A equipe econômica competente tenta governar enquanto Temer tem de se explicar na crise politica.É equipe econômica competente dentro de um governo politicamente insolvente”

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, fundadora e principal líder da Rede Solidariedade, ontem, 20, na entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

CRÔNICA

O Gonzaguinha do grande ponto de interrogação?

Maria Aparecida Torneros

Ele se foi deixando poesia e música de intensa profundidade. Gonzaguinha foi marcante na minha geração.
Tantas vezes explodiu nossos corações e outras tantas nos deu gritos de alerta. Tinha olhar triste e sorriso tímido sob os bigodes. Era magro e leve.

O peso lhe vinha da Vida e sensibilidade. Criava letras feministas. Poemas de protesto. Esbravejava a dor dos perseguidos pela ditadura militar. Cantava o amor sobrevivente das decepções.

Resgatou o pai rei do Baião enquanto encantou nossa legião de gonzaguistas seguidores. Partiu repentinamente num acidente em Pato Branco.

Fomos tomados de imensa tristeza.
A voz do moleque criado no Estácio calou e ficamos órfãos dos seus versos elaborados.

Legou-nos a certeza de que a vida é bonita. Bonita e bonita.

Gonzaguinha era nosso companheiro de estrada. Tinha a cara da sede de justiça e da fome de igualdade.

Exibia o semblante do Guerreiro da comunidade periférica. Podia carregar nossas bandeiras de lutas e esperanças.

Sua fala e seu canto estão vivos.
Tão vivos que é possível sentir suas nuances premonitórias.

O menino que desceu o Estácio ganhou o Brasil e reencontrou a saga nordestina paterna.
Foi se embora nas terras do Sul. Tinha um destino bem brasileiro.

Obra de Mestre. Fez da sua música um libelo de consciência nacional. Seu canto também ecoou na liberação sexual. Ousou.

A história dele é nossa. Porque virou doutor e venceu na harmonia.

Saudades dele teremos sempre. Como esquecer ídolo de um tempo em que se combatia a opressão através da canção?

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária. Colaboradora da primeira hora e amiga do peito do BP.

AVISO AOS NAVEGANTES DO BP:
A turma do BP, seu editor à frente, pede uma pausa para descanso, e embarca nesta quarta-feira, 21, para o sertão da Bahia, em busca dos festejos de São João.
Se possível for, mandaremos notícias e músicas. Mas não garantimos. Até a volta!!!
VIVA SÃO JOÃO!!!

(Vitor Hugo Soares)

jun
22

Postado em 22-06-2016 00:29

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-06-2016 00:29


Eduardo Cunha durante coletiva em hotel de Brasília.
FERNANDO BIZERRA JR EFE


DO EL PAÍS

Afonso Benites

De Brasília

O deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) criou um clima de suspense em torno das declarações que faria nesta terça-feira. Para obter o maior número de ouvintes para sua entrevista, fez circular por meio de aliados, desde a sexta-feira passada, que poderia anunciar que renunciaria à presidência da Câmara. Mais de 50 jornalistas, de veículos nacionais e estrangeiros, compareceram ao evento no hotel Nacional, em Brasília, ouviram um monólogo inicial de uma hora e vinte e cinco minutos, e a promessa de que nos próximos dias outros pronunciamentos ocorrerão. Mas a aparição acabou sendo anticlímax, com poucos de seus aliados como escudeiros, e sem afirmações bombásticas: ele repetiu que não renunciará ao cargo na Casa para tentar se livrar de seu processo de cassação que irá a plenário e descartou se tornar delator.

Foi todo um reflexo das poucas alternativas de um acuado Cunha, que tentou criar um fato político para amenizar o impacto do julgamento previsto para ocorrer nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal no qual ele pode se tornar réu em um segundo processo por corrupção e envolvimento nos desvios de recursos da Petrobras descobertos pela Operação Lava Jato.

Cunha disse que não fará delação premiada porque diz ser inocente _outros delatores e candidatos a delatores da Operação Lava Jato, como o empresário Marcelo Odebrecht, também bradaram o mesmo antes de buscar acordo com a Justiça. Reclamou que tem tido sua defesa cerceada nos diversos processos judiciais que responde; e que o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner ofereceu a ele os votos dos três deputados petistas no Conselho de Ética em troca da não abertura do pedido pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Cunha relatou que se encontrou com Wagner três vezes e chamou de fantasiosa a versão dada pelo PT de que ele acatou a abertura de impeachment por conta de uma vingança contra a falta de apoio do partido dentro do Conselho. “Nos três encontros pessoais, ele [Wagner] quis negociar oferecendo os votos do PT no conselho e também a manutenção da minha mulher e minha filha no foro STF. Ou seja, quem estava propondo que o PT votasse comigo era o Governo. Além de soar como chantagem, o episódio envolvendo minha mulher e filha, eu não acreditava que eles tinham essa propalada interferência”, disse.

