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Postado em 09-04-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 09-04-2009 14:30

Governador Wagner com ministro Gilmar/ Imagem STF

Segue sem trégua a guerra do governo Jaques Wagner com os auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, sob o comando do decretário Carlos Martins. A ida do governador pessoalmente a Brasília para implementar o novo Redutor Salarial para os Auditores Fiscais no STF e conseguir a suspensão de segurança é encarada pelos auditores como a comprovação da intenção do governo do “prejudicar os Auditores Fiscais”, como está registrado com todas as letras no site do IAF-Sindical, como é conhecido o Sindicato dos Auditores da Bahia.

Isto começou, segundo o pessoal do Fisco em greve, com a aprovação do PL 17.713/2008 (”Trem da Alegria” no FISCO) e com a intensificação dos estornos salariais advindos do projeto. Para reforçar o respaldo a seus argumentos , o IAF-Sindical está distribuindo entre seus associados , notícia da assessoria do Supremo, publicada no site do STF no dia 07 de abril, cujo conteúdo O Bahia em Pauta reproduz a seguir:
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“Governador da Bahia pede manutenção do teto salarial do funcionalismo público

O governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner, esteve nesta terça-feira (7) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, para defender a manutenção do teto salarial do funcionalismo público estadual, que hoje é limitado pelo salário do governador. De acordo com ele, o governo estadual vai recorrer ao STF contra uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça da Bahia em favor dos auditores, que aumentou esse teto para o equivalente ao do Judiciário local.

Para o governador, o aumento do teto salarial do funcionalismo público estadual pode causar a desorganização das finanças do estado num momento em que as contas públicas estão sofrendo com a crise financeira”.

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A suspensão de segurança foi concedida ontem, dia 08 de abril. Auditores da Fazenda da Bahia chamam a atenção para a alegação do geverno de que o aumento do teto salarial do funcionalismo público estadual pode causar a desorganização das finanças do Estado no momento em que as contas públicas estão sofrendo com a crise financeira.

Para os auditores, em lugar de se preocupar com o derretimento acelerado da arrecadação estadual – R$ 518 milhões a menos de ICMS atualizado pelo IGPM de dezembro até março – o governador trabalha para instituir novo Redutor Salarial para os Auditores, promover equiparação branca e ”azedar” de vez o clima na SEFAZ. O impacto real na folha da SEFAZ é de apenas 300 mil mensais , que os Auditores consideram irrelevante no montante das finanças estaduais.
O rufar dos tambores, de lado a lado, indica que a guerra dos Auditores Fiscais com o governo Wagner está longe de acabar.

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Comentários

Edison Lemos on 10 Abril, 2009 at 12:10 #

É muito triste a situação atual da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia. O governo atual conseguiu, graças ao despreparo e falta de habilidade da atual administração, provocar o esfacelamento da estrutura dessa secretaria de estado, que ironicamente foi apontada pelo governador Jaques Wagner como a única excessão positiva, no que diz respeito a herança do governo passado.


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