“Estou muito velho para ir para a direita e muito novo para virar conservador: Não posso dormir ministro e acordar na oposição”..Juca Ferreira, ministro baiano da Cultura, ao se licenciar do PV para ficar mais à vontade no governo Lula, e lançar uma saraivada de críticas contra a senadora Marina Silva, a candidata de seu partido à presidência da República. Aproveitou a embalagerm para atirar também contra o deputado Luis Bassuma, candidato Verde a governador da Bahia, a quem Ferreira acusou de ser contra as políticas para as mulheres e os direitos dos homossexuais
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“Canção do Novo Mundo”, de Beto Guedes, na voz de Milton Nascimento, é a música para começar o dia no Bahia em Pauta. Vai em memória do cartunista Glauco, assassinado por assaltantes que também mataram seu filho Raoni, na madrugada desta sexta-feira, em Osasco (SP).
Mais um rei morto por um canalha em menos de um segundo. Até quando?
(Vitor Hugo Soares)
Em seu artigo desta sexta-feira na Tribuna da Bahia o colunista político Ivan de Carvalho comenta o pedido de licença do PV apresentado pelo baiano ministro da Cultura, Juca Ferreira, para assim ficar mais à vontade dentro do governo Lula e poder apoiar a ministra Dilma Rousseff (PT) em lugar da candidata de seu partido à presidencia da República, Marina Silva, a quem Juca dirigiu duras críticas, com sobras também para o deputado Luis Bassuma, candidato Verde a governador da Bahia. Esta posição de Juca Ferreira contraria a decisão da direção nacional do PV e da Coordenação da campanha de Marina Silva, assinala Ivan, no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA
SEM DANO À CULTURA
Ivan da Carvalho
Como ministro da Cultura, o baiano Juca Ferreira foi um bom vereador em Salvador.
Porque, como integrante de proa do Partido Verde, não se mostra agora um bom ministro da Cultura.
O que deve fazer um bom ministro da Cultura? Além de exercer correta e diligentemente as funções de seu cargo – não me considero habilitado para julgar se ele faz isso ou não – deve dar o bom exemplo em todas as suas atitudes, principalmente as públicas, assim colaborando com a cultura, no caso, política, do país.
E o que faz Juca Ferreira? Sendo do PV “desde criancinha”, discorda da candidatura de seu partido a presidente da República, que lançou a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva para a sucessão de Lula, e anuncia seu apoio à candidata de Lula e do PT a presidente, Dilma Rousseff.
Tendo seu berço político na Bahia, tentou quebrar lanças (não conseguiu) para que o PV baiano apoiasse a candidatura do governador Jaques Wagner, do PT, à reeleição, defendendo que o PV não tivesse em nosso estado um candidato próprio a governador. Esta posição de Juca Ferreira contraria a decisão da direção nacional do PV e da Coordenação da campanha de Marina Silva, que fixaram a estratégia político-eleitoral de os verdes terem candidato a governador em todos os estados, menos no Acre, que é o estado representado por Marina Silva no Senado.
Por convicções pessoais ou por motivações políticas ou até, muito mais provavelmente, por ambas as coisas, rebelou-se contra a maioria do PV da Bahia, a direção nacional e o coordenador-geral da campanha de Marina Silva, Alfredo Sarkis, por tomarem e até formalizarem a decisão de lançar para governador da Bahia a candidatura do deputado federal Luiz Bassuma, expulso do PT (o que o levou a ingressar no PV) por sua oposição à liberação do aborto e sua atividade como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto.
Juca Ferreira tem afirmado publicamente que alguém assim é “conservador”, donde se poderia concluir que a liberação para a matança de criancinhas, seres humanos inocentes e indefesos ainda no ventre de suas mães, é “progressista”, uma evolução cultural à qual exige o incentivo de um ministro da Cultura. Além de que o PT, partido de Dilma Rousseff, segundo decisão tomada em seu terceiro Congresso, formalizou decisão a favor da descriminalização do aborto, decisão esta com que justificou a expulsão de Bassuma.
Estando agora na oposição e com candidatura a presidente concorrendo com a candidatura apoiada pelo governo, o PV pediu ao ministro Juca Ferreira e outros eventuais verdes que saiam de seus cargos de confiança no governo federal. O ministro resolveu ficar e comunicou ao PV sua licença ou suspensão deste partido pelo período de um ano. E anunciou o apoio a Dilma.
Fico extremamente surpreso que o PV não haja, pelo menos até agora, liberado o ministro de vez, cancelando-lhe a filiação, para que possa entrar no PT (ou outro partido do aglomerado governista), onde estará mais à vontade para apoiar Dilma Rousseff e o governador Jaques Wagner sem causar nenhum dano à cultura política nacional, tão necessitada de bons exemplos e coerência.
