jun
20
Posted on 20-06-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-06-2009

Phelps: “investir em inovação”
nobel
================================================
Numa entrevista publicada neste domingo(21)no jornal alemão “Welt am Sontag”, o prêmio Nobel da Economia em 2006, o norte-americano Edmund Phelps, faz severas críticas às opções do presidente Barack Obama para enfrentar a crise econômica nos Estados Unidos. Segundo Phelps, Obama está enganado quando quer controlar o sistema bancário através da Reserva Federal.

Oara o economista é “razoável” que o governo se ocupe prioritariamente dos riscos sistémicos. “Mas mesmo que se coloquem os bancos em camisas de forças, não se impedirá que os mercados se lancem até valores absurdos. Essas ondas de especulação têm pouco ou nada a ver com a política monetária”, analisa o Nobel.

Phelps diz não compreender a razão de se envolver o banco central.
O plano económico de Barack Obama para tornar eficaz a estrutura de regulação, que não evitou que o sector financeiro beirasse o desmoronamento no ano passado, prevê nomeadamente confiar ao Banco Central (FED) a regulação e a supervisão das grandes instituições financeiras do país.

A proposta do Nobel na entrevista é que se ataque os bónus dos dirigentes do setor financeiro. Phelps defende que devem ser agregados aos desempenhos a longo e não a curto prazo.

Também propõe a criação de um fundo de Estado para investir nas empresas “jovens e inovadoras”, o que seria uma distorção dos mecanismos do mercado, mas que aconteceria “numa boa direção”.

“Nos Estados Unidos, incentiva-se tudo com os fundos públicos, como por exemplo a propriedade imobiliária. Vivemos actualmente consequências desastrosas (…). Pensem nas enormes subvenções na agricultura ou nas ajudas às exportações. Não há qualquer inovação que seja encorajada”, disse.

jun
20
Posted on 20-06-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-06-2009

Apodi: na hora H /UOL
apodi1

“Vencemos sem convencer, mas vencemos, e isso é melhor que jogar bem e perder como vinha acontecendo”.Este desabafo do técnico Paulo Cesar Carpegiani depois do triunfo do Vitória por 4 a 3 contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, retrata bem o que foi confronto encardido da tarde deste sábado no Barradão.”Eu prefiro jogar mal e ganhar a jogar bonito e perder”, resumiu o treinador rubronegro ao analisar a partida.

Seja como for o fato é que Vitória e Botafogo mandaram às preocupações defensivas às favas e fizeram um um jogo franco, cheio de alternativas e com 7 gols, além de amoção do começo ao fim. O gol do triunfo triunfo rubronegro veio aos 45 minutos do segundo tempo , numa cabeçada surpreendente do lateral, que realizava uma de suas piores atuações neste campeonato.”Futebol tem dessas coisas”, disse o maluco beleza, xodó da torcida do Vitoria, jogando bem ou mal.

Quando as duas equipes entraram em campo esttavam empatadas em segundo lugar no ranking dos piores ataques do Brasileirão, com 5 gols em seis rodadas, mas acabaram brindando as duas torcidas com sete gols.Pena que mais uma vez tenha sido aquém da expectativa o comparecimento dos torcedores do rubronegro baiano ao seu estadio ( pouco mais de 10 mil torcedores). Quem foi, saiu do estádio comemorando o Sãso João antecipadamente.

Foi o terceiro triunfo rubro-negro em três jogos no Barradão e o resultado não apenas mantém a equipe de Paulo César Carpegiani no G-4, como a eleva para a terceira colocação, agora com 13 pontos ganhos.

jun
20
Posted on 20-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-06-2009

Deu na coluna

Na edição da Tribuna da Bahia deste sábado(20), o jornalista Alex Ferraz faz o seguinte comentário em sua coluna:

” Um assombro
Jamais negaria o quão trágico foi o acidente com o Airbus da Air France (que a imprensa já começa a esquecer, claro!), assim como outros recentes da aviação.
No entanto, é curioso notar a indiferença com que enfrentamos algo muitíssimo mais catastrófico: a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou anteontem relatório no qual revela, com base em dados de178 países, que cerca de um milhão de pessoas morrem, todos os anos, em acidentes automobilísticos”.

LEIA A COLUNA DE ALEX FERRAZ NA TRIBUNA DA BAHIA

jun
20
Posted on 20-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-06-2009

bebida1
Outdoor fotografado a caminho da praia em Maceió, Alagoas. Enviado por Graça Tonhá, colaboradora e incentivadora do Bahia em Pauta.

(Postado por; Vitor Hugo Soares)

jun
20
Posted on 20-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-06-2009

Deu no site da Navii, do jornalista (diplomado), Arthur Andrade

A decisão do Supremo Tribunal Federal de abolir exigência de diploma de jornalista para exercer a profissão não é uma má idéia. É o caminho para o que Bakunin pregava, o anarquismo oficial, a ausência de coerção do Estado. Essa decisão pode abrir a porteira para o fim da exigência coercitiva de outros diplomas. Engenheiros como Sérgio Naya, por exemplo, tinham diploma, mas ele ficou famoso pelos prédios que ajudou a derrubar por sua divulgada incompetência. Apostaria os prédios de Sérgio Naya a seu Apolônio, um mestre de obras sem diploma que construiu várias casas no Bairro do Paz. E ainda fez puxadinhos sofisticados, com área para bronzeamento por chuveiro. Todas as casas estão em pé há mais de dez anos. Médicos diplomados como o cirurgião plástico Farah Jorge Farah. Este usou seus conhecimentos para retalhar a ex-namorada Maria do Carmo Alves, em 2003.

