Todo profissional precisa de uma bandeira. Escolhi uma: fazer Jornalismo é produzir memória. De certa forma, é o que me move”

Geneton Moraes Neto, jornalista e escritor, nascido em Recife (PE). Um dos melhores e mais importantes repórteres da história recente do País, que morreu ontem no Rio de Janeiro, vítima de um aneurisma na aorta.

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TONY BENNETT, A MAGIA DE UM CANTOR E TANTO PARA FESTEJAR A PAZ ENTRE OS QUE AMAM!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

?Janaína protegida

A Coluna do Estadão informa que a companhia que administra o aeroporto de Brasília pediu que o Senado informe o horário do desembarque de Janaína Paschoal na capital federal.
Será montado esquema especial de segurança para evitar ataques de petistas desesperados, como o que Janaína enfrentou há algumas semanas.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

População fez a segurança no Rio de Janeiro

É possível que o noticiário “normal” tenha sido ofuscado pelas competições, mas não seria surpresa se as estatísticas revelassem que o Rio de Janeiro teve os 15 dias mais tranquilos de sua história recente no tocante à criminalidade.

Foi uma demonstração de patriotismo da marginalidade nacional, sabedora de que, literalmente, as atenções de todo o planeta estavam voltadas para os Jogos Olímpicos.

Mesmo o brasileiro comum, que costuma provocar a ação da polícia por brigas de condomínio, de trânsito, de bar, se recatou neste momento, consciente de que não poderia macular o bom exemplo que acabamos dando.

A situação estava tão encantadoramente tranquila, com as pessoas se divertindo dia, noite e madrugada nos espaços culturais e esportivos, que foi preciso um grupo de estrangeiros inventar um assalto que desafiou a nossa argúcia.

Houve, na verdade, uma repetição do que aconteceu em outros megaeventos que a cidade acolheu, como a Copa do Mundo e a visita do papa Francisco, quando ficou demonstrado que a segurança é melhor nas mãos do povo.

A lamentar, duas mortes por motivos que o Brasil ainda não pôde superar: a do técnico de canoagem alemão Stefan Henze, num acidente com o táxi que o conduzia, e a do soldado Hélio Andrade, da Força Nacional, que entrou numa zona proibida às autoridades policiais.

Além de almoço, não existe terrorismo gratuito

Por outro lado, cabe registrar: nem sombra de atentado terrorista ou simples ameaça, apesar do grande esforço de parte da imprensa e até de órgãos públicos de consubstanciar uma realidade que absolutamente não é nossa no plano da política internacional.

A posição histórica brasileira é de apoio às resoluções da ONU em favor da causa palestina e árabe de maneira geral, o que inclui temas de alta sensibilidade, como a devolução por Israel de territórios ocupados, conforme as fronteiras anteriores a 1967, e a divisão de Jerusalém.

Nesse contexto está o embrião do conflito que os Estados Unidos, a partir das invasões do Afeganistão e Iraque, disseminaram em todo o Oriente Médio. Grupos terroristas cujo traço comum é a condição islâmica cumprem, afinal, um mandamento de guerra, que é a reação contra os que os atacam.

Os inimigos são, além dos norte-americanos, seus cúmplices nos massacres de civis: França, Inglaterra, Turquia, Alemanha, como já foi, por exemplo, a Espanha, atacada em seu setor ferroviário, com quase 200 mortos, e depois retirada da lista quando suas tropas deixaram o território afegão.

Autodeterminação e soberania

A propósito, o novo governo em curso no Brasil, em via de tornar-se definitivo por mais dois anos e quatro meses, anuncia e opera mudanças internas e externas.

Razoável é que, com relação à questão árabe-israelense, seja fiel às tradições do país de respeito à autodeterminação dos povos e à soberania das nações.


DEU NO PORTAL G1/ O GLOBO

O jornalista e escritor Geneton Moraes Neto morreu no fim da tarde desta segunda-feira (22) no Rio, aos 60 anos, vítima de um aneurisma dissecante na aorta. Ele estava internado desde maio na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul da cidade. Deixa a viúva, Elizabeth, três filhos, Joana, Clara e Daniel, e quatro netos, Beatriz, Dora, João Philippe e Francisco.

