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A canção mais pungente que um filho já escreveu algum dia para recordar uma mãe:Julia. Esta é a música que a netinha de Gilson Nogueira pediu para ouvir, segundo conta o avô coruja na crônica publicada aí embaixo por este site-blog. Uma pedida extraordinária, ainda mais partindo de uma criança, esta música em que Lennon lembra com saudade a prematura e trágica perda da mãe, que marcaria o artista para sempre.

Julia, que ensinou o John a tocar banjo e despertou o talento do gênio ainda na infância, morreu em 15 de julho de 1958, depois de uma visita ao filho na casa dos tios, com os quais Lennon vivia então, depois da separação dos pais. Julia morreu a poucos metros da casa, aos 44 anos, atropelada por Eric Glague, um policial britânico que dirigia bêbado.

Se der vontade de chorar durante a interpretação não sinta vergonha. A história de Julia é mesmo dolorosa, e a canção de saudade do filho Lennon, é pura emoção.

(Vitor Hugo Soares)

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CRÔNICA DO COTIDIANO

PAÍS DOS ABSURDOS

Gilson Nogueira

Por um instante, sentado na privada, com a mão no queixo, diante do espelho, senti-me aquela famosa estátua de Rodin. Meio abobalhado, imaginei que era o Pensador dos novos tempos, buscando entender os porquês dos absurdos acontecerem com maior intensidade na minha Bahia querida. Talvez, por implicância do destino, já que meus conterrâneos não os cometem por vontade própria. Quando os absurdos acontecem, simplesmente, na Terra da Felicidade, acontecem, simplesmente, uma vez que felicidade demais os incomoda, simplesmente. Ponto.

Cada vez mais cético, nessa quadra de desesperanças nos destinos da nação, considero, entretanto, que os absurdos, desde o dia em que inventaram a existência do paraíso, fazem parte da história da humanidade. De uns tempos para cá, ela vem sendo escrita com as tintas da tragédia, o que, convenhamos, é um absurdo e tanto. De Norte a Sul do país, sem que haja uma explicação plausível, os absurdos incorporaram-se ao jeito de ser do brasileiro.

Enquanto a merda desaparece no ralo, depois da descarga dada, penso em atribuir o fenômeno do absurdo ao DNA macunaímico que encanta o mundo pelo exotismo e talento tupiniquins, ainda que esconda-lhe sua queda para aceitar passivamente que injustiças sociais e impunidade, que destroem implacavelmente as células da sua dignidade, passem em branco.

Paro, de novo, agora, distante da latrina, e volto a pensar que, mesmo com tantos absurdos, a vida é bela. Um exemplo disso, poder assistir minha netinha, de um ano e meio, em plena sala, pedindo-me para ouvir Julia, de Lennon e McCartney, do antológico LP Branco dos Beatles. Coloco a última faixa. Vai começar o espetáculo. A estrela menina em figura de gente rodopia, em inocência sublime, encantadora, tentando dançar. Faz de conta que sabe inglês. Canta. Dança. Extasiado, rezo. Deus, certamente, está vendo e ouvindo. Comemoro, no meu silêncio íntimo.

De repente, eis, na lembrança, um exemplo de absurdo. Ontem, ao ir assistir, com minha mulher, Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, aqui, no Rio, a bilheteira do cinema não sabia que o filme estaria sendo exibido, lá, em primeira sessão, uma hora após haver-me garantido que a fita não estava na programação da Sala 5 do bom cinema. Pasmos, andamos a procura de Simonal. Exaustos, voltamos ao ponto de partida. Vimos o documentário. Bravo!!! Coincidentemente, ficou, no ar, a pergunta. Até quando teremos que suportar tantos absurdos?

Gilson Nogueira é jornalista

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Moscou: força bruta/Reuters
gay

Deu no jornal PÚBLICO (Lisboa)

“A polícia de choque de Moscou utilizou dezenas de seus mais malhados e violentos integrantes para impedir neste sábado(16), no contro da capital da Russia, uma manifestação a favor dos direitos de homossexuais convocada para antes da final do Festival Eurovisão da Canção, A manifestação não foi autorizada e pelo menos vinte manifestantes foram presos, segundo revela a edição on-line do jornal “Público”, um dos principais diários de Lisboa.

“Não há liberdade para os gays na Rússia”, gritou o ativista britânico Peter Thatchell antes de ser levado, com os outros detidos, para as viaturas da polícia no local. “A pequena manifestação incluía sobretudo russos e britânicos”, diz o jornal português.

A polícia afastou os repórteres no local enquanto detinha os manifestantes, que seriam cerca de vinte: os primeiros 15 logo no início do protesto; outros cinco quando tentavam falar com jornalistas.