Glauco: vítima da estupidez

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O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, morreu na madrugada de hoje após ser baleado durante uma suposta tentativa de assalto na Estrada Alpina, no bairro Jardim Santa Fé, em Osasco, na Grande São Paulo, segundo informações preliminares da Polícia Militar (PM). De acordo com o Hospital Albert Sabin, o cartunista deu entrada no pronto-socorro por volta da 0h30 e morreu cerca de meia hora depois. O filho dele, Raoni, de 25 anos, também foi atingido pelos disparos e morreu a caminho do hospital.
O crime aconteceu por volta de meia-noite. O caso foi registrado no 10º Distrito Policial de Osasco e os corpos do cartunista e do filho já foram encaminhados para o Instituo Médico Legal (IML) da cidade. Ninguém foi preso.
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A música para varar a madrugada é “Alguém Me Disse”, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, na voz de Anísio Silva, saudoso intérprete de boleros que balançaram corações. A a escolha sonora do BP para a esta noite morna de final de verão.
Boa Noite!
(Gilson Nogueira)
Bahia em Pauta vai buscar no espaço de comentários da entrevista do ex-ministro e ex-governador Waldir Pires ao repórter Claudio Leal, publicada na revista digital Terra Magazine, as palavras do advogado Inácio Gomes, para publica-las no espaço principal de opinião deste site blog. Raferência baiana na defesa dos direitos humanos e na resistência em defesa das libeerdades democráticas e livre manifestação do pensamento, o que segue são as palavras de um homem que não se dobrou, que manteve a íntegra a espinha dorsal e o pensamento. Um texto e uma lição de dignidade pessoal e política. para ler e guardar.
(Vitor Hugo Soares )
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NO ALTAR PAGÃO DO PRAGMATISMO
Inácio Gomes
Pragmatismo é a palavra da moda no Brasil de hoje. Não se denuncia e submete a julgameto o torturador do passado para não se comprometer a governabilidade.È pragmatimo. Os que estão nos palacios fecham as janelas para que a seu ouvidos não chege os gritos dos torturados e as palvara de ordem da mocidade do passado dizendo que “o povo unido jamais será vencido”.
Para se manterem no poder as allianças mais espúrias são construidas. Tudo em nome do Pragmatismo. Não sou sectario. A participação de Otto Alencar na chapa de senador é comprensivel. Carlista no passado nunca ordenou a repressaõ policial aos movimentos populares e estudantis. Será , nete caso,uma alliança para construção de um novo momento na Bahia.
Agora, querer fazer o eleitorado democratico engulir guela á baixo um cesar borges – aquele que ordenu a ocupação do campus universitario de ilnstalações do hospital universitário para repelir violentamente movimento estudantil democratico -é, me permita repetir, o gigantimo do pragmatismo .
É um tapa na cara dos que lutaram contra a ditadura e,ainda, estão vivos. È desrespeitar a sepultura do mortos. Governador , pragmatico V.Excia.será se homenajeando o passado e olhando para o futuro convidar Waldyr ou Lidice para compor a chapa que a seu lado será a continuação do seu dinâmico gverno.
Certas hora eu chego a imaginar que na Bahia a Sindrome de Estocomo foi substituida, em alguns casos, por uma relação sado masoqista, saudosa, entre torturado e torturador. Tudo no altar pagão do Pragmatismo.
Ignácio Gomes é advogado
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“Mi Pátria”, a clássica canção de resistência do conjunto chileno Quilapayún no longo período do exílio, é a música do dia no Bahia em Pauta, nesta data em que um novo presidente toma posse Chile, abalado por um novo terremoto de 7,2 graus de intensidade na escala Richter.Os chilenos sofrem, e resistem sempre, nos desatres da política ou da natureza.
Existem muitas versões desta melodia de guerreiros na web, mas BP preferiu este vídeo de uma apresentação de Quilapayún ainda no exílio em Boston,no Estados Unidos, no ano de 1986.
Que Viva Chile. Siempre!
(Vitor Hugo Soares)
Piñera: o Chile muda de mandatário/ El Mercúrio

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Um violento sismo com magnitude de 7,2 abalou hoje o Chile. Além da capital, Santiago, no início das cerimônias na capital de transmissão da faixa presidencias para o empresário conservador Sebastian Piñera, que substitui a socialista Michelle Bachelet. O tremor de terra sentiu-se também na cidade de Valparaíso, sede do Parlamento, para onde Sebastian Pinera deveria dirigir-se, esta tarde, para a cerimónia de posse como novo presidente do Chile.
Um forte tremor de terra abalou, esta quinta-feira, a capital do Chile. De acordo com o centro norte-americano de Sismologia, o sismo atingiu uma magnitude de 7,2 graus na escala de Richter.Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do sismo localizou-se em terra, na região de O’Higgins, a sul de Santiago.
