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Posted on 04-06-2009
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Deu no jornal:

A coluna política Painel,da Folha de S. Paulo, assinada pela jornalista Renata Lo Prete, publica na edição desta quinta-feira(4) a seguinte nota sobre o jeito baiano de fazer política:
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“SEM RECIBO- A apresentação sobre o PAC colocou frente a frente, no auditório do Itamaraty, os desafetos Geddel Vieira Lima e José Sérgio Gabrielli. “Geddel, pode ficar tranquilo, não sou candidato ao Senado”, afirmou o presidente da Petrobras. “Nem eu”, replicou o ministro da Integração Nacional.

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Posted on 04-06-2009
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Popó: da Bahia para o Haiti
acelino
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É pura perda de tempo procurar Acelino Popó de Freitas em Salvador ou em qualquer outro lugar da Bahia, até mesmo no bairro da Cidade Nova nos dias das imperdíveis feijoadas de dona Zuleica, que ele trocou por alimentação mais saudável à base de frutas, verduras e laticínios. O ex-campeão mundial de superpenas da Organização Mundial de Boxe (OMB), depois de deixar a Secretaria Municipal de Esportes, arrumou a bagagem e se mudou.

Segundo revela o jornalista Ancelmo Góis na sua coluna no jornal O Globo, o pugilista está no Haiti. Recebeu um convite da organização não-governamental Viva Rio, que tem um trabalho social e não pensou duas vezes: “Vai abrir uma academia por lá”, conta Ancelmo.

Sucesso para o campeão.

(Postado por:Vitor Hugo Soares

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Deu no portal
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“O juiz de Direito da Comarca de Caetité, José Eduardo das Neves Brito, concedeu liminar na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE), em 10 de dezembro do ano passado, contra a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), o Estado da Bahia e os municípios de Caetité (46 mil habitantes) e Lagoa Real (13 mil habitantes). O juiz determinou que os acionados adotem providências urgentes a fim de garantir água potável às famílias que vivem na área da mineração, apurar se existe nexo entre a exploração de urânio e a contaminação radioativa da água e monitorar a saúde das populações daqueles municípios.

Assinado pela jornalista Zoraide Vilasboas o portal EcoDebate, especializado em temas ligados ao meio ambiente, publica texto sobre o tema polêmico da exploração de urânio e os ciclos de produção de energia nuclear na região de Caitité, interior da Bahia. O Artigo de Zoraide parte de uma decisão judicial relevante sobre o tema.

A liminar lastreou-se no resultado do Inquérito Civil que evidenciou a irresponsabilidade dos órgãos públicos estaduais e municipais pelo não fornecimento de água tratada às comunidades, mesmo depois do Instituto de Gestão de Águas do Estado da Bahia (INGA) ter confirmado contaminação em três pontos de água subterrânea, na área de influência direta do complexo minero-industrial da INB, onde começa o perigoso ciclo da produção de energia atômica no Brasil. Caetité, a mais de 700 km da capital baiana, no sudoeste do Estado, abriga a única unidade de mineração e produção de urânio em funcionamento no Brasil, responsável pelo processamento do minério que vai abastecer as duas usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro”

LEIA A INTEGRA DO TEXTO NO PORTAL ECODEBATE: ( http://www.ecodebate.com.br)

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Posted on 04-06-2009
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Carradine: morte inesperada
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BANGKOK – Notícia da BBC de Londres, procedente da Asia, informa que o ator norte-americano David Carradine, de 72 anos, foi encontrado morto, ontem, em um hotel de Bangkok, na Tailândia, onde  estava para filmar uma nova produção. Embora seu agente afirme que Carradine morreu de causas naturais, veículos de imprensa tailandeses noticiam que o ator teria cometido suicídio. Carradine ganhou fama mundial por desempenhar o papel de Kung Fu na prestigiosa série de TV.

Segundo informa o jornal The Nation, em sua edição on-line, a polícia local encontrou o ator enforcado no closet do quarto em que estava hospedado. Relatos obtidos pelo Diário de Bangkok, a equipe do filme “Strecht” foi jantar na noite de terça-feira e estranhou a ausência de Carradine, mas os colegas imaginaram que, por causa da idade, ele teria preferido descansar no hotel. Agente do ator, Chuck Binder disse ter ficado “chocado” com a notícia. “Ele era cheio de vida, sempre queria trabalhar… uma grande pessoa”, lamentou.

