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Postado em 09-03-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 09-03-2009 21:12

Imagem do blog de PHA

É de autoria do jornalista Paulo Henrique Amorim a única matéria publicada até agora na mídia brasileira, dando voz ao outro lado – como recomendam os melhores manuais de jornalismo- em relação ás acusações na matéria da revista VEJA desta semana. A revista acusa o delegado da Polícia Federal que conduziu a Operação Satiagraha de tocar “A Tenebrosa Máquina de espionagem do Dr. Protógenes” (Queirós ), como está na bombásticas chamada de capa da revista de maior circulação do País para a reportagem assinada pelos jornalistas Alexandre Oltramari e Diego Escoteguy.

A matéria foi produzida, segundo a VEJA, com base no conteúdo do computador a que a revista teve acesso, apreendido pela PF na casa do delegado do famoso caso Satiagraha. O delegado, ainda segundo a revista, “bisbilhotou clandestinamente senadores, Jose Dirceu, Mangabeira Unger, FHC, José Serra, o presidente do Supremo – e até a vida amorosa da ministra Dilma Rousseff.
No final da reportagem de oito páginas (texto e fotos) os dois autores informam: “O delegado Protógenes não foi encontrado. Um dos arquivos do seu computador mostra que ele estava se dedicando a escrever uma autobiografia:Título: “Protógenes, a Lenda”.

Pois bem, o jornalista Paulo Henrique Amorim não só encontrou o delegado Protógenes, como conseguiu dele uma reveladora entrevista sobre a matéria da VEJA e suas circunstâncias, publicada em seu blog “Conversa Afiada” ( http://www2.paulohenriqueamorim.com.br) , neste sábado (07/03) e que o Bahia em Pauta reproduz a seguir para a informação completa de seus leitores.
Por: Vitor Hugo Soares

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A PALAVRA DO DELEGADO PROTÓGENES NO “CONVERSA AFIADA”

“Diálogo agora de manhã (sábado 07/03) com o ínclito delegado Protógenes Queiroz sobre a “reportagem” de capa da Veja.
– Você viu a Veja?
– Li, comprei no aeroporto. (*)
– O que você acha?
– Eles estão querendo prorrogar a CPI (do Itagiba), que não deu em nada.
– Mas, e as denúncias?
– Tudo mentira.
– Eu imaginei que fosse assim: o juiz te autoriza a grampear o Naji Nahas, o Naji Nahas se encontra com o Papa e você tem o Papa na gravação. Não pode ser isso?
– Pode ser. Mas não é isso.
– Não tem ninguém ali que tenha aparecido no grampo de outro?
– Só tem a Dilma, mas isso aparece na Satiagraha.
– E a vida amorosa dela, isso que a Veja fala.
– Não tem nada.
– E o Gilmar Mendes?
– Não tem nada.
– Mas, pera aí, não tem nenhum documento, nada? O que acharam na casa do teu filho, no Rio?
– Nada.
– E na tua casa em Brasília?
– Nada. Tem o computador da minha mulher.
– E no teu pen-drive?
– Tem o material que eu já encaminhei à Procuradoria Geral da República. É material da Satiagraha.
– E do Fernando Henrique?
– Não tem grampo nenhum. Nada.
– E do José Serra?
– Nada. Só aparece uma conversa da filha dele com a irmã do Daniel Dantas. Mas, é uma relação empresarial. Não tinha nada a ver com a investigação.
– E o filho do Lula?
– Não aparece em nenhum momento, não tem nada.
– Mas, como é que a Veja ia inventar tudo?
– Cadê o áudio do grampo, Paulo Henrique? É só isso: um vazamento mentiroso.

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