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Postado em 10-06-2009
Arquivado em (Artigos, Multimídia) por bahiaempauta em 10-06-2009 22:13

Desde os primeiros séculos da Idade Média, uma classe não sai da pauta.  

Nas palavras de Marx “destruiu todas as relações feudais, patriarcais, idílicas. Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca e no lugar das inúmeras liberdades já reconhecidas e duramente conquistadas colocou unicamente a liberdade de comércio sem escrúpulos. Numa palavra, no lugar da exploração mascarada por ilusões políticas e religiosas colocou a exploração aberta, despudorada, direta e árida.”

O poeta francês Charles Baudelaire diria que a burguesia de seu tempo era “o homem rico, ocioso que, mesmo entediado de tudo, não tem outra ocupação senão correr ao encalço da felicidade; o homem criado no luxo e acostumado a ser obedecido desde a juventude; aquele, enfim, cuja única profissão é a elegância sempre exibirá, em todos os tempos, uma fisionomia distinta, completamente à parte”

Na atualidade, mundo em crise, “países usando o dinheiro público para salvar uma minoria de bilionários, enquanto a cada três segundos uma criança morre de fome; estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que os 10% mais ricos do mundo detêm 85,2% da riqueza mundial e que, do outro lado, os 50% mais pobres do mundo possuem apenas 1% dessa riqueza; quando dezenas de grandes empresas que auferiram enormes lucros nos últimos anos reduzem salários e demitem, 50 milhões de trabalhadores em todo o mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho – OIT” (dados do Instuto Zequinha Barreto); fica claro que a burguesia continua firme e em ascensão.

Ainda na pauta, ganhou uma subclasse – As burguesinhas – música que virou hit nas principais baladas do país, poesia sutil e crítica de Seu Jorge. Nesta véspera de feriadão, confira.

Por Laura Tonhá

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