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Postado em 26-05-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 26-05-2009 23:33

Lula e Chavez: muitos risos, poucos acordos
chavez

Com o título “Brasil e Venezuela não logram acordo sobre refinaria”, o jornal de Caracas “El Universal” fala, em ampla reportagem, sobre o encontro entre os presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Hugo Chavez, nesta terça-feira (26), em “Salvador da Bahia”, como registra o jornal venezuelano no crédito de origem de sua matéria.

Segundo “El Universal”, as negociações entre Brasil e Venezuela, para a construção conjunta de uma refinaria (em Pernambuco), seguem estancadas, apesar da conversação mantida hoje, em Salvador, entre os presidentes dos dois países. “Em uma entrevista coletiva concedida nessa histórica cidade, os mandatários anunciaram a decisão de prolongar por 90 dias mais as negociações, entre a petroleira estatal venezulana Pdvesa e sua similar brasileira Petrobras, em torno ao projeto”.

“Confesso que estou frustrado. É lamentável. Não fomos capazes de fechar o acordo”, afirmou Chavez, sem ocultar sua decepção”. Segundo o jornal de Caracas, “menos tenso, Lula da Silva expressou sua confiança em que os dois países encontrarão um terreno comum para permitir a participação de Pdvesa no projeto”.

“El Universal” destaca, ainda , que o presidente Lula afirmou, em tom de brincadeira , que se sua ministra do Gabinete Civil, Dilma Rousseff, ganhar as eleições presidenciais, em 2010, ele “assumirá o comando da Petrobras para concretizar o acordo”.

“Se eu conseguir eleger Dilma, serei o presidente da Petrobras, Gabrielli (José Sergio Gabrielli, o atual chefe da empresa) será meu assessor e o acordo sairá”, asseverou Lula com um sorriso, registra “El Universal”, um dos jornais de maior prestígio na Venezuela.

ÁUDIO REVELADOR- Na matéria, o diario da Venezuela , com base “na edição eletrônica do diário O Globo”, registra a falha no sistema de áudio na sala onde estavam os jornalistas à espera da coletiva, que permitiu aos repórteres “inteirar-se dos principais obstáculos a um acordo entre as duas empresas, que se referem ao preço do óleo a ser produzido pela refinaria de Recife, ao custo do investimento e a forma de comercializar a ”produção da planta petrolífera brasileira”.

Segundo a reportagem, Chávez deixou claro que não pretende vender, à Petrobras, o petróleo venezuelano a um preço mais baixo que o vigente no mercado.

“Não podemos conceder à Petrobras um preço diferenciado. O preço tem que ser o de mercado. Assim funciona em todo mundo. Assim funciona em Cuba, nos Estados Unidos e na Russia”, afirmou Chavez.

O presidente venezuelano desembarcou, hoje, em Salvador da Bahia para manter seu sexto encontro trimestral com Lula da Silva, destinado a firmar novos convenios de cooperação em várias áreas e debater o ingresso da Venezuela no Mercosul, freiado pela demora dos congressos, do Brasil e do Paraguai, em ratificar o protocolo de adesão.

EMPRESAS A SALVO

Em sua ampla matéria sobre o encontro de hoje na Bahia, “El Universal” assinala ainda que Chavez indicou, na sua conversa com Lula, que as nacionalizações empreendidas por seu governo não afetarão as empresas brasileiras que operam no país.
Na reunião a portas fechadas entre os dois presidentes, Chavez expressou,com bom humor, que “estamos em uma fase de nacionalização de empresas no país (…) Menos as brasileiras”.

As declarações puderam ser conhecidas graças “à mencionada falha nos sistemas de tradução simultânea que permitiu aos jornalistas escutar o conteúdo da conversação entre os chefes de Estado”

DOUTRINAÇÃO DE CHAVEZ – Segundo o diário de Caracas, Chavez assegurou com uma certa dose de humor, que tentou convencer o megaempresário brasileiro Emilio Odebrecht,o baiano presidente do Conselho de Administração da Construtora Odebrecht, a “abraçar a causa socialista, mas o industrial rechaçou essa proposta”.

“Eu tentei conversar com don Emilio (Odebrecht) para ir ao socialismo. Ele riu e me disse que não”, revelou Chavez, segundo “El Universal”.
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Bahia em Pauta pergunta: Já pensaram se a essa altura da vida o filho de dom Norberto, veterano e hábil fundador de um dos maiores impérios da construção civil na América Latina topa a proposta de Chavez?
(Postada por Vitor Hugo Soares)

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