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Posted on 26-04-2009
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Segundo gol de Ronaldo (terceiro do Corinthians) no jogo de hoje contra o Santos, placar 3X1.

O pessoal da Batavo que investiu R$ 18 milhões no Timão, para estampar as camisas dos uniformes dos jogadores na frente e nas costas e marcar presença nas placas de campo nos locais de treino até dezembro, deve estar dando pulos de alegria. 

O mundo está cheio de gente que acha que sabe muito, cheio de gente que promete e não cumpre, cheio de gente sem talento na mídia, no esporte, e em outros espaços de grande audiência pública, cheio de gente que fala… fala e na hora do vamos ver: NADA.

Não tem jeito à mediocridade está em toda parte e, às vezes, parece ser a única coisa para todo lado que se olhe. Porque a mediocridade é tão grande e onipresente nos dias atuais, a genialidade impressiona. Impressiona ainda mais quando vem de alguém que já provou tudo que tinha para provar e que poderia simplesmente se dar ao luxo de descansar na fama construída. Ronaldo é um fenômeno e as razões são muitas:

• Apesar de não ter estudado, ele sempre administrou bem a sua carreira e seu dinheiro;
• Tornou-se ídolo muito novo, mas não precisou se alienar em nenhuma religião para manter seu equilíbrio;
• Nunca voltou para favela e achou que ali era o seu lugar acuado com as próprias conquistas;
• Ele não é perfeito (nem finge que é), engorda, faz as suas farras, cai e se machuca, mas sempre VOLTA, não desiste e não deixa ninguém decidir quando ele acabou, antes que ele mesmo decida por isto.
• Ele é simples e simpático, nunca ninguém assistiu uma entrevista ou um comentário arrogante dele, apesar de toda exposição.
• Ele não conversa muito, ele faz;

Como diria Joaquim, primo querido, “não é só talento é preciso muito Q.I. para fazer o que este cara faz”.

Por Laura Tonhá

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Posted on 26-04-2009
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Uma pesquisa da Associated Press-GfK, que acaba de sair do forno nos Estados Unidos, revela que pela primeira vez em vários anos, um número maior de norte-americanos dizem que o país está na direção certa do que os que os que acreditam que a direção está errada. Para os analistas especializados, este é um sinal de que Barack Obama usou seus primeiros 100 dias na presidência ( que se completam nesta quarta-feira(29)) para elevar o humor do público e inspirar expectativas de um futuro melhor.

Muito preocupados com suas finanças pessoais e despesas médicas, os norte-americanos, apesar de tudo, parecem realistas sobre o tempo que Obama vai precisar para mudar as coisas, segundo uma pesquisa, cujos resultados são publicados pelo jornal Estado de S. Paulo, na edição deste domingo (26).

Segundo o Estadão, o levantamento mostra que a maioria da população considera o novo presidente um líder forte, ético e simpático que está trabalhando para mudar Washington. Ninguém sabe por quanto tempo essa lua de mel vai durar, mas Obama claramente transformou o espírito do “sim, nós podemos” de sua candidatura numa ferramenta de governo. Sua habilidade de inspirar confiança – seu segundo livro é chamado “A Audácia da Esperança” – tem separado o presidente da dura realidade política de duas guerras, dos problemas da economia global e do incontáveis desafios domésticos.

OS NÚMEROS – Se por um lado há evidência de que as pessoas sentem-se mais otimistas sobre a economia, 65% dizem que é difícil conquistar o sucesso. Mais de um terço disseram ter um membro da família que perdeu o emprego recentemente. Mais de 90% dos norte-americanos consideram que a economia é uma questão importante, o nível mais alto já encontrado por uma pesquisa da AP.

Cerca de 80% acreditam que o aumento da dívida federal vai atingir as futuras gerações e Obama tem sido alvo de opiniões diversas sobre como tem lidado com o problema. Ainda assim, a porcentagem dos norte-americanos que dizem que o país está na direção certa subiu para 48%, de 40% que tinham essa opinião em fevereiro. Para 44%, o país está na direção errada.

Desde de janeiro de 2004, pouco depois da captura do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, pesquisas da AP não apontavam um porcentual maior de pessoas que consideram que o país está na “direção certa” do que “direção errada”. A pesquisa foi realizada no período de 16 a 20 de abril.

