“É preciso esperar o novo governo (dos Estados Unidos)assumir para fazer uma avaliação precisa. Espero que as relações melhorem. Vêm grandes mudanças geopolíticas. Não nos adiantemos. Quero ser prudente e dizer para esperarmos. Pior que Obama (Trum)não será, é o único que me atrevo a dizer.”

Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, balançando as asas para o governo do republicano Donald Trump, enquanto seu próprio governo balança em grave crise política, social e institucional.


Roberto Messias sai da Agecom…


…Paulo Alencar assume a
Comunicação de ACM Neto

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ACM Neto muda Comunicação

Na dança das cadeiras para o segundo mandato da administração do prefeito ACM Neto (DEM), em Salvador, uma das modificações mais emblemáticas e dignas de registro e avaliações (política e administrativamente falando) está anunciada na área da Comunicação.

A troca de Roberto Messias (Porquinho) por Paulo Alencar, revela (para além das qualidades profissionais e características pessoais de ambos) uma mudança conceitual para o setor nestes próximos anos do governo da capital. Período em que se definirá o pulo de Neto em seu plano de derrotar o petista Rui Costa ( de quebra o ex governador e ex-ministro Jaques Wagner) na disputa pelo governo do estado em 2018, e mudar o seu endereço para o Palácio de Ondina.

A mudança de conceito e de operação no setor parece: Messias, que sai, quem viveu ou conhece a imprensa baiana das últimas quatro décadas sabe que sempre atuou como um profissional tipico da chamada “mídia impressa”. Um repórter, um apurador e veiculador de fatos de relevância pública, um homem da redação, do pensar e do fazer diário da informação e da notícia. Além disso, uma afável figura humana, da conversa, do diálogo nas relações do trabalho ou com com os muitos colegas e amigos, que teve ou construiu ao longo da carreira.

Em síntese, o auxiliar que sai é um tipo político (no sentido mais apropriado do termo), acima das cartilhas partidárias e ideológicas. É um profissional do fato, acima da opinião ou dos truques propagandísticos. Foi assim, em síntese, que ele atuou basicamente na campanha e no primeiro mandato do prefeito reeleito. Posso afirmar. porque acompanhei na medida do possível, o discreto e modesto (mas efetivo e eficiente no cargo) trabalho de Roberto Messias, mesmo distanciado dos donos do poder na cidade, com projeto em andamento de mandar no estado.

Paulo Alencar, o que chega, vem igualmente pelos caminhos da Comunicação, que são muitos e variados. Andou e voou por outras nuvens e outras estradas. Bebeu em outras fontes, além dos cantos, bares e botecos da boemia em Salvador.

Formado pela Faculdade de Comunicação da UFBA, é o que se poderia definir como um profissional do marketing, um especialista da publicidade e da propaganda. Comandará a estrutura remontada da Secretaria Municipal de Comunicação (provavelmente com muito mais recursos financeiros e condições, e autonomia de trabalho), em substituição ao chefe da Agência de Comunicação (Agecom), no primeiro e exitoso mandato de Neto.

Baiano de nascimento, Paulo Alencar tem passagem pela Gazeta Mercantil e desembarca agora no comando da comunicação de ACM Neto depois de ter trabalhado em Angola ( na empresa Link de marketing e propaganda)e no grupo Odebrecht, também no país africano.

Em visita protocolar à Tribuna da Bahia, o novo homem da Comunicação na prefeitura de Salvador, disse que a Agecom funcionava bem no quesito assessoria de imprensa, mas precisa avançar no âmbito da publicidade.”Estamos fazendo esta montagem. O prefeito é um homem muito dinâmico e atrai muito a atenção da mídia, por isso o nosso trabalho de retaguarda é muito grande”, adiantou Alencar.

Neto (a exemplo do avô ACM) conhece bem as duas pontas da comunicação e sabe dos choques violentos – e as vezes destrutivos, principalmente no terreno da credibilidade – que elas as vezes provocam quando se chocam. É também um políticos e gestor decidido e arrojado, com evidente projeto de poder a cumprir. Na Comunicação, a decisão de mudança está tomada. O resultado quem dirá é o tempo, senhor da razão.

(Vitor Hugo Soares, editor do Bahia em Pauta)

BOM DIA!!!

jan
18

Postado em 18-01-2017 00:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-01-2017 00:23



DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Contamos com você

Em reunião de corrente interna da “esquerda” do PT, o ex-governador Jaques Wagner disse que vai ser preciso ir às ruas defender a democracia e apoiar a candidatura de Lula.