Famoso pela série de tevê “Kung Fu”, sucesso na década de 1970, Carradine participou de mais de 100 longas-metragens, além de ter uma extensa carreira na televisão e nos palcos dos Estados Unidos. Filho mais velho do também ator John Carradine, David recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro. Recentemente, estrelou as duas partes do filme “Kill Bill”, de Quentin Tarantino, e “Adrelina 2: Alta Voltagem”, ao lado de Jason Statham.

(Postado por;Vitor Hugo Soares, com BBC e portal IG)

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Mágico David Copperfield
magico

Deu no jornal

A Tribuna da Bahia, em sua edição desta quinta-feira (4), publica o artigo do jornalista Ivan de Carvalho, que o site-blog Bahia em Pauta, referido no texto,reproduz a seguir

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ARTIGO/POLÍTICA BAIANA

CANDIDATURA SOLITÁRIA NÃO RESOLVE

Ivan de Carvalho

1. O blog www.bahiaempauta.com.br, do jornalista Vitor Hugo Soares, chamou a atenção, ontem, para o trecho relacionado com a Bahia na entrevista do ex-ministro e ainda poderoso petista José Dirceu à edição desta semana da revista Isto É. Dirceu está mergulhado na articulação da candidatura de Dilma Roussef à sucessão de Lula. Vale a pena dar conta, ainda que não literalmente, do trecho citado. A revista pergunta: “E na Bahia, o sr. já conversou com o ministro Geddel Vieira Lima. Ele pode sair para o Senado para não ameaçar a reeleição do governador Jaques Wagner?”. Dirceu responde: “Eu conversei com o ministro Geddel, mas já faz tempo. Estou inclusive para procurá-lo para outra conversa. Onde o PT governa é natural que dispute a reeleição. Acho que o Geddel quer ser candidato a senador. Mas ele alega que há riscos de o PT lançar um candidato que concorra com ele”. A revista insiste: “O PT, então, não terá candidato a senador na Bahia?”. E Dirceu responde: “Depende. Temos que fazer pesquisa, analisar, porque lançar um candidato isolado também pode ser errado. Já tivemos experiência de lançar candidato fraco e perder a eleição exatamente por isso”.
2. Daí ficam evidentes duas informações e uma idéia que eu chamaria de surpreendente. A primeira informação é a de que Dirceu já conversou com Geddel a respeito da sucessão baiana e da hipótese de ele ser candidato a senador, em coligação com o PT, na chapa de Jaques Wagner. A segunda é que Dirceu pretende conversar outra vez, em breve, com o ministro da Integração Nacional, sobre os mesmos assuntos, vale frisar, a sucessão baiana, a aliança PT-PMDB na Bahia e a candidatura de Geddel a senador. Surpreendente é a idéia posta pela revista e não contestada por Dirceu, que chegou a admiti-la sem endossá-la, de o PT não ter um candidato a senador na Bahia. Falou em riscos, necessidade de pesquisas, precedentes que não deram certo, sem descartar ou confirmar.
3. Aparentemente, ficou posta, na pergunta da revista e na resposta de Dirceu, a hipótese de o PT não ter candidato ao Senado e – não está dito expressamente, mas implícito – o único candidato a senador na chapa de Wagner ser Geddel. A hipótese não tem lógica. As cadeiras de senador a serem disputadas em 2010 na Bahia são duas. Ser candidato sem um outro candidato, filiado ao PT, não resolve o problema de desconfiança do ministro quanto à solidariedade eleitoral da militância petista e de alguns outros partidos da base política de Wagner, bem como do eleitorado mais ligado a esses partidos. O que preocupa o ministro não é se a militância do PT e adjacências (PSB, PC do B, etc) e os eleitores não militantes, mas disciplinados, dessas legendas votariam no parceiro dele de candidaturas a senador, no âmbito da chapa encabeçada por Wagner. Isso não tem maiores problemas, pois as vagas são duas. A desconfiança ou incerteza do ministro Geddel é quanto à solidariedade desses militantes e eleitores à candidatura dele, Geddel. Votar no companheiro de chapa para senador não preocupa, a vaca pode ir pro brejo é se não votarem nele, Geddel, também. Aí é que está o nó, que não sei se é cego ou não, e que a revista e o ex-ministro Dirceu não perceberam (improvável) ou que o ex-ministro fingiu não perceber (quase certo). Risco semelhante correria Geddel mesmo na estranha hipótese de a base política de Wagner lançá-lo solitariamente ao Senado – tanto a militância quanto os eleitores (in)disciplinados poderiam abster-se de votar nele, com a consideração de que mais perigoso é um aliado-concorrente interno forte, espaçoso e em busca de prosseguir uma escalada do que a eleição de adversários formais.
4. Qual seria a mágica que fariam o governador Jaques Wagner, o PT e alguns partidos aliados do PT para convencer Geddel de que a militância desses partidos e o eleitorado mais chegado estariam tão firmes com a candidatura dele a senador quanto com o outro candidato da base governista? Um primeiro passo foi dado por Wagner ao dizer que não haverá mais de dois candidatos na base governista e que uma das vagas na chapa está reservada ao PMDB, isto é, a Geddel. Importante, mas seguramente não suficiente. Melhor chamar David Copperfield