Leia a íntegra no ESTADÃO (www.estadao.com.br)

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Posted on 26-04-2009
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Obama:largada aprovada/Reuters

OPINIÃO

OS PRIMEIROS 100 DIAS

Regina Soares

“O cara” veio com tudo. Se alguém ainda esta se perguntando se
Obama estava preparado para governar a mais poderosa nação democrática do mundo, deve agora esta dando a mão a palmatória.Quarta-feira, 29 de Abril, chegaremos à marca dos 100 primeiros dias de seu governo, e os profissionais da imprensa devem estar com as mãos cheias de matéria para botar no jornal impresso, no ar, na net. Não tem sido fácil acompanhar seu pique, enquanto Barack tomava decisões, criava novas formulas e manobrava politicamente um dos mais difíceis tempos vividos por essa grande nação.

O conceito dos “First 100 days” tem um status mítico desde os dias do “New Deal”, quando Franklin D. Roosevelt fez historia com seus corajosos estímulos econômicos e estratégia geopolítica do bom vizinho, “Good Neighbor Policy”, o que lembra o atual Presidente, e os repórteres ficaram adictos às estórias ao derredor dessa marca histórica em cada administração desde então. As estórias e o veredito será escrito, criando simultaneamente, desafio e oportunidade, para o novo Presidente.

Desde anedotas feitas para o evento a análises profundas, graças à extrema concorrência, repórteres e editores se apressam a escrever, e alguns a publicar, suas peças sobre os legendários “100 days”. Para esta estória, alguns ítens não podem faltar:

Obama esta cumprindo as promessas da campanha.
A equipe de Obama está preocupada com a perigosa percepção de que o Presidente esteja fazendo demais em muito pouco tempo e cinicamente explorando a crise econômica para aprovar ítens na sua agenda não relacionados à presente situação. Urge uma revisão dos pronunciamentos durante a campanha para ver que Obama foi direto com seus eleitores e suas ambições. É claro que então nunca se falou nos $787 bilhões para estimular a economia ou o orçamento de $3.6 trilhões…

Obama mudou as regras do jogo.
Obama veio para fazer a mudança, suas idéias se encaixam coerentemente com a estratégica mudança de governo, da ordem financeira, e, ultimamente, da vida do povo Americano. Sua visão ampla da nossa realidade trará essa mudança tão desejada aqui e ao derredor do mundo.

Obama é quem decide.
Barack Obama tem estado na direção do pais e seus negócios, sua presença é notada em todas as partes, como se ele se multiplicasse, ouvindo opiniões das mais diversas até, calmamente, chegar a sua decisão final. Nossos jornais e revistas estão cheias de estórias vindas dessas intimas reuniões onde ele tem demonstrado ser “o cara” no comando.

Obama não esta dentro da bolha.
Transparência foi uma exigência do Presidente. Comunica-se através da internet, já trocamos opiniões no Facebook; atende a “Town Meetings”, muitas vezes tem chamado pessoalmente a representantes do Congresso ou Senado para repartir sugestões vinda do público; participa de programas informais de televisão e espontaneamente reparte suas impressões, ainda que corra o risco de se expor demais.

Obama é “um cara legal”.
Gostamos da imagem de calma, “cool” competencia e do imenso sorriso, que não perde a cabeça – ou sua postura e temperamento – diante da pressão de uma das maiores recessões econômicas e duas guerras. Sem falar na maneira elegante como tem nos representado fora do país e no relacionamento com seus colegas ao derredor do mundo.

Repórteres, preparem-se para mostrar ao mundo o que esse jovem que, num passado recente, nos convenceu que sim podíamos mudar o grande gigante, tem feito nesse 100 dias.

E isso é só o começo!

Regina Soares, advogada especializada em eleições, mora em Belmont, área da baia de San Francisco (California-EUA)

abr
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Posted on 26-04-2009
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O vídeo que vai a seguir com a canção para começar o dia reúne dois ícones da chamada contracultura brasileira, como assinala a apresentação do You Tube: Jards Macalé e Torquato Neto. De quebra, como se não bastassem duas figuras tão intensas reunidas, aparece o ator Paulo José declamando a poesia perene do artista piauiense e personagem do mundo, que fala da aventura da vida, sempre a um passo do desaparecimento. Duas coisas que Torquato nunca temeu. Escute com atenção música e poesia nesta homenagem de saudade do Bahia em Pauta a um dos maiores artistas que já passou por aqui.