O abalo prolongou-se por 45 segundos e, de acordo com as primeiras informações, teria tido em Santiago uma intensidade de pelo menos seis pontos na escala internacional de Mercalli (de um a 12).
O Serviço Nacional de Urgência (ONEMI) afirmou que em Rancagua, a 90 quilómetros de Santiago, a intensidade do tremor de terra foi de sete pontos graus Mercalli, de seis em Santiago e Talca, de cinco em San Antonio e Concepcios, de quatro em Valparaiso e de três em Temuco, capital da Araucania, a 672 quilómetros de Santiago.
Doze minutos depois, um novo sismo, também bastante intenso, foi sentido nas mesmas regiões chilenas.
O ONEMI indicou que não há notícia de vítimas ou danos devidos a estes abalos telúricos.
(Com informações do portal TSF, de Portugal)
Bachelet: tapete vermelho na despedida de la Moneda/La Tercera

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Totalmente fora de agenda, e em momentos em que caminhava pelos pátios interiores do palácio La Moneda para serr fotografada junto à sua equipe de ministros, a Presidenta Michelle Bachelet foi abordada pela imprensa para contar sobre o que sentía ha poucas horas de transmitir o mando no Chile ao empresário Sebastián Piñera.
“Sinto uma mescla de emoções , porque estamos muito triste pelo que aconteceu (terremoto) que causou tanta dor a tanta gente, mas tranquilos porque cumprimos o que prometemos e nunca faltamos, e eu diria que estou orgulhosa do que fomos capazes de construir no papel que julgamos como de governo e do que fomos capazes de construir com a sociedade”, sustentou emocionada, advertindo que a entristece deixar sua equipe de trabalho.
Diante dos gritos que pediam para que seja candidata em 2014, a Presidenta explicou: “Hoje é nosso último dia, isso é o que importa, e não façamos política de ficção”.
Minutos mais tarde , Bachelet falou de uma escadari do patio a todos os funcionarios presentes.
“Estou muito emocionada com este carinho e por estes aplausos (…) Há quatro anos entrei pela porta que está ás costas de vocês e vinha rodeada de meninos pequenos que simbolizavam que comigo antravam os cidadãos no La Moneda. Agora vou sair pela porta grande, vou sair triste pela dor de nossa gente, mas também vou sair com a frote erguida, satisfeita pelo que conseguimos fazer, tranquila porque colocamos todo nosso maior empenho em fazer as coisas bem feitas.E contente também porque esta Moneda nunca mais será a casa dos presidentes, mas que a casa dos presidentes e das presidentas do Chile e isso também nos faz um país melhor”
(Texto traduzido por Vitor Hugo Soares do jornal chileno La Tercera, edição online)
Trecho do artigo do jornalista Ivan de Carvalho publicado em sua coluna diária na Tribuna da Bahia:”A mais recente viagem de Lula a Cuba coincidiu com a morte, em consequência de uma greve de fome de 85 dias do preso político Orlando Zapata Tamayo. Na ocasião, o presidente do Brasil julgou por bem desaconselhar greves de fome, alegando que, quando sindicalista, fez uma, não gostou e desistiu. Em defesa da atitude de Zapata, dos direitos humanos e da luta por eles, dos outros prisioneiros políticos cubanos e de crítica às leis e ao governo que os prende, nem um pio. Pegou mal. Muito mal” Veja a íntegra do texto, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)
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Orlando Zapata Tamayo

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LULA EXPLICA OBRA
Ivan de Carvalho
Ora, no dia 9 foi publicado aqui um artigo meu, sob o título “Lula falou sério”. Começava com alguma ironia:
“Bravo. O presidente Lula falou sério.
Aconteceu ontem.
Ele não disse que o estado de saúde de seu amigo, o comandante Fidel, é ótimo.
Nem que a Venezuela é uma democracia, quer dizer, continua sendo, apesar da investida caudilhesca e até agora incontida do coronel-presidente-ditador Hugo Chávez.
Tampouco não afirmou que sua visita ao Irã para retribuir a visita do “presidente” Mhamoud Ahmadinejad tem objetivo básico de “negócio”, ao invés do objetivo político e diplomático de dar alento a um dos governos mais aloprados do mundo – avaliação que quase todo o mundo faz.”
E seguia mais um pouco nessa linha o artigo, até referir comentários sérios e por mim elogiados de Lula a respeito do deficit da Previdência Social.
Mas, por favor, esqueça o leitor o que escrevi antes para abrir mais espaço ao que acaba de dizer o presidente, que desta vez – mais esta – não falou sério.
