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Posted on 07-07-2009
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Boudou assume Economia na Argentina /Reuters
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A derrota peronista nas recentes eleições parlamentares na Argentina segue causando reviravoltas no seio do governo da presidenta Cristina Kirchner. O ministro da Economía, Carlos Fernández, e o chefe de gabinete da presidência, Sergio Massa, apresentaram seus pedidos de demissão à presidenta, que depois da derrota no pleito ocorrido há dez dias já havia mudado dois funcionários do primeiro escalçao em seu gabinete.

Segundo informa a agência de notícia EFE, fonte oficiais citadas por veículos da imprensa local revelam que estas são as duas principais mudanças dentro da remodelação mais ampla do do chamado governo “dos Kirchners” (Cristina e o marido Néstor). Sergio Massa, que assumiu o cargo em julho do ano passado, regressará ao seu posto como prefeito de Tigre, cidade na região da chamada Grande Buenos Aires. Será sustituido por Aníbal Fernández, atualmente Ministro da Justiça.

QUEDAS E SUBSTITUIÇÕES – O ministro da Economia, Carlos Fernández, que também acaba de cair, será sustituido por Amado Boudou, atual titular da Anses (Administración Nacional de Seguridad Social). Fernández havia assumido como ministro da Economía em abril de 2008, em substituição ao jovem Martín Lousteau, que abandonou o cargo em meio a uma severa crise com o setor agropecuário, depois de impor fortes elevações nos impostos às exportações de grãos.

Tido como figura de “baixo perfil” na atual gestão , Fernández deu por sua vez ao Ministério da Economia uma face mais técnica que política, o que é raro dentro da tradição argentina de poderosos ministros nessa pasta chave.

Segundo a EFE, o novo ministro da Justiça será Julio Alac, atualmente à frente de Aerolíneas Argentinas, enquanto que Diego Bossio irá para la direção da Ansese e Jorge Coscia asumirá como novo secretario de Cultura.

Depois da derrota governista nas eleições legislativas de 28 de junio, apesar de Cristina Fernández haver dito que não tinha motivos para mudar sua equipe de colaboradores de primeiro escalão, o gabinete de governo se viu renovado com as renúncias da ministra da Saúde, Graciela Ocaña (desgastada com a epidemia de gripe suina que atinge a Argentina com grande intensidade, além da dengue) e do polêmico secretário de Transportes, Ricardo Jaime.

Na noite desta terça-feira(7), em Buenos Aires, multiplicavam-se as apostas de que as demissões no governo “dos Kirchner” não param por aí.

A conferir

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações da Agência EFE, jornal El Mundo, da Espanha, e rádios de Buenos Aires captadas via Internet)

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Posted on 07-07-2009
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O texto que o Bahia em Pauta publica a seguir nesta sua área de conteúdo principal, no dia do sepultamento de Michael Jackson, em Los Ângeles, saiu originalmente como simples comentario a uma crônica sobre a morte do megaastro do pop, assinada pela jornalista e escritora carioca Maria Aparecida Torneros, cidadã do mundo colaboradora de primeira hora deste BP.

É um texto saído das entranhas de um jovem, nascido na Califónia nos loucos anos 70, Pablo Nicholas Vallejos. Amante de Rock desde a infância, ainda atualmente costuma cruzar o seu enorme país de ponta a ponta, viajando de carro, ônibus e trem para assistir a todos os shows da temporada de uma banda, ou de um artista (como Michael Jackson ou os brasileiros do Sepultura), desde que ele efetivamente goste e ache que o sacrifício vale a pena.

Com o passar dos dias, ficou cada vez mais evidente para nós, que o texto de Pablo merecia mais luz e atenção. Pela simplicidade, pelo sentimento verdadeiro, pela pungência das recordações, mas também pela real qualidade de uma escrita densa, crítica, amarga as vezes, mas enxuta ao mesmo tempo, e que vai direto ao ponto: corações e mentes.

