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Corpos chegam a Noronha
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Porta-voz militar da coordenação dos grupos de buscas que atuam na área do dsesastre com o Airbus, que caiu no oceano dia 1º de junho, informou que até o início da noite desta terça-feira(9), já haviam sido recolhidos no mar 41 corpos das vítimas acidente com a aeronave A 330 da Air France, que fazia a rota Rio-Paris..

Nesta terça-feira, de manhã, os primeiros corpos começaram a chegar à ilha de Fernando de Noronha, a 360 quilómetros da costa brasileira, num helicóptero militar.A Interpol informou que vai ajudar a coordenar a identificação dos corpos das vítimas do avião que caiu no Atlântico com 228 pessoas a bordo, segundo comunicado divulgado em Paris.

“Dado que as vítimas desta tragédia eram originárias de diferentes partes do mundo, a colaboração internacional será essencial para garantir que a sua recuperação e identificação se faça de modo confiável, digna e rápida”, declarou o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble.

A identificação dos corpos consiste na obtenção de informações “post-mortem”, como impressões digitais, tatuagens, implantes cirúrgicos e radiografias dentárias, depois comparadas com informações “ante-mortem”, explicou a Interpol.

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Posted on 09-06-2009
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Pianista Paula Faour

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CRÔNICA DO COTIDIANO

O GRANDE AMOR

Gilson Nogueira

“Por um momento, achei que todos os que passavam à minha frente estavam de luto, pela cor de suas camisas, blusas, calças, saias, gravatas e paletós, no agitado Centro da cidade do Rio de Janeiro. Era a hora do almoço. Parecia haver um funeral inacabado para comparecer, na agenda daquelas pessoas que compunham aquele séquito anônimo.

Não parecia, contudo, haver tristeza em seus semblantes, ainda que a idéia de terem combinado usar as cores preta e branca em seus trajes de trabalho, como homenagem às 228 vítimas fatais do desastre com o avião da Air France que mergulhou nas profundezas Oceano Atlântico, há dez dias, fosse bem forte. Vendo-as apressadas, imaginei-as formigas humanas a sair de seus buracos para se alimentar, na selva de concreto de prédios antigos do Rio.

No entra e sai dos restaurantes, que são muitos e variados, ali, a tragédia, se não dominava as conversas entre elas, tinha assento em seus pensamentos, como no meu. Por isso, no ar, era difícil ouvir um gargalhar qualquer, como em dias de não lamento em escala global. No máximo, de perto, captava-se um sorriso, em tom menor, na intimidade dos passantes.

Percebi que ao simples toque no assunto da tragédia aérea, o interesse delas era saber quanto corpos haviam sido resgatados do mar até aquela hora. As atividades em seus respectivos empregos, no restaurante onde eu estava, era o tema no falar baixinho que ocupava a maioria das mesas, na silenciosa agonia de quem chora algo que perdeu. A alegria entrara em feriado. O carioca, que faz do local seu ponto de encontro, de segunda a sábado, esquecia a piada e, até, a cerveja, por conta do clima que domina, com razão, os ares do país que, junto à França, perdeu a maioria de patrícios no fatídico acidente.

Voltei para casa, sem graça, achando que havia alguma coisa que não combinava com aqueles turistas querendo que os cariocas sorrissem diante de suas máquinas infalíveis. Era como se eu estivesse no lugar errado, na hora errada, vendo gente errada, a importunar meu longo adeus silencioso, na angustia dos porquês diante das fatalidades. Entrei depressa no quartinho do computador e coloquei o Cd de Paula Faour, Cool Bossa Struttin, para rodar. Escolhi a faixa dois, que toca, agora, repetidas vezes, para aumentar mais e mais minha saudade dos que morreram no desastre.

É um sentimento masoquista, eu sei, mas, eu quero, eu preciso chorar minha agonia, até que minhas lágrimas invisíveis parem de cair feito os toques de piano de Paula, verdadeiras gotas de orvalho, em O Grande Amor”.

Gilson Nogueira é jornalista

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Posted on 09-06-2009
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Geddel: estresse geral
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Com o título Geddel: “Tá todo mundo angustiado” o Jornal do Brasil, em sua coluna Informe JB, assinada pelo jornalista Leandro Mazzini,publicou a seguinte nota na edição de domingo(7):
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“SE ALGUÉM DESEJA ver irritado o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, basta dizer que um aliado soprou que ele fecha chapa com o governador Jaques Wagner para 2010. Um deputado grande do PMDB disse isso à coluna: “Então manda ele cuidar da bancada dele”, rebateu o ministro. Cogitado por aliados para o governo da Bahia ou para o senado. Geddel desabafou:não quer conversa com o PT por ora, e sim cuidar do seu partido. “Na Bahia tem uma “plantação” danada. Não há acordo nenhum. Tá todo mundo angustiado, a eleição é só em 2010. Você abre os jornais e parece que a eleição é em outubro”. Geddel diz que vai ouvir o partido, e é o PMDB quem vai decidir seu futuro.E manda: “Só saio do ministério quano o presidente Lula pedir”.

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Posted on 09-06-2009
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Scolari: rumo ao desconhecido
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Luiz Felipe Scolari ex-tecnico das seleções de futebol do Brasil e de Portugal, recentemente afastado do comando do Chelsea, da Inglaterra, será o treinador do Bunyodkor, desconhecido time do Uzbequistão, da Ásia , no próximo ano e meio. A decisão foi anunciada nesta terça-feira(9) mais cedo pela assessoria de imprensa do treinador brasileiro de futebol e confirmada, mais tarde, pelo próprio Felipão em entrevista transmitida pela rede Band News de Rádio e TV.

