Ela (presidente Dilma Rousseff) está desprotegida, mas ainda está em tempo de se recuperar. Sou fã dela, mas ela precisa ser mais humilde. A mosca azul mordeu ela. Ela mexeu nos direitos dos trabalhadores. Ela não pode desfazer o que Lula, seu mentor, fez antes”

Pai Uzeda, Pai de santo umbandista, que foi ao Palácio do Planalto levar conselhos espirituais e políticos à presidente Dilma Roussef, que, segundo ele, está vulnerável e deve se proteger contra males e inimigos que a rondam, o maior deles o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Foi retirado do Palácio antes de chegar à presidente, mas deu os avisos em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.


Governadores do NE com Dilma:apoio e fatura

ARTIGO DA SEMANA

Chapéu de governador, “Deus lhe favoreça” de Dilma

Vitor Hugo Soares

A melancólica e desafortunada romaria dos nove governadores dos estados do Nordeste, quarta-feira, 25, em Brasília, lembrou, em vários lances e nuances, uma situação recorrente na região dos visitantes ao Palácio do Planalto. Visita, diga-se a bem da verdade, com duplo propósito. Ambos de duvidosos resultados.

O primeiro ponto, mais explícito e badalado: levar apoio, alento e confiança à mandatária petista, quase sitiada em seu ameaçado ninho de poder, em hora de sufoco e sacolejos de todo lado. Do agravamento preocupante da crise econômica (a começar pela resistência da inflação e a volta do desemprego), à vertiginosa perda de força política no Congresso, além da avassaladora queda de apoio popular, revelada a cada nova pesquisa.

Mais submerso, embora com a cauda de fora, o segundo propósito dos mandantes da vez no pedaço geográfico brasileiro que mais deu votos e garantiu a presença de Dilma Rousseff, por mais quatro anos, no principal posto de mando do País: “passar o chapéu” (para usar expressão bem regional) e tentar conseguir algum recurso providencial improvável do Tesouro, controlado a sete chaves pelo ministro Joaquim Levy, e assim tentar sair da paralisia administrativa quase geral, e aplacar as ondas de descontentamentos que começam a levantar-se, ameaçadoramente, também no Nordeste.

Alguns preferem chamar a isso, de “apresentar a fatura”. Afinal, a avaliar pelos (maus) exemplos corruptos, corruptores e deletérios do Mensalão e do escândalo sem tamanho que corroi a Petrobras, é possível afirmar: de graça, ou pelo simples e louvável objetivo do interesse público e do bem servir à sociedade, parece que ninguém faz mais nada na política e na administração pública no Brasil.

A começar pela Bahia, de onde escrevo estas linhas semanais. Depois de 15 anos e rios de dinheiro (aplicados não se sabe onde nem como) para construir cinco quilômetros do metrô calça curta de Salvador (um monstrengo inacabado), agora se anuncia mais do mesmo: a construção do “Metrô da Paralela”, projeto com a cara e o jeito das improvisações de bolso de colete, para encher as burras de empreiteiras e garantir votos em futuras eleições.

Novo engodo, tipo o projeto da ponte ligando Salvador à Ilha de Itaparica que, felizmente, encontrou pela frente o combate firme, inteligente e corajoso do escritor João Ubaldo Ribeiro. Ele desmontou o arrazoado de mentiras e praticamente jogou “a papelada marqueteira da ponte” na lata do lixo do Centro Administrativo da Bahia, no governo petista de Jaques Wagner, o atual ministro da Defesa no governo Dilma.

Difícil saber agora quem poderá, na Bahia do governador Rui Costa (PT) e na Salvador do prefeito ACM Neto (DEM), denunciar e combater, com a mesma garra e talento, esse arremedo do “Metrô da Paralela”. 39 quilômetros de um “projeto” que ocupará o canteiro central de uma das mais importantes, aprazíveis e modernas vias de tráfego e mobilidade urbana da terceira maior capital do País.

