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Posted on 15-03-2009
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Deu no Jornal do Brasil deste Domingo:

“Há suspeitas de que um grupo de mulheres coordenadoras de programas de prefeituras embolsou milhares de reais. Essa turma mora em Salvador. A prefeita do PMDB, Eremita Brito, tenta se explicar”.

Lá vêm bala!

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Posted on 15-03-2009
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O Jornal do Brasil anuncia na coluna Informe JB:

“O delegado da Polícia Federal Protógenes Queirós será entrevistado amanhã (segunda-feira, 16-03),ao vivo, às 22h30, no programa Tribuna Independente, da Rede Viva”.

Vem chumbo grosso. Inperdível!

mar
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Posted on 15-03-2009
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Hoje é Domingo. “Pede cachimbo”, diz o ditado, mas que tal uma bela canção que relaxe e faça sonhar? É isto o que Bahia em Pauta oferece neste vídeo deslumbrante e na interpretação magistral de Maysa Matarazzo. Pegue um copo de bom vinho, ou o drique que você preferir, acomode-se confortavelmente. Ouça e deixe-se levar nas asas da canção.

Por Vitor Hugo Soares

mar
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Posted on 15-03-2009
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O recente desembarque, na Casa Branca, do presidente Barack Obama, um afro-americano que chegou ao cume do poder, na mais poderosa nação do planeta pelo voto popular, parece um momento ideal para, nos Estados Unidos como no resto do mundo, se repensar a sempre polêmica questão das raças. É isto o que propõe o jornalista Irineu Ramos (pós-graduado em História e mestre em Comunicação), no texto que segue. “Afinal, para que serve a discriminação das pessoas por origem racial? A quem interessa essa divisão”?, questiona Irineu no artigo “O Planeta da Raça Humana”, com o qual o jornalista inicia etapa de colaboração com este site-blog, que Bahia em Pauta espera seja prolongada e profícua. Benvindo.

(Vitor Hugo Soares, editor)

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OPINIÃO

O planeta da raça humana

Irineu Ramos

Neste início de 2009 o mundo teve a oportunidade de dar início à construção de um planeta onde todos os homens pertençam a uma única raça. Com a chegada de Barak Obama, um afro-americano, ao topo do poder político do país mais poderoso do mundo é a hora de repensarmos a tão propalada, discutida e dolorida questão das raças.

Afinal, para que serve a discriminação das pessoas por origem racial? A quem interessa essa divisão? Sigo a opinião defendida por vários autores ligados aos estudos culturais e às correntes filosóficas mais arrojadas, como Stuart Hall (um jamaicano, negro, radicado na Inglaterra), Zigmunt Bauman (um judeu polonês, também radicado na Inglaterra) e Michel Foucault (francês, considerado um dos maiores filósofos pós-estruturalista do século XX), que apontam a identificação dos indivíduos por cor de pele e características físicas como um ato para sub-julgar e dominar os semelhantes. Somos todos de uma única raça: a Humana. Para estes teóricos, o que nos torna diferentes um dos outros é a nossa cultura e não a coloração da pele.

Do ponto de vista genético nada difere um negro originário do coração da África de um esquimó do Pólo Norte. A antropologia nos mostra que o meio ambiente é responsável pela formação das características físicas do indivíduo. Ou seja, de acordo com a temperatura ambiente, aspectos geográficos e ocorrências climáticas, a aparência física de todos vai se adaptando até ficar totalmente adequada para a sobrevivência naquela região. Nem que para isso sejam necessários 20 mil anos.

Então, qual o motivo que leva muitas pessoas a (des)classificar seus semelhantes utilizando para isso a cor da pele e aspectos físicos? Muito simples. O ato de discriminar estabelece uma relação de poder de um sobre o outro. Fazê-lo por aparência física esconde um tremendo complexo de inferioridade de alguém ou de alguma nação que, para ser alguma coisa, precisa apontar defeitos nos outros. Quando desqualificamos alguém, inconscientemente, outorgamos para nós toda a virtude do objeto qualificado. Desta forma, quando nos referimos, por exemplo, ao casaco de uma pessoa como sendo “feio” dizemos – inconscientemente – que todas a capacidade para qualificar e escolher um casaco “bonito” está conosco. Quando agimos assim sofremos de um problema emocional e não estético. É a hora de procurarmos o divã de um psicólogo.