Ivan de Carvalho,jornalista, responde por coluna diária sobre Política na Tribuna da Bahia..

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Posted on 04-06-2009
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Eastwood: valor das rugas
ator
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A música e o vídeo que inspiraram o cronista

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CRÕNICA DO COTIDIANO/MÚSICA E CINEMA

CLINT EASTWOOD É O CARA

Janio Ferreira Soares

Existem pessoas que vivem travando um eterno combate contra o tempo, como se ele fosse um velho esclerosado que se deixa enganar por plásticas, mini-saias e jovens de aluguel a tiracolo, que na verdade estão mais interessados na fama pós-coito do que na própria relação em si. Em contrapartida existem aqueles que assimilam com perfeição as durezas impostas pelos anos e aceitam numa boa seus cruzados no fígado e demais golpes baixos, que de vez em quando nos pegam de jeito. Mas, enfim, cada um que cuide de suas necessidades, de seus pés de galinha e de seus cabelos brancos como bem entender.

Estou falando isso porque recentemente eu andei vendo alguns filmes protagonizados ou dirigidos por Clint Eastwood e pude observar que ele, que no último domingo, 31 de maio, completou 79 anos, vale cada ruga que a vida lhe sapecou na pele. E quanto mais elas aparecem, melhor ele fica, seja como ator, diretor ou um simples garimpeiro de belas canções que compõem suas trilhas sonoras.

Lá pro final dos anos 60 e início dos 70, quando eu flanava por Paulo Afonso (BA) em meio a gibis, brigites e lolobrigidas, o cinema tinha lugar de honra por essas bandas do sertão. A cidade chegou a ter cinco salas funcionando simultaneamente, o que representava uma verdadeira festa no interior. E pela proximidade entre elas dava até pra pegar duas sessões por dia, como acontece nesses democráticos complexos de salas germinadas dos grandes centros, onde Fellini e Rambo às vezes ficam lado a lado, apenas separados por grossas paredes que servem como uma luva para que queijos, salames e garrafas de vinhos da Toscana não sejam atingidos por rajadas de bazucas endiabradas e músculos bombados made in Vietnam.

Lembro-me que quando passava algum western em que ele era o mocinho, tirando a dificuldade de pronunciar o seu sobrenome, o resto era uma festa. Além de toda agitação, eu também ficava doido para ouvir a música que iria acompanhar suas cavalgadas por cânions, vales e montanhas, pra depois ir correndo até a minha casa (assoviando-a, claro, pra não esquecer nenhuma nota pelo caminho) aprender a tocá-la no violão.

O seu último filme, Gran Torino, pode não ser uma obra prima, mas, para quem conhece o seu trabalho, é muito bacana poder identificar em Walt Kolwalski – um veterano da guerra da Coréia -, traços do cavaleiro solitário que ele foi um dia, misturado com o policial durão, Dirty Harry, acrescido de algumas pitadas do fotógrafo que conquistou Maryl Streep – ao som da sensual voz de Dinah Washigtton – em As Pontes de Madison.

Confesso que ao subir o letreiro, quando ele sussurra com sua voz rouca e desafinada a canção que dá nome ao filme (uma bela parceria com Jamie Cullum), deu vontade de colocar os dedos na boca e dar aquele mesmo assovio que eu dava nos tempos em que ele sacava o seu Colt 45 na tela do velho Cine São Francisco e derrubava pelo menos uns três. Só não o fiz porque naquela hora eu estava com uma das mãos segurando um lenço meio umedecido. Vida longa ao bom e velho Clint.

Janio Ferreira Soares, cronista e escritor, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na região do Vale do São Francisco

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