fev
12
Postado em 12-02-2009
Arquivado em (Artigos) por bahiaempauta em 12-02-2009 01:07

Paula, quando estava grávida de três meses (Foto do Blog de Ricardo Noblat)

A advogada brasileira Paula Oliveira, de 26 anos, foi atacada em Zurique por um grupo de skinheads na noite de segunda-feira, 9. Funcionária do conglomerado econômico dinamarquês A P Moeller/Maersk, ela foi levada às pressas para um hospital suíço e nesta quarta recebeu a visita de seu pai. Segundo o Itamaraty, Paula estava no terceiro mês de gravidez de gêmeos, e acabou perdendo os bebês.

 

O caso ganhou contornos políticos depois que a cônsul-geral do Brasil em Zurique, Vitória Clever, constatou que a polícia suíça sequer abriu investigação para identificar os agressores. O Itamaraty deve pedir também explicações à Embaixada da Suíça em Brasília.

 

Nos últimos meses, ataques xenófobos têm ganhado força na Europa diante de um discurso cada vez mais racista dos partidos de extrema direita. Na Suíça, a crise financeira internacional e o aumento do desemprego deram popularidade aos partidos políticos que defendem medidas contra a imigração. Casos de ataques contra estrangeiros aumentaram, mas, até agora, os brasileiros não eram os alvos .

 

A diplomacia brasileira criticou o comportamento da polícia após a agressão. Isso porque, ao prestar queixa, Paula foi interrogada pelo detetive Andreas Hug – ele duvidou de sua versão, querendo saber se ela não teria se autoflagelado. Paula disse que um dos agressores tinha uma suástica tatuada no corpo.

 

O que mais chamou a atenção do Itamaraty foi o caráter xenófobo do ataque, já que a brasileira não teve nada roubado. A cônsul quer que a marca do SVP no corpo da brasileira seja investigada para saber se se trata de um ataque premeditado.

 

 O SVP é atualmente o maior partido da Suíça e vem ganhando espaço político. Entre suas propostas está o limite na nacionalização de estrangeiros, o fechamento das fronteiras para trabalhadores imigrantes, a proibição de construção de mesquitas e maiores dificuldades para refugiados.

 

Na véspera do ataque, a Suíça realizou um referendo para decidir se autorizava a entrada de trabalhadores búlgaros e romenos. A abertura saiu vencedora por uma margem pequena – mostrando como o país está dividido em relação aos estrangeiros. (Fonte: Estadão.com.br)

Por Laura Tonhá

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • Fevereiro 2009
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    232425262728