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Postado em 10-06-2009
Arquivado em (Artigos, Newsletter) por vitor em 10-06-2009 14:05

Bonitinho mas…
airbus1

Deu na coluna:

Na edição da Tribuna da Bahia desta quarta-feira(10), a coluna do jornalista Alex Ferraz traz as duas notas seguinte sobre o mesmo tema, que Bahia em Pauta viu e recomenda a todos os seus leitores:
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I -Aviões sujos e inseguros

A tragédia do voo AF 447 da AirFrance/KLM é absolutamente triste, mas, como tudo que nos acontece, tem seu lado positivo que, no caso, é acender o debate sobre a aviação, um meio de transporte sujo em termos ecológicos e inseguro demais, justamente por não ter mudado nos últimos 100 anos.

Desde que os Irmãos Wright e Santos Dumont nos colocaram nos céus com seus aviões até 1957, quando a Boeing lançou o 707 (primeiro jato comercial do mudo), que as aeronaves são variações em torno do mesmo tema: fuselagem em forma de tubo com duas asas levemente inclinadas para a cauda do avião e com os motores presos embaixo das asas. Ponto.

Boeing e Airbus, os dois maiores fabricantes mundiais, insistem no modelo, pois ele é altamente lucrativo. Investe-se quase nada em remodelação e, por isso mesmo, tanto avião cai: por defeito técnico, por obsolescência do design e das tecnologias embarcadas, por inadequação de pilotos e até por questões meteorológicas.

Existe, no entanto, um projeto de avião ecológico (que gastaria muito menos combustível, por sua fuselagem altamente aerodinâmica, e provocando menos emissões de CO2 e outros gases), chamado SAX-40, desenvolvido por equipe de pesquisadores americanos e britânicos. Mas mesmo sendo uma revolução dramática na aviação, o SAX-40 está longe dos nossos aeroportos: o lucro imediato sempre fala mais alto no capitalismo.
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II- Crise permanente

A Boeing tinha 100 mil funcionários. Hoje, tem 38 mil, desde que seu Jumbo 747 (lançado em 1968) parou de vender. A Airbus está vivendo uma crise sem precedentes, pois, no vácuo do fracasso de vendas do 747 da Boeing, resolveu fazer um avião ainda maior, o A380, para até 800 passageiros e, com isso, está vivendo apuros financeiros nunca vistos. E vão ficar pior agora com a desconfiança mundial referente aos A330-200, o modelo que explodiu sobre o Atlântico.

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