Em nota, o ex-ministro disse que, “mais uma vez Eduardo Cunha mente para se fazer de vítima”. Alegou que as reuniões, uma delas no Palácio do Jaburu e intermediada pelo então vice-presidente Michel Temer, aconteceram para tratar da relação entre Executivo e Legislativo. “Nunca houve oferecimento de apoio do PT a Cunha. Nem nunca haverá”, defendeu-se o petista.

Com a cassação aprovada pelo Conselho de Ética, Cunha agora depende da Comissão de Constituição e Justiça analisar os recursos que deverá apresentar nesta semana. Após isso, o plenário da Câmara o julga por volta do dia 20 de julho. A expectativa, inclusive de seus aliados políticos, é que ele seja cassado com pelo menos 380 votos, número bem acima dos 257 necessários para se tomar o mandato parlamentar de um deputado.
Transmissão pela Câmara

Na época em que tinha livre trânsito pelos corredores da Câmara, antes de ser afastado pelo STF, o peemedebista costumava falar com a imprensa quase diariamente e comentar praticamente todos os fatos políticos da semana, inclusive de se defender das várias acusações que só crescem contra ele. “Políticos com microfones sempre se empolgam um pouquinho”, disse Cunha pedindo desculpas pelo longo pronunciamento que estava prestes a fazer.

Do lado de fora do hotel, sete manifestantes protestavam contra Cunha e contra Michel Temer, o presidente da República em exercício. Usavam buzinas e gritavam “Fora Cunha, Fora Temer”.

A longa entrevista foi acompanhada por funcionários da presidência da Casa e registrada pela TV Câmara, órgão que deveria registrar apenas os atos oficiais da Casa. A emissora ainda liberou a conexão para duas TVs a cabo pudessem fazer a geração da coletiva ao vivo. O fato gerou uma série de reclamações de deputados opositores de Cunha. “É mais um ato que deve ser investigado pelo Ministério Público. A TV Câmara não deve acompanhar atividades de um deputado afastado. Os servidores da TV Câmara foram lá a mando de alguém, é preciso saber de quem”, reclamou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Outra expectativa frustrada no ato de Cunha era de que parte dos apoiadores do peemedebista estariam ao lado dele para mostrar uma eventual força que ainda teria nos bastidores da Câmara. Apenas dois estiveram no hotel, ambos deputados pelo PMDB de Minas Gerais, Mauro Lopes (ex-ministro da Aviação Civil de Dilma Rousseff) e Saraiva Felipe (ex-ministro da Saúde de Luiz Inácio Lula da Silva).

Na entrevista, Cunha se negou a responder se reunia as mínimas condições éticas e morais para continuar presidindo a Casa, alegou que ainda recebe segurança de policiais legislativos porque desde o início do processo do impeachment tem recebido ameaças de morte e reafirmou que sua aceitação desse processo contra Rousseff resultou na série de processos contra ele no Legislativo no Ministério Público Federal.

“Não sou herói nem vilão do processo de impeachment, apenas cumpri com o meu papel de presidente [da Câmara]. Agora a ira do PT e de seus aliados pela perda das suas boquinhas e o inconformismo pela decisão da Câmara está fazendo com que eu pague um preço, que sabia que iria ocorrer. Mas tenho a consciência tranquila de que livrar o Brasil da Dilma e do PT será uma marca que, sem dúvida nenhuma, terei a honra de carregar”, concluiu o peemedebista.

jun
22

Postado em 22-06-2016 00:28

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-06-2016 00:28


DA TRIBUNA DA BAHIA/Estadão Conteúdo

O ex-ministro da Casa Civil da presidente afastada Dilma Rousseff, Jaques Wagner (PT-BA), reagiu nesta terça, 21, às acusações do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, que, em entrevista coletiva, disse ter sido procurado por ele para oferecer um acordo a fim de barrar o impeachment.

Em nota, Wagner diz que “ocorreram encontros para tratar da relação entre Executivo e Legislativo e da pauta de votações”, mas não houve “oferecimento de apoio do PT a Cunha”.

Na entrevista, pela manhã, Cunha disse que Wagner ofereceu a ele, em pelo menos três encontros, os votos a seu favor dos três integrantes titulares do PT no Conselho de Ética em troca de o peemedebista não aceitar o pedido de impeachment. Segundo Cunha, Wagner chegou a fazer uma oferta para não incluir a mulher e a filha do peemedebista na discussão do processo de cassação do qual é alvo na Câmara.

O presidente afastado da Câmara afirmou que Wagner também chegou a oferecer a ele o controle sobre o presidente do Conselho de Ética da Casa, deputado José Carlos Araújo (PR-BA).