Obra cara, ofensiva à estética urbana, imprópria ao meio ambiente. “E segregacionista do ponto de vista social”, denuncia o arquiteto Paulo Ormindo, um dos mais famosos e acatados profissionais no campo urbanístico da Bahia e do País. “Como a Paralela tem muito pouca ocupação ele (o metrô) vai funcionar mais como um trem suburbano que metrô e criará uma barreira intransponível ao nível do solo de 19,5 km separando a cidade rica da orla do Atlântico da cidade pobre do Miolo”, denunciou Ormindo em fundamentado artigo publicado no jornal A Tarde. A denúncia foi ampliada, em corajoso e oportuno editorial publicado no blog Por Escrito, do jornalista Luís Augusto Gomes.

Salvador festeja 466 anos de fundação neste domingo, 29 de Março. Que Deus, Senhor do Bonfim e todos os orixás salvem a Cidade da Bahia de mais esse mostrengo, chamado de Metrô da Paralela.

E estamos de volta à situação mencionada no começo.

Em tempos de vacas magras, no sertão nordestino, os pedintes nas praças e nas portas dos templos, principalmente, reforçam suas esperanças e capricham nos pedidos. Sobretudo quando avistam um daqueles cidadãos “bem vestidos”: de terno, gravata, sapatos lustrados e pinta de chefe da política, governante local ou visitante. Então, o tradicional “uma esmolinha pelo amor de Deus”, se reveste de apelos especiais. Um canto, um verso de cordel, um rogo dolorido na voz. Um jeito especial qualquer para tentar comover o “cidadão de posses”.

Nem sempre dá o resultado esperado. O mais comum, aliás, é o pedinte receber um olhar estudado de aparente compaixão, e a sonora desculpa: “Não tenho trocado agora. Deus lhe favoreça”.

Pode não ter sido exatamente assim, no caso do chapéu passado pelos governadores do Nordeste, na visita ao Palácio do Planalto esta semana. Mas asseguro que chegou perto. É só conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Vem que Bethania e a Bahia te esperam este sábado no Farol.

BOM SÁBADO!!!

(Vitor Hugo Soares)

mar
28

Postado em 28-03-2015 00:42

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 28-03-2015 00:42


Intenção de consumo das famílias teve queda em fevereiro.
/ Marcos Santos/ El Pais


DEU NO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

Em meio a uma avalanche de resultados e previsões ruins para a economia brasileira, a divulgação do crescimento de 0,1% do PIB em 2014, dias depois da notícia da manutenção da nota de risco do Brasil pela agência de risco Standard & Poors, foi um fator de alívio para o Governo.
Na opinião da economista Zeina Latif, o aperfeiçoamento da metodologia do cálculo que mede as riquezas do Brasil, que incluiu novos dados de investimentos, contribuiu para que se engordasse a conta final do PIB do ano passado. Mas isso não pode ser considerado como uma vitória. “De qualquer forma, o fato é que estamos falando de uma economia estagnada e com o setor privado em um quadro recessivo. O que se viu é que ainda não batemos no fundo do poço, mas o próximo semestre já deve refletir a paralisia atual dos investimentos, a queda na confiança do consumidor e ainda há muitos ajustes para serem postos em prática”, explica.

No entanto, a especialista ressalta que a “sensação térmica” ainda não atingiu um quadro de crise. “O retrato hoje não é de um país em crise e sim de uma população decepcionada, que não realizou o sonho de consumo sem se endividar. Mas é um momento muito distante das crises vividas pelo país no passado”, explica.

A decisão da agência S&P – baseada na esperança de que a mudança na maneira de conduzir as políticas econômicas retome o crescimento – também reforça a importância das medidas do ajuste das contas públicas, que enfrentam a oposição da base do Governo no Congresso, e pressiona ainda mais sua execução.

“As agências estão dando algum crédito ao país. Um voto de confiança do esforço para colocar em marcha o ajuste fiscal. Há uma dificuldade de natureza política para que os objetivos sejam alcançados, mas elas percebem que o país precisa de um tempo para mostrar se é possível dar uma guinada”, afirma o economista Aluísio Campelo.

Atualmente, mais da metade da bancada petista é contra o ajuste fiscal na forma em que foi proposta e discordam principalmente das Medidas Provisórias (MPs) que alteram o acesso a benefícios, como o seguro-desemprego e a pensão por morte, segundo mostra levantamento realizado pelo jornal “O Globo”. E é exatamente esse embate político que torna o quadro econômico extremamente desafiador na percepção de Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central.

