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Postado em 25-04-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 25-04-2009 10:19

Portugal:35 anos depois

Neste 25 de abril de 2009, data em que os portugues lembram os 35 anos da Revolução dos Cravos, que marcou a ruptura com o regime salazarista, a crise mundial revela um país dividido. Os partidos da oposição assinalaram a data pedindo uma “ruptura” em relação ao Governo, enquanto o PS (Socialistas) afirmou que “Portugal vai dar a volta, vencendo a crise”.

No jornal “Público”, um dos mais acreditados diários de Lisboa, o líder parlamentar do PSD e cabeça-de-lista social-democrata às eleições europeias, Paulo Rangel, enalteceu em intervenção na Assembleia da República “o bem da liberdade” e acusou o Governo de o “renegar às gerações futuras”.

Paulo Rangel apontou a liberdade como “o bem sublime” deixado pelos militares de Abril e “o maior bem que uma geração pode dar a outra”.
Em seguida – assinala o jornal português – alegou que o Governo está a “roubar a liberdade de escolha às gerações futuras” com o seu “programa de grandes obras públicas” porque este deixará “uma dívida monstruosa”, uma “renda anual de 1500 milhões de euros até 2040, durante 30 anos”.

“É por isso que hoje, 25 de Abril de 2009, é necessária uma ruptura”, defendeu o social-democrata. Chegou a hora de a geração Europa, a nossa geração tomar o destino em suas mãos e impedir o sequestro do futuro de Portugal, o sequestro de gerações e gerações de portugueses. Chegou a hora de cortar amarras e correntes”, bradou Rangel.

No final da cerimónia pelo 25 de abril, o primeiro-ministro José Sócrates disse aos jornalistas que nunca se queixou do que as anteriores gerações fizeram, mas daquilo que não fizeram. Por si, acrescentou, vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para tomar as decisões hoje que permitam deixar mais oportunidades para as gerações futuras.

PCP (comunistas) e BE pedem ruptura com as políticas das últimas décadas, informa matéria do “Público”. Deputado do partido “Os Verdes” José Luís Ferreira considerou que com os sucessivos governos Portugal se afastou “das pretensões e dos valores que Abril semeou” e criticou a inauguração, hoje, em Santa Comba Dão, de uma praça com o nome de Salazar (o ditador que dominou Portugal durante décadas).

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Comentários

Lena on 25 Abril, 2009 at 22:41 #

Estranho, homenagear Salazar. Estive em Portugal em Setembro passado e achei tudo tao mal parado, desemprego adoidado e parecia que queriam vender tudo pelos lados de Leiria,Figueira da Foz e arredores. O que eu mais vi por la,foram casas com anuncio de venda. Lojas e pequenas empresas, aos montes. Tenho dupla nacionalidade, pensava em algum dia, ir e ficar por la, mas nem pensar por enquanto! Estamos bem melhor,pode crer.


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