Mais em www.navii.com.br/blog

jun
20
Posted on 20-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-06-2009

Mendes: no ataque
gmendes1
=================================================

ARTIGO DA SEMANA

VINGANÇAS DO MINISTRO GILMAR

Vitor Hugo Soares*

Ninguém segura o gênio e o ego do ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O ministro Joaquim Barbosa, único a arriscar-se na tarefa audaciosa de alertar o comandante da Suprema Corte e o País para a nudez da majestade, parece fora de combate ultimamente. Motivos de saúde o estariam impedindo de comparecer a julgamentos polêmicos e cercados de holofotes, a exemplo do que extinguiu a obrigatoriedade de diploma de nível superior para o exercício profissional do Jornalismo.

Mendes reinou como senhor quase absoluto da Corte. A unanimidade foi quebrada apenas pelo voto solitário e até meio tímido (neste caso) de outro ex-presidente do STF, Marco Aurélio Melo. Ainda assim, Marco Aurélio lembrou que a exigência do diploma acadêmico de jornalista, execrado ultimamente como o mais vil dos “detritos da ditadura”, existe há mais de 40 anos. Nesse largo tempo, quase uma vida, várias gerações ralaram nos bancos das faculdades de Jornalismo (boas ou precárias) para obter o canudo que permitiria concretização do sonho profissional.

Obrigatório, pela lei, mesmo para quem sempre combateu a ditadura (e sofreu em certos períodos conseqüências mais drásticas como a perda de liberdade física e de expressão), a exemplo do redator destas linhas, que agora se remói de culpa, diante dos discursos de tantos corajosos arautos da liberdade de imprensa que proliferam por todo canto nestes dias de confusão e geléia geral. Ainda bem que o ex-presidente do STF, em seu voto, defendeu “que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize uma atividade profissional que repercute nas vidas dos cidadãos em geral”. Menos mal, consola um pouco, apesar da goleada de 8 a 1 a favor da tese vencedora de Mendes.

Encerrada a sessão, o supremo comandante do Supremo correu para os abraços. Dias antes, na entrevista concedida à revista semanal Isto É, ele já havia demonstrado que não está para brincadeiras, vaias muito menos. O ministro afirmou na conversa com os repórteres Octávio Costa e Hugo Marques, que é alvo de um movimento organizado, por contrariar interesses. “Muito provavelmente até remunerado, pois em geral imprimem panfletos”, atira o ministro sem identificar o alvo, na matéria editada em três páginas de texto, ilustrada com uma foto emblemática do presidente do Supremo, em pose imperial, sentado na sua poltrona.

No Jornal da Globo, começo da madrugada da quinta-feira, horas depois de vencer a “batalha do diploma”, o presidente do STF, imponente, falava com o repórter Heraldo Pereira, em Brasília. No espaço chamado de Pinga-Fogo – em geral dedicado à discussão de tema polêmico do dia onde o contraditório é sempre parte essencial -, Mendes discursou sozinho. Quando o repórter lembrou o voto contrário do colega Marco Aurélio, o chefe da Suprema Corte fez ouvidos de mercador. Esperou a bola baixar antes de fazer novo arremate.

Na Isto É, depois de lançar farpas a torto e a direito na direção dos críticos em geral, aproveitou para bater com vontade no ministro Joaquim Barbosa, ao responder a pergunta sobre o conselho para ouvir a voz das ruas: “São gladiadores da opinião pública. Repito: essa tese de a Justiça ‘ouvir as ruas’ (defendida por seu desafeto maior no STF) serve para encobrir déficits intelectuais. Eu posso assim justificar-me facilmente, não preciso saber a doutrina jurídica. Posso consultar o taxista”, ataca Mendes.

Bem na linha da tese do cozinheiro, utilizada pelo presidente do Supremo no caso do diploma. “Um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, disse Mendes na plenária desta semana. Comparação tão simplória e genérica, que mais parece estocada política e vingativa, destinada a ferir seus críticos, que argumento consistente e isento de um jurista no exercício do mais alto cargo da magistratura brasileira.
No denso ensaio “Anatomia do Ódio”, o jornalista e advogado Joaci Góes constata que muita gente tem prazer em sentir ódio. “Em compensação pela colheita negativa que isso pode acarretar, essas pessoas são tomadas por um sentimento, momentâneo embora, de inebriante poder, ao darem plena vazão catártica ao desejo destrutivo de agredir e retaliar derivado do ódio. Além do prazer, a liberação do sentimento pode alterar a situação que deflagrou o conflito, em caráter temporário na maioria das vezes. Ambos os efeitos, porém – o prazer sentido e a mudança operada – insustentáveis em médio e longo prazos-, são de curta duração”, diz o escritor a linhas tantas de sua obra de leitura sempre oportuna e recomendável.

Jornalista e advogado (com diploma nas duas profissões) estou rezando para que a razão esteja com Joaci, o mais novo imortal eleito para a Academia de Letras da Bahia. Amém.

Vitor Hugo Soares é jornalista (diplomado pela UFBA). E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

  • Arquivos