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Postado em 19-05-2009
Arquivado em (Artigos) por vitor em 19-05-2009 00:04

PMDB: Até 2010?
encontro

O Bahia em Pauta colheu em diferentes fontes o balanço geral em 10 tópicos do encontro do PMDB baiano, nesta chuvosa segunda-feira (18),  no Hotel Bahia Othon Palace:

1-Segundo o presidente regional, Lúcio Vieira Lima, na inauguração em Salvador, da série de encontros que o partido pretende promover, este ano, em vários municípios, para discutir eleições de 2010, foram cadastrados 95 prefeitos, 285 vereadores, além de cabos eleitorais, vice-prefeitos e outros quadros do PMDB. O número total de participantes é incerto, mas deu muita gente.

2-O presidente nacional da legenda e da Câmara, deputado Michel Temer, que tinha a presença incerta, mas foi esperado até a última garfada do almoço, não apareceu! E não foi por falta de teto no aeroporto, apesar das chuvas diluvianas que afogam a capital desde a noite de domingo.

3- A quantidade de discursos em uma única solenidade pode disputar um recorde no Guiness: Foram, seguramente, mais de 30 discursos, até que a conta se perdeu. A abertura ficou por conta do deputado Arthur Maia, que não apresentou nenhuma novidade ou surpresa, pois o governo já o inclui na lista de opositores há muito tempo.

4-Os demais oradores seguiram a mesma toada de Arthur, reclamando da falta de parceria do governador Jaques Wagner com o partido, da morosidade nas ações, e por aí vai a ladainha… Alguns, como o presidente do PMDB Jovem, Nestor Neto, exageram no tom, chegando a chamar o governador de “tirano” e seu partido, o PT, de “aproveitador” e “oportunista”.

5-Outros, no entanto, mostraram-se mais equilibrados e conciliadores. É o caso do prefeito de Livramento, Carlão, e do vice-governador, Edmundo Pereira. Este último, além de lealdade ao governador, mostrou-se fiel ao PMDB na parte mais autêntica da história do partido no Estado, ao lembrar nomes do velho e combatente MDB autêntico, como os de Chico Pinto, Elquisson Soares e Euclides Neto, entre outros.

6- Alguns dos oradores foram ingratos, como o deputado federal Marcelinho Guimarães,  presidente do Esporte Clube Bahia, que afirmou ”jamais ter apoiado este governo”, apesar do desgaste político assumido por Wagner para reconstruir o Estádio Roberto Santos (Pituaçu), que o Bahia utiliza em seu mando de campo, como se fosse um estádio particular a exemplo do Barradão do Vitória. “Me sinto bastante à vontade para afirmar que o meu candidato à governador é Geddel Vieira Lima”, afirmou Marcelinho.

7- Não precisa ser nenhuma Mãe Dinah para prever que a decisão apresentada no final dos encontros, num total de dezoito, coincidirá com a do encontro de hoje na capital: o ministro Geddel Vieira Lima candidato a governador em 2010, decidido à unanimidade.

8- Uma evidência cristalina: o casamento de conveniência entre Geddel (PMDB) e Wagner(PT), como num contrato por tempo determinado, tem futuro incerto, mas tudo indica que não irá muito longe mais. Os noivos nunca se bicaram, apenas se suportavam, era voz comum no hotel de Ondina. De um tempo para cá, nem isso mais. Nesta segunda, a água chegou até a borda do copo.

9- A ligação do PMDB, ficou patente, é muito mais harmoniosa e verdadeira com o DEM. A maioria absoluta dos que estavam no Othon eram remanescentes do carlismo.

10- Depois do que se viu não tem mais nenhum laço, nem mesmo no plano federal, que possa manter a atual arrumação do poder no Estado. O problema agora é saber de que navalha partirá o golpe que vai romper o último nó de uma aliança já despedaçada.

(Por: Vitor Hugo Soares)

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