Em nota, Jaques Wagner diz que “mais uma vez Eduardo Cunha mente para se fazer de vítima. Ocorreram encontros para tratar da relação entre Executivo e Legislativo e da pauta de votações. Nunca houve oferecimento de apoio do PT a Cunha nem nunca haverá “

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Inútil contestação

A presidente afastada Dilma Rousseff contestar revelações de Marcelo Odebrecht – logo de quem – é mais um exercício de inutilidade, especialmente se o motivo for “defender-se” para reassumir a presidência da República.

No máximo, ante declarações tão minuciosas e importantes, das quais não há por que duvidar, inclusive pela insignificância política atual da destinatária das acusações, ela quer apenas livrar-se da cadeia quando cessar o foro privilegiado.

Entrando pelo cano

Dilma ainda se queixa de “vazamento seletivo”, que há muito tempo deixou de ser seletivo, porque atinge todo mundo: seus ex-aliados e hoje algozes e seus algozes de sempre.

Está claro que essa turma não se preocupou em usar Tigre, quem sabe Amanco, quando tratou de fazer instalações de risco em tantos dutos.

Tá tudo no mapa

Sinceramente, a ninguém é dado duvidar de que o então ministro Jaques Wagner ofereceu votos do PT para salvar Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, como disse o deputado em sua exposição de hoje.

Depois que a operação foi inviabilizada é que o ex-governador “pegou ar” para contestar, com direito a participação da ex-primeira-dama, Srª Fatinha, elogiando José Carlos Araújo na distante Andaraí.

jun
22

Postado em 22-06-2016 00:25

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-06-2016 00:25


Myrria, no jornal A Crítica (AM)

jun
22

Postado em sua página no Facebook pelo leitor, ouvinte e amigo do peito do BP que assina Vangelis. Vale meditação nestes dias juninos e pré-olímpicos no Rio de Janeiro, em dias de intolerância no Brasil e no mundo.
(Vitor Hugo Soares)

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Sonia Blota

A jornalista brasileira, Sônia Blota e o cinegrafista Fernando Henrique de Oliveira, ambos contratados da TV Band, estavam em Paris, na França, para fazerem a cobertura da Eurocopa quando foram surpreendidos pelo comportamento violento de alguns torcedores alemães.

Durante a cobertura do jogo Alemanha x Polônia, que acontecia na capital francesa, alguns torcedores chutaram a perna da repórter e deram um tapa no rosto de Fernando. O grupo ainda disse‘Fora daqui, negros’. Sônia é branca e Fernando é negro.

Como tudo aconteceu

Pouco antes de começar a partida, Sônia entrevistava alguns torcedores para saber as expectativas em relação a atuação de Alemanha e Polônia nos próximos 90 minutos. Quando a jornalista abordou um grupo de torcedores alemães, eles já começaram a empurrá-la e agredi-la verbalmente.

O cinegrafista levou um tapa no rosto de um dos torcedores e como a confusão estava tomando grandes proporções o grupo tentou ‘sair de fininho’, mas antes chutaram a perna de Sônia. Segundo um canal esportivo, os profissionais brasileiros ficaram estarrecidos não só pela violência sofrida,mas também por saberem que a polícia estava por perto, mas não fez nada. A dupla pediu ajuda, mas os policiais disseram que não podiam fazer nada e que se desejassem que prestassem queixa em uma delegacia.

Os dois então registraram um boletim de ocorrência, mas ao invés de se sentirem mais confortáveis, ouviram das autoridades policiais que certamente ninguém seria preso pela agressão. A agressão gerou repúdio de meios de comunicação nacionais e internacionais.

Dias conturbados para o futebol europeu

A imprensa ainda não tinha se recuperado da confusão envolvendo torcedores da Rússia e a polícia local que ocorreu no último final de semana. Como consequência, o líder da torcida russa e outros dezenove torcedores foram expulsos da França. Três russos foram condenados pela justiça francesa e podem pegar até dois anos de prisão.

Além desse caso lamentável, torcedores ingleses também entraram em um confronto com a polícia nessa semana, ocasionando em 36 prisões e mais 50 pessoas feridas. Os dados das confusões com pessoas que vão ao jogos com todas as intenções, menos vibrar com a seleção, é assustador: 320 prisões desde o início da Eurocopa. Os presos são de várias partes do mundo.

Nota zero para esses torcedores e para a polícia local. Respeito é bom em qualquer lugar, pena que nem todos entendem isso!

jun
22

Postado em 22-06-2016 00:13

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-06-2016 00:13

DO G1/O GLOBO

Renan Ramalho

Do G1, em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (21) abrir duas ações penais contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Com a decisão, o deputado se torna réu na Corte pela suposta prática de apologia ao crime e por injúria.

