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Posted on 18-04-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 18-04-2009

Do jovem estudante e premiado realizador, Maurício Lidio, o Bahia em Pauta recebeu mensagem com merecido puxão de orelha, a propósito da matéria que pubicamos sobre a entrega do Trofeu Grande Otelo, na grande festa do cinema nacional, realizada no Rio de Janeiro: “Se o Blog é Bahia em Pauta como deixa passar o fato de um baiano ter ganho o Trofeu na categoria de melhor filme para celular?”.

OK, Maurício,você está carregado de razão e não adianta buscar justificativas para o lapso, embora nos fosse possível elencar algumas. Bahia em Pauta prefere se penitenciar de forma mais objetiva e jornalística, apesar do atraso. Publica a seguir material informativo sobre o vencedor baiano, publicado no Vivoblog. Com os parabéns da equipe deste site-blog e votos de muito mais sucesso ainda para Maurício Lidio, o talentoso jovem estudante de Comunicação e Cultura da UFBA, realizador do filme “Bárbara”, abordagem criativa sobre os 50 anos da boneca Barbie, que arrebatou o importante troféu em sua categoria, na festa do cinema brasileiro.

(Por:Vitor Hugo Soares, editor )

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Maurício Lídio

“O estudante baiano Maurício Lídio esteve no front do Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, de onde saiu vitorioso na categoria “Filme feito para celular”. “Bárbara”, filmado a partir de um aparelho Sony Ericsson, conta de uma maneira bem-humorada os cinqüenta anos da boneca mais cultuada do mundo, a Barbie. Tudo ao som de Sonata ao Luar, de Beethoven!

Entre tantas figuras do cinema nacional, Maurício trocou uma idéia logo com quem? Fernando Meirelles, diretor de “Cidade de Deus” e “Ensaio sobre a Cegueira”. “Ele queria ver o meu vídeo”, conta o estudante, feliz e satisfeito. Mas foi a atriz Alice Braga que chamou a atenção de Maurício. “Conversamos sobre sua atuação em ‘Cidade Baixa’, cuja história se passa na Bahia”.

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Posted on 18-04-2009
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Neste sábado(18) chuvoso de outono em Salvador, que música o Bahia em Pauta deveria escolher para começar o dia? Acertou: “Cantando na Chuva” ( I`m singing in the Rain), adorável canção eternizada por um clássico do cinema, com a presença insubstituível do ator, intérprete e dançarino imortal Gene Kelly, em performance de emocionar estátua de pedra.

Sei que alguns irão murmurar entre dentes:”ora, isto é óbvio demais”. OK, mas quanta beleza e eternidade se escondem algumas vezes nas coisas óbvias! Prefiro fazer coro com a canção imortal e o comentário de uma ouvinte do vídeo do You Tube”:”Encanto e lágrimas nos meus olhos com a alegria e o poder da chuva”. Confira (não precisa chorar) e feliz fim de semana.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 18-04-2009
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Deu no jornal

Imperdível o artigo do jornalista Ivan de Carvalho que a Tribuna da Bahia publica na edição deste sábado(18), em um dos espaços mais qualificados do jornalismo baiano há muitas décadas. Com estilo inimitável, Ivan comenta em sua coluna as manobras do governo para mexer (outra vez) nas regras do rendimento das cadernetas de poupança, onde a maioria da população brasileira (em especial as camadas mais pobres e médias) deposita algumas sobras agora para fugir do risco da especulação financeira sem controle e enfrentar dificuldades no futuro.

Informação, senso perfeito de equilíbrio, inteligência, humor dos mais refinados em nosso meio, acoplados a um texto que sempre renova o prazer da leitura de um jornal. Veja Bahia em Pauta um aperitivo do artigo e beba o restante na própria fonte: a Tribuna da Bahia.

(Por Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO

Por que não mexem na poupança da vovó?

Ivan de Carvalho

“Há muito tempo as cadernetas de poupança são o investimento principal da camadas pobres e médias da população. Elas sempre foram uma espécie de investimento de “viúva desorientada”, isto é, de gente que não sabe o que fazer com o pouco dinheiro que consegue guardar e, como seria uma monumental burrice colocá-lo embaixo do colchão, põe-no nas cadernetas de poupança. O que até pode ser burrice maior.

Guardar o dinheiro embaixo do colchão envolve diversos riscos. Primeiro, o colchão pode pegar fogo numa cálida noite. Segundo, o dinheiro não rende e seu valor não é atualizado, de modo que a inflação o corrói. Terceiro, os ladrões podem roubar. Quarto, as traças roem. Não foi exatamente por isto que Jesus recomendou aos que se tornassem seus seguidores que não acumulassem tesouros na terra, “onde os ladrões roubam e as traças roem”, mas acumulassem tesouros nos céus, onde “os ladrões não roubam e as traças não roem”.

A recomendação do Messias decorreu de sua ciência de que “onde estiver o teu tesouro, estará teu coração”. O mal não é ter o tesouro, mas amar o tesouro, pois isto leva à negligência com as coisas de Deus.

Mas a intenção aqui não é discutir a ciência do Redentor e sim a caderneta de poupança. Certamente os que já viveram o suficiente lembram-se que, naqueles tempos de inflação alta, o dinheiro posto nas cadernetas de poupança era atualizado pelo índice – às vezes estratosférico – de inflação do mês anterior, ao que se acrescentavam juros de seis por cento ao ano.