(Vitor Hugo Soares)

abr
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Posted on 26-04-2009
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Gil na terra de Torquato/Imagem/Yala Sena/Terra

A magnifica fotografia produzida por Yala Sena, publicada no portal Terra, por sí só já mereceria publicação no espaço deste site-blog sem maiores explicações. Acontece que, além disso, a imagem está acoplada a uma notícia das mais importantes desta semana, que estranhamente não teve quase nenhuma acolhida na imprensa baiana: A entrega do título de cidadão de Teresina ao artista e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, baiano de coração mole, que chorou copiosamente na capital do Piauí ao fazer um discurso de agradecimento carregado de emoção e denúncia.

O cantor e compositor chorou – e fez o público se emocionar – principalmente ao falar de Torquato Neto, um dos nomes fundamentais da Tropicália (como preferia o piauiense morto tão prematuramente), o movimento cultural iniciado nos anos 70, que virou o país de pernas para o ar, alcançando principalmente o coração da juventude. Mas Gil não perdeu a oportunidade, na sua viagem sentimental a Teresina, e fez um discurso em que também denunciou que os empresários do Sul e Sudeste são os que estão criando obstáculos para barrar o novo projeto da Lei Rouanet.

“A resistência à Lei Rouanet vem da parte daqueles que estão interessados em mantê-la como está. São setores empresariais em geral do Sul e do centro Sul, do Rio de Janeiro e São Paulo, de áreas empresariais onde são mais intensos os investimentos feitos em cultura”, afirmou Gil, ao receber o título de cidadão teresinense na Assembléia Legislativa do Piauí.

A matéria mais completa sobre o evento, publcada pelo Terra, revela que no discurso o ex-ministro afirmou que as resistências à lei vêm, principalmente, da proposta de diminuição da participação do Estado e das restrições às isenções de 100%. “Além do escalonamento de percentuais, outra resistência é a atribuição do Ministério da Cultura julgar os méritos dos projetos que serão contemplados pela lei. Coisa que hoje não é feito”, disse Gil.

O CHORO DE SAUDADE- Ao finalizar o discurso de agradecimento, Gilberto Gil cantarolou a música A Rua, de Torquato Neto, se emocionou, e chorou copiosamente, precisando de um guardanapo providencial para enxugar as lágrimas. “Sem dúvida alguma não posso me referir ao Piauí e a Teresina sem falar nele: Torquato Neto. Eu tinha na época ginasial contatos com muitos piauienses, mas foi Torquato que intensificou esses laços”, afirmou Gilberto Gil, que depois informou que a canção A Rua era especial para ele (Torquato), e por isso ficou emocionado. Mesmo com violão do lado, o cantor preferiu “cantar recitando” a música.

Na sua fala, assinala Terra Magazine, o ex-ministro disse ainda que tem uma ligação com Teresina, que é itinerário e destino permanente na sua vida, pela ligação com Torquato (que também estudou e morou em Salvador) e outros artistas. “Esse título é uma prova de carinho, de atenção e reconhecimento”, completou. Ele afirmou ainda que a obra de Torquato Neto não tem ainda o reconhecimento merecido.
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Comentário do Bahia em Pauta :Verdade cristalina, que fala de uma injustiça que precisa ser corrigida o mais rápido e o mais completamente possível, para o bem da cultura, da música, da poesia e da humanismo do País. (Vitor Hugo Soares, editor).

Leia matéria completa no portal Terra (www.terra.com.br)

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A POESIA FUNDAMENTA DE TORQUATO NETO

Composição: Torquato Neto (letra) e Gilberto Gil (música)

Toda rua tem seu curso
Tem seu leito de água clara
Por onde passa a memória
Lembrando histórias de um tempo
Que não acaba
De uma rua, de uma rua
Eu lembro agora
Que o tempo, ninguém mais
Ninguém mais canta
Muito embora de cirandas
(Oi, de cirandas)
E de meninos correndo
Atrás de bandas
Atrás de bandas que passavam
Como o rio Parnaíba
Rio manso
Passava no fim da rua
E molhava seus Lajedos
Onde a noite refletia
O brilho manso
O tempo claro da lua
Ê, São João, é, Pacatuba
Ê, rua do Barrocão
Ê, Parnaíba passando
Separando a minha rua
Das outras, do Maranhão
De longe pensando nela
Meu coração de menino
Bate forte como um sino
Que anuncia procissão
Ê, minha rua, meu povo
Ê, gente que mal nasceu
Das Dores, que morreu cedo
Luzia, que se perdeu
Macapreto, Zê Velhinho
Esse menino crescido
Que tem o peito ferido
Anda vivo, não morreu
Ê, Pacatuba
Meu tempo de brincar já foi-se embora
Ê, Parnaíba
Passando pela rua até agora
Agora por aqui estou com vontade
E eu volto pra matar esta saudade
Ê, São João, é, Pacatuba
Ê, rua do Barrocão.

