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Postado em 13-06-2009
Arquivado em (Artigos, Laura) por bahiaempauta em 13-06-2009 00:08

É Dia dos Namorados e você é obrigada a amar e ser amada neste dia, não importa se você não escolhe bem os seus parceiros; se você ainda não esta pronta para uma relação estável; ou se você é feliz sozinha; a manicure quer porque quer que você pinte as unhas de vermelho, o primeiro email que você recebe é propaganda da TAM que diz: “A gente se sente nas nuvens quando esta apaixonado” (e você pensa: “a gente quem cara pálida?”), na rua os casais se proliferam, nas lojas as vitrines estão cheias de vermelho e corações, a sua amiga lhe conta que vai passar a noite em um hotel com o namorado. Ok, bem-vindo ao Dia dos Namorados quando se esta solteira.

Ainda assim, nem tudo esta perdido, é possível que seu telefone toque e vai ser aquele carinha que você estremece quando vê e ele idem, mas vocês acham impossível ficarem juntos, não se suportariam são egocêntricos demais, a maturidade emocional, requisito básico para relações amorosas estáveis, ainda não atingiu vocês, porém já são vividos e inteligentes o suficiente para não se jogarem em uma relação qualquer, aprenderam a ficar bem sozinhos.

O dia só está começando e o seu telefone pode tocar novamente e dessa vez vai ser aquele carinha que tem muito potencial, você acha ele um fofo, ele vai contar alguma piada e você vai rir (ponto para ele), ele entende as loucuras que você faz e sua inconstância porque é maduro o suficiente para saber que depois do caos vem a luz e que você vai encontrar a sua. Nessa hora, o dia dos namorados já não esta mais sendo tão irritante, mas ele ainda não acabou e você continua atenta, construiu seu equilíbrio emocional com muito custo e não é uma data comercial que vai derrubá-lo.

Ja é noite, você esta em casa pensando nos acontecimentos do dia, o cara fofo já ligou de novo, mas não é nem por isso, que você, subitamente, percebe que está bem, e é feliz, namorando ou não. Sabe que deseja muito este amor alardeado em todos os comercias, filmes, novelas etc, mas não precisa dele para viver, sua vida corre, outras coisas acontecem. Percebe que existe uma paz muito grande em fazer o melhor que você pode e esta paz você tem.

Lembra-se de um texto do Gikovate em que ele diz “que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento”, sorri pela frase e porque percebe que o Dia dos Namorados está chegando ao fim e afinal você esta terminando melhor do que começou.

Por Laura Tonhá
*este texto NÃO é autobiográfico

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Comentários

Regina on 13 junho, 2009 at 13:18 #

Ha, ha, ha, gostei da alerta no final: “qualquer semelhanca eh pura conicidencia…” Mas o texto eh bom!
Estamos vivendo uma epoca definitivamente diferente e eu acho que o que mais tem mudado sao os relacionamentos humanos.
Estamos preferindo nossa propria companhia (e eu me insiro no contesto), ja nao temos saco pra aguentar as mazelas alheias, sonhamos muito alto, estamos fora da realidade ou nao presisamos da companhia diaria de algem para nos sentir completos? Seja qual for a resposta o certo eh que estamos caminhando para um futuro muito mais individualista do que comunal? Nao acham????


Rafa on 14 junho, 2009 at 3:30 #

Tenho certeza q seu dia dos namorados acabou sendo bom.


Mari on 14 junho, 2009 at 10:30 #

o meu foi uma droga :/
ngm me ligou.
fui ao cinema pra disparear a mente disso tudo e assisti ao filme “ODEIO O DIA DOS NAMORADOS”.
Agora odeio mais ainda :/
Só tinha casais em todo o cinema e as unicas cadeiras vazias eram aquelas ‘entre-casais’. O filme é lindo, mas tem final feliz. E eles se beijam. E namoram…
O dia e a noite chuvosos, frios, eu sem namorado, vendo filme sobre namorados. Meu pé com calos por causa do salto.
A unica coisa que pensei antes de dormir foi ‘eu devia ter visto exterminador do futuro.’


Marcia on 16 junho, 2009 at 13:06 #

Simplesmente adorei!!!
Sensível, inteligente, bem escrito.
A calhar pra muita gente que não se vê por inteiro.


Edson on 16 junho, 2009 at 19:20 #

Eu não me canso de ler. Gostei muito da crônica e me identifiquei com aquele carinha. Acredito que às vezes apenas um telefonema ou uma mensagem pode dizer muito não importa a distancia.


mariana_butterfly on 16 junho, 2009 at 21:56 #

parabens, é impossivel ler uma cronica como essa e ficar indiferente… impossivel nao nos encontrarmos em alguma linha dessas… momentos ja vividos… outros que deixamos de viver… me tocou.

parabens mesmo.
um beijo minha linda


Laura Tonhá on 18 junho, 2009 at 0:18 #

Noossa… obrigada por todos os comentários.

Márcia sua opinião é muito importante para mim.

Edson, engraçado vc se identificar…(rsrs)

Beijos!!


Daniel Cruz on 19 junho, 2009 at 2:09 #

Oi Laurinha,

Heheheheh não é autobiográfico é ótemo!!!!

Hahaha, adorei o texto… Eu não tenhum desses problemas, hehehe Pelomenos é assim q eu me engano todos os dias. Uma hora eu mesmo acredito.

Beijão e fique com Deus.

Dani


thalia on 3 novembro, 2014 at 12:28 #

TE AMO


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