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Postado em 28-04-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 28-04-2009 17:29


Prefeitos em marcha

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“A montanha pariu um rato”. Esta expressão clássica, usada em geral para falar de grandes expectativas que se transformam em malogros políticos, talvez seja a mais apropriada para definir a manifestação de prefeitos nesta terça-feira (28), no Centro Administrativo da Bahia. O ato foi organizado a custo elevado (em grana, suor e saliva) com o propósito anunciado de protestar contra a queda no repasse do Fundo de Paticipação dos Municípios (FPM), apontado como responsável pela inércia e a pindaíba atual das prefeituras.

É bem verdade que a manifestação organizada pela União de Prefeituras da Bahia (UPB), conseguiu trazer ao CAB mais de 220 chefes municipais de várias regiões do estado, segundo os registros, entre eles o prefeito da capital, João Henrique Carneiro (PMDB). Para muitos, foi JH “a maior estrela da festa”, chamado para mais de uma dezena de entrevistas de rádios , jornais e TVs , o que também serve para definir com perfeição a dimensão e significado do evento, que provavelmente não irão muito além do jardim do próprio Centro Administrativo. Outro destaque foi o senador Cesar Borges.

No mais foram prefeitos e vereadores em seus automóveis, auxiliares em ônibus e kombis, muita gente trazida de longe e de perto para as claques, para carregar faixas com reivindicações diversas, gritar palavras de ordem contra “a mesquinharia” do governo Lula, jogar no ar indiretas contra a administração de Jaques Wagner. Mas, sobretudo, para chorar misérias das prefeituras, “com tão pouco dinheiro para realizar tanta coisa”, como comentava um integrante da caminhada.

“A mobilização é um momento histórico da política baiana”, exclamou o presidente da UPB, Roberto Maia (PMDB), sob aplausos puxados pelo irmão, deputado Arthur Maia, no auditório da UPB. Depois a marcha seguiu rumo à governadoria, onde seus líderes foram recebidos na porta de entrada pelos secretários de Relações Institucionais, Rui Costa, e de Planejamento, Walter Pinheiro, a quem entregaram as reivindicações, com a preocupação, antes, de assinalar que “a manifestação não tinha conotação político-partidária”. Ah, bom!

O fim, quase melancólico, foi na Assembléia Legislativa, onde, na ausência do presidente Marcelo Nilo (PSDB) , os líderes da manifestação foram recebidos pelo vice, Rogério Andrade. Depois, foi só lavagem de roupa suja entre os organizadores, em busca de culpados pelo fiasco político da manifestação em que apostavam tão alto.

Saldo mais concreto e visível de tudo: o enorme transtorno do engarrafamento nas duas pistas da Avenida Paralela, com prejuizos e aborrecimentos para milhares de pessoas durante mais de três horas.

É pouco, é ruim, mas é alguma coisa para ficar na memória.

(Vitor Hugo Soares)

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