“Joaquim Levy colocou no rumo certo a economia, mas a cartilha dele não é a mesma de Dilma e da própria base aliada, gerando um ceticismo se o ajuste vai sair”, afirmou o economista em evento do Instituto de Advogados de São Paulo. “E será justamente o ministro que Dilma teve que aceitar contra gosto que evitará que o navio afunde, mas o barco ainda vai balançar muito”, completou.

Apesar do cenário difícil, Loyola acredita que não há uma crise instaurada já que a situação que a atravessa o país pode ser ultrapassada com bons fundamentos. “Há muitos desafios, mas não há uma crise como a de outras economias de vizinhos como Venezuela e Argentina. Somos mais fortes, com um governo incompetente, mas as instituições aguentam”, explica.

Na opinião do economista, atualmente estamos pagando pelos “erros grosseiros” de políticas econômicas dos últimos anos. “Por isso, agora vivemos o pior dos mundos: recessão e inflação. Prova é que, desde 2003, não tínhamos uma queda tão grande no consumo das famílias. Para completar, o último bastião da saúde do governo está caindo: o emprego”.

De fato, os dados não são animadores. Neste mês, a intenção de consumo das famílias caiu 11,9%, em relação a março de 2014, registrando o menor nível da série histórica, segundo a Confederação Nacional de Comércios de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Nesta sexta, os resultados do PIB confirmam um crescimento menor da renda, mostrando que a inércia positiva ainda prepondera, mas em menor ritmo. Já a taxa de desemprego atingiu o maior nível desde junho de 2013, e chegou a 5,9% em fevereiro, com o aumento da procura de trabalho associada à dispensa de trabalhadores de vários setores.

A atividade industrial é uma das que já sentem os efeitos da desaceleração da economia. A produção no setor seguiu em queda em fevereiro e registrou baixo no número de empregados, de acordo com dados da Sondagem Industrial do mês passado. Segundo o IBGE, em 2014,teve queda de 1,2% em relação ao ano interior.

Para Flávio Castelo Branco, da Confederação Nacional da Indústria, a deterioração das condições da economia se agravou nos últimos meses. “Não é apenas o ajuste fiscal, há uma instabilidade no câmbio e um desgaste na base política. Sem contar todas as implicações das investigações de corrupção na Petrobras. É muito difícil que o setor veja sinais de melhorias em 2016, como prometido pelo Governo”, afirma.

Mais otimista, do diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Bradesco Octávio de Barros acredita que 2015 será de transição de uma nova plataforma, mas não de desespero. “O Brasil sempre superou sua crise e Joaquim Levy já reverteu a política econômica dos últimos 4 anos. Ela vai se recuperar. Estamos apenas no começo do novo mandato. A inflação deste ano não pode ser vista como um fantasma e sim como um mal necessário”, afirma.

A previsão do Banco Bradesco é que a partir do segundo semestre os indicadores de confiança se recuperem. “Joaquim Levy é um sedutor, ele gosta de seduzir pelo argumento técnico e vai conseguir. O país precisa se reencontrar, virar a página do Petrobras e criar um ambiente que o setor privado tenha um papel protagonista”, explica.

mar
28

Postado em 28-03-2015 00:41

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 28-03-2015 00:41


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

mar
28

DEU NO ESTADÃO

OPINIÃO

Os robôs abandonam o barco

Fernando Gabeira

O documento que vazou do Planalto falando dos robôs usados nas redes sociais me fez lembrar de 2010. Foi a última campanha que fiz no Rio de Janeiro. Na época detectamos a ação de robôs, localizamos sua origem, mas não tínhamos como denunciar. Ninguém se interessou.

Os robôs eram uma novidade e, além do mais, o adversário não precisou deles para vencer. Tinha a máquina e muito dinheiro: não seriam mensagens traduzidas, grosseiramente, do inglês – contrataram uma empresa americana – que fariam a diferença. Essa campanha de 2010 pertence ao passado e só interessa, hoje, aos investigadores da Operação Lava Jato.