Com currículo de passeatas no Polo Petroquímico na década de 80, Wagner certamente será mais um nessa multidão, dando sua cota de sacrifício para a grande cruzada patriótica.

Nome para filme: resgate impossível

Wagner lembrou que o PT precisa resgatar suas origens e voltar a dialogar diretamente com os movimentos sociais, sindicais e populares.

Como “precisa”? O PT não chegou ao poder há 100 anos, mas há 14. Tempo em que seria necessário, ou obrigatório, tentar colocar em prática o que sempre defendeu.

Meteram os pés pelas mãos – e as mãos no dinheiro, diria célebre epigramista – e agora querem resgatar o quê? O que não fizeram?

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O que está pegando

A equação não fecha para a assinatura do Pacto Federativo de Segurança Pública: os governadores pressionam pela vinculação, no Orçamento da União, dos repasses para a área de segurança, assim como ocorre com saúde e educação.

Prevista para ocorrer nesta quarta-feira, a cerimônia de assinatura do pacto foi cancelada pelo Palácio do Planalto.

A vinculação de recursos no Orçamento exige a aprovação de proposta de emenda à Constituição.

jan
18

Postado em 18-01-2017 00:18

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-01-2017 00:18


Genildo, no portal de humor gráfico A Charge Online

jan
18

Postado em 18-01-2017 00:17

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-01-2017 00:17


A soldado Chelsea Manning.
HANDOUT REUTERS


DO EL EL PAÍS

Silvia Ayuso

Washington

Chelsea Manning poderá realizar muito em breve seu desejo de viver sua vida como uma mulher livre. Em uma de suas últimas decisões como presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama comutou a sentença de 35 anos de prisão que cumpria o antigo analista militar condenado por vazar milhares de documentos secretos à plataforma WikiLeaks.

Depois da invalidação de parte da pena por Obama, Manning, que pouco depois de ser condenado como soldado Bradley Manning, em 2013, anunciou sua mudança de gênero e pediu que lha chamasse Chelsea, ficará livre no próximo dia17 de maio. Ao todo, Obama comutou a sentença de 209 presos e indultou outros 64.

Manning vazou à plataforma fundada por Julian Assange milhares de documentos secretos sobre as guerras do Iraque e Afeganistão que o WikiLeaks publicou em 2010. Foi o maior vazamento de documentos diplomáticos e militares segredos da história de EUA e sua revelação provocou uma tormenta internacional. Pouco depois, o então jovem analista militar foi detido e, três anos mais tarde, condenado a mais de três décadas de cárcere, entre outros por violação da Lei de Espionagem, por roubo e fraude informática.

O juiz militar que o sentenciou em agosto de 2013 nos arredores de Washington não levou em conta o arrependimento do jovem de 25 anos, que pediu perdão por “ter prejudicado a EUA”, e afirmou ter a esperança de que sua sentença tivesse um caráter “dissuasivo”. Um dia após sua condenação, Manning anunciou seu desejo de ser tratado como mulher e mudou seu nome de Bradley a Chelsea Elizabeth Manning, que é o que aparece no perdão presidencial de Obama.

Manning, que durante sua estância na prisão militar de Fort Leavenworth, Kansas, tentou suicidar algumas vezes, reiterou no final do ano passado a petição de perdão ou redução de pena que já havia feito depois de ser condenada.

“Não peço que se me perdoe (…) O único que peço é ser libertada de uma prisão militar depois de cumprir seis anos de confinamento”, solicitou Manning em uma carta.

jan
17

Postado em 17-01-2017 01:24

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-01-2017 01:24


Os supervilões contra a Liga da Justiça

Numa tendência que é crescente, ministros do Supremo Tribunal Federal têm sido alvo de pedidos de impeachment. O ano de 2016 marcou o recorde de 11 solicitações contra seis integrantes do colegiado.

Com três pedidos, Luís Roberto Barroso é o líder dessa competição, que questiona como nunca antes a lisura ou a competência da última instância judiciária do país.

Empatados em segundo lugar estão Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, aos quais até se podem atribuir decisões duvidosas e pouco recato para a magnitude do cargo.

