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Postado em 13-04-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 13-04-2009 19:27

Viviana, 26.

Presidente Lugo, 58.

Depois de passar por um dos períodos de maior atribulação de sua vida pessoal, religiosa e política durante os dias da Semana Santa, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, 58 anos, reconheceu nesta segunda-feira (13) a paternidade de um filho prestes a completar dois anos de idade, fruto da relação com uma jovem de 26 anos, quando ele ainda era bispo da Igreja Católica. Antes do reconhecimento, os ruídos e sussurros que cresciam a cada dia, com potencial para transformar-se em um dos maiores escândalos da história recente do Paraguai,  “ameaçava danificar a imagem de Lugo e prejudicá-lo politicamente”, segundo assinala a agência Reuters.

A rápida e surpreendente revelação, aparentemente, deve colocar um ponto final nas especulações sobre uma demanda judicial que exigia a Lugo o reconhecimento do menor. Os rumores causaram agitação na imprensa, na igreja, na política e na sociedade paraguaia em plena Semana Santa. “É certo que houve uma relação com Viviana Carillo. Diante disso, assumo todas as responsabilidades que possam derivar de tal feito, reconhecendo a paternidade do menino, “disse Lugo em uma mensagem pela TV.

“A partir deste momento e atendendo ao interesse superior, a privacidade do menino, e as grandes responsabilidades que ao mesmo tempo o exercício da Presidência me impõem, não formularei mais declarações sobre o tema”, acrescentou. Segundo reportagem de Daniela Desantis, da Reuters, o anúncio coincidiu com o início do processo judicial por parte de uma juíza da cidade de Encarnação, após a apresentação, na quarta-feira da semana passada, da demanda por parte de dois advogados, que logo foram desautorizados pela mãe da criança.

LONGA RELAÇÃO

Segundo o documento, Lugo e a jovem mantiveram uma longa relação que se iniciou quando ele era bispo do Departamento de São Pedro. Lugo renunciou ao sacerdócio para entrar na política e, depois de ter sido eleito presidente no dia 20 de abril de 2008, recebeu uma inédita dispensa do papa Bento XVI para exercer o cargo. De acordo com o diário paraguaio Última Hora, o processo patrocinado pelos advogados Cláudio Konstinchok e Walter Acosta, apresentado ao Juizado da Infância e da Adolescência de Encarnación, cidade do sul do Paraguai, “de fato existe”.

Na denúncia, que tem oito páginas e inclui testemunho, cópia da cédula de identidade da denunciante, certidão de nascimento do bebê e fotos mostrando contatos públicos entre Lugo e Viviana, na primeira delas, com 16 anos, a assinatura é similar à constante no documento de identidade. No texto da denúncia, facilitado pelos advogados aos meios de comunicação, a jovem relata ter conhecido Lugo aos 16 anos, na casa de sua madrinha, Edith Lombardo de Vega, em Choré, localidade do interior do Departamento (estado) de San Pedro.

“Tudo se iniciou quando uma vez levei-lhe roupa de cama em seu quarto e, ao perguntar-lhe se precisava de algo mais, ele me disse que sim, que precisava de mim, sendo a partir deste momento constante seu assédio.  Até que, devido à minha curta idade e inexperiência, fui seduzida por sua forma de falar, por suas palavras bonitas, por suas expressões belas e pelas promessas que me fez de renunciar a seu cargo por mim. E que pretendia compartilhar uma vida comigo e que tivéssemos muitos filhos e formássemos um lar, tendo ele sido meu primeiro e único homem”, conta a jovem, no texto da denúncia dos advogados.

Apesar do reconhecimento de Lupo, quem conhece o Paraguai sabe: o assunto promete.

(Vitor Hugo Soares, com agência, jornais e site “Viva Paraguai).

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