A mais recente viagem de Lula a Cuba coincidiu com a morte, em consequência de uma greve de fome de 85 dias do preso político Orlando Zapata Tamayo. Na ocasião, o presidente do Brasil julgou por bem desaconselhar greves de fome, alegando que, quando sindicalista, fez uma, não gostou e desistiu. Em defesa da atitude de Zapata, dos direitos humanos e da luta por eles, dos outros prisioneiros políticos cubanos e de crítica às leis e ao governo que os prende, nem um pio.
Pegou mal. Muito mal. Terrivelmente mal. E desde então o presidente e o governo vêm tentando encobrir a estranha “obra”, explicar a declaração aloprada. Mas quanto mais mexe, mais fede.
Ontem fedeu insuportavelmente, por conta de uma entrevista exclusiva concedida pelo presidente à agência de notícias Associated Press. Lula comparou o herói Zapata aos presos comuns brasileiros. “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade.”
Guillhermo Fariñas, um dos dissidentes em greve de fome, passou a mensagem de que Lula é “cúmplice da tirania dos Castro”. Eu não o contestaria. E como pode ele ser cúmplice da tirania em Cuba, ou na Venezuela, ou no Irã, e defensor da democracia no Brasil? Só faria sentido e ganharia seriedade se aceitarmos a tese do jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, que, ontem, em seu blog, sugeriu um epitáfio: “Aqui jaz uma vítima dos aloprados de todas as ideologias”. Suponho que o epitáfio seja para Zapata, mas caberia como uma luva para o discurso do presidente Lula neste episódio.
Ah, em Cuba existe uma “lei de periculosidade” que permite prender e manter preso um “cidadão” – em Cuba, cidadão deve ser escrito entre aspas – que não haja cometido delito algum, mas apenas por supor a autoridade que ele poderia cometê-lo.
É a Polícia do Pensamento, imaginada por George Orwell em “1984”, operando.
O filho do carteiro: obra prima da Van Gogh

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OLHAR E SER VISTO
Sonia Regina Caldas
A exposição OLHAR E SER VISTO ressalta os retratos como um dos gêneros mais poderosos das artes plásticas. A presença constante de retratos na história da arte, desde os tempos mais remotos até a contemporaneidade, faz com que esta mostra seja antes de tudo curiosa. A sequência de belíssimos retratos executados por renomados artistas nos deixa extasiados com a possibilidade da comparação.
A cuidadosa seleção e organização dos trabalhos, pertencentes ao acervo de oito mil obras, junto com os comentários de Teixeira Coelho, curador da mostra, torna-a extremamente didática. As exposições A natureza das coisas, Virtude e aparência, A arte do mito e O olhar e ser visto marcam as comemorações dos 60 anos do Museu de Arte de São Paulo.
É interessante observar que há 27000 anos este gosto pela pintura e desenho das faces e expressões humanas, não se modificou mesmo com o uso da fotografia. Desde os mais remotos, até as obras dos novíssimos artistas hiper-contemporâneos, o retrato continua ocupando o seu lugar.
Teixeira Coelho afirma que por uma condição peculiar, os retratos nos olham tanto quanto os olhamos e os olhos dos retratados seguem os observadores pela sala onde quer que se coloquem, eles seguem para examinar, proteger ou acusar.
Os retratos pelo tempo sempre tiveram vida própria e até mesmo, certo poder, especialmente na cultura ocidental onde passaram a ser quase uma entidade dotada de reflexão e sentimentos. Ao observar os retratados pelo tempo, esquece-se que ali está o olhar de algum artista. Por isso às vezes, muitos viram para a parede os retratos expostos daqueles, cuja presença não pode suportar.
A exposição demonstra retratos clássicos com os fundos esquecidos diante do valor da figura e modernos que mostram atemporalidade sem precisão dos traços da vida corporal ali retratada. Indica uma trajetória, nem fixa nem única, dividindo-a em cinco grupos: o retrato da pompa, o recurso à cena, o eu mesmo, ou seja, os autos-retratos, e os retratos modernos e a desconstrução.
Através desta exposição consegue-se perceber a força dos movimentos artísticos na história da arte através de retratistas marcantes, tais como: Frans Hall, Goya, Manet, Lautrec, Gauguin, Renoir, Van Gogh, Pancetti, Darcy Penteado, Anita Malfatti e outros considerados artistas. Trata-se de uma bela proposta. Vale a pena essa especial releitura, com certeza, o visitante sairá com novas imagens de si mesmo.
Sonia Regina Caldas é artista plástica, doutora em Letras pela UCSAL e em Turismo pela FAMMETIG.
Fernando Conceição:”isso é irracional”

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DEU NO COMUNIQUE-SE (Portal especializado em bastidores da imprensa)
Da Redação
O movimento Afirme-se, que defende as cotas afirmativas nas universidades brasileiras, entrou com uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra o jornal O Globo. A entidade alega que o veículo vetou um anúncio publicitário ao estipular um valor alto para a publicação de uma peça.
