. Ao contrário, afirma estar cada vez mais convencido de que a relação do banqueiro Daniel Dantas e do grupo dele com setores da mídia “é uma relação espúria e criminosa, como foi desde o início apontado na investigação. Foi mostrada a relação que ele (DD) tinha com determinados jornalistas… Entendo que tem que aprofundar essa questão”, conclui o delegado.

Neste domingo (12), à meia noite (que pena o horário tão tarde), na católica Rede Vida de Televisão, o feliz delegado Protógenes Queiroz dará entrevista também no programa de Kennedy Alencar. Mais “chumbo grosso” a caminho, pois munição o delegado não esconde que ainda tem de sobra Que o Senhor do Bonfim, São Bento e Xangô reforcem a guarda de seu protegido.

Ele precisa, e merece.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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