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Postado em 13-05-2009
Arquivado em (Artigos) por vitor em 13-05-2009 11:09

Festa em Santo Amaro
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Hoje, 13 de Maio, Dia da Abolição que quase não se comemora mais no País, é data festiva e especial para a cidade de Santo Amaro da Purificação e os adeptos do candomblé na histórica região canavieira do Recôncavo Baiano.

Internamente os terreiros festejam desde a alvorada, mas no começo da tarde a celebração vai para a rua nesta quarta-feira na cidade de D. Canô e seus filhos, que promove mais uma edição de um dos eventos mais tradicionais da Bahia: o Bembé do Mercado, que acontece há 120 anos e congrega todos os terreiros da região na comemoração da data em que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 1888, que aboliu a escravatura no País.

ABOLIÇÃO-Como assinala a repórter Dóris Miranda em reportagem publicada na edição de hoje do Correio da Bahia, “mais do que a comemoração pertinente pela abolição ou festival de arte e religiosidade ancestral, o Bembé (sinônimo de candomblé na região; palavra que em nagô significa ‘bater tambor’ e em angola, ‘candomblé’) é uma das mais genuínas expressões públicas de reconhecimento e afirmação da negritude no Brasil porque forma o único candomblé de rua do mundo, realizado desde quando era proibido por lei bater tambor para os orixás”.

As celebrações em Santo Amaro da Purificação seguem intensas até domingo (com exceção da sexta-feira – o candomblé não tem função neste dia – e incorpora também manifestações de capoeira, maculelê, samba-de-roda, coça-coça, nego fugido e homenagens ao artista plástico e museólogo santo-amarense Emanuel Araújo (diretor do Museu Afro-Brasileiro) e à sambista Edith do Prato (1914-2009), que visita sua terra natal.

Segundo informa também a matéria do Correio, a programação especial deste ano abre espaço também para a música popular de Jota Velloso, Ulisses Castro e até Caetano Veloso, que deve participar do show do sobrinho, cantando 13 de maio, originalmente gravada no disco Noites do Norte, de 2000.

Santo Amaro fica bem ali pertinho, a menos de 70 quilômetros de Salvador. Povo de santo ou não, vale a pena dar um pulo por lá hoje, ou até domingo, para ver de perto e participar de uma das mais belas tradiçoes da Bahia.

(Por: Vitor Hugo Soares)

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Comentários

graziih on 6 Abril, 2011 at 8:00 #

gostei muito da historia


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