O Públi informa que o presidente da Câmara de Moscou tinha descrito os manifestantes homossexuais como “satânicos”. Antes, espécie de contramanifestação de grupos nacionalistas e religiosos tinha sido autorizada. Estes grupos, diz a BBC, ameaçavam agir contra a manifestação gay se as autoridades não a impedissem”.

(Por Vitor Hugo Soares com informações do jornal PÚBLICO e da BBC)

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OPINIÃO/MUNDO
DE VOLTA AO COMEÇO

Rosane Santana

BOSTON (EUA) -The New York Times, declaradamente pro-Obama desde a campanha presidencial americana, no ano passado, criticou hoje (16.05) recentes decisões do presidente, que decidiu manter os tribunais militares da Era Bush para julgamento de suspeitos de terrorismo e proibiu a exibição de fotos de detentos (para esconder o que, advinhem?) em Guatanamo. Diz o jornal que tais decisões são o mais ilustrativo exemplo de como Obama tem voltado atras, de maneira substancial e frequente, na política de seguranca nacional que ele pregou como candidato, e ate mesmo em seus primeiros dias no Salão Oval (Casa Branca).

The New York Times lembra que o presidente anunciou o fechamento de Guatanamo e condenou a prática de tortura em defesa dos valores tradicionais da América, deixados de lado na gestão Bush, causando estragos na imagem internacional do país. Mas, as recentes decisões de Obama, segundo o jornal, mostram um retorno ao passado.

Comentário desta jornalista: Nenhuma novidade, em um presidente fruto de uma eleição que passou a ser um fenômeno publicitário, mercadologico, no sentido empregado pelo historiador John Luckas.

A propósito gostaria de republicar, neste espaço, trecho de artigo de minha autoria, divulgado na Terra Magazine e outros sites, há cerca de quatro meses:
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Tortura em Guantanamo:esconder o que?
tortura

OPINIÃO/MUNDO +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
ILINOIS E ALAGOAS

“A guerra contra o terror”, após o atentado terrorista de 11 de Setembro de 2001, marcou a gestão do presidente George W. Bush, que deixa a Casa Branca no próximo dia 20. Historiadores são unânimes em destacar esse fato, ressaltado em todas as análises sobre o legado da Era Bush publicadas na última semana pela imprensa americana, repetindo dezenas de livros editados anteriormente, inclusive no Brasil. Curioso é que somente agora o fato é colocado pela mídia como uma camisa-de-força da qual não poderá escapar nenhum dos próximos presidentes americanos, começando por Barack Obama que se elegeu com a promessa de mudança na política externa.

Alguns críticos sustentam que assim como na Guerra Fria, na Guerra contra o Terror não haverá espaço para políticas conciliatórias e que os Estados Unidos vão usar a força militar esmagadora para reagir a qualquer provocação, até que a população reconquiste a confiança na segurança interna, o que parece cada dia mais improvável. Basta um giro por cidades como Nova Iorque para constatar que o alerta laranja em áreas de grande concentração pública, como o metrô, virou regra geral, apesar de ignorado pelos incautos.

O terrorismo seria uma resposta a presença militar americana nos países islâmicos e o apoio a monarquias autoritárias em muitas nações árabes, além do suporte a Israel, segundo análises menos conservadoras. Nesse sentido, atentados terroristas serão recorrentes. Em contrapartida, o país verá o orçamento militar e o déficit público crescerem cada vez mais em detrimento dos recursos para a área social prometidos pelo presidente eleito, aumentando a dependência em relação a parceiros como a China e seus bilhões de dólares aplicados em letras do tesouro americano, até quando é difícil dizer.

Já em dezembro, depois de eleito, Barack Obama mudou o seu discurso: “Quando se trata de manter nossa nação segura, não somos nem democratas, nem republicanos, mas sim americanos”, afirmou, para justificar a permanência do atual secretario da Defesa, Robert Gates, à frente do Pentágono, e a indicação do general aposentado James Jones como conselheiro de Segurança Nacional, ambos republicanos.

Mais recentemente Obama também voltou atrás em relação ao fechamento de Guantánamo e não surpreenderá se mantiver a controversa legislação da Era Bush, aprovada pelo Congresso, permitindo a quebra de sigilo de e-mail, telefones, contas bancárias etc. e a prática de tortura contra suspeitos de terrorismo. No new occupant of the Oval Office can escape the grim legacy of Sept. 11 – and all of the presidential actions that followed (“nenhum novo ocupante do Salão Oval pode escapar do horrível legado de 11 de Setembro e todas as ações presidenciais que se seguiram”), segundo análise divulgada pela National Public Radio (NPR).”