O velório será na quarta-feira (24), das 8h às 13h, na capela 6 do Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio.

Com mais de 40 anos de carreira no jornalismo, Geneton era um apaixonado pelo exercício da reportagem, função que ele afirmava ser a “realmente importante” no jornalismo.
Todo profissional precisa de uma bandeira. Escolhi uma: fazer Jornalismo é produzir memória. De certa forma, é o que me move”
Geneton Moraes Neto

Começou no jornalismo impresso, no Diário de Pernambuco, depois foi para a sucursal Nordeste do Estado de S. Paulo, sempre como repórter. Passou uma temporada em Paris, onde trabalhou como camareiro, motorista e estudou cinema na Universidade Sorbonne.

De volta ao Brasil, foi editor e repórter da Rede Globo Nordeste e depois na Rede Globo Rio.

Foi editor executivo do Jornal da Globo e do Jornal Nacional, correspondente da GloboNews e do jornal O Globo em Londres, repórter e editor-chefe do Fantástico. Na GloboNews desde 2006, estava à frente do programa Dossiê. Em agosto de 2009, estreou um blog no G1, que manteve atualizado até abril de 2016.

Geneton também era escritor: publicou oito livros de reportagem e entrevistas. E seguiu o caminho dos documentários, o mais recente sobre Glauber Rocha.

Pernambucano, nasceu, como gostava de enfatizar, “numa sexta-feira 13 [de julho], num beco sem saída, numa cidade pobre da América do Sul: Recife”. Saiu do referido beco sem saída para ganhar o mundo fazendo jornalismo. Seus primeiros passos na profissão foram aos 13 anos de idade, escrevendo artigos amadores para o “Diário de Pernambuco” onde, poucos anos depois, conseguiu seu primeiro emprego.

Gpara 2016

O jornalismo brasileiro está de luto.

SAUDADES!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Exclusivo: Caixa vai salvar governo baiano

A Caixa Econômica Federal vai comprar a folha de pagamento dos servidores do governo da Bahia por R$ 850 milhões, mas técnicos do próprio banco dizem que a operação vale no máximo R$ 600 milhões.

Do valor arrecadado, o governo de Rui Costa vai usar meio bilhão para cobrir um rombo numa conta no Banco do Brasil deixado pelo antecessor Jaques Wagner.

Quem capitaneou a negociata foi o ex-presidente da Caixa Jorge Hereda, hoje secretário da Indústria e Comércio da Bahia, e pelo ainda vice-presidente da Caixa José Henrique Cruz, remanescente da gestão petista.

O TCU vai ficar parado? E o Ministério Público? Temer? Ochi?

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Postado em 23-08-2016 00:24

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 23-08-2016 00:24


Dilma Rousseff em entrevista no dia 18.
CADU GOMES EFE

DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasilia

No fim da última semana, um caminhão de uma empresa de mudanças foi flagrado entrando no Palácio da Alvorada, a residência oficial da presidência, onde Dilma Rousseff tem se refugiado nos últimos três meses. A especulação era de que o veículo havia ido retirar parte dos objetos pessoais que a presidenta levará para Porto Alegre, onde voltará a viver caso o impeachment seja confirmado. A informação não foi confirmada nem desmentida por seus assessores.

O fato é que Dilma vive hoje um compasso de espera sobre o destino do seu mandato, mas cujo desfecho é considerado bem previsível. Em meados de maio passado, logo que Rousseff foi afastada da presidência da República, senadores que faziam oposição a ela sentenciaram sem titubear: apenas uma hecatombe política seria capaz de impedir seu impeachment fazendo com que ela voltasse para o cargo para o qual foi reeleita em 2014. O mesmo diagnóstico foi feito por mais de uma dezena de analistas políticos brasileiros e estrangeiros.

Agora, na semana que antecede seu julgamento final pelo Senado, o tom mudou. Os dois grupos dizem que nem uma catástrofe seria capaz de devolver o mandato para a petista. “Não há nenhuma chance de que ela retome o poder. O jogo já está decidido”, avaliou o cientista político David Fleischer, professor da Universidade de Brasília (UnB).

