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Postado em 19-06-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 19-06-2009 00:57

A internet entre muitas outras coisas revolucionou a relação entre empresas e consumidores. Blogs, sites, chats etc, são canais constantes e abertos de interação entre pessoas, são também uma poderosa ferramenta de divulgação de idéias, opiniões e críticas. Segue o relato real e engraçado de um consumidor numa experiência com a Gol.   

Por Laura Tonhá
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Recentemente fiz uma promessa e iniciei uma campanha Don’t “Go” Gol, cansado dos constantes atrasos, enjoado das barrinhas de cereal entre outras “delicadezas” constantes da companhia.

Porém, não resisti e quebrei minha promessa de NUNCA MAIS VOAR PELA GOL, seduzido pelo super, mega, blaster baixo preço. Acabei fazendo um vôo para o Rio de Janeiro, saindo de São Paulo, R$ 129,00 – ida e volta pro Rio – já com as tarifas de embarque; não é todo dia que achamos, enfim, FUI!

Chego para o embarque e a primeira bomba:
– Sr. Daniel, Obrigado por escolher a Gol, objetos cortantes e líquidos acima de 100 ml estão proibidos, boa viagem!

Ué, líquidos acima de 100ml? Pensei comigo… “Mas eu vou pro Rio?/ Não para os USA!!” Como estava atrasadinho nem dei conta…

Episodio I: A Máquina de Raio X

– Sr, o sr pode abrir sua mochila??

Claro, por que não? Já havia tirado meu lap, meu cinto, minha jaqueta, minhas chaves, minha carteira, minhas moedas, meu livro, o tênis, porque não abrir a mochila??

– Sr, Desodorante não PODE! Creme de mão, não PODE! Shampoo não PODE! Perfume não PODE!!

Confuso… “Querida” o que devo fazer com esses itens?

– Ah senhor, o Senhor pode jogar fora!! Alí!

Na hora vi um monte de “zóião” prontos pra pegar o meu “lixo”.
 
Aí eu falei pra ela… “Querida”Eu estou indo pro RIO!

– Mas senhor, a Cia não informou que seu vôo é internacional?

Como assim internacional? Eu vou pro RIO. Aí q me dei conta, que estava no embarque internacional e a policia federal já me olhando de rabo de olho. Fui reclamar com a Gol e eles claro, nada puderam fazer!

Só me restava jogar tudo fora, joguei o shampoo, joguei o creme… Snif, snif… Joguei o desodorante… Peguei o vidro de perfume “ROMA UOMO” ainda pela metade, uma dor no coração e enfiei no bolso de trás da calça.

Episodio II: A Máquina de Raio X “Again”

 – Sr, o sr precisa passar novamente a sua mochila e passar novamente pela maquina (que dedura objetos de metal).

Passei e a máquina apitou! Um filme rápido passou pela minha cabeça, advogado, fiança, explicando pra minha mãe etc. Aí ela diz que eu bati o braço e por isso a máquina disparou. Ufa! Passei novamente e meio de ladinho pra esconder a retaguarda que estava maior por causa do vidro de perfume.

Até a chamada do voo, tudo normal… Entreguei meu ticket, Boa viagem senhor! (Amigo, não tem boa viagem com a Gol, pensei comigo).

Coloquei a jaqueta, entreguei meus documentos e fui. O embarque seria pelo solo naqueles ônibus pensei: “Nossa… Vôo Internacional, saindo da pista!”. Algo estava estranho.

Eis que o vôo vinha do México; todo mundo de máscara, e eu lá no meio de gaiato. No Rio, fomos – “escondidos” – recepcionados e fichados pela ANVISA.

Resumindo: o barato muitas vezes sai caro, a Gol continua sendo uma merda, mesmo tendo voado na aeronave da Varig; e eu sou um bestinha que deixou de cumprir sua palavra. A campanha continua! Don’t “Go” Gol 🙂

Daniel Carvalho Cruz,

publicitário e diretor do portal Scramble – www.scramble.com.br

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