Em 2014, Bolsonaro afirmou, na Câmara e em entrevista a jornal, que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada porque ele a considera “muito feia” e porque ela “não faz” seu “tipo”.

Ao analisar denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) e queixa da própria deputada, a Primeira Turma da Corte entendeu, por quatro votos a um, que além de incitar a prática do estupro, Bolsonaro ofendeu a honra da colega. Somente o ministro Marco Aurélio Mello foi contra a abertura das ações penais. Os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Roberto Barroso votaram favor de que Bolsonaro se torne réu.

Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”
Deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ),
em entrevista a jornal em 2014

A declaração de Bolsonaro que motivou a denúncia foi feita após discurso de Maria do Rosário em defesa das vítimas da ditadura militar (1964-1985). Bolsonaro, que é militar da reserva, subiu à tribuna da Câmara para criticar a fala da deputada.

Quando Maria do Rosário deixava o plenário, Bolsonaro falou: “Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, [...] e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui pra ouvir”, disse o parlamentar, repetindo o que havia dito a ela em 2003, em discussão na Câmara.

Defesa

Na defesa, a advogada de Bolsonaro, Lígia Regina de Oliveira Martan, invocou a chamada “imunidade parlamentar”, que protege deputados e senadores por opiniões, palavras e votos. Além disso, afirmou que ele não incentivou outras pessoas a estuprar.
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“Ele é conhecido por projetos de lei que tendem a aumentar as penas de crimes e para que condenado por crime sexual deve ser submetido a castração química para obter benefícios. É uma mentira insinuar que o deputado tenha incitado a prática de qualquer crime”, ressaltou a advogada.

Ao rebater a acusação de que Bolsonaro incentiva, com suas falas, a prática de estupro, a advogada disse que o deputado não poderia ser responsabilizado, por exemplo, pelo estupro coletivo do Rio de Janeiro, ocorrido recentemente. “Ele não participou do crime. Não há como dizer que o número de estupros no Brasil aumentou após as declarações”, afirmou.

A decisão desta terça-feira de abrir a ação penal não significa uma condenação pelos crimes, mas sim que Bolsonaro passa a ser considerado formalmente acusado no caso. Só ao final do processo, e após novas chances de defesa, a Primeira Turma poderá ou não considerá-lo culpado.

Voto do relator

Relator do caso, o ministro Luiz Fux argumentou que as falas de Bolsonaro representam desprezo pelas vítimas de estupro, no sentido de que teriam sido violentadas porque mereceriam. Em seu voto, ele também citou frases de apoiadores do deputado publicadas em redes sociais afirmando que estuprariam a deputada.

“A manifestação teve o potencial de incitar homens a vulnerar a fragilidade de outras mulheres […]. ‘Se ela merecesse, eu estupraria’. É o que está dito em suas palavras implicitamente. Então, deve haver merecimento para ser vítima de estupro. As palavras do parlamentar podem ser interpretadas no sentido de que uma mulher não merece ser estuprada se é feia. Estaria em posição de avaliar quando a mulher mereceria ser estuprada. Atribui às vítimas merecimento do sofrimento que lhe seja infligido”, afirmou.

Acompanharam Fux os ministros Edson Fachin, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.
Único ministro a divergir, Marco Aurélio Mello lembrou que a fala de Bolsonaro foi dada em resposta a Maria do Rosário, que o chamou de estuprador, quando ele defendia penas maiores para condenados por violência sexual.

“Precisamos considerar o contexto, que inicialmente se apontou que Bolsonaro seria um estuprador. E ele tão somente se defendeu. Se defendeu estarrecido de ser enquadrado como tal e acrescentou que não a estupraria. […] O que tivemos aqui foi arroubo de retórica”, afirmou.

Denúncia

A denúncia contra Bolsonaro por suposta apologia ao crime foi apresentada em dezembro de 2014 pela vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko. A acusação faz referência a declarações em plenário (veja vídeo abaixo) e ao jornal “Zero Hora” sobre a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Caso condenado, Bolsonaro pode ser punido com pena de 3 a 6 meses de prisão, mais multa.

Dias depois da primeira declaração de Bolsonaro em que ele criticou Maria do Rosário, numa entrevista ao jornal “Zero Hora” ele justificou a fala. “Ela não merece porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”, disse o deputado.

Para a procuradora Ela Wiecko, “ao dizer que não estupraria a deputada porque ela não ‘merece’, o denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora do estupro”.

A vice-procuradora diz, ainda, que Bolsonaro “abalou a sensação coletiva de segurança e tranquilidade, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres, de que não serão vítimas de estupro porque tal prática é coibida pela legislação penal”, segundo informou a PGR.

BOA TARDE!!!

jun
21

A poesia renovada do inverno que chega no hemisfério sul e a permanência insuperável da voz de Ângela Maria.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)