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Postado em 01-07-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 01-07-2009 10:43

Ana Paula x Fátima: guerra assim dá gosto ver
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Disputa no Brasil não se resume apenas àquela da política encarniçada em que um lado, cada vez mais numeroso, pede a saída imediata do senador José Sarney (PMDB) da presidência do Senado, enquanto outro, cada vez mais reduzido, faz das tripas coração para mantê-lo onde está. Mesmo diante da saraivada de denúncias e do lamaçal que cresce em volta do cacique maranhense e ameaça inundar um dos mais importantes monumentos do arquiteto Niemayer, em Brasíia.

Na telinha da TV também começou, esta semana, uma guerra surda entre as bancadas de âncoras de dois dos principais noticiários do horário nobre noturno do jornalismo notiticioso na televisão brasileira. Merece atenção dos senhores ouvintes a disputa entre o Jornal Nacional, da dupla William Bonner e Fátima Bernardes, e o Jornal da Record, agora comandado por dupla de peso formada por Celso Freitas e Ana Paula Padrão.

É verdade que os dois polos masculinos da briga -Bonner e Freitas – parecem inseguros e presos aos formalismos arraigados dos noticiários tradicionais das TVs.Mas Fátima e Ana Paula, o lado feminino da disputa, têm jogado um bolão ultimamente na defesa, cada uma, de seus respectivos times.

Ana Paula Padrão, que acaba de fazer o mesmo percurso do apresentador Gugu (trocou o SBT pela Record), não apenas ancora o JR, mas literalmente pisa o pé na estrada para fazer reportagens. Na primeira delas, que está sendo apresentada esta semana, Ana visitou Recife, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e Pará, para a série especial que retrata problemas sociais e dramas humanos nas grandes cidades brasileiras.

Nesta terça-feira(30), na capital pernambucana, foi emocionante ver Ana Paula se equilibrando em palafitas e andando de barco no meio de mangues poluidos, para entrevistar marisqueiras que vivem hoje como no tempo do poema “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto.

Enquanto isso, no estúdio do Jardim Botânico, Fátima ( Ótima Bernardes, como diz o macaco José Simão), se desdobrava para segurar o peão na unha bem cuidada e não deixar o leite da poderosa Globo entornar, mesmo diante de algumas pixotadas primárias do companheiro ao seu lado, William, principalmente na cobertura da morte (e repercussões) do megaastro do pop americano, Michael Jackson.

Uma guerra assim dá gosto ver. Confira e compare esta noite.

(Por: Vitor Hugo Soares, editor do Bahia em Pauta)

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