Decidimos que esta terça-feira, dia do enterro de Jackson, é a oportunidade que faltava para republicar o texto de Pablo Vallejos. É também a mensagem de despedida do Bahia em Pauta ao incomparável artista que partiu

Em tempo: a tradução do texto de Pablo, publicado originalmente em inglês, é de Laura Tonhá, outra jovem cidadã do mundo, e uma das razões de ser deste Bahia em Pauta.

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Paris, a filha: lágrimas no adeus
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CRÔNICA/DESPEDIDA

CONTINUAMOS DANÇANDO

Pablo Nicholas Vallejos

“Os anos 80 foram os dias de rei do Michael, e uma visao apurada da década mostrará um tempo de maior simplicidade.

O jornalismo de celebridade ainda não tinha se transformado na pouco inteligente “caça ao peru” dos dias de hoje.

Rumores sobre as excentricidades de Jackson – chimpazé de estimação, camara de gás, homem dos ossos de elefante – eram espalhados jocosamente pelo próprio Jackson.

Durante este período, o pop estava em seu apogeu e Jackson seguramente era o Rei.

Não foi evidenciado o fato de que sua música era, sem nenhum esforço, progressiva: do disco pop duplo “Não pare até você conseguir o suficiente” para o rock pesado da guitarra de Eddie Van Halen (guitarrista holandes) em “Beat it = Cai fora” para a electro-gofh – gênero musical que combina diversos estilos de música eletrônica, com a atitude e o espírito do rock gótico – de “Thriller” – para o astro da musica Soul (musica afro-americana) de “Smooth Criminal” (canção do album “BAD” de 1987). Hoje cruzadas com o mais importante do gênero pop, essas musicas são facilmente percebidas como extremamente inovadoras para o seu período de tempo clássico.

Apesar de Jackson ainda produzir grandes musicas, videos e performances em shows na década de 90, Jackson nunca se recuperou completamente das acusações de molestar crianças em 1993. Ele se sentiu traído pelo público- seu público – e o crescimento da exposição, acelerava sua reclusão.

A musica mudou nos anos 90: o rock alternativo alterou as percepções do que era o pensamento geral sobre sucesso, e Gangsta Rap – termo cunhado pela mídia para descrever um certo gênero do rap, que tem por característica a descrição do dia-a-dia violento dos jovens de algumas cidades – oferecia criminalidade como entretenimento. Cultura em geral mudou, e nós, como consumidores, mudamos com isto.

Na época do segundo julgamento por molestação de crianças de Jackson, em 2005 – no qual o cantor foi inocentado – ele tinha começado a usar palavras de “brincadeira” para se defender, que causavam estranhamento. Ultra-saturados, simpatia em baixa, cínicos, nós fomos induzidos por sensacionalistas e não-provadas alegações. Não prestamos atenção na verdade. Nós queríamos a história dos tabloides, principalmente porque isto era o que todos ofereciam. Se nós dançávamos a sua música, isto era com uma piscada de olho irônica.

Mas nós continuamos dançando.”

Pablo Nicholas Vallejos

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Posted on 07-07-2009
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“Esse Mangabeira!”
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Em sua coluna na edição desta semana, na revista ISTO É, o sempe antenado jornalista Ricardo Boechat publica duas notas sobre o mesmo personagem: Mangabeira Unger, ex-titular do Ministério de Assuntos Estratégicos, que acaba de debandar apressadamente do governo Lula, voando de volta para o posto de professor da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ambas merecem leitura atenta e reflexiva, principalmente diante de novos e explosivos fatos acontecidos esta semana no País.

Bahia em Pauta as reproduz e comenta a seguir:

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MANGABEIRA 1

Ministro Virtual

“Antes de renunciar ao Ministério de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger tentou convencer Lula a mantê-lo no cargo em regime de expediente virtual. Ele continuaria dando aula em Harvard, mas dedicaria o resto do tempo, mesmo no Exterior, aos assuntos da pasta.Para isso, claro, usaria a internet, o telefone e seus assessores em Brasília. Claro que não colou.