Os robôs abandonaram Dilma Rousseff depois das eleições. E o Palácio dá importância a isso. Blogueiros oficiais também fazem corpo mole em defendê-la, por divergências políticas. Isso confirma minha suposição de que nem todos os blogueiros oficiais são mercenários. Há os que acreditam no que defendem e acham razoável usar dinheiro público para combater o poderio da imprensa.

Vejo três problemas nesse argumento. O primeiro é uma prática que se choca com a democracia. O segundo, o governo já dispõe de verbas para fazer ampla e intensa propaganda. E, finalmente, Dilma tem todo o espaço de que precisa. Basta convocar uma coletiva e centenas de jornalistas vão ao seu encontro. Se Dilma quiser ocupar diariamente cinco minutos do noticiário nacional, pode fazê-lo. O chamado problema de comunicação do governo lembra-me O Castelo, de Kakfa. A porta sempre esteve aberta e o personagem não se dá conta de que a porta está aberta.

O problema central é que Dilma não sabe tocar esse instrumento. Todos os presidentes da era democrática sabiam. Lembro-me apenas do marechal Dutra, no pós-guerra, mas era muito criança. Falava mal, porém fez carreira militar, era um marechal, que comprou muita matéria plástica. Mas era um outro Brasil comparado com o avanço democrático e a onipresença do meios de comunicação.

Os robôs que abandonaram o barco não me preocupam. Esta semana parei um pouco para pensar na terra arrasada que o PT deixará para uma esquerda democrática no País. Não só pelo cinismo e pela corrupção, pelas teses furadas, mas também pela maneira equivocada de defender teses corretas. Ao excluir dissidentes cubanos, policiais brasileiros, opositores iranianos da rede de proteção, afirmam o contrário dos direitos humanos: a parcialidade contra a universalidade.

Algo semelhante acontece com a política sobre os direitos dos gays, que apoio desde que voltei do exílio, ainda no tempo do jornal Lampião.

Ao tentar transformar as teses do movimento numa política de Estado, chega-se muito rapidamente à desconfiança da maioria, que aceita defesa de direitos, mas não o proselitismo. Tudo isso terá de ser reconstruído em outra atmosfera. Será preciso uma reeducação da esquerda para não confundir seus projetos com o interesse nacional.

Isso se aprende até nas ruas, vendo o desfile de milhares de bandeiras verdes e amarelas. Na sexta-feira 13 houve um desfile de bandeiras vermelhas. Essa tensão entre o vermelho e o verde-amarelo é expressão pictórica da crise política.

Se analisamos a política externa do período, vemos que o Brasil atuou lá fora como se sua bandeira fosse vermelha. Ignora a repressão em Cuba e na Venezuela, numa fantasia bolivariana rejeitada pela maioria do País.

Discordo de uma afirmação no documento vazado do Planalto: o Brasil vive um caos político. Dois milhões pessoas protestam nas ruas sem um incidente digno de registro. Existe maturidade para superar a crise, sem violência.

Bem ou mal, o Congresso Nacional funciona. O caos não é político. É um estado de espírito num governo e num partido que ainda não compreenderam seu fim. Nada mais cândido que a sugestão do documento: intensificar a propaganda em São Paulo.

Com mais propaganda, mais negação da realidade, o governo contribui para aumentar o som do panelaço. E exige muita maturidade da maioria esmagadora que o rejeita.

Li nos jornais a história de um deputado no PT reclamando de ter sido hostilizado em alguns lugares públicos. Se projetasse o que virá no futuro, teria razões para se preocupar.

A crise econômica ainda vai apresentar seus efeitos mais duros. Um deles é o racionamento de energia. Sem isso, acreditam os técnicos, não há retomada do crescimento em 2016. Como crescer sem dispor de mais energia?

As investigações da Lava Jato concentram-se no PT. Muitos depoimentos convergem para inculpar o tesoureiro João Vaccari Neto. Li que uma das saídas do partido seria culpar o tesoureiro, uma versão petista de culpar o mordomo.

Um governo que recusa a realidade, crise econômica que caminha para um desconforto maior e o foco da investigação da Lava Jato no PT são algumas das três variáveis de peso que conduzem a uma nova fase.

Diante desse quadro, não me surpreende que os robôs estejam pulando do barco do governo. Apenas confirmam minha suspeita de que se tornam cada vez mais inteligentes.

