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Postado em 05-05-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 05-05-2009 09:18

Em 5 de abril de 1917 chegava ao mundo Vicentina Paula de Oliveira, “nome banal – diz o compositor e cronista Hermínio Bello de Carvalho – para quem iria fazer o Brasil inteiro atirar-se a seus pés, com sua voz filetada a ouro, estilhaçadora de cristais, predestinada a cantar sob uma eterna luz de um abajur lilás”. Na verdade é de Dalva de Oliveira (nome artístico que ela adotou) que falamos, neste dia de aniversário de nascimento da estrela Dalva na cidade paulista de Rio Claro
.
Menina pobre, passagem por orfanato, infância com poucos brinquedos, mas, felizmente, com muita música. Palavra com Hermínio:”Fez-se cantora por vocação, e quase nunca feliz por desíginio. Juntou-se à dupla Preto e Branco, para depois formar o célebre Trio de Ouro, logo sintonizado por Villa-Lobos que, pelos quatro cantos, espalhava que ali estava a maior cantora do Brasil. O branco da antiga dupla, é bom que se esclareça, era Herivelto Martins. Um dos maiores compositores brasileiros de todo os tempos. Com quem, aliás, se casou e teve dois filhos, Pery e Ubiratan. Pery herdaria a voz e os olhos da mãe, e o imenso talento do pai”.

Mas chega de conversa. Bom mesmo é ouvir Dalva de Oliveira na canção para começar o dia, pois na música a estrela Dalva expunha a sua vida, alma, coração e, principalmente, a voz inigualável. Aqui, em um registro histórico e carregado de emoção, ela interpreta “Neste Mesmo Lugar”, na sua última apresentação ao vivo, em um programa de auditório da antiga TV Tupy. Imperdível.

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

pedro on 11 Maio, 2009 at 16:43 #

não foi a última apresentação na TV


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