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Postado em 21-05-2009
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-05-2009 22:56

Do limão à limonada
mexico

A prefeitura da Cidade do México corre atrás para recuperar-se do prejuizo. Tenta, agora, converter as medidas de higiene contra a epidemia da gripe suina, em um atrativo turístico para uma megalópole que tenta recuperar sua imagem,  depois de uma queda na demanda hoteleira para 12%, quando a média de ocupação local é de 65%.

Segundo publica o jornal espanhol El Mundo, um dos mais lidos de Madri, o secretário de Turismo da capital mexicana, Alejandro Rojas, assegurou, em uma entrevista,  que a cidade  ”é hoje mais limpa que antes, tem muito mais condições de higiene”, graças ao alerta sanitário decretado em 23 de abril passado e suspenso esta semana..

“É um valor agregado para que o turista,  que irá a um restaurante, a uma convenção, saiba que haverá medidas excessivas de higiene”, acrescentou o secretário.  Segundo Rojas, serão capacitados os responsáveis e trabalhadores dos estabelecimentos,  para “elevar o nível de exigência para sua qualidade e seu serviço”.

Segundo a reportagem de El Mundo, as medidas serão especialmente estritas nos pontos de rua que oferecem os famosos tacos e outros pratos típicos mexicanos, onde existe maior probabilidade de contágio. “Estamos obrigando a todos que tenham um posto ambulante a que tenham também muita higiene. Que aquele que cobra não seja o mesmo que serve a comida”, explicou.

Cerca de 75% dos visitantes da cidade vêm do interior do México e,  entre 80 a 90% dos estrangeiros procedem dos Estados Unidos, Canadá, Europa e América Latina.

Segundo o jornal espanhol, a epidemia causada pelo virus AH1N1, que deixou até agora 74 mortos causou 3.660 contágios no país, teve seu epicentro na capital mexicana, que tem uma população de nove milhões de habitantes, uma cifra que sobe para 19 milhões de pessoas  quando se leva em conta sua zona metropolitana.

IMPACTO BRUTAL.

“O golpe na economia da cidade foi brutal, demolidor”, com danos estimados em 150 milhões de dólares para os setores do comércio, turismo e serviços, a que estão vinculados duas terças partes da economia local, admitiu Alejandro Rojas na entrevista.

Em razão da suspensão de atividades,  decretada durante vários dias para freiar a propagação da Gripe Suina,  fecharam 140 museus, a ocupação hoteleira chegou a situar-se em  5% e a taxa de  visitantes desabou um dia a apenas 4.000.

Como paliativo a esta situação devastadora para o turismo, a prefeitura anunciou a realização, de 6 a 14 de junho próximos, da Feira de Culturas Amigas. Enquanto nesta terça-feira lançava uma campanha promocional batizada com o slogam ”Cidade do México. Cheia de Vida”.

Que viva México!

(Vitor Hugo Soares, com jornal El Mundo, de Madri).

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