Segundo o jornalista Fernando Conceição, coordenador do Afirme-se, ao saber do conteúdo da campanha, o jornal aumentou o preço de R$ 54.163,20 para R$ 712.608,00 (1.300%), alegando que o texto reflete “expressão de opinião” e que, por isso, teria que cobrar a tabela cheia.
“Isso é uma coisa irracional e eles mantiveram a posição, por isso ingressamos com uma representação por abuso de poder econômico”, diz o jornalista, que contou que o mesmo anúncio foi publicado pelo O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e A Tarde, ao custo médio de R$ 40 mil cada um.
O anúncio, que enfatiza o apoio de 60% da população brasileira às ações afirmativas, tem o objetivo de manter as cotas nas universidades, tema debatido pelo Supremo Tribunal Federal na última semana.
A representação contra O Globo exige a punição do veículo e a obrigatoriedade da publicação do anúncio a preço simbólico ou gratuito, caso seja comprovada a irregularidade.
Até o fechamento dessa matéria, não foi possível entrar em contato com representantes do jornal.
Corey, nos anos 80 do sucesso, e nos 90 das drogas

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DEU NO PORTAL MSN
O ator americano Corey Haim, que ficou famoso durante sua adolescência nos anos 1980, morreu na madrugada desta quarta-feira (10), aparentemente por uma overdose de drogas, informou a Polícia de Los Angeles.
De acordo com o site da revista americana “People”, Haim foi encontrado inconsciente por sua mãe, Judy, e teve a morte pronunciada às 3h30, logo depois de dar entrada no hospital St.Joseph. A Polícia disse à emissora de televisão “KTLA” que Haim, de 38 anos, aparentemente sofreu uma overdose acidental de drogas.
Haim fez sua estreia em Hollywood em 1984, mas foi realmente alçado à fama em 1987, com “Os Garotos Perdidos”. Entre seus filmes de sucesso entre as teens da época ainda estão “A Inocência do Primeiro Amor” (1986) e “Sem Licença para Dirigir” (1988).
O ator também ganhou destaque por seus trabalhos conjuntos com Corey Feldman, com quem contracenou em “Os Garotos Perdidos” (1987) e “Garotos Perdidos – A Tribo” (2008). A dupla estrelou o reality show “The Two Coreys”, levado ao ar pelo canal por assinatura “A&E” entre 2007 e 2008.
Bob Geldof: “BBC mente”

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Escândalo chega aos umbrais do Big Bem e envolve uma das instituições de maior credibilidade no Reino Unido no campo da jornalismo e da comunicação:
O portal potuguês TMS informa que o músico Bob Geldof, que liderou a campanha “Band Aid” nos anos 80, destinada a angariar fundos para combater a fome na Etiópia, pediu demissão do cargo de diretor do Serviço Mundial da BBC devido a uma reportagem da rádio que afirmou que os fundos obtidos teriam sido usados na compra de armas por grupos rebeldes.
Segundo a BBC Brasil, em artigo publicado nesta quarta-feira no “The Guardian”, Bob Geldof afirmou que a reportagem da BBC não tem credibilidade e pede uma investigação aos factos relatados pela emissora. Nesse artigo, Geldof pede ainda a demissão do director do Serviço Mundial da BBC, Peter Horrocks, do produtor da reportagem, Martin Plaut e do seu chefe, Andrew Whitehead.
Na peça, emitida a semana passada no programa “Assignment”, o editor Martin Plaut afirmara que boa parte dos mais de 100 milhões de dólares, angariados pelo “Band Aid” para ajudar as vítimas da fome na Etiópia, teriam sido desviados para a compra de armas por grupos rebeldes da província do Tigré.
Bob Geldof acusa a reportagem de ter caluniado o “Band Aid” e diz que vai denunciar o Serviço Mundial da BBC ao orgão regulador da imprensa no Reino Unido, Ofcom, e aos directores da BBC, exigindo a transcrição de todas as entrevistas do programa em questão, adianta a BBC Brasil.
O músico argumenta que se não tivesse chegado ajuda à Etiópia teriam morrido milhares de pessoas de fome, o que não se verificou porque, segundo Geldof, a ajuda tem chegado ao seu destino.
“É difícil acreditar que alguém tenha levado a reportagem a sério. Então onde estão os mortos? Se não receberam alimentos, porque não morreu ninguém de fome? Essa seria uma das primeiras coisas que eu teria perguntado, mas eles não morreram porque estiveram a receber ajuda”, disse.
Bob Geldof estuda agora a hipótese de a Fundação Ban Aid poder vir a mover um processo judicial contra Martin Plaut e o Serviço Mundial da BBC, informa ainda o mesmo site.
A BBC, segundo TSF, mantém as afirmações feitas pelos seus jornalistas.