Na questão étnica é a mesma coisa. Ao apontarmos a origem geográfica, o tom da pele, a cor do cabelo, o traçado dos olhos e a formação física como aspectos negativos de uma pessoa estamos querendo nos sobrepujar a ela. Finalmente, tomamos consciência de que esse tipo de atitude só desagrega e em nada contribui para a construção de uma civilização global para a qual estamos caminhando a longos passos e que não tem retorno.

Para chegar a esta etapa de conhecimento, que a partir de agora começará a influenciar o mundo, foram precisos séculos de dominação de um povo sobre o outro. E nesse jogo de poder não há vítimas ou algozes. Todos os povos, vitimizados ou não, padeceram e se beneficiaram das relações de poder. Mas tudo isso faz parte da História. Nesse momento temos que nos preocupar com o que faremos hoje. Cabe a nós colocarmos em prática os projetos que vão determinar o amanhã, o futuro. Delas iremos nos orgulhar ou nos envergonhar.

Com a ascensão de Barak Obama à presidência dos Estados Unidos o mundo passou a exercitar uma nova forma de relacionamento através de uma estrada onde a cor da pele e a aparência física dão lugar à sabedoria, ao conhecimento, ao caráter e a conduta social. Obama se elegeu pela sua capacidade de administrar conflitos, formação acadêmica invejável e propostas que buscam a conciliação em detrimento da arrogância. O anti-americanismo tão presente em rodas de conversas deu lugar a um novo olhar, sem ódio e sem rancor. Ou seja, os componentes considerados fundamentais para a evolução humana num mundo pós-globalizado.

Irineu Ramos é jornalista, pós-graduado em História e mestre em Comunicação.

mar
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Posted on 15-03-2009
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ANÁLISE

O ambiente risonho e franco no Salão Oval da Casa Branca neste sábado (14), durante o encontro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com seu colega brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, está provocando as mais diversas interpretações nas análises de jornalistas e observadores da política internacional. Em um ponto, porém, parece haver convergência de opiniões: a reunião deixou patente a renovada importância que Washington atribui às suas relações com o Brasil.

É este ponto de vista que predomina na cobertura do encontro já estampado nos títulos, noticiário e análises das edições on-line dos principais jornais americanos e europeus, principalmente. Não passou despercebido na mídia internacional, o fato de Lula ter sido o primeiro líder latinoamericano convidado à Casa Branca do novo governo, “uma honra reservada até o momento a poucos líderes estrangeiros”, como assinala o jornal espanhol “El Mundo”.

A imprensa mundial abre espaços também para destacar observações pontuais do presidente brasileiro ao seu homólogo americano, como ao assinalar que “Obama está numa situação única e excepcional para melhorar as relações com a América Latina”. Observadores interpretaram a frase como a manifestação do desejo da diplomacia brasileira, de uma política dos Estados Unidos para a região, “que vá além da luta contra o crime organizado e o narcotráfico”. O influente Washington Post destacou o reconhecimento de Obama em relação à liderança mundial do Brasil quanto aos biocombustíveis”.

Michele e bom-humor

Outro ponto dos mais citados foi a descontração de Obama e Lula durante o encontro seguido de entrevista de uma hora na Casa Branca. Praticamente todos os jornais destacam o fato de Lula ter dito que reza mais por Obama do que por ele próprio e que não gostaria de estar na pele do colega nesta hora de crise. E a observação de Obama: “você deve ter andado conversando com a minha mulher” (Michele).

O espanhol “El País” destaca outro momento de bom-humor, quando Obama se desculpou perante Lula por achar que havia falado em demasia em algumas de suas intervenções. A reação do presidente brasileiro marcou o clima do encontro: “Na Améria Latina não nos assustamos que um presidente fale muito. Todos nós falamos em demasia”, disse Lula. E os dois terminaram o encontro com mais uma risada e apertos de mãos.

Por Vitor Hugo Soares

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