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Postado em 01-04-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 01-04-2009 12:21

Salvador:seria coisa do demo?/ Imagem Correio

PERGUNTAR NÃO OFENDE:

De onde vem e quem é o responsável pelo odor fétido e desagradável que a população de Salvador vem respirando nos últimos dias, em dezenas de bairros da capital: da Fazenda Grande à Vila Laura, de Brotas à Liberdade, da Barra à Pituba, passando pelo Rio Vermelho e Itaigara?

Alguém precisa – de preferência uma autoridade competente no sentido lato da palavra – vir a público dar uma explicação convincente aos moradores da cidade que acaba de completar 460 anos de fundação. Antes que algo de mais grave ainda – para quem acha pouco – aconteça. Afinal, o fenômeno têm-se repetido com insuportável frequência desde o início de março. No começo desta semana a fedentina voltou, principalmente durante as madrugadas, com mais intensidade e amplitude.

E o jogo de culpas e desculpas prossegue.

A diretora do Centro de Recursos Ambientais, Beth Wagner, sempre que tenta uma explicação – via rádio, jornais ou TV – tropeça na retórica e na falta de dados efetivos e convincentes. Acaba sempre no lugar comum e genérico, que não explica nada de fato: “é a inversão térmica”, diz . “Isto é mprovável no caso de Salvador”, afirmam especialistas, principalmente da UFBA, que entendem de fato de “inversão térmica”. A Prefeitura se esconde no silêncio.

Não falta quem diga que o mau cheiro vem dos esgotos sem atenção, da falta de saneamento básico, de descargas industriais e até da raiva do demo, “do coisa ruím”, descontente com o que anda vendo em Salvador ultimamente. Antes, a Câmara, a Assembléia Legislativa e os jornais buscavam esclarecimentos para casos como este que atingem diretamente a população e ameaçam sua saúde e qualidade de vida. Atualmente, com raras exceções, as prioridades parece que se inverteram.

E então, para fim de conversa:quem tem a verdadeira resposta?

(Vitor Hugo Soares)

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