Eles continuam à venda no mercado internacional. O secretário da Comunicação recomendou ao governo dar munição a seus soldados na internet, Lula ameaçar com o exército de Stédile. Um novo exército de robôs seria recebido com uma gargalhada nas redes sociais.

Juntamente com os robôs, Cid Gomes saltou do barco. Ao contrário dos robôs, seu cálculo é político. Superou em 100 a marca de Lula sobre os picaretas no Congresso. Preservou-se com os futuros eleitores.

Mas, e aquela história da educação como o carro-chefe do projeto de Dilma? Confusão entre os estudantes que não recebem ajuda e o ministro contando picaretas no Congresso.

É tudo muito grotesco. Os partidos querem ver Dilma sangrando. Além de ser muito sangue o que nos espera pela frente, é preciso levar em conta que, de certa maneira, o Brasil sangra com Dilma. Arrisca-se a morrer exangue.

mar
27

Postado em 27-03-2015 20:31

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-03-2015 20:31

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

O professor e filósofo Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo, será o novo ministro da Educação.

Ele é titular da cadeira de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP)

Ribeiro foi visto no Palácio do Planalto, conversou com a presidente Dilma Rousseff e esteve no prédio do Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios.

Ele deve tomar posse no dia 6 de abril e assumirá o lugar de Cid Gomes (Pros), que deixou o cargo , em 18 de março, depois de desentendimentos com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Veja a nota oficial da Presidência da República:

A presidenta da República Dilma Rousseff convidou nesta sexta-feira (27) o professor doutor Renato Janine Ribeiro para assumir o cargo de ministro da Educação.

mar
27

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Uma canção para lembrar aquela noite de 27 de março no Forum Rui Barbosa, em Salvador, há 39 anos, no Salão de Casamento apinhado de gente: pais, irmãos, primos, famílias e praticamente todos os melhores amigos meus e de Margarida.

De lá saímos casados, felizes e seguimos sempre juntos pela Bahia, o Brasil e o mundo. Na semana que vem esperamos comemorar tudo isso em Buenos Aires, cidade mais que amada dos dois, com música, boa mesa e vinho, não necessariamente nessa ordem.

Por enquanto, Carlinhos Brown na vitrola, para compartilhar a alegria desta data com todos os leitores, ouvinte e amigos do Bahia em Pauta. Viva!

(Vitor Hugo Soares -acho que Margarida também assinaria esta nota que escrevi, embora talvez escolhesse outra canção, quem sabe de trilha de cinema. “Meia Noite em Paris”, de Woody Allen, por exemplo )


Rod Stewart, com o Rock in Rio 2015 na agenda!

BOM DIA!

(Gilson Nogueira)

mar
27

Postado em 27-03-2015 02:25

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-03-2015 02:25

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A presidente Dilma exibe, neste segundo mandato, a elevada média de um ministro exonerado por mês.

Março ainda nem terminou e já voaram Marcelo Neri (Assuntos Estratégicos), Cid Gomes (Educação) e Thomas Traumann (Comunicação Social).

Mas, longe de ser algo negativo, esse processo demissório pode ser aproveitado pelo governo para atender ao desejo do PMDB de reduzir a 20 os 39 ministérios.

Basta que Dilma não nomeie ninguém para os cargos que forem ficando vagos. No ritmo atual, em julho de 2016 chegaremos ao número “ideal”.

mar
27

Postado em 27-03-2015 02:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-03-2015 02:23


Andreas Lubitz, o copiloto do avião da Germanwings.
Na Golden Gate, San Francisco(CA)/ Facebook (Reuters)

DEU NO EL PAIS

Carlos Yárnoz

De Paris

O copiloto do avião que caiu nos Alpes franceses na última terça-feira acionou de maneira deliberada o comando para a descida do avião, impediu o comandante de voltar à cabine e estava vivo no momento final da queda do voo GWI 9525 com 150 pessoas a bordo. Esta é a explicação dada na manhã de quarta-feira pelo promotor de Marselha Brice Robin, que coordena as investigações sobre o caso.

Da gravação recuperada de uma das caixas-pretas é possível deduzir que o copiloto tinha a “vontade de destruir o avião”, disse.

