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Posted on 17-03-2009
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Juazeiro e o rio:retrato da imprevidência
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O prefeito Isaac Carvalho (PC do B) decretou estado de emergência, por sessenta dias, em Juazeiro, por falta de abastecimento de água no município.

A crise fez com que a cidade mudasse totalmente sua rotina: as pessoas ficam acordadas durante a madrugada, para aparar água que só chega às torneiras durante esse turno. E se vê  carroças pelo centro da cidade que vão buscar água nas margens do Rio São Francisco. E até escolas chegam a suspender as aulas por falta de água.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Juazeiro, ”essa medida foi tomada para que o problema da falta de água possa ser amenizado, sem maiores prejuízos para a população”. O decreto de emergência, assinado pelo prefeito, sugere a contratação direta de serviços para construção de uma estação de tratamento,  para o abastecimento de água no município.

A estação de tratamento de água existente na cidade foi projetada para uma população em torno de 65 mil habitantes, Juazeiro possui, hoje, cerca de 240 mil.

Costuma-se ouvir falar em cidades no sertão nordestino em estado de emergência por falta d’água em decorrência da seca. Não é esse o caso de Juazeiro, cidade ribeirinha. Aqui a população vem sendo penalizada não por fatores naturais, mas sim, pelo descaso , impreesponsabilidade e imprevidência de seus gestores municipais.

Por Grazzielli Brito, jornalista, de Juazeiro, na margem do Rio São Francisco

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Posted on 17-03-2009
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E por falar em Recife, nada como um bom frevo pernambucano para animar o dia, mesmo em tempo de crise. Então o Bahia em Pauta foi buscar um dos melhores frevos orquestrados de todos os carnavais. A execução é da Spock Frevo Orquestra, do maestro Spock, simplesmente o melhor que há em tradição e renovação da música popular pernambucana. Reunião de músicos do mesmo quilate talvez só seja possível encontrar em Nova Orleans, e olhe lá! A competição de dançarinos de frevo no palco é um espetáculo especial à parte. Confira. (Por Vitor Hugo Soares)

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“O diário Seatle Post-Intelligence, da costa oeste americana, conhecido também pelo nome de P-I, publica nesta terca-feira, 17, sua última edição impressa, e será o primeiro jornal americano a migrar inteiramente para a plataforma digital.  A experiência, segundo informa o The New York Times, está sendo observada por toda a imprensa dos Estados Unidos, que busca um novo modelo empresarial para o jornalismo, em função da perda de rendimento provocada pela migração de leitores para a web e agravada pela crise econômica. O diário de 146 anos que empregava 165 jornalistas, agora vai operar com apenas 20”.

( Por Rosane Santana, jornalista, de Boston (EUA)

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Posted on 17-03-2009
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Convite para ver a entrevista do Protógenes

A cúpula dirigente da “Rede Viva”, grupo de televisão ligado á igreja católica, celebra com foguetes e orações, o recorde de participação de ouvintes, através de ligações telefônicas e da Internet, na edição de ontem do programa “Tribuna Independente” desta segunda-feira (16). O entrevistado foi o polêmico delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiróz, condutor da “Operação Satiagraha”, cujos indícios e provas levantados já resultaram na primeira condenação, por 10 anos e pagamento de multa, do mega-banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Oportunity.

Apesar de confirmar pressões e ameaças que tem sofrido pessoalmente – “algumas covardemente estendidas a meus familiares ou a outros membro da PF que participaram da Satiagraha “- o delegado Protógenes fez questão de deixar claro, em resposta a várias perguntas, que mesmo afastado das investigações, por motivos que desconhece, ainda respira bem, “com forte ajuda da população atenta em todo o País”, e tem “bala na agulha” para combater bandidos e corruptos, como tenho feito em toda a minha vida profissional”, afirmou.

O programa apresentado por Monteiro Neto começou às 22:30h, como de hábito, mas o encerramento ultrapassou o limite do tempo normal, tal o número de perguntas que chegavam dos ouvintes de todo o País, na sede da emissora, em São Paulo. A mesa de entrevistadores teve a participação da jornalista política Denise Rothenbourg, do Correio Braziliense, e de Leandro Mazzini , editor da coluna Informe JB, do Jornal do Brasil.

Muito a revelar

O entrevistado chamou Daniel Dantas, todo tempo, de “banqueiro bandido”, como de hábito, e justificou: “ele agora já está condenado pela justiça”. Desmentiu praticamente todo o conteúdo da reportagem de capa da revista VEJA da semana passada, “A Tenebrosa Máquina de Espionagem do Dr. Protógenes”. Fez elogios ao presidente Lula e à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef – e garantiu jamais tê-la investigado, nem ao filho do presidente, Fábio, como diz a reportagem da revista semanal: “tudo mentira e posso provar”, garantiu.

O delegado Protógenes reafirmou a sua disposição de “dar nomes aos bois” e revelar tudo sobre a Operação Satiagraha , se convocado, mesmo, a depor no dia 1º de abril, uma vez que, segundo afirmou, o convite a ele ainda não foi formalizado pela CPI dos Grampos no Congresso, embora a notícia já esteja na rua. “E tenho muita coisa ainda a revelar”, disse o delegado. Com o terço que pertenceu a sua mãe, na mão, o delegado fez confissão pública da sua fé católica, que professa desde criança e agradeceu ao arcebispo de São Paulo, pela solidariedade que tem recebido do religioso nesta etapa conflituosa de sua vida.

Faltam ainda 14 dias para o depoimento , mas a expectativa só faz aumentar.


(Por: Vitor Hugo Soares
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mar
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Posted on 17-03-2009
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Lições políticas de um livro

O lançamento de “Daquilo que eu sei”, livro de memórias do ex-deputado e ex-ministro da Justiça, Fernando Lyra, fez Recife voltar na noite e madrugada desta segunda-feira, 16, a uma época de profundo mergulho da política brasileira, ao mesmo tempo em que projetava luzes alentadoras nas relações democráticas não só para Pernambuco, mas para o resto do País.

No mesmo espaço do Shopping Paço Alfândega, um surpreendente desfile em harmonia, pelo menos nas aparências. Presentes duas das maiores majestades do tucanato nacional – os presidenciáveis governadores José Serra ( SP) e Aécio Neves (MG) -, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), neto de Miguel Arraes; o senador Sergio Guerra (PSDB) e o prefeito João Costa (PT), entre dezenas de menos notáveis. Não faltou nem o prefeito de Caruaru, Tony Gel (DEM), notório rival político da família do autor, mas que fez questão de marcar presença no lançamento, “para dar um abraço em Fernando Lyra”.

“É uma sensação incrível, maravilhosa, um passado pelo qual temos que zelar. Naquela época (a ditadura), a liberdade era impossível. Isso (lançamento do livro) nunca aconteceria”, disse o autor de “Daquilo que eu sei”, ao discursar em cima de um tablado improvisado de palanque. Segundo um dos presentes, só a frase do saudoso sambista Jamelão poderia sintetizar a satisfação do bravo Fernando Lyra: “parecia pinto no lixo”.

Agora é ler o livro, que, espera-se, não demore a chegar às livrarias baianas. Por falar nisso, a política baiana foi a grande ausente na festa democrática de ontem em Pernambuco. Uma pena.

(Por Vitor Hugo Soares)

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