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Posted on 30-03-2009
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No vídeo a seguir, que encerra este 30 de março, marcado por perdas severas para a arte da música (Maurice Jarre) e do humor (Ankito) no cinema, um registro impagável do alegre palhaço da chanchada nacional que morreu hoje no Rio de Janeiro. Uma mostra do talento cômico de Ankito, que engordou as bilheterias das casas de exibição do País em interpretações ingênuas e escrachadas mas que calavam fundo na alma popular. Aqui Ankito contracena com uma diva da chanchada:Renata Fronzi.Curtam e sintam saudades! (Vitor Hugo Soares)

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Posted on 30-03-2009
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Uma legenda do riso

Vitimado por um câncer no pulmão morreu nesta segunda-feira, (30/03), aos 85 anos, o ator Ankizes Pinto, o consagrado Ankito da chanchada nacional, a fase dos filmes de humor que fizeram grande sucesso e alegraram gerações nos anos 50, e começo dos anos 60, até a eclosão do golpe militar de 64, que depôs o presidente João Goulart.
Apesar da grave doença que sofria, diagnosticada há um ano e meio, o alegre palhaço do cinema seguiu fazendo o brasileiro sorrir no programa humorístico “Zorra Total”, até dois meses atrás, quando sua moléstia se agravou e ele teve que retirar-se de cena. Ankito era o Ursinhor do programa do da Rede Globo de Televisão apresentado nas noites de sábado.
O primeiro trabalho de Ankito no cinema foi no filme “É fogo na roupa”, de 1952, que tinha a cantora Emilinha Borba e a vedete Virginia Lane, entre outros, no elenco. Mas o ator começou sua carreira no circo. Nascido em São Paulo, em 1924, Ankito conviveu com o universo circense desde a infância, já que seu pai e seu tio atuavam como palhaços. Aos sete anos, o ator estreou no picadeiro, fazendo acrobacias e, mais tarde, guiando motocicleta no “globo da morte”.

Nos anos 1940, Ankito começou a se apresentar como acrobata no Cassino da Urca e, em seguida, ingressou no teatro. Em 1951, o ator chegou aos cinemas e em 1952, à televisão. Na tela grande, Ankito trabalhou em cerca de 30 filmes e chegou a substituir Oscarito, com quem não raramente era confundido, fazendo dupla com Grande Otelo em filmes como “Pistoleiro Bossa Nova” (1959) e “Um candango na Belacap” (1961). Na televião, Ankito também trabalhou nas séries “Carga pesada”, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, “Sob nova direção” e “Engraçadinha, seus amores e seus pecados”, além novela “Alma gêmea”.
A viúva do ator, Denise Casaes, informou que a causa da morte, segundo os médicos, foi uma neoplasia pulmonar. E que o marido só parou de trabalhar há dois meses, quando o quadro se complicou..Na noite de domingo (29), ele passou mal e foi levado para o Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, onde morreu nesta segunda. O enterro de Ankito está marcado para as 11h desta terça-feira (31) no Cemitério do Catumbi., no Rio de Janeiro.
A difícil arte de fazer rir fica mais pobre ainda no País.
(Vitor Hugo Soares)

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Virgin Megastore: mais um símbolo americano se vai

CRÔNICA DE SAN FRANCISCO

SUSTO NA PORTA DO PARAÍSO

Regina Soares*

Sábado, como de costume, tomei meu trem e desci no centro de San Francisco. Gosto de andar na cidade, ver as novidades, respirar o ar de descontração e otimismo que ‘Frisco” sempre emanou. Uma das minhas primeiras paradas é na loja de discos (será que ainda se pode chamar assim?) Virgin Megastore, enorme, majestosa, para quem, como eu, adora musica: PARAÍSO!

Qual não foi o meu susto ao ver os enormes, quase tao grandes quanto a loja, cartazes que anunciavam o iminente fechamento dequele que era um dos últimos locais onde se podia escutar e comprar a parafernalia musical, alimento da alma, dos sentidos, razão de viver de muitos. Não podia acreditar no que via, não quero nem mencionar como me sentia, nem da tristeza e raiva que me possuiam.

Entrei para ver o que podia “salvar” e fiquei sabendo que 6 Virgin Megastores vão fechar até o começo do verão, Junho por aqui. A primeira seria a carro-chefe na deslumbrante Time Square de Nova York. Aparentemente, apesar da indústria ainda render lucros ( Union Square gera um lucro de $40 milhões de dólares),e é de se imaginar que alguém ainda compra CDs, o local onde estas lojas estão situadas valem muito mais do que as lojas em si e seriam fechadas para dar lugar a novos locadores que pagariam o alto preço do aluguel da área.