Esse Mangabeira é uma peça…

MANGABEIRA 2

Só você Unger?

Harvard costuma conceder licenças por tempo indeterminado aos professores convidados para cargos relevantes, sejam públicos, sejam privados, dentro e fora dos EUA. Vários estão nessa situação. Soa estranho que tenha agido diferente com Mangabeira Unger. Um especialista na universidade adoraria ver qualquer prova de que tal convocação de fato ocorreu.

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Bahia em Pauta comenta:

A brusca e saída de Mangabeira Unger do governo Lula e o vôo repentino e inesperado do ex-ministro de volta para a universidade americana aconteceram, como se vê, às vésperas da apresentação pelo Procurador da República, Rodrigo de Grandis, da denúncia-crime contra o banqueiro Daniel Dantas e mais 13 pessoas, com base nas apurações feitas pelo delegado Protógenes Queiroz, que conduziu a Operação Satiagraha.

Mais: O Ministério Público Federal (MPF) endossou também o pedido de abertura de mais três inquéritos, destinados a investigar outras pessoas, entre os quais o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, de Assuntos Estratégicos.

A pergunta que não quer calar: teria alguma ave do Planalto soprado no ouvido do governo ou do próprio ex-ministro os sinais da tempestade que estava a caminho?

Boechat tem razão: “Esse Mangabeira é uma peça”…

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

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Posted on 07-07-2009
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Protógenes: bons fluidos do 2 de Julho na Bahia
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Na edição desta terça-feira,7/7 do jornal A TARDE, a repórter da editoria de Polítida, Patrícia França, assina texto em que assinala a vibração, ontem, do delegado baiano da Polícia Federal, Protógenes Queiróz, com a decisão do Procurador da República Rodrigo de Grandis de apresentar denúncia-crime contra o banqueiro(também baiano) Daniel Dantas e mais 13 pessoas. Protógenes conduziu a Operação Satiagraha, da PF, que levou por duas vezes à prisão o controlador do Grupo Oportunity.

“Foi a confirmação do trabalho que fiz na primeira fase, quando detectei crime de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisa e formação de quadrilha”, declarou a A TARDE o delegado, ao explicar o principal motivo de seu contentamento pessoal e profissional. Tem um motivo a mais: amanhã, quarta-feira, 8, faz exatamente um ano que a Satiagraha foi deflagrada.

Na entrevista à reporter política de A TARDE, Protógenes definiu a denúncia como uma grande vitória para o País. “Não só do ponto de vista legal, mas uma sinalização clara de que no Brasil não há mais espaço para corruptos nem corruptores”. Acrescentou que se sentia especialmente feliz pelo fato de o Ministério Público Federal (MPF) ter endossado o seu pedido de abertura de mais três inquéritos, destinados a investigar outras pessoas, entre os quais o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, de Assuntos Estratégicos.

A TARDE revela ainda que o delegado chegou a pedir a prisão e o indiciamento de Luiz Eduardo Greenhalgh. Quanto a Mangabeira Unger, diz que serviu ao “esquema criminoso” de Dantas, via elaboração do acordo “Guarda-Chuva”, que, em 1992, previa o uso do dinheiro de fundos de pensão para disputar a exploração de recursos naturais no subsolo brasileiro.

A vinculação da Operação Satiagraha com o esquema do mensalão, comprovada pelo procurador de Grandis, também não surpreendeu o delegado Protógenes Queiroz. Na investigação conduzida por ele, segundo relatou, havia suspeitas de que os negócios de Daniel Dantas estavam associados ao mensalão.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

LEIA ÍNTEGRA DA REPORTAGEM SOBRE O DELEGADO PROTÓGENES NO JORNAL A TARDE.

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