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Postado em 18-05-2009
Arquivado em (Artigos) por vitor em 18-05-2009 18:52

Marta, em 2007, com deficientes/ MP
marta

Agora já se sabe: o governador Jaques Wagner bateu o martelo, nesta segunda-feira, e decidiu nomear a procuradora de justiça Marta Karaoglan nova desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia, cujo ato deve ser publicado na edição do Diário Oficial desta terça-feira (19). Resta saber quem é efetivamente a escolhida, seus méritos jurídicos e seu percurso profissional até alcançar o Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia, posto ambicionado por muito mas conquistado por poucos.

Até aqui, o que se disse é que na votação entre os relacionados na lista tríplice, para a escolha do governador, Marta havia ficado em terceiro lugar com 14 votos. O mais votado foi José Cupertino (27 votos), seguido de Nágila Brito, com 24 votos. Mas esta, já se vê, não é escolha por voto direto.

PESOS E MEDIDAS – Repete-se, igualmente, que a escolha é uma vitória pessoal do ex-presidente do TJB, Dultra Cintra, que teria em Marta Karaoglan o nome de sua preferência, “in pectore”, como se dizia em outra época. Isso deve ter pesado, efetivamente, mas em Ondina e no Centro Administrativo, os murmúrios dos mais próximos do poder petista dão conta de Wagner perdeu noites medindo e pesando méritos de cada candidato, e o perfil da procuradora,  preocupada com temas sociais como o meio ambiente, cidadania e, sobretudo, sua atuação voltada,no ambito da justiça, para a infância carente e a pessoa deficiente. Aí estaria o peso decisivo na opção final.

Um rápido histórico da escolhida por Wagner revela que Maria Marta Karaoglan Martins Abreu assumiu a função de promotora de Justiça em 1981, tendo atuado nas comarcas de Ituaçu, Entre Rios e Camaçari. Em 1991, foi promovida para a capital baiana, onde atuou na Promotoria de Justiça de Assistência. Promovida à procuradora de Justiça, em 1996, ocupou os cargos de coordenadora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e dos centros de apoio às Promotorias de Justiça do Meio Ambiente (Ceama) e de Cidadania (Caoci). Foi procuradora-geral de Justiça Adjunta, em 1997, na gestão do procurador-geral de Justiça Walter Rodrigues da Silva, chegando a assumir interinamente a chefia do MP na Bahia.

Em 2007, ao instalar uma oficina de pinturas para pessoas deficientes, promovida pelo MP, a nova desembargadora explicou:”Tudo com intuito de orientá-los, para que eles possam desenvolver a criatividade, aumentar a auto-estima, aprimorar o conhecimento técnico e melhor se integrar ao mercado de trabalho”.

Ponto para a nova desembargadora

(Por Vitor Hugo Soares)

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