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Posted on 14-06-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 14-06-2009

Container leva corpos/DN
corpos2
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Reportagem do jornal português Diário de Notícias, publicada na edição on-line deste domingo (14), afirma que a tese da explosão, sugerida por alguns especialistas como causa  do desastre com o Airbus da Air France, que fazia a rota Rio-Paris com 228 pessoas a bordo, está cada vez mais descartada.

Segundo o DN, a análise preliminar dos destroços do voo 447 reforça a tese de que não houve incêndio e que o avião despencou subitamente no oceano Atlântico, no dia primeiro de junho. O acidente completa duas semana neste domingo, com mais de uma centena e meia de pessoas ainda desaparecidas mar e inúmeras dúvidas sobre as causas do desastre no ar.

As autoridades brasileiras confirmaram que não há marcas de fogo nos 37 pedaços do Airbus da companhia Air France. Um técnico francês já começou a perícia. A imprensa brasileira publicou ontem imagens dos restos do avião. Ari Germano, autor de um livro sobre acidentes de aviação, confessou ao Globo que ficou surpreendido com o que viu.

“Vi a parede que separa a zona onde a tripulação prepara as refeições da cabine dos passageiros,” começou. “As cadeiras ainda estavam dobradas. Noutras, há cintos de segurança soltos. Eles não tiveram tempo de fazer nada.”

SENSORES DE VELOCIDADE

O construtor dos aviões Airbus recomendou, neste domingo, “prudência” na adoção de teses que apontam as falhas nos sensores de velocidade como principal causa do acidente. Louis Gallois, presidente-executivo da EADS, casa-mãe do construtor Airbus, disse que “foi a convergência de diferentes causas que permitiu um tal acidente”. Louis Gallois declarou: “Ninguém sabe se os tubos de Pitot (sondas que permitem medir a velocidade a que uma aeronave voa)  tiveram algum papel no acidente.”

A Air France, como o BEA (Gabinete de Inquéritos e Análises, entidade francesa responsável pelo inquérito do acidente), também recusa fazer uma ligação entre o acidente e os tubos de Pitot. A companhia acelerou o processo de substituição destas sondas nos Airbus A330 e A340, cumprindo uma recomendação do fabricante. A substituição aconteceu sob pressão dos pilotos da companhia, e depois de uma série de incidentes acontecidos em 2008, que estão relacionados com anomalias nestes instrumentos.

A reportagem do DN assinala, ainda, que enquanto esperam que as caixas negras sejam encontradas, os investigadores franceses tiram as primeiras conclusões sobre as características do acidente analisando, no Brasil, os primeiros destroços da aeronave encontrados no mar. Os destroços estão armazenados num hangar no Recife.

Segundo peritos citados pela imprensa brasileira, os destroços parecem indicar que a queda do avião foi súbita e que a aeronave não explodiu durante o voo.

Enquanto isso, um comunicado oficial divulgado hoje informa que foram 43 e não 44 os corpos de passageiros do voo 447 encontrados no Atlântico pelos navios brasileiros. Por seu lado, a frota francesa que participa nas buscas encontrou seis corpos.

jun
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Posted on 14-06-2009
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Wagner e Geddel: na corrida
corrida

Deu na revista

A Veja desta semana traz na edição entregue aos assinantes neste domingo, 14, a seguinte nota na coluna Holofote, assinada pelo repórter Felipe Paturi e ilustrada com foto do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima:
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“É TERCEIRO OU É SEGUNDO? – Uma pesquisa eleitoral feita pelo Vox Populi na Bahia, no fim de maio, ouviu 3.000 pessoas.Pelos resultados o governador jaques Wagner lidera a corrida para o segundo mandato com 34% das intenções de votos. Paulo Souto, do DEM, fica com 24%.O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, tem 19%. Os índices de rejeição seguem essa toada.Não votariam em Wagner 24% dos eleitores, em Souto 20% e em Geddel 11%.Uma mudança ocorre quando não se apresenta a lista de candidatos aos entrevistados.Nesse caso, Wagner aparece com 12%, e Geddel com 7% ultrapassa Souto, que fica com 5%.”
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Posted on 14-06-2009
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Jackson: o xaxado em pessoa

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CRÔNICA DO COTIDIANO

UM XAXADO NO RIO DE JANEIRO

Gilson Nogueira

A bem organizada Feira de São Cristóvão, no bairro do mesmo nome, deu a partida, ontem, sábado, 13 de junho, Dia de Santo Antonio, ao São João na cidade do Rio de Janeiro. Desde as primeiras horas da manhã, já rolava, por lá, o autêntico forró no som que vinha das lojas de CD e das caixas acústicas dos dois palcos de shows daquele espaço de preservação das tradições nordestinas, ambos decorados com bandeirolas coloridas, sob teto de plástico, no formato do chapéu de couro do vaqueiro que Luiz Gonzaga transformou em uma de suas marcas, junto à sanfona, instrumento que seu pai, o velho Januário, ensinou-o a tocar, de forma monumental, na difusão das excelências do povo da Região Nordeste e, paradoxalmente, de seus dramas de nascença, como a falta de saúde e educação escolar para seus filhos.

