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Posted on 12-02-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 12-02-2009

Em tempos download free, virou lugar comum “baixar” músicas ou comprar CDs e DVDs piratas que circulam livremente por aí. A pirataria segue sendo crime e as músicas baixadas aleatoriamente não retornam em dividendos para o artista. O cenário de comercialização musical urge por reinvenções.

 

Iniciativa da gravadora Trama, o Álbum Virtual, surge como uma opção. Neste formato o artista passa a ser remunerado pelos patrocinadores do site que hospeda a obra. No site é possível baixar discos inteiros, incluindo encartes, vídeos e extras, tudo de maneira legal e gratuita. Músicos como Tom Zé e Ed Motta aderiram e disponibilizam seus discos no formato online.

 

Ícones da atualidade como a cultuada banda inglesa Radiohead e a recém-chegada Mallu Magalhães, atestam a força do mundo virtual.

 

Malu Magalhães, que canta um pop com inspiração do folk, se tornou conhecida e um verdadeiro fenômeno na internet, quando gravou quatro músicas de sua autoria e as deixou disponíveis no site MySpace, dentre elas destacam-se “Tchubaruba” e “J1”. Em 2008 concorreu ao MTV Video Music Brasil nas categorias Artista do Ano, Banda/Artista Revelação e Show do Ano.

 

A banda inglesa Radiohead, numa iniciativa inédita para uma banda com o respaldo de mais de 30 milhões de discos vendidos, lançou primeiro por download o seu mais recente álbum, “In Rainbows” e deixou que os fãs decidissem quanto deveriam pagar. O download durou três meses e o CD ganhou o primeiro lugar nas paradas dos EUA e do Reino Unido depois de seu lançamento físico. A estratégia foi considerada um sucesso comercial pela gravadora responsável – Warner Chappell.

 

A banda inglesa se apresentará no Rio de Janeiro, em 20 de março, e em São Paulo, em 22 de março próximos. Será a primeira vez no Brasil e com certeza todos antenados de plantão e os onipresentes globais marcaram presença.  

 

Quanto ao Album Virtual não deixa de ser uma boa saída enquanto a indústria fonográfica mundial quebra a cabeça para encontrar uma solução para seus negócios após a internet revolucionar os hábitos de consumo musical.

 

Por Laura Tonhá

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Posted on 12-02-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 12-02-2009

Paula, quando estava grávida de três meses (Foto do Blog de Ricardo Noblat)

A advogada brasileira Paula Oliveira, de 26 anos, foi atacada em Zurique por um grupo de skinheads na noite de segunda-feira, 9. Funcionária do conglomerado econômico dinamarquês A P Moeller/Maersk, ela foi levada às pressas para um hospital suíço e nesta quarta recebeu a visita de seu pai. Segundo o Itamaraty, Paula estava no terceiro mês de gravidez de gêmeos, e acabou perdendo os bebês.

 

O caso ganhou contornos políticos depois que a cônsul-geral do Brasil em Zurique, Vitória Clever, constatou que a polícia suíça sequer abriu investigação para identificar os agressores. O Itamaraty deve pedir também explicações à Embaixada da Suíça em Brasília.

 

Nos últimos meses, ataques xenófobos têm ganhado força na Europa diante de um discurso cada vez mais racista dos partidos de extrema direita. Na Suíça, a crise financeira internacional e o aumento do desemprego deram popularidade aos partidos políticos que defendem medidas contra a imigração. Casos de ataques contra estrangeiros aumentaram, mas, até agora, os brasileiros não eram os alvos .

 

A diplomacia brasileira criticou o comportamento da polícia após a agressão. Isso porque, ao prestar queixa, Paula foi interrogada pelo detetive Andreas Hug – ele duvidou de sua versão, querendo saber se ela não teria se autoflagelado. Paula disse que um dos agressores tinha uma suástica tatuada no corpo.

 

O que mais chamou a atenção do Itamaraty foi o caráter xenófobo do ataque, já que a brasileira não teve nada roubado. A cônsul quer que a marca do SVP no corpo da brasileira seja investigada para saber se se trata de um ataque premeditado.

 

 O SVP é atualmente o maior partido da Suíça e vem ganhando espaço político. Entre suas propostas está o limite na nacionalização de estrangeiros, o fechamento das fronteiras para trabalhadores imigrantes, a proibição de construção de mesquitas e maiores dificuldades para refugiados.

 

Na véspera do ataque, a Suíça realizou um referendo para decidir se autorizava a entrada de trabalhadores búlgaros e romenos. A abertura saiu vencedora por uma margem pequena – mostrando como o país está dividido em relação aos estrangeiros. (Fonte: Estadão.com.br)

Por Laura Tonhá

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