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Postado em 03-05-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 03-05-2009 21:43


Bruno: mãos salvadoras


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E a história se repete pela terceira vez no Rio de Janeiro. Sem favoritismo, a não ser a magia e a mística da camisa rubronegra, Flamengo e Botafogo entraram no Maracanã, nesta tarde de domingo (3), para um jogo que reeditou as melhores tradições dos clássicos do futebol carioca. O empate em 1 a 1, na primeira partida, obrigava os rivais a sair em busca da vitória a todo vapor. E esta foi a tônica de um jogo repleto de emoções do começo ao fim, decidido nos pênaltis, quando prevaleceram as mãos seguras e a estrela do goleiro Bruno.

“Flamengo e Botafogo fizeram um espetáculo recheado de dramatismo e emoção dentro das quatro linhas, o que não foi diferente nas arquibancadas. As torcidas deram um show à parte mais uma vez, fazendo do Maracanã o palco perfeito para a grande final do Campeonato Carioca”, define o Blog Sports.

Aos 20 minutos começou a dar Flamengo no maior estádio do mundo, diante de duas torcidas que promoveram espetáculo à parte. Kleberson aproveitou a confusão dentro da área e marcou de cabeça, sem chances para o arqueiro botafoguense. Mesmo com o gol, o Mengo seguiu no ataque, enquanto o Fogão partia em busca do gol de empate, em jogo alucinante para as duas torcidas. Aos 38, o árbitro apitou falta na intermediária. Kleberson bateu com força e contou com o desvio na barreira, para marcar seu segundo gol na partida. Foi o delírio da torcida robronegra.

Quando o segundo tempo começou a torcida do mengão já gozava os botafoguenses e a condição de tri-vice. Mas o Bota ainda não estava morto. E conseguiu empatar, fazendo dois gols em apenas 3 minutos. Com emoções a flor da pele, a partida seguiu empatada até o fim do tempo normal, obrigando à definição do campeonato carioca em disputa de penalidades.
Aí, novamente surgiram as mãos salvadoras e a estrela reluzente do goleiro flamenguista. Com duas defesas, Bruno assegurou o Tri ao Mengão. “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, pode cantar torcida rubronegra.

(Vitor Hugo Soares, com Blog Sports e agências de notícias)

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Comentários

Lena on 3 Maio, 2009 at 23:22 #

Casaca! casaca!…nada tenho p comemorar no Rio,onde estou agora,rs.


Gilson Nogueira on 3 Maio, 2009 at 23:58 #

Nunca dei bola para o Flamengo, mas, quando criança, o Flamengo dava bolas para mim. E muitas. Elas vinham brancas,de borracha, de presente, com o escudo do clube, em vermelho e preto, pelas mãos do saudoso médico baiano Estácio Gonzaga, amigo do meu pai. Com o Fluminense, acontecia o mesmo, só que não mentia para o tricolor de carteirinha, e também amigo do velho, o saudoso Dr. Joel Leoni, que lia, nos meus olhos infantis, a predileção pelo tricolor das Laranjeiras. Desse modo, no meu aniversário, eu batia com as duas, as bolas, literalmente, o clássico da esperteza e fazia felizes os dois torcedores apaixonados dos maiores times de futebol que o Rio de Janeiro possuia, então, nos anos 50 do século passado. Hoje, vendo o Botafogo perder, no Maracanã, os penâltis que levaram o Mengo à conquista do tricampeonato de futebol carioca lembrei do lance quase inocente e fiquei a matutar: Sou, mesmo que não queira, um pouco Flamengo, como todo o brasileiro apaixonado pelo chamado esporte das multidões o é,pelo que esse clube demonstra na hora do vamos ver, do pega para capar, como se diz na Bahia.O Fla tem algo, assim, de sobrenatural, alguma coisa que transcende a lógica da bola, além da técnica. Seus jogadores, em campo, no calor da luta, são verdadeiros guerreiros em defesa da sua aldeia. Para os que acreditam em macumba, esse gás, que vem da alma rubronegra, em decisões, principalmente, como a de hoje,tem a ver com a ave que muitos odeiam, por considerar o bicho símbolo do azar, o urubu, sempre odiado, mas, sobretudo, útil, na sua faxina diária, ao comer as carniças da vida.Tom Jobim, o conhecia bem, admiráva-o, a ponto de dedicar-lhe título de um CD. Hoje, no Maraca de lendárias conquistas do meu Flu do coração, a grande ave negra dos céus do Brasil tomou a tela da tevê como se fosse um avião de caça, em voo rasante, sobre a cabeça dos telespectadores do canal do Jardim Botânico, bombardeando-os com as tintas da glória do campeão de terra e mar da Gávea. Fiquei observando o urubu desfazendo-se em letras, na telinha global, e tive vontade de dizer a Obina que, além do mascote do seu time, suas mãos, elevadas ao céu, em prece rápida, evocando os deuses dos estádios, no momento em que entrava no jogo emocionate, ajudaram no resultado.Seu gesto, bom baiano, foi bem maior que sua atuação substituindo um companheiro de equipe que saia. De Mar Grande, onde o vi batendo babas na areia, antes de você ir para o clube de maior torcida, no país, um tambor batia, baforadas sucessivas eram dadas ao sabor dos ventos, em um enorme charuto, e uma garrafa de cachaça servia de patuá para garantir a vitória do seu time. Saravá! O futebol, amigos, acima de tudo -e de todos-, é passatempo do mistério. Portanto, Parabéns, mengão!!!


thalles aiello fernandes possas on 18 Maio, 2009 at 11:50 #

Bruno com suas mãos salvadoras salva o flamengo e é campeão. Os botafogueses ficaram revotaldos com a vitoria rubro negra.


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