mar
18
Postado em 18-03-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 18-03-2009 18:48

OPINIÃO

CLODOVIL: SUA EXCELÊNCIA POLÊMICA

Fernanda Dourado

Humor sagaz, pavio curto, extrovertido, inquieto, impulsivo, objetivo, direto. Respostas, quase sempre, apimentadas. Perguntas, quase sempre, alfinetadas. Assim, era Clodovil Hernandes. Com uma personalidade marcante e irreverente, o polêmico ex-apresentador e estilista deixa saudades da irreverência, elegância e sinceridade. Apesar da instabilidade emocional, Clô, como era chamado, nunca escondeu a imensa admiração que sentia pela mãe adotiva, Isabel, e dizia ser mais feliz quando ela estava viva. Com o timbre de voz inconfundível, não precisávamos estar à frente da televisão para saber quem era o dono da voz.

Programas televisivos: gravados ou ao vivo? Não faziam diferença. Clodovil não tinha papas na língua, ou seja, falava o que queria, na hora que desejava. Suas respostas e perguntas, às vezes, não agradavam. Amado por muitos; odiado por outros, mas conhecido por todos. Em 2006, foi eleito o quarto deputado federal mais votado, com 493.951 votos. Ao tomar posse revelou que ”Brasília não seria a mesma” e afirmou que, para ser deputado era preciso presença de palco.

Por onde passava protagonizava polêmicas. Em 2007, foi barrado na Câmara por não estar usando gravata. “Será que precisamos de gravata ou de seriedade”, ironizou. Em 2008, Clodovil afirmou que “as mulheres ficaram muito ordinárias, ficaram vulgares, cheias de silicone. As mulheres trabalham deitadas e descansam em pé”. Mas em seu primeiro discurso no parlamento brasileiro, Clodovil deixou lições, aos nobres colegas parlamentares, “eu não sei o que é decoro, com o barulho desse quando a gente fala”. E questionou, “O que seria decoro? Isso aqui parece mercado. Isso aqui representa um país! Eu não entendo por que tanto barulho quando as pessoas estão falando”. Completou, “Sou brasileiro que ama seu país tanto quanto qualquer pessoa aqui dentro”.

Quando Paulo Maluf se solidarizou com Clodovil, ele respondeu “Eu queria que todos soubessem que sou conhecido, em todo país, por muito trabalho. Não sou famoso por coisas desonradas. Graças a Deus”, alfinetou Paulo Maluf. Há dez anos, em uma entrevista para o quadro “Intimidade” do programa “Planeta Xuxa”, da Rede Globo, Clodovil disse:,”A morte não existe. Quando a gente nasce, não morre nunca mais”.
Saudades de sua excelência Polêmica.

Fernanda Dourado é Jornalista, pós-graduada em Marketing Político e Pesquisa Eleitoral.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • Março 2009
    S T Q Q S S D
    « fev   abr »
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031