Rosane Santana, jornalista, mora em Boston (EUA)

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Posted on 16-05-2009
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Ivan e Maurício, sobrinhos:Emoção à flor da pele
ivan1
A memória do baiano de Santo Amaro da Purificação , José Mutti de Carvalho, líder legendário das lutas sindicais na Bahia e no Brasil, segue mais viva que nunca. Isto ficou demonstrado na quinta-feira passada, quando o auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia, na Avenida Sete de Setembro (no Corredor das Mercês) se revelou pequeno, lotado de gente – bancários, sindicalistas da capital e da região canavieira do Recôncavo, familiares e ex-companheiros de de lutas históricas -, durante o lançamento do livro “Mutti de Carvalho, um líder nato”, de autoria de Euclides Fagundes Neves.

Pioneiro fundador do SBBA, em 1933, Mutti teve passagem breve mas decisiva na organização e liderança do movimento operário baiano e nacional na primeira metade do século passado. “Mutti foi destemido e representou muito não somente para os bancários, mas para todo o conjunto dos trabalhadores, pelas iniciativas em organizar a luta sindical no nosso Estado”, diz Fagundes Neves, autor do livro e atual presidente do SBBA.

Na apresenntação o diretor do SBBA, Everaldo Augusto, assinala a relevância da publicação para a memória da categoria. “O livro preenche uma lacuna e contribui muito para apresentar Mutti às novas gerações, que precisam de referências históricas”. A irmã de Mutti, Leonor Mutti de Carvalho, visivelmente emocionada, agradeceu as iniciativas do Sindicato para recuperar a trajetória indiscutível do líder sindical, morto prematuramente em 1937, e que deixou um imenso vácuo no movimento sindical. Raymundo Reis, ex-presidente do SBBA, também participou do lançamento.

Mais de sete décadas depois da morte de Mutti, o livro ajuda recompor uma parte marcante e crucial da história do militante, dirigente sindical, homem que influenciou toda uma geração de trabalhadores, nascido em uma família com outros membros também de passagem destacada no chamado movimento sindical e de esquerda na Bahia e no País, particularmente na região das plantações de cana do Recôncavo..

Entre os presentes ao lançamento o jornalista político da Tribuna da Bahia, Ivan Carvalho,sobrinho de Mutti de Carvalho, que recordou detalhes interessantes da vida do tio e da família do líder sindical, que é também a sua.

Cinco dos 13 irmãos de Zé Mutti vieram ao mundo, em parto natural, na casa do casal Veloso – dona Canô e sêu Zeca – pais dos artistas Caetano Veloso e Maria Bethânia. O líder sindical, porém, nasceu na Rua do Imperador, 31, a famosa do Cais de Araújo Pinho, “onde o Imperador fez xixi”, como registra “Trilhos Urbanos”, uma das mais belas e expressivas composições de Caetano.

“Mutti de Carvalho, líder nato” é leitura mais que recomendável. para sindicalista ou não.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 16-05-2009
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Neste sábado,16, de sol e chuva misturados em Salvador (casamento da raposa como se diz lá no meu sertão do Vale do São Francisco), a sugestão da música para começar o dia vem outra vez da Califórnia (EUA). A recomendação, no entanto, é MPB da melhor qualidade.Regina, colaboradora deste site-blog, sugere “Incompatibilidade de gênios”, do mestre João Bosco, e manda uma interpretação em show do artista, garimpada no You Tube, que é “o que há”, como diz a cosmopolita Laura, publicitária e diretora executiva do Bahia em Pauta. Os músicos que acompanham João Bosco, da melhos tradição jazzística brasileira (prestem atenção no baterista) são atrações á parte. Bom sábado para todos.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 16-05-2009
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Lula e Serra em cochichos/UOL
serra

ARTIGO DA SEMANA

O ATO, O FATO E AS FOTOS

Vitor Hugo Soares

Na última passagem por Buenos Aires, há quase dois anos, trouxe na bagagem de volta para Salvador o livro “El fotoperiodismo” (O fotojornalismo), de Pierre-Jean Amar, comprado em pequena e acolhedora livraria na vizinhança do hotel. Um daqueles lugares encantados que o viajante amante da leitura encontra em cada esquina da monumental Calle Corrientes, mas que é difícil achar pelas bandas de cá – a não ser no Rio de Janeiro e São Paulo. Sem a mesma fartura de ofertas, evidentemente.

