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Postado em 01-06-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 01-06-2009 22:21

Angústia em Paris/El Mundo
angustia
No final da tarde desta segunda-feira a Air France anunciou que foi reduzida a “algumas dezenas de milhas náuticas” a área onde se supõe que tenha caído o Airbus A 330, que desapareceu na noite de ontem quando fazia o vôo entre o Rio de Janeiro e Paris, com 228 pessoas a bordo.

Os especialistas da empresa aérea francesa informaram, segundo o jornal Público, em Lisboa, que no momento em que deixou de comunicar-se com os controladores aéreos, o aparelho atravessava uma zona “conhecida pelas suas fortes turbulências”.

“A catástrofe que nos atingiu ocorreu a meio caminho entre a costa brasileira e as costas africanas e a área em causa foi restringida a algumas dezenas de milhas náuticas”, revelou Pierre-Henry Gourgeon, director-geral da companhia aérea francesa. Uma milha náutica equivale a 1,85 quilómetros.

Publico revela em sua edição on-line, que no momento em que o responsável falava, sete aviões brasileiros e franceses participavam ou estavam a caminho da zona onde decorrem as buscas, numa zona situada a mais de 1100 quilómetros do Nordeste brasileiro. Três navios militares brasileiros partiram já das suas bases, mas só na tarde desta terça-feira deverão chegar à área.Um destes navios , com dois helicopteros de buscas a bordo, saiu da Base Naval de Salvador.

Segundo as autoridades de aviação brasileiras, a última comunicação via rádio entre os pilotos do voo AF 447 e os controladores aéreos ocorreu às 02h33 (hora de Lisboa), numa altura em que o Airbus se encontrava a 565 quilómetros da cidade costeira de Natal. A Air France indicou, por seu lado, que, cerca das 03h00, o avião “entrou numa zona de fortes turbulências” e, quinze minutos depois, o Airbus enviou “mensagens automáticas” para “anunciar um certo número de anomalias”, incluindo falhas eléctricas. Pouco depois, quando os pilotos não comunicaram a entrada no espaço aéreo senegalês, como estava previsto, a situação foi transmitida aos centros de controlo da região.

Na coletiva desta tarde, Gourgeon explicou que o Airbus A 330 está equipado com transmissores Argos, capazes de emitir “durante vários dias” sinais que são captados por satélite e que poderão ajudar na localização da aeronave, que se imagina terá se precipitado no Atlântico.

O responsável acrescentou que “é muito provável que o impacto no Atlântico tenha ocorrido pouco depois” das mensagens automáticas enviadas cerca das 03h15, mas não existe qualquer confirmação, uma vez que o aparelho se encontrava numa zona que não era coberta pelos radares brasileiros.

Gourgeon confirmou ainda que “pouco antes destas mensagens, o aparelho atravessou turbulências significativas”, mas escusou-se a fazer qualquer “ligação directa” entre as condições meteorológicas e o desaparecimento do avião. No início da tarde o director de comunicação da companhia tinha dito que “o mais verosímil” era o aparelho ter sido “atingido por um raio”, o que teria causado falhas imprevistas a bordo.

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