(Com informações da TSF, de Portugal e BBC Brasil)
DEU NO PORTAL MSN
A produção industrial cresceu em 13 das 14 regiões monitoradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro deste ano, ante dezembro de 2009. Nesta comparação, segundo informou hoje o instituto, as regiões que registraram os principais avanços foram Espírito Santo (5,6%), Ceará e Pernambuco (com 5,4% cada) e Paraná (4,0%).
As demais altas foram observadas nas seguintes regiões: Nordeste (3,7%), Rio Grande do Sul (3,2%), São Paulo (3,0%), Pará (3,0%), Bahia (2,5%), Goiás (2,2%), Minas Gerais (1,7%), Santa Catarina (1,1%) e Rio de Janeiro (0,3%). No caso do Amazonas, houve estabilidade. Ainda em relação ao mês anterior, a produção industrial nacional cresceu 1,1%, como divulgou o IBGE no início da semana passada.
Na comparação com janeiro do ano passado, todos os locais pesquisados elevaram a produção no mesmo mês deste ano. Segundo o documento de divulgação da pesquisa, os avanços “refletem a ampliação do ritmo produtivo e a baixa base de comparação, por conta das férias coletivas e das paralisações não programadas em vários setores em janeiro de 2009″.
Com avanços acima da média nacional (16%) no primeiro mês deste ano, ante igual mês do ano anterior, destacaram-se Espírito Santo (48,5%), Amazonas (33,9%), Minas Gerais (28,8%), Bahia (23,6%), Rio Grande do Sul (20,9%), Goiás (19,8%) e Ceará (16,7%). As demais altas foram apuradas em São Paulo (15,6%), região Nordeste (11,5%), Rio de Janeiro (10,7%), Paraná (10,4%), Santa Catarina (7,9%), Pará (5,8%) e Pernambuco (1,2%).
São Paulo
A produção industrial de São Paulo, que representa em torno de 40% da produção nacional e cresceu 3,0% ante dezembro de 2009, teve o sétimo aumento seguido em relação ao mês imediatamente anterior.
Em relação a janeiro de 2009, o avanço de 15,6% representa a terceira taxa positiva seguida ante igual mês do ano anterior. Na comparação com janeiro do ano passado, para a qual há detalhamentos setoriais, 17 das 20 atividades pesquisadas na indústria paulista registraram alta na produção. O destaque ficou com o setor de veículos automotores, que avançou 45,0%
Geddel: sem volta com Wagner

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE
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Rosane Santana
Está decidido, segundo Geddel: o PMDB não marchará com o PT, na Bahia, nas eleições para o governo do Estado, como insiste o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista a Terra Magazine, ontem à tarde, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, descartou a possibilidade de uma reaproximação com o governador Jaques Wagner, seu ex-aliado em 2006.
Geddel reafirmou a decisão de candidatar-se ao governo baiano, em outubro próximo, pondo um fim às especulações em torno de uma aliança com os petistas, depois do apelo público feito pelo presidente Lula, durante a inauguração do projeto Salitre, de irrigação, em Juazeiro (BA), na última sexta-feira.
“Estava ao lado do presidente Lula, quando ele manifestou o desejo de unidade. Mas, por vezes, essa unidade não será possível”, disse Geddel, que é um dos principais articuladores da aliança entre o PMDB e o PT em torno da candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República.
O ministro que deixa a pasta da Integração Nacional, em 2 de abril próximo, prazo de desincompatibilização estabelecido pela Justiça Eleitoral, aproveitou para estocar mais uma vez o governador da Bahia, Jaques Wagner. Em entrevista ao jornal Correio da Bahia, de Salvador, no domingo, Wagner afirmou que a saída do PMDB da administração estadual favoreceu o seu governo, pois gastava 30% do seu tempo resolvendo conflitos criados pelo partido.
“Se o governador pensava dessa forma, por que não demitiu os quadros do PMDB quando lá estavam?”, questionou Geddel, acrescentando que a atitude de Wagner, neste caso, “foi de conivência ou incompetência”.
Em clima de “bateu-levou”, PMDB e PT, na Bahia, seguem às turras, para desgosto de Lula, que confessou publicamente sentir-se constrangido com as desavenças de seus aliados. O ministro, que está em compasso de espera sobre a definição da estratégia de campanha de Dilma Rousseff nos estados em que há conflito, já declarou que quer um tratamento igualitário da candidata em relação ao adversário petista, amigo pessoal do presidente da República, além de importante governador do partido.
Canal Imbui: naturezA semi-morta

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Em sua coluna de hoje na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho volta a mexer em uma questão polêmica da cidade atualmente.
