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Posted on 05-04-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 05-04-2009

Professor Almir/Reprodução

Está confirmado oficialmente pelo governo americano: o professor pernambucano Almir Olímpio Alves, de 43 anos, é uma das vítimas da chacina ocorrida sexta-feira (03-04), na cidadezinha de Binghamton, no estado de Nova York, costa leste dos Estados Unidos. O professor de matemática é uma das 13 pessoas assassinadas pelo vietnamita Jiverly Woong, 42 anos, que entrou armado no prédio da American Civic Association, uma espécie de centro de serviços para imigrantes, e começou a atirar nas pessoas, antes de se matar. Almir era aluno de uma das turmas de inglês da associação.

Segundo a edição on-line do jornal Diário de Pernambuco, o mais antigo do Estado, o professor trabalhava na Universidade de Pernambuco e estava nos Estados Unidos desde o dia 1º de setembro do ano passado, quando aceitou um convite de um amigo para participar de um curso de pós-doutorado em Matemática Pura na State University of New York Suny.

O diário acrescenta que a esposa da vítima e também professora de matemática, Márcia Pereira Lins Alves, de 36 anos, só conseguiu confirmar a informação da morte do marido no sábado (04). “Eu sabia que ele fazia um curso de inglês todos os dias, mas não sabia que era nesta associação de imigrantes. Fiquei muita apreensiva o dia inteiro. Somente à noite uma amiga dele brasileira ligou para mim confirmando a notícia”, contou.

Além da viúva Márcia, Almir deixou um filho de 16 anos. “Ele ficou muito revoltado.
Começou a derrubar as coisas dentro de casa. Ficou transtornado. Eles eram
muito apegados”, contou a mãe. família ainda não sabe quando o corpo chegará ao Recife. A Universidade de Pernambuco (UPE), onde Almir ensinava, e o consulado brasileiro nos Estados Unidos estão negociando o translado. A expectativa é que ele chegue a Recife, onde será sepultado, até o final desta semana.

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Posted on 05-04-2009
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“Pais e Filhos”, talvez o maior sucesso do “Legião Urbana”, é a cançao que o Bahia em Pauta oferta aos seus leitores e ouvintes para terminar este domingo, 05/03. Umas das letras mais belas, fortes e verdadeiras da nossa música (Dado Villa-Lobos, Renato Russo, Marcelo Bonfá), aliada a uma interpretação perfeita. Para completar as imagens impactantes de um vídeo sintonizado com a letra e com o tempo da canção. Um primor que produz momentos de pleno deleite, emociona e faz pensar.
(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 05-04-2009
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Semana passada, em comentário ao vídeo da música “Tradição”, de Caetano Veloso, editado neste blog a propósito das comemorações dos 460 anos de fundação de Salvador, o jornalista Gilson Nogueira postou um comentário que emocionou não apenas a este editor do Bahia em Pauta, mas a muitas outras pessoas mais. Uma delas disse:”Que coisas bonitas ele fala sobre a cidade, relações humanas que não se perderam no tempo, afetos!”. Uma outra foi crítica com o editor: “Cadê o seu faro? Um texto como aquele não pode ficar restrito à caixa de mensagens do blog?”.
Isto me fez passar a semana remoendo coisas. Depois dei uma palmada de protesto na testa e pensei: “A leitora tem razão na crítica, mas é tarde, perdi o horário do bonde e agora não posso fazer mais nada”.
Neste domingo – dia que pede cachimbo e a gente tem sempre mais tranquilidade para refletir melhor – decidí publicar na cabeça do Blog como crônica, o comentário de Gilson , jornalista de texto refinado, colega de larga caminhada, amigo e vizinho de juventude no bairro sempre querido Nazaré-Saúde (é difícil separar um do outro), companheiro de profissão e de zelo pela cidade da Bahia, tão bela e tão maltratada
Passou uma semana mas ainda é tempo. Nunca é tarde para se corrigir um erro.
(Vitor Hugo Soares)

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Rua do Jenipapeiro

CRÔNICA E OPINIÃO

NAS TRILHAS DO COTIDIANO
Gilson Nogueira

“Tudo azul? Ouço nas trilhas altissonantes do cotidiano que o tempo não destruiu meu querido velho cumprimentando-o na Rua do Jenipapeiro, em Nazaré, onde morávamos. Você passava defronte ao portão da casa de número 80 e, quase sempre, parava para trocar idéias com Seo Nogueira. Mais que um vizinho, um amigo e grande admirador seu. Na hora do almoço e do jantar, o velho estava, ali, regando, carinhosamente, as plantas do nosso jardim, como parecia fazer, também, nos bate-papos com você, que havia acabado de diplomar-se em jornalismo integrando uma das primeiras turmas do curso, então, componente da estrutura da Faculdade de Filosofia da Ufba.

Era 1968, você e meu irmão mais velho (Elísio Nogueira Filho, nota do editor) saiam diplomados de lá e eu entrava, na mesma faculdade, para cursar o primeiro dos quatro anos do mesmo curso que, a partir de 1969, iria abrigar-se sob a cumeeira da Escola de Biblioteconomia e Comunicação da querida universidade, no Vale do Canela, embrião do embrião da atual Facom. Você, depois, voltaria a freqüentar a Ufba, como estudante de Direito. Eu, após a formatura, em jornalismo, em 1971, fiquei, no meio do caminho, diante de algumas escolhas profissionais a fazer. Ou o trabalho, com viagens constantes, ou a Escola de Direito. Deu a primeira, na cabeça. E não me arrependo. O jornalismo, assim como minha família, é minha vida.

Aqui, diante do computador, conferindo as últimas nos sites de Samuel Celestino, Jolivaldo Freitas, Tasso Franco, Alex Ferraz e do seu, dentre outros,de repente, fico a pensar:
Como tanta coisa mudou do tempo em que residíamos no bairro de Nazaré, para essa Salvador que acaba de completar 460 anos de fundada, irmão! Jamais imaginaria, por exemplo, naqueles anos, a possibilidade de vir a ter que opinar sobre a criação de um centro de manutenção das tradições baianas, em pleno solo soteropolitano, como forma de preservar a cultura da Boa Terra.

Nesta segunda-feira, entre os sustos provocados pelo alarmante número de assassinatos na capital do berimbau, a saudade dos bons tempos de Nazaré e a convivência com realidade do dia-a-dia, desejo-lhe, uma semana azul, repleta de boas notícias, como, por exemplo, a revogação da Lei de Imprensa, pelo Supremo Tribunal Federal ( STF ), e a manutenção, por aquela Corte, da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. Um abraço. Azul.

Gilson Nogueira é jornalista.

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Posted on 05-04-2009
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Veja como é, atualmente, a aventura de um pouso no aeroporto de Ilhéus. O vídeo, produzido por um amador, está disponóvel no You Tube. É um dos preferidos dos praticantes de aventuras radicais no País. E não precisa explicar o motivo. Basta olhar. Confira.

( Vitor Hugo Soares)

abr
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Posted on 05-04-2009
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Deu na edição da revista semanal ISTO É que está nas bancas:

“A Infraero deu sinal verde para a construção do novo aeroporto de Ilhéus. O presidente da estatal, brigadeiro Cleonilson Nicácio, reuniu-se com o governador Jaques Wagner e garantiu a entrega até o final deste mês do plano diretor para a construção”.

OK, está dada a notícia. Agora mãos à obra, antes que a localização atual do aeroporto de uma das regiões mais importantes e visitadas do sul baiano resulte no desatre anunciado, tão temido pela população, passageiros e empresas aéreas.

(Vitor Hugo Soares, responsável pelo comentário opinativo.)

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