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Postado em 12-06-2009
Arquivado em (Multimídia) por vitor em 12-06-2009 00:26


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A música do Bahia em Pauta para esta madrugada de sexta-feira, 12 de Junho, Dia dos Namorados, é “Futuros Amantes”. Há quem a considere , a exemplo deste editor que vos escreve, a mais bela e profunda composição romântica de Chico Buarque de Holanda, tema musical do filme “Amor de A a Z”, um dos maiores sucessos de público do cinema nacional nas últimas décadas. Neste vídeo, antes de interpreta-la, Chico fala do nascimento de uma de suas obras primas e do significado da canção. Não sei de outra melhor para oferecer e ouvir na madrugada de um Dia dos Namorados. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

olivia on 12 junho, 2009 at 8:49 #

O Bahiaempauta botou pra quebrar! Chico Buarque de Holanda é, e sempre será, o verdadeiro CARA.


Mariana Soares on 12 junho, 2009 at 11:30 #

Concordo plenamente com você, Liu: o Bahia em Pauta, realmente, botou pra quebrar, pois, Chico Buarque “é e sempre será o cara”, sim, não só na música, mas, também, nas suas atitudes diante da vida, como esta letra, em especial, é uma das mais belas canções de amor já compostas por ele. O amor não se apressa, não se afoba e sempre pode esperar em silêncio, pois ele, o amor, não se anuncia ou comunica somente na urgência dos amantes, mas , também, pelo tanto que batuca no peito de quem ama e sabe e pode esperar pelo momento da entrega, para vivê-lo, com intensidade, na sua gandreza e infinita beleza…


Regina on 12 junho, 2009 at 21:19 #

ARRASOU!!!! Linda musica. No caso de Chico o dificil eh escolher so uma.
Por isso vou rebater com outra:

O QUE SERÁ (À FLOR DA PELE)
Chico Buarque (Brazil) – 1976

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores que vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo


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