O colunista alerta para a reunião tripartite que será realizada na tarde de hoje no bairro eo Itaigara, com representantes do Ingá – órgão estadual vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e que trata de questões relacionados a água, saneamento, poluição e correlatas –, incluindo seu diretor-geral Júlio Rocha, da Casa Civil da Prefeitura de Salvador e da Construtora OAS, que realiza as obras no esgoto (ex-rio) que corta o bairro. É aí que que mora o impasse, a ponto de Invan perguntar no artigo que Bahia em Pauta reproduz:
“Bem, quando é que o Ingá vai exigir que seja descoberto o Rio das Tripas, que corre sob a Baixa dos Sapateiros?”. Confira o texto.
(VHS)
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Radicalismo ambiental no Imbui
Ivan de Carvalho
Os 80 mil a 100 mil moradores do bairro do Imbui, em Salvador, devem ficar especialmente atentos hoje. É que, para as 17h30, está marcada pelo Ingá uma reunião, em sua sede, no bairro do Itaigara – seria mais interessante que a reunião se realizasse em algum local do Imbui, com a presença dos moradores da área que quisessem comparecer.
A reunião será tripartite, com representantes do Ingá – órgão estadual vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e que trata de questões relacionados a água, saneamento, poluição e correlatas –, incluindo seu diretor-geral Júlio Rocha, da Casa Civil da Prefeitura de Salvador e da Construtora OAS, que realiza as obras no esgoto (ex-rio) que corta o bairro.
Desde a “outorga” para a realização da obra, o Ingá vem impondo condições que têm criado à prefeitura dificuldades e perda de tempo em busca de soluções que atendam às exigências do órgão estadual, aparentemente preocupado em “salvar” uma meia dúzia de piabas e duas ou três sucuris que vivem ou viviam nas águas do esgoto e da lagoa à qual dá vazão. Aí exigiu três respiradouros! E levantou mais algumas questões pra impressionar quem acredita em Papai Noel.
Ah, o Ingá também salvaria os milhares de ratos, milhões de baratas e, talvez, uma centena de sapos que ainda conseguem sobreviver à água imunda e fedorenta com a qual a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) jamais manifestou preocupação, ainda que fosse em consideração à saúde e aos 80 mil a 100 mil narizes dos moradores do bairro e a milhares de outros que passam por lá em trânsito, pela Avenida Jorge Amado e adjacências.
Cumpre esclarecer outra vez – pois já fiz isto antes – que piabas e sucuris não são animais em extinção, da mesma forma que ratos, baratas e mosquitos de variadas espécies, especialmente muriçocas. E que não é o Ingá, mas o CRA, o órgão estadual responsável pela preservação de espécies em extinção.
O Ingá exige – e quer saber hoje da prefeitura e da construtora se isso está sendo obedecido – que as placas com as quais o rio-esgoto a céu aberto está sendo coberto e os equipamentos que transformação a área em espaço de lazer são removíveis. Para que sejam removidos quando as bacias de captação, as lagoas e o rio-esgoto forem resgatados à poluição absoluta em que estão. O que ocorrerá na década ou no século em que a Embasa resolver fazer isto.
Ora, o Ingá deveria ter consciência de que quase tudo é removível. Se tanto a fé quanto as mineradoras removem montanhas, porque seriam eventualmente irremovíveis placas de concreto na cobertura do rio-esgoto e alguns quiosques de alvenaria construídos sobre elas? Informa o blog Por Escrito que o Ingá pediu e obteve do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura um laudo sobre o “caráter permanente ou temporário” da cobertura do rio. Ora, até o Céu e a Terra são temporários – “Passarão o céu a e Terra, mas as minhas palavras não passarão”, explicou Jesus (e Ele sabia mais do que Julio, ainda que fosse o Caesar e não o Rocha).
Bem, quando é que o Ingá vai exigir que seja removida a cobertura do Rio das Tripas, que corre sob a Baixa dos Sapateiros? Será que, depois de tantas décadas ainda
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Este lembrete vem da jornalista Maria Olívia. Anote para não esquecer:
O Canal Brasil (privado) presta homenagem ao cantor, compositor e pianista Johnny Alf, com a exibição do programa MPBambas, apresentado pelo jornalista e crítico musical Tárik de Souza, nesta quinta, dia 11, às 21h.
Reconhecido como um dos precursores da Bossa Nova, Johnny Alf ou Alfredo José da Silva nasceu em 19 de maio de 1929, no Rio de Janeiro. Logo aos 3 anos, perdeu o pai, um cabo do Exército. Sua mãe passou a trabalhar como empregada doméstica para uma família na Tijuca, que percebeu os dons musicais do garoto e passou a incentivá-lo. Dos 9 aos 14 anos, estudou piano clássico, quando se apaixonou, em suas idas ao cinema, pela música refinada de compositores norte-americanos como Cole Porter e George Gershwin. Nesta época, formou seu primeiro conjunto musical com amigos de Vila Isabel, com quem costumava se apresentar na Praça Barão de Drummond. São de sua autoria clássicos, como “Eu e a Brisa” e “Rapaz de Bem”.
