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Postado em 31-05-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 31-05-2009 01:54

Big Ben: na paz e na guerra
relogio

Faz 150 anos neste domingo (31) o mais famoso relogio do planeta: o Big Ben . É um símbolo da Inglaterra vitoriana que estende a sua sombra – e os seus sons – sobre uma Londres plenamente no século XXI e que hoje assinala século e meio de existência de um seus principais cartões postais de forma discreta: está prevista apenas a inauguração de uma exposição.

Esta é a única forma dos estrangeiros conhecerem o interior do relógio, já que não é permitida a visita a visitantes de outros países. E mesmo os britânicos só podem visitá-lo, contactando o deputado da respectiva circunscrição eleitoral. A agência de notícias Lusa informava ontem de Londres, que o tempo médio de espera para uma visita pode ir até aos seis meses. E, mesmo no interior do edifício do relógio, a visita não será um passeio: o espaço é reduzido e até o topo são quase 400 degraus que se elevam até à altura de um edifício de 16 andares, informa o Diário de Notícias, de Lisboa.

Assim como o DN de Portugal, praticamente todos os principais jornais da Europa dedicam espaços generosos de matérias especiais para festejar o relógio inglês. “É antigo, é grande, faz barulho, é – muito – certinho. É o Big Ben, o relógio que há 150 anos dá as horas (as meias horas e os quartos de hora) na capital britânica”, diz o jornal português. O diário “El Mundo”, de Madri, também publica uma generosa e elegante matéria sobre o aniversariante do dia e sua história, nem sempre harmoniosa, com os habitantes de Londres, principalmente os que vivem mais próximos de suas badaladas poderosas que repercutem a quilômetros de distância.

Em relação as visitas, as medidas de segurança são, naturalmente, outro obstáculo, atendendo ao especial estatuto do edifício em que se encontra, o do Parlamento. Inicialmente, os membros do Parlamento também não ficaram entusiasmados com a inauguração do Big Ben, os sons dos sinos e do carrilhão sobrepunham-se às artes oratórias dos tribunos britânicos.

Mas, segundo o Diártio de Notícias, de fato, o que conta neste monumento da relojoaria é mesmo o aspecto exterior e os quatro mostradores que marcam os dias e as noites em tempo de paz e de guerra. Um dos momentos em que o Big Ben mais pareceu em risco foi durante a II Guerra Mundial, em 1941. Na noite de 10 de Maio, um bombardeio alemão atingiu o Palácio de Westminster, de que faz parte a torre do relógio, incendiando-se o edifício. As chamas chegaram até à altura do campanário, um dos ponteiros do mostrador do lado sul ficou seriamente danificado, alguns vidros foram estilhaçados, mas o relógio continuou a marcar imperturbável o tempo.

Nem sempre foi assim, revela a matéria do DN. Várias vezes, nos últimos 150 anos, o Big Ben esteve parado por razões técnicas, ainda que o som dos seus sinos se tenha ouvido sempre, sendo transmitidos pela Rádio BBC desde 1924.

Em outra conjuntura especial foi necessário suspender o funcionamento do relógio: entre 1916 e 1918, já que se entendeu que os seus sinos poderiam servir para orientar os ataques dos Zeppelins da Alemanha a Westminster, símbolo da democracia britânica em luta contra os regimes antidemocráticos da Alemanha e do império austro-húngaro.

Longa vida ao Big Ben.
(Vitor Hugo Soares, com jornais e agências europeias de notícia)

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