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Postado em 14-04-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 14-04-2009 19:36

Café, rua e Capitólio de Havana ao fundo

“The New Iork Times” afirma na edição desta terça-feira, 14 de abril, em matéria sob o título “Obama opens door to Cuba, but only a crack” (“Obama abre porta para Cuba, mas apenas uma fenda”), que ao abandonar o longo período de restrições que impediam visitas dos cubano-americanos à ilha de Cuba e o envio de dinheiro para as famílias deles, o presidente Barack Obama demonstrou que estava preparando abrir as portas em direção a um maior engajamento com Cuba, mas que neste ponto houve apenas uma brecha.

Segundo o jornal americano, o anúncio representou a mais significativa mudança da politica americana em direção a Cuba, em décadas, e uma reversão da linha dura adotada por George W. Bush. A decisão, informa NYT, vai ao encontro do que querem os líderes latinoamericanos com os quais Obama se encontrará em Trinidad Tobago na Cúpula das Américas.

Diz The New YorK Times que Obama, que fez campanha em cima da melhoria das relações com Cuba, não estava planejando ir tão longe, pelo menos neste momento. Para NYT, sabiamente, os degraus avançados foram modestos, refletindo a complicada política interna em relação a Cuba e aos cubanos.

A permissão para que companhias de telecomunicações americanas busquem acordo com Cuba para instalação de telefones celulares e satélites de TV, segundo NYT, é uma questão politicamente delicada e, por isso, Obama encarregou o diretor para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Dan Rastrepo, de explicar a decisão.

Francisci J. Hernandez, presidente da Fundação Nacional Cubana Americana, formada pelo mais forte grupo de cubanos exilados em Miami, declarou ao NYT que “a nova política ajuda o povo cubano a tornar-se protagonista das mudanças em Cuba”.

A volatibilidade da relação EUA-Cuba tem preocupado todos os presidentes americanos, desde John Kennedy, segundo The New York Times, que na matéria deixou de mencionar o ex-presidente democrata Jimmy Carter (1977-1982), como pioneiro da política de distensão em relação à ilha.

Rosane Santana, jornalista, mora em Boston (EUA)

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