No entanto, identifica-se na maioria das ações o interesse escuso ou a jogada política, ou ambos – o último recurso de uma elite putrefata contra as malhas da lei e as barras da cadeia.

Custo zero

Aliás, o grande exemplo é o processo que o ex-presidente Lula move no TRF da 4ª Região contra o juiz Sérgio Moro por abuso do autoridade.

A defesa não vai custar nada ao magistrado: ele constituiu advogada a própria mulher, Rosângela Maria Wolff de Quadros Moro.

A luta continua

Na mesma linha, informa-se que o senador Renan Calheiros assumiria em fevereiro a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, cargo que lhe conferiria boa dose de poder contra as movimentações do Ministério Público, especialmente do procurador-geral, Rodrigo Janot.

Epigrama

No país da felicidade,
A justiça que se quis:
Bandido é autoridade
E réu processa juiz.

jan
17

Postado em 17-01-2017 01:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-01-2017 01:23

A poesia da alma da gente e das ruas de Buenos Aires transposta para um tango fenomenal. A interpretação da morocha Adriana Varela é um encantamento à parte. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Estela de Carlotto, durante a entrevista
MARTÍN DI MAGGIO

DO EL PAIS

C.E. Cué

Estela de Carlotto é uma personagem chave na Argentina e referência mundial na luta pelos direitos humanos. Aos 86 anos, e depois de 40 lutando nas Avós da Praça de Maio, mantém sua enorme influência. Sua organização conseguiu recuperar 120 netos, incluindo o dela, localizado em 2014. Em sua maioria foram tirados de suas mães depois de as terem assassinado, e entregues a famílias próximas à ditadura. Carlotto, tão encantadora como firme, diz que a Argentina é um exemplo para o mundo em direitos humanos exatamente porque ali estão as Avós e outros grupos que pressionam todos os governos.

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Pergunta: Depois de 40 anos, a senhora tem a sensação de missão cumprida?

Resposta: Não. Por isso estou aqui. Tenho 86 anos, estou cansada e uso bengala para caminhar. Mas tenho de continuar, porque faltam centenas de netos [cerca de 400]. E é preciso deixar tudo muito claro, para que nenhum governo consiga apagar tudo que é memória. Este Governo, por exemplo, quer esquecer. Questionaram o número de desaparecidos. Por isso não posso cruzar os braços, porque eu encontrei meu neto. Mudou meu coração, minha alegria, a família está completa e os vejo crescer. Tenho uma bisneta, que é a neta de minha filha Laura. Mas minhas companheiras ainda estão esperando.

P. Não é fácil para os netos. O seu, inclusive, pede que seja chamado de Ignacio, como foi chamado pelos apropriadores. Isso doeu?

R. Doeu porque o mundo inteiro o procurou como Guido. Foi o nome dado por sua mãe, em homenagem a seu pai, meu marido. Temos que nos conhecer, ele não me conhece e nem eu a ele. Doeu, mas entendi. Está em processo e é o ego. Coitado, calhou de ser justamente neto de Estela. Eu complico sua vida social e política.

P. Agora há um neto, Bacca, que conseguiu que a justiça lhe conceda o direito de continuar usando os sobrenomes de seus apropriadores e que não quer saber das Avós. Ele tem direito a isso?

R. Você tem direito de não saber desde que não prejudique ninguém. Se você é casado e sua mulher é infiel, e você não quer saber, não prejudica ninguém. Mas este é um crime de lesa-humanidade. Para nós, ele é uma vítima. Gostamos dele. Para ele ainda não caiu a ficha de que essas pessoas não são seus pais e cometeram um crime ao não permitir que vivesse com sua família e apoiar os que o tornaram órfão.

P. Deve ser difícil admitir que a pessoa que o criou é um criminoso…

R. Quando é preciso fazer justiça, é preciso. Com o garoto temos paciência, carinho e amor, mas com a justiça estamos muito zangadas. Nunca consegui aceitar algo que é estritamente proibido, que é consentir que se mantenham os sobrenomes. Os sobrenomes são os de seu pai e mãe.

P. Estão aparecendo muitos casos, isso tem a ver com o fato de os apropriadores estarem morrendo e se sentirem liberados para denunciar?

R. Pode ser, em parte. Não foram criados com liberdade, foram enganados, e quando não há mais remédio, porque são adultos de 40 anos, dizem que eles os criaram para que não fossem mandados à prisão. Vitimizam a vítima e isso é uma maldade enorme. Muitos netos não querem que aconteça nada aos que os criaram por afinidade.