Segundo o promotor, o copiloto foi quem manipulou e acionou “de forma voluntária” a descida da aeronave. Depois, se escutam chamadas do comandante, pelo interfone, identificando-se, mas sem receber respostas do copiloto. “Sua respiração [a do copiloto], aparenta ser uma respiração normal”, acrescentou Robin, para explicar que tudo indica, portanto, que ele estava vivo nos momentos finais que antecedem a queda. O promotor sustentou ainda que “nada permite dizer ainda que se trata de um atentado terrorista”.

“Os gritos dos passageiros só são ouvidos no último momento”, acrescentou o promotor, que destacou ainda que a morte dos 150 ocupantes do avião foi “instantânea”.

Na entrevista, Robin também explicou que nos últimos minutos da conversa gravada entre o comandante da aeronave e o copiloto, quando ambos ainda estavam na cabine, o último dava respostas “lacônicas, breves”, quando ouvia a descrição do plano de voo até a aterrissagem que ocorreria na Alemanha. Na continuação, o comandante “pediu ao copiloto que assumisse o comando” do avião, para que pudesse sair da cabine. Uma vez fechada a porta, o copiloto não pronunciou mais nenhuma palavra. Não respondeu às chamadas do comandante, que tentava se comunicar com ele do outro lado de fora, nem respondeu aos controladores de voo, que estranharam a queda de altitude do A320.

Na noite de terça-feira, reportagem do jornal The New York Times já apontava que um dos pilotos do Airbus A320 da Germanwings se encontrava fora da cabine no momento do acidente e não conseguiu voltar a entrar, apesar de bater na porta com insistência.

O responsável pela investigação explicou que a trajetória seguida pelo avião “não é compatível com um avião controlado pelos pilotos”. Também não bate, acrescentou, “com um avião controlado pelo piloto automático”. Portanto, se o Airbus era manejado conscientemente até o final pelos pilotos em sua queda, algo que não confirmou, só teria seguido essa trajetória no caso de um acidente provocado. De fato, os especialistas já haviam indicado na terça-feira, horas depois da queda, que o avião teve que iniciar a descida de forma deliberada por parte da tripulação. O que não conseguiam interpretar era por que manteve a perda de altitude durante dez minutos até o avião cair.

Entre as explicações dadas anteriormente por Rémi Jouty, diretor do Bureau de Pesquisas e Análises (BEA) da França, nenhuma contradisse a versão do jornal norte-americano. Pelo contrário, uma das teorias aventadas é compatível com a descrição feita pelo jornal. Se esta se confirmar, também ficaria esclarecida uma das grandes incógnitas desses dias: a falta de respostas do avião aos controladores de Aix-en-Provence que chamaram reiteradamente quando viram que havia uma descida anormal.

Os especialistas concordaram na manhã de quarta-feira em trabalhar como potenciais opções “o suicídio ou um ato violento de caráter terrorista”. As últimas notícias sobre esse caso lembram o acidente acorrido em 1999 nos Estados Unidos, quando um avião da EgiptAir caiu no mar com 217 pessoas a bordo. Nessa ocasião, foi aventada a hipótese de um acidente deliberado por parte do comandante.

Citando uma fonte que “teve acesso à gravação de dados” (a caixa preta), a agência France Presse afirmara anteriormente: “No início do voo, se escuta a tripulação falar normalmente. Depois se escuta um ruído de um dos assentos (de um piloto) indo para trás. Uma porta abre e fecha. Ruídos indicam que alguém chama do lado de fora da porta. Não existem conversas até o momento do impacto”.

Por outro lado, ficaria claro que as medidas para proteger o acesso à cabine do avião podem ser um problema. Essas medidas foram estabelecidas após os atentados do 11 de Setembro em Nova York. Todos os aviões devem poder bloquear e blindar a entrada da cabine. O Airbus desenvolveu seu próprio sistema. Se o piloto ou os ocupantes da cabine perdem a consciência, é possível acessá-la do exterior mediante uma chave. Mas se um ou os dois pilotos bloqueiam a porta através de um ferrolho, é impossível entrar. A investigação terá que elucidar se o único piloto que estava na cabine bloqueou, de fato, o sistema para que ninguém pudesse entrar.