maio
25

Pinheiro: curativo complicado
walter
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“Um tiro no pé”. A clássica expressão popular utilizada por uma ouvinte indignada que ligou para a Rádio Metrópole, esta manhã, resume com perfeição o sentimento dos ouvintes sobre a participação do secretário de Planejamento do governo do Estado, Walter Pinheiro, no papel de comentarista do Jornal da Metrópole, nesta segunda-feira(25).

Mais de uma dezena de outros ouvintes entraram no ar para reforçar críticas ao desastroso uso dado pelo secretário ao preciso espaço oferecido pela emissora a seus comentaristas – de ótimo nível em sua maioria, diga-se a bem da verdade – para análises de temas,  propostas,  idéias e fatos de interesse público e de atualidade, polêmicos ou não.

O próprio apresentador, Mário Kertesz, que conduzia o programa, da manhã de hoje, instalado em Lisboa, opinou em favor das críticas dos ouvintes e lamentou o desvio de rumo e sentido em participações como as de Pinheiro, que fazem de seus comentários meros espaços de propaganda e proselitismo político ofical.

Na mosca. Tanto a reação em cadeia dos ouvintes, quanto a fala do apresentador, que afastou a tentação da censura, proposta no ar por alguns ouvintes mais radicais.”A melhor censura é esta, da própria audiência do programa, ao julgar seus comentaristas”, disse Kertesz.

No caso do secretário de Planejamento uma lástima, na acepção do termo,.

Walter Pinheiro usou todo o tempo de seu comentário para desfiar um rosário de “realeses” governamentais novos e antigos, mal alinhavados e difíceis de engolir, sobre a sétima maravilha das realizações do governo estadual no campo da saúde pública e da construção de hospitais na capital e no interior. A única tese (tese?) levantada pelo secretário em seu longo e maçante comentário foi a de que o governo Wagner “acabou com o turismo da ambulância na Bahia” .

Factoide é pouco, além de baita e agressiva injustiça aos doentes que buscam na capital (inutilmente em muitos casos) uma vaga ou o atendimento vital de urgência que não consegue em hospital em sua região de origem. Ou o “turismo” , a que o secretário se refere, é dos motoristas das ambulâncias municipais?

Tiro no pé é pouco, pois a bala acerta também no governo do Estado. E o curativo vai doer no secretário.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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