Leia a íntegra do artigo de Ivan de Carvsalho no jornal Tribuna da Bahia

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Posted on 18-04-2009
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Dantas, Itagiba e Pelegrino

ARTIGO DA SEMANA

ESTRAGOS DE DANIEL DANTAS

Vitor Hugo Soares

Uma constatação: o banqueiro Daniel Dantas é o que se pode chamar verdadeiramente de “o cara”, nos parâmetros da escala de qualificação pós-G20. Condenado a 10 anos de prisão, o dono do grupo Opportunity, protegido por um habeas corpus do STF, produziu estragos de terremoto com intensidade de mais de sete graus na escala da política, na sua passagem de seis horas de duração pela CPI dos Grampos, esta semana.

A saber: fez intrigas, disparou suspeitas desmoralizantes contra a Polícia Federal; bateu abaixo da cintura do delegado Protógenes – seu inimigo mais feroz; fez bolinha de sabão e soprou no ar o esperto presidente da comissão, Marcelo Itagiba; atiçou briga feia entre o vacilante relator baiano, Nelson Pelegrino, e o esquentado deputado pernambucano, Raul Jungmann. Um arraso completo, geral e indiscriminado.

Mas, como se tudo isso não bastasse, o banqueiro ainda guardou munição pesada para disparar contra a Rede Globo de Televisão, forçando a poderosa emissora do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, a quebrar rotinas do Jornal Nacional, e produzir editorial lido com voz solene pelo já naturalmente formal William Bonner, para responder às suspeitas levantadas por Dantas, de parceria condenável do jornalismo da Globo com a Polícia Federal, durante Operação Satiagraha.

Na sísmica passagem do banqueiro pela CPI, se impunha – principalmente para quem curte livros de História e Literatura – a notável semelhança no jeito de ser, de agir e se comportar de Daniel Dantas, com o seu mais famoso ancestral: Cícero Dantas ( de quem o banqueiro vem a ser trineto), o político e fazendeiro de terras sem fim e poder incontrastável no Brasil (principalmente na Bahia) do fim do Império e começo da República.

No antológico romance “A Guerra do Fim do Mundo”, do peruano Mario Vargas Llosa, Cícero Dantas, Barão de Jeremoabo, é encarnado por emblemático personagem: o Barão de Canabrava. Imperador de propriedades e pessoas desde Alagoinhas, na entrada do Recôncavo Baiano, até Juazeiro, nas margens do São Francisco, o rio da minha aldeia, cujas razões generosas alegadas para a transposição das águas foram postas sob suspeitas pelo delegado Protógenes no depoimento da semana passada.

Na encenação desta semana na CPI, Dantas era a cópia fiel do Barão de Canabrava, no episódio narrado por Llosa, quando da recepção que lhe foi oferecida em Salvador, no retorno do passeio prolongado à Europa, enquanto o conflito dos beatos seguidores de Conselheiro e as tropas do Exército, comandadas pelo general Moreira Cezar, ameaçavam incendiar a Bahia e projetavam reflexos de enorme tensão sobre a República vicejante e instável.

Recebido pela tensa elite, acusada de colaborar com os sediciosos “monarquistas” de Canudos, o Barão produz uma fala antológica, na presença, inclusive, do Conselheiro Luis Viana, que então governava a Bahia. Disse Cícero Dantas, na pele do personagem de Llosa: “Não há razões para suicídios, senhores. Ninguém vai arrebatar o que é nosso. Não estão aqui o poder político, a administração da Bahia, a justiça da Bahia, o jornalismo da Bahia? Não estão aqui a maioria das terras, dos bens, dos rebanhos da Bahia? Nem o coronel Moreira Cezar pode mudar isso”.

E o Barão concluiu seguro de si, levantando um pouco o tom de voz: “Acabar conosco seria acabar com a Bahia, senhores. Epaminondas Gonçalves (o líder dos republicanos baianos na época) e os que o seguem são uma extravagante preciosidade desta terra. Não têm os meios, nem a gente , nem a experiência para dirigir a Bahia ainda que tomem as rédeas nas próprias mãos. O cavalo os jogaria no chão no ato”.

Tentem recordar agora da figura de Daniel Dantas na CPI, do clima de tensão e confusão que logo se estabeleceu com a sua presença: o olhar pasmo do esperto deputado Itagiba, a cada resposta do depoente; o desconforto seguido de irritação aberta do senador Raul Jungmann (PPS-PE), quando teve negada a sua vontade aparente de prorrogar e aprofundar investigações, que batia de frente com o relator Nelson Pelegrino (PT-BA) em sua pressa de encerrar tudo o mais rápido possível.

Pelegrino deixa claro: quer produzir o seu novo relatório logo – mesmo com resultados tão pífios quanto o primeiro. Largar de vez o pepino que tem nas mãos, em Brasília e se apresentar ao governador Jaques Wagner, que o convidou para substituir a jurista Marilia Muricy (referência na defesa dos Direitos Humanos na Bahia), à frente da Secretaria de Justiça do Estado, na administração petista.

Quase no final de tudo, a síntese mais completa: a indomável deputada gaúcha, Luciana Genro, ar de indignado desalento reclama, antes do dono do Oportunity deixar, tranqüilo, o palco da CPI dos Grampos: “Coloca-lo na cadeia não foi fácil, está custando a carreira do delegado Protógenes!”

Pelo visto, vai custar a de muita gente mais.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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