Segundo matéria publicada na edição on-line do jornal português Diário de Notícias, em declarações ao site de Acaz Felleger, o antigo técnico da seleção de Portugal informou que as condições oferecidas pelo clube são muito interessantes. Na entrevista da Band News, Felipão confirmou ter sido este um dos principais motivos da sua ida para o distante Uzbesquistão, embora sem demonstrar a convicção habitual do franco treinador brasileiro.

“A opção foi feita em razão de uma série de detalhes. A ideia do presidente da equipe, a forma como o clube está empenhado numa nova realidade futebolística no Uzbequistão e a forma como fui recebido pelas pessoas nas duas vezes que estive no país”, afirmou Scolari.

O time do Bunyodkor, líder do campeonato do Uzbequistão, conta também com o meia brasileiro Rivaldo, que se sagrou pentacampeão mundial com Luiz Felipe Scolari. O técnico, que iniciará funções a 10 de Julho, assume que “o objectivo é levar alguns nomes no futuro, com grande projecção”.

Segundo o DN, de Lisboa, o técnico não descarta a possibilidade de voltar a trabalhar na Europa: “Eu sou um profissional e trabalho onde me dão a oportunidade de crescer, e onde possa dar um pouco do meu conhecimento, que é o caso do Bunyodkor. Não sei o que acontecerá depois de um ano e meio de contrato com o Bunyodkor, nem quais os projectos que vão surgir”, disse Felipão.

Boa sorte, gaucho.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do DN , de Portugal, rede Band News w agências eutorpéias de nitícias)

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Posted on 09-06-2009
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Waldir Pires:questão de justiça

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Deu na revista
ÉPOCA/OPINIÃO

DEIXA QUE EU FALO

Guilerme Fiuza*


” Se o Brasil fosse um país justo, promoveria sumariamente a volta de Waldir Pires ao Ministério da Defesa. E Nelson Jobim, o homem providencial, seria obrigado a ouvir o velhinho dizer: “O que falta aqui é comando!”

Foi com essas palavras, sutil como um elefante, que o atual ministro assumiu o cargo — humilhando ao vivo um homem de 80 anos que fez muito mais pelo Brasil do que ele jamais fará. Era o auge do caos aéreo, logo após a tragédia da TAM em Congonhas, e Jobim prometia (como sempre) dar jeito em tudo.

Não deu jeito em nada (como sempre), mas capitalizou como pôde cada holofote aceso em sua direção. Comoção nacional? Gente sofrendo? Clamor por respostas e soluções? É o cenário predileto de Nelson Jobim, com seus dois metros de altura e duas toneladas de empáfia.

Mas… Que pena. Os destroços do Airbus da Air France não são do Airbus da Air France. A gafe brasileira roda o mundo.

Jobim, o autor, fizera tudo certinho: na quarta-feira, proibira a divulgação imediata da notícia sobre o material encontrado, para que ele pudesse fazer o anúncio solene numa coletiva. Deixa que eu falo.

Esbanjou a arrogância de sempre, tratou jornalistas como idiotas, divagou sobre leis da física, movimento das correntes marítimas, raios e trovões. Antes de qualquer exame dos destroços, o homem providencial estava desvendando para o mundo os mistérios do voo 447, bancando o comandante frio e duro:

“É muito difícil encontrar corpos no mar. Estamos procurando restos”.

Nelson Jobim pode ser frio, duro ou mal educado, só não é comandante. Um comandante de verdade não sai falando que nem papagaio sobre o que não sabe, não desrespeita a família dos mortos com um linguajar de açougue.

Um comandante não ocupa a corte suprema do país para tomar partido de um ex-ministro do governo acusado de corrupção. E não humilha um homem de 80 anos dizendo em público que vai fazer o que ele não fez.

O Brasil deveria exigir a volta de Waldir Pires ao Ministério da Defesa. Para dizer o contrário: que não vai fazer o que Jobim fez. Nunca. Porque não se faz.

Dos mistérios em torno do voo 447, o único que não permanece é o que esperar do histriônico ministro da Defesa, o homem providencial.

* Guilherme Fiuza – Jornalista, é autor de Meu nome não é Johnny, que deu origem ao filme. Escreveu também os livros 3.000 Dias no Bunker, reportagem sobre a equipe que combateu a inflação no Brasil, e Amazônia, 20º Andar, a aventura real de uma mulher urbana na floresta tropical. Em política, foi editor de O Globo e assinou em NoMínimo um dos dez blogs mais lidos nessa área. Este espaço é uma janela para os grandes temas da atualidade, com alguma informação e muita opinião.

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Posted on 09-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 09-06-2009


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Em 9 de junho de 1891 nascia no estado de Indiana um dos maiores nomes da música dos Estados Unidos de todos os tempos:Cole Porter. Autor de composições imortais como “Night anda Day”, “Ive Got you Under My Skin”, “Beguin de Beguine”, entre dezenas de outras com a marca da sofisticação nas letras, ritmos criativos e inteligentes e formas musicais das mais complexas. Porter, no entanto , não é um compositor importante só para quem estuda música, mas principalmente para quem gosta de música de verdade. A música do dia é dele. E entre centenas, a escolhida é “Ive Got Under My Skin”, nas vozes de Sinatra e Bono em dupla perfeita, talvez na melhor interpretação de Porter. Confira.

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