Responsável pela concepção do programa, o jornalista e crítico musical Tárik de Souza também é roteirista e pesquisador de O Som do Vinil, programa apresentado por Charles Gavin no Canal Brasil. Tarik lançou os livros Rostos e Gostos da MPB; Som Nosso de Cada Dia e Tem Mais Samba – Das Raízes à Eletrônica, dentre outros.
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CANAL BRASIL
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MPBambas: Tárik entrevista Johnny Alf
Horário principal: Quinta, dia 11/03, às 21h
Alternativos: Sexta, dia 12/03, às 15h30
Sábado, dia 13/03, ao meio-dia
IMPERDÍVEL PARA ASSINANTES DA TV BRASIL!
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Caro Simona, de lá de cima, deixa cair a Bossa, meu nego!!! Até amanhecer o novo dia! (Gilson Nogueira)
BOA NOITE!!!
Ivete: Carnaval na beira do rio da infância

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GRAZZI BRITO
JUAZEIRO(BA)- Aconteceu ontem (08), no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, o lançamento do carnaval da cidade que este ano acontecerá de 27 a 30 de maio em homenagem a juazeirense Ivete Sangalo que faz aniversário no dia 28 de maio. Ela será a grande homenageada do carnaval fora de época na região do Vale do São Francisco.
Declarada a abertura do evento, o prefeito Isaac Carvalho destacou que é preciso que a data do carnaval entre no calendário de eventos de Juazeiro e da Bahia. “Precisamos fixar a data da festa para que possamos atrair investimentos para a nossa cidade e o carnaval é uma ferramenta de geração de emprego e renda e de valorização da cultura”. O prefeito ainda destacou que o período escolhido para a realização do evento é muito propício para a economia juazeirense, sendo um mês de safra na agricultura, chuvas escassas e a circulação de negócios que a cidade gera.
“Todos os sinais nos dizem que faremos uma grande festa”, enfatizou Isaac. Ele ainda ressaltou que o evento será divulgado em Salvador, capital do Estado.
Além da homenageada Ivete, já foram confirmadas as participações do cantor Tomate, Harmonia do Samba, Trem de Pouso, bandas TH e Mina de Salvador, atrações contratadas pela prefeitura. Os blocos de corda e trio também farão parte da festa com outros grandes nomes da música baiana. “O Carnaval de Juazeiro precisa de todos e nós estaremos juntos”, disse o presidente da Associação de Blocos, Anselmo Bispo.
Grazzi Brito é jornalista, mora em juazeiro, no Vale do São Francisco
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DEU NO TERRA MAGAZINE
Claudio Leal
Numa conversa reservada de duas horas, segunda-feira à noite, no Palácio de Ondina, em Salvador, o ex-ministro da Defesa Waldir Pires e o governador Jaques Wagner (PT) discutiram pela primeira vez sobre a sucessão baiana. Terra Magazine apurou que Waldir defendeu a candidatura própria do PT ao Senado e manifestou o desejo de ser o nome do partido.
O encontro foi considerado amigável pelos dois lados. Mas há divergências entre os petistas, principalmente no que se relaciona com a “metodologia” da eleição. Wagner costura uma aliança com os ex-governadores e os ex-afilhados políticos de Antonio Carlos Magalhães, César Borges (PR) e Otto Alencar (PP). Petistas históricos resistem à composição com lideranças conservadoras e velhos rivais nas eleições da Bahia.
Além de manifestar o desejo de disputar uma vaga no Senado, caso seja convocado, Waldir Pires esclareceu ao governador que, se o movimento por sua candidatura crescer, ele poderá submeter seu nome à convenção do partido. Mas ressalvou que, seja qual for a definição, apoiará a reeleição do companheiro e a campanha da ministra Dilma Rousseff. “O que vocês fizerem, eu cumpro. Não farei besteira. Não tem problema nenhum porque eu voto em você e na Dilma”.
Durante o papo noturno, ficou mais do que definido que o ex-ministro da Defesa lutará, dentro do partido, pela candidatura. No último domingo, 7, Waldir Pires recebeu uma homenagem dos petistas de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade baiana. Com auditório lotado – à frente o prefeito Guilherme Menezes (PT) -, ouviu discursos favoráveis à sua presença na chapa do Senado.
Waldir tem sustentado que o PT não pode admitir um recuo na reformulação política da Bahia, depois do declínio do grupo do ex-governador ACM. Compor-se com os herdeiros do carlismo seria um retrocesso, de acordo com lideranças à esquerda no PT. A interlocutores, Wagner defende alianças pragmáticas, para vencer o pleito no primeiro turno. Isso ele também deixou claro a Waldir.