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Postado em 26-04-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 26-04-2009 00:40

Dilma:”vou manter atividades”

Palavra de leitora:

A notícia em primeira mão do jornal Folha de S. Paulo, neste sábado (25), sobre o estado de saúde da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, apanhou o país de surpresa e deixou perplexo o mundo da política do poder. A entrevista coletiva, mais tarde, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com a ministra cercada de medicos especialistas, confirmava fatos, despertava sentimentos de solidariedade e compaixão, revelava coragem, mas também indisfarçáveis temores e dúvidas, por mínimos que sejam e em que pese toda confiança revelada pelos médicos e paciente em relação ao futuro.

De uma leitora atenta ao que se dizia na coletiva com as palavras ou com as expressões faciais e maniferstações pessoais ( o abraço no final do jurista e ex-ministro Thomaz Bastos em Dilma, por exemplo), Bahia em Pauta recebeu um comentário significatico e revelador, que publica neste espaço para avaliação do leitor:

“Vamos aos fatos: a Ministra deu uma entrevista coletiva, no hospital Sirio Libanês ,em São Paulo, junto à equipe médica que a está acompanhando e informou que, em exame de rotina, descobriu um cancer linfático, ou seja, um linfoma, em estágio bastante inicial, com 2 cm, em baixo da axila esquerda dela. Em exame laboratorial, foi este retirado e, por meio de biopsia, descoberta sua malignidade.

Os médicos asseguraram que a quiomiterapia a que ela será submetida, por quatro meses, de 20 em 20 dias, trata-se apenas de uma terapia complementar e que as chances de cura dela é de mais de 90%.

Isto me pareceu um pouco contraditório, pois se ela, como afirmou um dos médicos, já está curada com a simples retirada do tumor, e que a quimioterapia é apenas complementar, por que se falar em “chance” de cura de alguém já “curada”?

Ela (a ministra Dilma) foi, como lhe é peculiar e caracteristico, bastante enfática e segura ao dizer que está bem e que nada se altera na sua rotina de trabalho (aliás, é bom que se diga que só se falou na vida profissional dela – trabalho -, e nada mais, como se a vida dela se resumisse apenas a isso, quando todos sabemos o quanto é doloroso para uma pessoa ter um diagnóstico deste e o quanto isto mexe com a gente em tantos aspectos da nossa vida), no que os médicos se encarregaram de ratificar, assegurando, inclusive, que ela pode se submeter a quiometerapia e trabalhar normalmente.

Será que ela não sentirá os efeitos que todos passam?

Bem, a leitura que eu fiz da entrevista foi que se queria dar uma notícia ruim com cara de boa, ou seja, “está tudo bem”, ela pode, sim, apesar disso, ser a candidata a presidente, mas a ministra, por seus olhos tristes e preocupados, voz trêmula, sem encaixar direito as palavras, o que não lhe é peculiar nem nas piores horas (apenas se assemelhando a emoção pela qual foi tomada quando na CPI lhe pergutaram sobre a tortura sofrida) está preocupada sim, como todo e qualquer mortal e é bom para ela mostrar esta humanidade que ela tanto tenta esconder para manter a imagem de dama de ferro, pois só assim poderá chegar, e chegará, proxima aos seus (se é que herdará de Lula) potencias eleitores.

Marcio Thomás Bastos apareceu com a ministra Dilma ao fim da entrevista, bem assim Franklin Martins (Secretário de Imprensa do governo Lula) no hall do hospital, imagem exibida, talvez sem querer, pela Globo News, na despedida da Ministra dos médicos na saída do hospital.

Fico por aqui”, encerra a leitora suas observações.

“Vida que segue”, diria o notável e saudoso jornalista, João Saldanha.

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Comentários

Mel de Campos on 26 Abril, 2009 at 2:15 #

Vamos torcer pela sua recuperação.


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