Na feira, cantores e músicos desfilavam o melhor da música das terras da rapadura, farinha de mandioca, carne de sol, cachaça pura, requeijão, pimenta de cheiro, manteiga da boa, carne de bode e outras delícias da culinária da região que orgulha o Brasil por sua cultura e resistência ao abandono a que sempre foi relegada, desde o tempo em que o capeta era menino.

Apesar do gemido secular que ecoa pelos quatro cantos do mundo e dos remendos demagógicos que tentaram – e não conseguiram – consertar, ainda, o rombo no traseiro de sua calça, resultante de anos e anos sentada à beira do caminho à espera de soluções definitivas para seus problemas crônicos, como, por exemplo, a falta de ações duradouras no combate à seca, seu mal maior, e à sua pobreza generalizada, onde educação e a saúde despontam como os mais graves, entre eles, e às intempéries que, volta e meia, castigam sua gente trabalhadora, a sensação, na festa, com direito a premiar que subisse no pau de sebo, era que, no Nordeste a alegria faz parte do DNA de quem nasceu onde canta a Asa Branca e o mandacaru, apesar dos espinhos, serve de alimento.

As pessoas, dançando, ou, simplesmente, assistindo forrozeiros, tocando e cantando, pareciam estar diante de um coreto, na praça, aplaudindo as promessas do prefeito do lugar, ou, no fundo do quintal de terra batida do vizinho levantando poeira em um arrasta-pé porreta, daqueles da gota serena, bom como corno, mesmo.

Tudo, ali, parecia esperanças de quem acredita demais nos home e nos seus discursos. Os mais críticos, como meu amigo Murilo, com sua filhoca nos braços, diziam que, por conta disso, o nordestino, antes de ser um forte, é, sobretudo, um ingênuo. Seja como for, na capital dos tiroteios, em escala assustadora, nas ruas e nas favelas, o amor estava no ar.

Havia um cheiro de milho assado misturado ao perfume da mocinha que tinha ido àquela feira para encontrar o príncipe encantado da promessa feita ao pé da estatua do santo casamenteiro. Muita gente alegre, dando-me a impressão de estar feliz, compartilhando, ordeiramente, junta, o prazer de estar, ali, como se fosse uma só família. Na saída, um cabra da peste, fantasiado de Lampião, dançando xaxado, vem de lá, com a cara de quem comeu e não gostou. Ao chegar perto de mim, estende-me a mão.

“É agora”, pensei. O bicho rodopeia e…, de repente, saca um sorriso. Dei-lhe um abraço. Êta festa boa da moléstia! – gritei, enquanto saboreava um guaraná de nome Jesus.

Gilson Nogueira é jornalista.

jun
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Posted on 14-06-2009
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No dia 14 de junho de 2008, há exatamente um ano, morria na Casa de Saúde Pinheiro Machado, o cidadão Jose Bispo Clementino dos Santos, aos 95 anos de idade. “Dito assim parece à toa”, como ele cantava em um de seus mais belos sambas. Acontece que estamos falando de Jamelão, o mestre Jamela, imenso e imortal intérprete da Música Popular Brasileira. A canção para começar o dia, “Ela disse-me assim” é um dos maiores e mais permanentes sucesso deste intérprete de voz tão incrível quanto inimitável, insuperável mesmo se comparado com os melhores padrões de cantores internacionais. A letra e melodia do samba-canção que o Bahia em Pauta foi buscar no You Tube para celebrar neste domingo(14) a memória de Jamelão, é do gaúcho Lupicinio Rodrigues, outro imortal da nossa música.Dupla mais perfeita, impossível. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 14-06-2009
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Dona Arlete: presente
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O ano sem eleições manteve os políticos afastados dos festejos a Santo Antonio neste sábado(13), nas igrejas da Bahia. Bem diferente de 2008, quando o principal templo de devoção em Salvador a um dos santos mais populares da igreja católica, no elegante bairro da Barra, fervilhava de cabos eleitorais misturados com devotos em cumprimentos e abraços ao deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, então em plena campanha para prefeito da capital.Naquela data, na ponta da tabela nas pesquisas de intenção de voto, ACM Neto fez entrada triunfal na igreja, ao lado da avó e ex-primeira dama do Estado, dona Arlete Magalhães.

Neste sábado, porém, ACM Neto (derrotado para prefeito) e os políticos em geral estiveram ausentes dos festejos ao santo na tradicional Igreja da Barra. Dona Arlete, não. Chegou como sempre para a missa do meio dia, sentou-se no mesmo banco do ano passado, elegantemente trajada, e com duas acompanhantes. Com o livro da Trezena de Santo Antonio nas mãos, seguiu participante de todos os rituais e entoando baixinho as ladainhas e benditos em louvor ao santo português.

A viuva de Antonio Carlos Magalhães baixou os olhos, com emoção , quando uma integrante da congregração citou ao microfone uma relação de nomes de ex-frequentadores ilustres da Igreja da Barra já falecidos. Três deles mais diretamente ligados a ex-primeira dama da Bahia: Ana Magalhães (a filha jornalista), Luis Eduardo Magalhães (o filho ex-deputado federal) e Antonio Carlos Magalhães (o marido, ex-governador, homônimo e devoto do santo festejado a 13 de Junho).

No fim, todos no templo entoaram o hino da despedida: “Até o ano que vem, meu Santo Antonio”,

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

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