É conveniente esclarecer: esta não é uma crônica de turista acidental como a do personagem de William Hurt no cinema. A recordação do livro e de seu conteúdo, está diretamente ligada a atos, fatos e fotos desta movimentada semana política no País. Mais exatamente à cerimônia da tarde de quarta-feira, 13 de maio, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, que assinalou o envio ao Congresso pelo Executivo do projeto da chamada Lei de Acesso a Informação.

Foi um ato caprichado, produzido com pompa e circunstância pelo Palácio do Planalto para registrar uma ação de governo de relevância inquestionável. Afinal, a iniciativa, banal e comum na vida de países democráticos do mundo, levou mais de 20 anos até chegar ao Congresso como projeto efetivo de lei, cuja aprovação é passo fundamental para dar um fim à “cultura do sigilo indiscriminado que ainda impera no País”, como destacou o ministro-chefe da Corregedoria-Geral da União, Jorge Hage, artífice baiano do arcabouço legal do projeto.

A melhor demonstração disso são as imagens divulgadas em alguns blogs e portais – como o de Noblat e do UOL, para citar apenas dois. Em ambos, os registros mais nítidos da pluralidade exemplar – ou quase, em razão da ausência de militares em exercício de comando na cerimônia -, que reinou na cerimônia de quarta-feira. Expressa tanto nas presenças destacadas no palco principal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do governador de São Paulo, José Serra; da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff e do próprio ministro-chefe da CGU, quanto nas palavras e gestos cordiais durante discursos , entrevistas r conversas mais reservadas.

Mais: Na troca de afetos do tucano Serra e da petista Dilma – velhos camaradas de lutas comuns do passado e prováveis adversários na sucessão presidencial de 2010. Na conversa cochichada pelo presidente da República ao pé do ouvido receptivo do governador de São Paulo. Algo confortante de se ver em um tempo de trocas de insultos públicos de autoridades com poder de justiça, ou de políticos que tentam impor-se no Congresso aos tapas ou na base dos xingamentos e gritos inconsequentes.

Um fato especial, sem dúvida, jornalisticamente falando. Em outras circunstâncias teria seguramente recebido espaços bem mais generosos nos noticiários e análises de nossos principais veículos comunicação. Mas estes estão voltados para outras prioridades eletivas, como a gripe suína que já perdeu importância até no México e Estados Unidos, sedes da moléstia. São descartados até de fatos mais graves no mundo, alguns em nossa própria aldeia. O drama dos nordestinos atingidos pelas chuvas e enchentes, que arrasam cidades e pessoas da Bahia ao Pará, por exemplo.

“Minha nossa senhora!”, diz escandalizado o âncora William Bonner, ao finalizar a edição do JN de quinta-feira (14) com o bafafá no senado sobre a CPI da Petrobrás no Congresso. Deve ter motivos para a preocupação, afinal o presidente Lula também não fazia questão de esconder o aborrecimento com a decisão de ontem na casa comandada pelo aliado José Sarney , minutos antes de viajar para a Ásia. À frente de Bonner, quinta-feira, um olhar e um jeito impossíveis de definir de Fátima Bernardes, na clássica e sempre esperada imagem de “boa noite” aos ouvintes.

No Itamaraty o presidente Lula, diante da ausência de comandantes militares na solenidade da Lei de Direito à Informação, disse: “ninguém veja isso (a lei que define regras práticas para o acesso aos documentos sigilosos pelo cidadão) como se fosse revanchismo, porque eu vou deixar o governo daqui a um ano”. O governador Serra acrescenta: “o objetivo não é reabrir feridas e reavivar dores, mas cumprir um dever de preservar a memória de nosso País”. Ao ministro Jorge Hage coube o arremate essencial ao falar do histórico, do conteúdo e da relevância do projeto.

“Há o natural receio do mau uso da informação divulgada, da distorção dolosa por alguns setores de oposição ao governo. Isto é real. Mas a solução não está em deixar de divulgar, em esconder a informação verdadeira, e sim em insistir nela, enfrentando o debate político e apostando em que a verdade em fim prevaleça”. Mais direto impossível.

O autor do livro referido no começo assinala: “a fotografia de informação, considerada por muito tempo simples prova, se transformou até converter-se em testemunho jornalístico, relato, visão de um homem. Pode traduzir a consciência do testemunho privilegiado e opinativo que transforma a imagem em meio de luta. Esta atitude pode ter outra cara e este compromisso transformar-se em propaganda”. Cabe então guardar as imagens, cuidar (e cobrar) para que a segunda hipótese não aconteça.

“Vida que segue”, diria o saudoso ex-colega do JB, João Saldanha.

Vitor Hugo Soares é jornalista.
E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

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