A certeza é tamanha que alguns dos congressistas já se preparam para defender as medidas impopulares que o Governo de Michel Temer (PMDB) deverá implementar a partir de setembro, entre elas, possíveis aumentos de impostos e mais cortes de gastos. Até governistas já fazem planos para o futuro pós-impeachment, prometendo lutar, por exemplo, contra qualquer reajuste de carga tributária sugerido pelo Governo interino.

Previsto para ter início nesta quinta-feira no dia 25 de agosto, o julgamento de Rousseff deve durar até sete dias. No dia 29, ela fará seu pronunciamento aos senadores, mas a marcha rumo ao fim definitivo de Governo já é dado como certo até por seus aliados. Desde que o impeachment saiu da Câmara dos Deputados e chegou ao Senado, a presidenta só teve baixas em seu batalhão. O processo foi admitido por 55 dos 81 senadores no dia 12 de maio. No dia 9 e 10 de agosto, durante a pronúncia do processo, que é quando o Senado tem o poder de transformá-la em ré, 59 parlamentares chancelaram a decisão de indiciá-la pelos crimes de responsabilidade. Nas contas dos aliados da gestão interina de Michel Temer, Rousseff deve ser condenada por 61 senadores, sete a mais do que o necessário para apear um presidente do poder, conforme previsto na Constituição Federal.

Com a iminência do fim da gestão, a ideia é que a presidenta, ao menos, faça um discurso para a história

Com a iminência do fim da gestão, a ideia é que a presidenta, ao menos, faça um discurso para a história no Senado, conforme o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse à BBC na última sexta-feira. “Se a Dilma não conseguir convencer os 28 senadores [número necessário para evitar o impeachment], ela vai estar fazendo um gesto histórico neste país”, disse o mentor da presidenta.

Dilma Rousseff preparou sua saída trabalhando em duas frentes. De um lado, entregou uma carta pedindo que os congressistas a absolvam acenando com novas eleições. Por outro, começou a ensaiar para o discurso para o Senado. Três senadores aliados de Rousseff decidiram treiná-la para os questionamentos que deverão ser realizados no plenário do Senado. Depois que ela discursar por meia hora, cada um dos 81 senadores poderá questioná-la sobre os supostos crimes de responsabilidade que teria cometido. Alguns de seus adversários políticos deverão extrapolar esses temas com o objetivo de irritá-la e é exatamente essa perda de controle que os petistas querem evitar que ocorra. “Se me hostilizarem, não será um problema meu”, disse Rousseff aos aliados. O senador Cássio Cunha Lima, líder do PSDB na Casa, diz que espera um julgamento civilizado por parte de seus pares.

A sessão de teste da petista na semana passada foi antecedida por um bate-papo com agências de notícias internacionais, no qual ela admitiu, pela primeira vez, dois erros cometidos em seus quase cinco anos e meio de mandato: a escolha do vice-presidente (a quem ela chama de traidor) e a redução de impostos para o meio empresarial na tentativa de estimular a economia. “Eu errei na escolha do meu vice-presidente. Isso é óbvio”, afirmou.

Rousseff está sendo acusada de ter cometido crimes de responsabilidade ao assinar três decretos de suplementação orçamentária e de cometer pedaladas fiscais. Seus aliados dizem que não está comprovado o dolo (a intenção de cometer crime) dela nessas irregularidades e, por essa razão, não poderia nem estar sendo julgada. “É um golpe porque esse é um processo de impeachment sem crime”, afirmou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). “Como você vai ter um golpe com uma presidente que vai se defender no plenário do Senado Federal, em uma sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal? É algo inédito. Deve ser uma nova interpretação do dicionário Aurélio para a palavra golpe”, ironizou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).
Racha na base de Temer

Desde que assumiu o Governo em 12 de maio, Temer priorizou os encontros com parlamentares, principalmente senadores. Seus objetivos era garantir apoio a projetos econômicos que trata como fundamentais – renegociação da dívida dos Estados, criação de um teto de gastos públicos e mudanças nas regras de exploração do pré-sal. Temer procurou também garantir ao menos 54 votos para destituir Dilma. Esta meta deve ser alcançada. A primeira, porém, será mais difícil.

