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Postado em 03-07-2009
Arquivado em (Artigos, Gilson, Multimídia) por vitor em 03-07-2009 21:57

CRÔNICA DE CINEMA

UM HOMEM, UMA MULHER, O FILME

Gilson Nogueira

Faça de conta que você ouve alguém tocando Wave ao piston na praia de uma ilha deserta em fim de tarde chuvosa e que você está só no único bar aberto bebendo alguma coisa à espera da mulher que você se apaixonou quando a viu descer do barco que a levou até lá para passar o final de semana em uma pousada de um amigo dela.

Se não for essa a imagem que pinta, imagine qualquer outra história que o faça feliz e deixe seu coração bater mais forte. Em seguida, pensando na paixão de sua vida, vá ao computador e procure a trilha sonora do filme Um Homem, Uma Mulher, dirigido por Claude Lelouch, tendo Anouk Aimeé e Jean-LuisTrintignant nos papéis principais. Mesmo quem não é fã de carteirinha de cinema sabe que Un Homme et une Femme é considerado um dos carros-chefe da ‘Nouvelle Vague’ francesa e detentor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1966 e dos Oscars de Filme Estrangeiro e Roteiro Original de 1967.

Foram mais de 40 premiações conquistadas no mundo inteiro. A película conta a história de dois viúvos que se conhecem ao acaso ao visitarem seus respectivos filhos em um colégio interno a cada fim de semana. Certa vez, Anne (Anouk) perde o trem e Jean–Louis ( Trintignant ) lhe oferece uma carona de volta a Paris. Aos poucos começam um relacionamento, cujo final não deve ser contado, aqui, para não perder a graça. Procure assisti-lo, em DVD.

Enquanto você pensa nisso e, claro, na mulher amada, faça uma pausa, no seu final de semana, e escute parte da trilha sonora de Francis Lai para essa que é uma das mais belas histórias de amor da chamada sétima arte. As principais características de Lelouch, você sabe, eram o uso de uma câmera móvel e de temática que tratava das relações humanas, com ênfase para homens-mulheres. No dia que fui ver o filme, em Salvador, aos 21 anos de idade, sabia que o Samba da Benção, cantado por Vinícius de Moraes e Baden Powwel, seus autores, estava lá. E, até hoje, independentemente de possuir o LP da sua trilha sonora, tento, apaixonadamente, no dia-a-dia, “filmar” um novo mundo, mesmo sem uma câmera na mão. Viva Glauber!!!

Gilson Nogueira é jornalista

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Comentários

Cida Torneros on 4 julho, 2009 at 8:32 #

Parabéns pelo texto, e pela lembrança, Gilson. Este filme é um dos que tenho na cabeceira, há muitas décadas. De uma beleza e simplicidade que comovem, e eu também o assisti a primeira vez em 1966, com 16 anos, me tomando de encantamentos e revendo muitas vezes, ao longo dos tempos.
abraços
Aparecida Torneros


Laura on 4 julho, 2009 at 14:18 #

Linda lembrança Gilson, que poesia para alma… os amantes agradecem.


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