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Postado em 25-04-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 25-04-2009 23:11

Jacob Zuma e sua esposa mais jovem

Definida nas urnas a vitória de Jacob Zuma para presidente da Africa do Sul, uma dúvida inesperada começa ganhar corpo e virar polêmica no país de Nelson Mandela, que se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2010: Quem será a acompanhate do chefe de governo nos atos oficiais. Qual das mulheres de Zuma ocupará o posto de primeira dama, quando o presidente receber na Union Building de Pretoria (sede do governo) os chefes de Estado estrangeiros? E uma pergunta que não quer calar, segundo os sulafricanos:Terá o contribuinte que pagar a manutenção de todas as mulheres do presidente polígamo?

De acordo com o jornal espanhol El Mundo, esta e outras perguntas começam a aparecer na imprensa da Africa do Sul, e se multiplicam as apostas locais entre os homens, enquantos as mulheres colocam as mãos da cabeça em suas associações, tendo em vista quem será o próximo presidente do país. Carrie Shelver, coordenadora do coletivo POWA (People Opposing Woman Abuse), fala inclusive de “medo” e ressalta que “Zuma é o contrário de tudo o que necessitamos em um país com tão altissima porcentagem de violência contra a mulher”.

SEIS CASAMENTOS- Jacob Zuma casou-se seis vezes, a última este ano mesmo, em janeiro, com uma mulher que, segundo El Mundo, os jornais descreveram como “uma conhecida jovem da alta sociedade de Durban”. Está divorciado da que atualmente é a ministra do Exterior sulafricana, Nkosazana Dlamini, com a qual teve quatro filhos, e é viuvo desde o ano 2000, quando outra de suas esposas, Kate Mantsho, se suicidou. O presidente eleito da Africa do Sul votou acompanhado da mais jovem de suas esposas.

Sobre seu último casamento, uma organização feminista, Women’ s Net, se preguntava “se Zuma escolheu uma mulher mais jovem e atraente porque considera que será mais adequada para converter-se em figura pública”. A pergunta está no ar. De outra parte, sua primeira mulher, a tímida Sizakele Khumalo, com a qual ele casou em 1973, declarou há algum tempo que “gostaría de ser a primera dama”, se algum dia seu marido chegasse à presidência.

O jornal espanhol assinala que além do mórbido e da polêmica criada por sua poligamia, boa parte da sociedade civil lamenta que este homem “100% zulú-boy”, possa converter-se em modelo a seguir pelos jovens da nova Africa do Sul”.

Zuma, por seu lado, se defende alegando que “muitos outros têm amantes” e que ele ao menos o faz legalmente. Em seu partido dizem que “se trata de un asunto pessoal de Zuma”, que não tem nada a ver com a política”. Bem, isso só com o tempo tempo os sulafricanos terão a resposta;

(Vitor Hugo Soares, com El Mundo e agências europeias de notícia)

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