Estima-se que mais de 1060 empregados serão despedidos em todo Pais. O que mais me preocupa é saber que geralmente lojas fecham porque seu negócio vai mal, mas, de acordo com as informações na media, não era este o caso de Virgin. Seria porque ela é uma das últimas no negócio da música gravada ainda se segurando nas pernas? Quando Virgin fechar em NY, San Francisco, e outras cidades do país, não restará nenhuma grande loja dedicada à música.

Quem quiser encontrar uma variedade de seleção de CDs, música clássica, música internacional, ou qualquer uma fora do ordinário, será forçado a pesquisar na Internet, o que pode até parecer ás vezes eficiente, mas não poderá nunca equiparar-se à coveniencia e o prazer de simplesmente entrar numa loja com uma megaseleção de raridades e variedades que estavamos costumados a encontrar nesse PARAÍSO.

Um pesadelo americano que nenhuma crise consegue explicar!

*Regina Soares, advogada formada pela UFBA, vive em Belmont, área da Baia de San Francisco, costa oeste dos Estados Unidos.

mar
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Posted on 30-03-2009
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Este site-blog vacila na escolha de uma só música em seu tributo a Maurice Jarre, um dos gênios maiores e mais prolíficos da música do cinema de todas as épocas, que partiu hoje.Na dúvida ficamos com este vídeo, que reúne fragmentos dos maiores sucessos de Jarre, começando pela trilha sonora de “Doutor Jivago” , filme de David Lean que deu o primeiro Oscar da carreira do músico nascido na francesa Lyon e naturalizado americano na hollyoodiana Los Angeles. O vídeo deixa um gosto de “quero mais” na última nota. Quem sabe a gente volta com Jarre mais tarde! (Vitor Hugo Soares)

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Posted on 30-03-2009
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Despedida de um gênio/EFE

Maurice Jarre, o notável compositor de origem francesa nacionalizado americano, autor de algumas das mais notáveis trilhas musicais do cinema – “Doutor Jivago” (1965), “Lawrence da Arábia”(1962) e “Passagem para a Índia” (1984)-, morreu na madrugada deste domingo (29), aos 84 anos, em Los Angeles, vitimado por um câncer.

Jarre, além de detentor de uma produção musical invejável, passará para a história por ter conquistado três estatuetas do “Oscar”, prêmio máximo da Academia de Artes de Hollyood , como autor das trilhas sonoras destas três películas, sucessos mundiais de critica e de público, todas elas dirigidas pelo cineasta David Lean. A morte do maestro e compositor foi confirma na manhã desta segunda-feira(30) , pelo agente de seu filho, Jean Michel Jarre, pioneiro da música eletrônica.

Na história do cinema nenhum outro compositor recebeu três estatuetas de Hollywood, láureas às quais Jarre soma, entre outros, quatro Globos de Ouro, além do Urso de Ouro que ele recebeu em fevereiro passado no Festival de Berlim, onde aconteceu a sua última aparição pública antes do câncer acabar com a vida do músico genial. Nunca antes Berlim havia outorgado este galardão a um compositor.

Requisitado por grandes diretores de Hollywood, Jarre recebeu nove nominações para o Oscar e 11 para o Globo de Ouro, prêmio maior da crítica. O adeus de um mestre de obra imortal.
(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 30-03-2009
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Lembrando da Bahia ás margens do Charles river

Rosane Santana, jornalista, escreve de Boston (EUA)

“VIVA A BAHIA – Passeava de carro, domingo a noite, pelas ruas de Boston, onde a primavera se anuncia aos poucos na brisa amena que vem do Charles River, rio que corta a cidade, e nas folhas que estÃo voltando, depois de um inverno rigoroso que deixa a paisagem, como sempre, completamente nua. O relogio digital do carro marcava 8:30 PM e eu estava sintonizada na NPR News & Music for Western New England (FM88.5), habito que adquiri na Harvard University. De subito passei a ouvir uma voz (lingua) muito familiar até que, em alguns segundos, a ficha caiu. Era Caetano Veloso cantando a belissima “Lindeza”, composição dele em parceria com Pedro Aznar. “Coisa linda, lua lua lua lua
Sol palavra dança lua, pluma tela petala”. É como se eu estivesse passeando pela orla de Salvador.Viva a Bahia. Por acaso, era 29 de marco”.

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