abr
26
Posted on 26-04-2009
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Dilma:”vou manter atividades”

Palavra de leitora:

A notícia em primeira mão do jornal Folha de S. Paulo, neste sábado (25), sobre o estado de saúde da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, apanhou o país de surpresa e deixou perplexo o mundo da política do poder. A entrevista coletiva, mais tarde, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com a ministra cercada de medicos especialistas, confirmava fatos, despertava sentimentos de solidariedade e compaixão, revelava coragem, mas também indisfarçáveis temores e dúvidas, por mínimos que sejam e em que pese toda confiança revelada pelos médicos e paciente em relação ao futuro.

De uma leitora atenta ao que se dizia na coletiva com as palavras ou com as expressões faciais e maniferstações pessoais ( o abraço no final do jurista e ex-ministro Thomaz Bastos em Dilma, por exemplo), Bahia em Pauta recebeu um comentário significatico e revelador, que publica neste espaço para avaliação do leitor:

“Vamos aos fatos: a Ministra deu uma entrevista coletiva, no hospital Sirio Libanês ,em São Paulo, junto à equipe médica que a está acompanhando e informou que, em exame de rotina, descobriu um cancer linfático, ou seja, um linfoma, em estágio bastante inicial, com 2 cm, em baixo da axila esquerda dela. Em exame laboratorial, foi este retirado e, por meio de biopsia, descoberta sua malignidade.

Os médicos asseguraram que a quiomiterapia a que ela será submetida, por quatro meses, de 20 em 20 dias, trata-se apenas de uma terapia complementar e que as chances de cura dela é de mais de 90%.

Isto me pareceu um pouco contraditório, pois se ela, como afirmou um dos médicos, já está curada com a simples retirada do tumor, e que a quimioterapia é apenas complementar, por que se falar em “chance” de cura de alguém já “curada”?

Ela (a ministra Dilma) foi, como lhe é peculiar e caracteristico, bastante enfática e segura ao dizer que está bem e que nada se altera na sua rotina de trabalho (aliás, é bom que se diga que só se falou na vida profissional dela – trabalho -, e nada mais, como se a vida dela se resumisse apenas a isso, quando todos sabemos o quanto é doloroso para uma pessoa ter um diagnóstico deste e o quanto isto mexe com a gente em tantos aspectos da nossa vida), no que os médicos se encarregaram de ratificar, assegurando, inclusive, que ela pode se submeter a quiometerapia e trabalhar normalmente.

Será que ela não sentirá os efeitos que todos passam?

Bem, a leitura que eu fiz da entrevista foi que se queria dar uma notícia ruim com cara de boa, ou seja, “está tudo bem”, ela pode, sim, apesar disso, ser a candidata a presidente, mas a ministra, por seus olhos tristes e preocupados, voz trêmula, sem encaixar direito as palavras, o que não lhe é peculiar nem nas piores horas (apenas se assemelhando a emoção pela qual foi tomada quando na CPI lhe pergutaram sobre a tortura sofrida) está preocupada sim, como todo e qualquer mortal e é bom para ela mostrar esta humanidade que ela tanto tenta esconder para manter a imagem de dama de ferro, pois só assim poderá chegar, e chegará, proxima aos seus (se é que herdará de Lula) potencias eleitores.

Marcio Thomás Bastos apareceu com a ministra Dilma ao fim da entrevista, bem assim Franklin Martins (Secretário de Imprensa do governo Lula) no hall do hospital, imagem exibida, talvez sem querer, pela Globo News, na despedida da Ministra dos médicos na saída do hospital.

Fico por aqui”, encerra a leitora suas observações.

“Vida que segue”, diria o notável e saudoso jornalista, João Saldanha.

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