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Postado em 12-06-2009
Arquivado em (Artigos, Newsletter) por vitor em 12-06-2009 17:31

Renato Russo em 95/Marcos Prado/VEJA
russo
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DEU NA REVISTA

Um texto do jornalista Sergio Martins na edição desta semana da revista VEJA, faz instigante resenha do livro “O Filho da Revolução”, do jornalista Carlos Marcelo, 39 anos, editor executivo do Correio Braziliense. O ensaio biográfico lança novas luzes sobre a vida e a trajetória do prematuramente falecido cantor e compositor Renato Russo. O autor mostra o planejamento cuidadoso com que o notável e complicado artista brasiliense conduziu sua carreira – e narra algumas das saborosas excentricidades que fizeram sua fama.

Da excentricidade e da lingua de Russo não escapa nem o ministro baiano da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, ex-colega de escola que Renato Manfredini Jr. considerava “in-su-por-tá-vel”. Em 1975, então com 15 anos, Russo foi diagnosticado com uma condição que o imobilizaria na cama pelos dois anos seguintes. Sofria de epifisiólise – um desgaste dos ossos e cartilagens que faz a cabeça do fêmur se descolar da bacia.

O texto na VEJA assinala que nesse período de sofrimento e tédio, o futuro artista dedicou-se a criar uma banda de rock imaginária, a 42nd Street Band, na qual assumiria a persona do baixista e vocalista Eric Russell. Encheu cadernos e cadernos – em inglês – com a história da banda. “Aos 19, já recuperado, o jovem dava os primeiros passos para realizar os projetos que esmiuçara nos seus rascunhos, como cantor e baixista do grupo punk Aborto Elétrico. Já adotara então o nome artístico com o qual ficaria conhecido: Renato Russo. Em 1985, ao lado do baterista Marcelo Bonfá, do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baixista Renato Rocha, ele lançou o primeiro disco do Legião Urbana”.

O jornalista Sergio Martins destaca que foi como letrista e vocalista dessa banda que Renato Russo se tornou o maior nome da história do rock brasileiro. “Os treze discos do grupo e os quatro álbuns-solo do cantor somam 14 milhões de cópias vendidas – 300 000 unidades só no ano passado”.

Toda essa história de obstinação é narrada “no saboroso Renato Russo: o Filho da Revolução (Agir; 416 páginas; 59,90 reais), do jornalista Carlos Marcelo, 39 anos, editor executivo do jornal Correio Braziliense, diz Martins na resenha da Veja.

MALHANDO GEDDEL

Segundo Martins, o livro não pretende ser uma biografia completa e abrangente. Se caracteriza mais como ensaio biográfico. Um retrato sem retoques, “centrado na tormentosa relação de Renato Russo com Brasília, cidade com a qual o Legião Urbana sempre seria identificado”. Revolve, por exemplo, o tumultuado show da banda no estádio Mané Garrincha, em 1988 – em que Renato Russo brigou com o público e interrompeu a apresentação com menos de uma hora de performance.

O episódio tem destaque central no livro. Assim como as relaçoões amorosas do artista – com meninas e meninos, como dizia uma de suas letras –, as drogas e a morte em consequência da aids, em 1996, são tratadas de modo mais sucinto. “Mesmo com essas lacunas deliberadas, O Filho da Revolução é um retrato mais profundo do músico do que O Trovador Solitário, biografia reverencial do jornalista Arthur Dapieve”, opina Martins na VEJA.

Este novo livro sobre Renato Rosso também mapeia as relações familiares dos roqueiros de Brasília com o governo, ao tempo da ditadura militar. Segundo assinala a matéria da revista semanal, “o jovem Renato Russo – filho de um funcionário graduado do Banco do Brasil – quis muito conhecer o garoto que tinha uma guitarra Gibson, item raríssimo na década de 70, quando as barreiras alfandegárias eram rigorosas. O proprietário da guitarra tinha um canal seguro para importar instrumentos: seu pai, que viajava ao exterior como piloto do presidente Ernesto Geisel. O nome do garoto: Herbert Vianna, futuro líder dos Paralamas do Sucesso”.

Mais surpresas reveladas em “O Filho da Revolução”: “No círculo dos jovens roqueiros, apareciam também futuros políticos. Renato Russo foi colega de aula do atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Gordinho, Vieira Lima foi maldosamente apelidado de “Suíno” pela turma do músico, que não tinha simpatia por ele. “Geddel é in-su-por-tá-vel”, o roqueiro dizia aos amigos. O próprio Renato Russo sabia ser bem insuportável. Era o chato do gênero “cabeça”. Metido a cinéfilo, certa vez se irritou com o enredo convencional de Brubaker, filme estrelado por Robert Redford – e se levantou no meio do cinema para insultar, aos gritos, a plateia “burra” que apreciava aquele lixo de Hollywood”, conta o jornalista Sergio Martins na VEJA.

Nada mais a adiantar.Agora é sair correndo para a livraria mais próxima.
(Postado por:Vitor Hugo Soares)

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