P. Qual foi o pior momento desses 40 anos?

R. Quando a polícia nos chamou, a mim e a meu esposo, para dizer que lamentava nos informar que Laura tinha falecido. Chamei-os de assassinos e mostrei a eles um Cristo grande que tinham pendurado, disse a eles que seriam julgados por Ele se nós não pudéssemos. Meu marido não me permitiu vê-la, estava desfigurada. Depois a desgraça de festejar o retorno à democracia e ver que o Governo [de Menem] fizesse duas leis de perdão, isso foi um horror. Ver esses assassinos livres.

P. Quando começou a mudar?

R. Éramos muito inocentes. Íamos a uma casa, tocávamos a campainha nos passando por vendedoras e esperávamos que a mãe saísse com o menino para que outra avó atrás de uma árvore tirasse uma foto. A quem íamos apresentar essa evidência dizendo: ‘me parece que esse é meu neto?’ Uma vez segui uma senhora por duas quadras, porque tinha nos braços um bebê idêntico a um de meus filhos. Depois a olhei e era idêntica a seu filho. Então descobrimos que o sangue poderia nos revelar a verdade. Em 1983 fizeram um seminário internacional muito grande e chegaram à conclusão de que o sangue das famílias materna e paterna servem para reconstruir o mapa genético dos pais. Dizem que a ciência avançou muito graças a nós.

P. Por que a sra. acredita que a sociedade argentina mudou tanto desde aquelas leis de ponto final até agora?

R. Porque nós não abandonamos um só dia a presença social. Eu era professora e continuo sendo. Foi um movimento social único na América Latina para esse tipo de assunto. Não sei por que não surgiu algo assim nos outros países onde houve ditaduras. Cada vez é mais gente que nos acompanha. Até as crianças estão sabendo do assunto. A Argentina é um modelo para o mundo por estar julgando e condenando os genocidas em tribunais comuns. Temos consciência de que aqui se avançou a passos largos em relação à região. Recebo telefonemas do mundo todo.

P. A sra. sentiu que foi usada politicamente?

R. Nunca permiti que me usassem. Ofereceram-me cargos políticos e me perseguiram. Não só aqui, mas também na Itália, porque tenho cidadania. Quando essa gente que governa hoje diz que os Kirchner nos usaram, eu digo que, ao contrário, nós usamos os Kirchner, porque conhecíamos sua sensibilidade para esse assunto. Quando Kirchner decidiu tirar os quadros dos genocidas da casa militar, me convidou a acompanhá-lo. Respondi que de forma alguma. Não somos revanchistas, queremos o caminho bem claro. Por isso o respeito que temos, porque nunca mentimos, nem afrontamos, jamais acusamos ninguém sem ter prova antes, porque seria muito feio acusar de apropriadores um casal que realmente não merecesse.

P. A sra. se reconciliou com o Papa?

R. Quando foi escolhido Papa, a expressão da instituição foi de indignação. E eu tive o pouco acerto de manifestar isso à imprensa. Depois, quando a verdade veio dita por quem merece nossa total confiança, como Alicia Oliveira, mudei de opinião e retifiquei. Creio que agora está mostrando sua verdadeira personalidade. A igreja nunca nos ajudou. Com exceção de sete bispos que arriscaram suas vidas, o resto era silêncio e cumplicidade. Agora há uma mudança muito grande.

P. A sra. apoiou muito o kirchnerismo. Quando vê os escândalos de corrupção, se ressente?

R. Acredito que é injusto. Aqui há uma perseguição política tremenda à ex-presidenta Cristina e a Néstor. Se pudessem ressuscitá-lo para colocá-lo na cadeia, o fariam. Sei sobre a sacola de dólares [o ex-secretário de Obras Públicas, José López, foi preso com nove milhões de dólares] mas é uma pessoa. É como se eu aqui tivesse alguém que fizesse o mesmo. Vão colocar a culpa em mim? O que você faz se tem funcionários desonestos? Eu pessoalmente tenho a confiança de que [os Kirchner] não eram pessoas desonestas. Têm muito dinheiro. Mas não significa que roubaram.

jan
17

Postado em 17-01-2017 01:19

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-01-2017 01:19


Sid, no portal de humor gráfico A Charge on Line