No início de agosto, a Câmara obrigou o Governo Temer a modificar boa parte do projeto de renegociação da dívida dos Estados porque, inicialmente, ela mexeria em uma série de direitos de servidores públicos, como o reajuste salarial ou a contratação de novos funcionários. Mais de uma dezena de artigos foi alterada em relação à proposta inicial, o que configurou a primeira derrota da equipe econômica do peemedebista. Na semana passada, os governistas não conseguiram sequer atingir o quórum mínimo no Senado para a aprovação da ampliação da desvinculação da receita da União (DRU), um instrumento que permite ao Governo manejar com maior liberdade seu orçamento anual. A expectativa dos governistas é que, passado o impeachment e com a entrega de cargos para toda a sua base aliados, os projetos comecem a andar.

Seja como for, Temer, que já disse que não se candidatará à reeleição em 2018, terá que seguir lidando com os egos e as pretensões eleitorais de um de seus principais aliados, o PSDB. Nos últimos dias, os tucanos trataram de enviar recados ao Governo de que queriam uma participação na política econômica para que, caso a gestão consiga fazer com que o Brasil saia da recessão, eles também sejam reconhecidos por esse mérito. Os tucanos querem frear possíveis pretensões eleitorais do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, filiado ao PSD, e garantir espaço para um de seus possíveis candidatos: José Serra, o ministro das Relações Exteriores que já perdeu duas eleições presidenciais (2002 e 2010), Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo derrotado em 2006 por Lula, e Aécio Neves, o senador por Minas que perdeu exatamente para Rousseff em 2014.

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23

Postado em 23-08-2016 00:22

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 23-08-2016 00:22


Adnael, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Postado em 23-08-2016 00:21

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 23-08-2016 00:21


Lochte durante uma prova nos Jogos do Rio.
MARTIN BUREAU AFP


DO EL PAÍS

A empresa de vestuário esportivo Speedo anunciou o fim de seu contrato com o nadador norte-americano Ryan Lochte, por seu comportamento polêmico depois de ter inventado um assalto supostamente sofrido com outros três nadadores, durante os Jogos Olímpicos da Rio 2016. Logo depois, a grife Ralph Lauren também suspendeu seu acordo com o atleta, decidindo não renovar o contrato.

“Embora tenhamos desfrutado de uma relação de sucesso com Ryan há mais de uma década e tenha sido um membro importante da equipe Speedo, não podemos desculpar o comportamento que vai contra os valores que esta marca tem defendido há muito tempo”, afirma a Speedo USA em um comunicado.

O nadador norte-americano, de 31 anos e 12 vezes medalhista olímpico, conta atualmente com patrocínios de outras marcas, como da Airweave, que fabrica colchões. No Rio, Lochte provocou uma grande polêmica ao fingir um suposto assalto à mão armada para esconder os danos causados a um posto de gasolina na cidade, quando voltava bêbado de uma festa com três colegas de equipe.

O nadador, de mãe cubana e que ganhou uma medalha de ouro em uma prova de revezamento, tem expressado nos últimos dias seu arrependimento por seu comportamento e irresponsabilidade. Os quatro nadadores envolvidos no incidente já retornaram aos Estados Unidos, mas o processo vai continuar nos tribunais do Brasil, no qual podem ser acusados de “falsa comunicação de crime”.

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Postado em 22-08-2016 13:28

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-08-2016 13:28

Postagem feita no domingo, 21, pelo leitor, ouvinte e amigo do peito do BP, que assina Vangelis, em sua página no Facebook. A propósito do artigo da semana, “Imprensa e verdade: do canoeiro Isaquias ao nadador Ryan”, publicado neste BP.

“NESSE DOMINGO, A MARABÁ PUBLICIDADE (extinto serviço de auto falantes de Juazeiro) SAÚDA O BOM ARTIGO IMPRENSA E VERDADE DO RIBEIRINHO VHS COM ESSE BELO BLUE SONG.”

O ribeirinho, com emoção, agradece. E compartilha com os ouvintes e leitores do BP, a maravilhosa escolha musical. Bom gosto é isso! Obrigado, juazeirense.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)