“A Justiça brasileira deixou de ser imparcial. Passou, ao invés de absolver inocentes, condenar inocente como é Lula e a persegui-lo, porque no Brasil deram um golpe e Lula pode estancar este golpe e fazer o Brasil crescer e ao mesmo tempo ter relações internacionais altivas e não submissas aos Estados Unidos”.

Dilma Rousseff (PT) , ex-presidente da República, em discurso pronunciado em Cuba.

Resultado de imagem para O resgate dos meninos da Tailândia e a presidente da Croácia
O menino preso na caverna da Tailândia e o mergulhador que
morreu na tentativa de resgate dos “Javalis Selvagens”…
Resultado de imagem para A presidente da Croácia na Russia
… e Kolinda. a incrível presidente da Croácia.Exemplos!!!
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Bahia em Pauta publica hoje, 17, o Artigo da Semana – publicado sábado (14), na Tribuna da Bahia e no Blog do Noblat – , mas que não saiu neste seu espaço  tradicional, porque a turma do BP – este editor no meio – andava em viagem revivendo emoções dos dois lados da ponte entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), nas margens do Rio São Francisco.  Foi bom demais, enquanto durou o reencontro com “anos dourados ” da memória e dos afetos!
BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)

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ARTIGO DA SEMANA

 

Meninos da Tailândia, Croácia, plantão do TRF4, e o filme de Wilder

Vitor Hugo Soares

 

Mal refeito da ressaca pesada causada pela derrota da seleção na Copa da Rússia, domingo (8/7) o País acompanhava – solidário e meio distraído – o noticiário sobre o sucesso inicial da incrível operação de resgate do primeiro grupo de garotos do time “Javalis Selvagens” e seu treinador, presos em uma caverna na Tailândia, desde o dia 20 de junho.

Na mesma data, logo cedo, começou também, a estranha transação do plantão do TRF4, protagonizada a partir de Porto Alegre, pelo desembargador Rogério Favreto, Com uma canetada monocrática, ele mandou soltar, “com urgência”, o ex-mandatário e pré-candidato do PT às presidenciais deste ano,  Luiz Inácio Lula da Silva, condenado por um tribunal superior, a 12 anos e um mês (por corrupção passiva e lavagem de dinheiro), preso numa cela da PF, em Curitiba.

O domingo, que na tradição popular “pede cachimbo”, ficou  carregado de tensões e conflitos jurídicos. Fla x Flu insensato de ódios e agressividades nas redes sociais da web, palpites e desinformação de todo tipo e de todo lado, até que o presidente do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, Carlos Eduardo Thompson Flores, deu um basta. Decidiu que Lula continua preso e que o processo retorna ao relator, Gebran Neto.   

Na terça-feira, 10,  “ódios aplacados, temores abrandados” , como nos versos da canção “Amanhã”, de Guilherme Arantes, o jornalista ( em geral cético pelos ensinamentos da profissão) volta-se novamente para o drama na Tailândia, e   fica outra vez esperançoso e contente, ao ler o relato da repórter Macarena Vidal Liv, do El Pais, em cima do fato, direto da porta da caverna, dando conta de que acabara de ser concluída com sucesso, a delicada operação de resgate dos 12 meninos do time “Javalis Selvagens” e do treinador, presos dentro da gruta de Thang Luang, no norte  do país asiático.

“Foram necessários dezenas de mergulhadores, um enorme esforço de cooperação internacional e uma luta corajosa contra o tempo e a água. Mas o alívio é imenso”, assinala a enviada especial do jornal espanhol.Todos salvos, neste caso exemplar para o mundo, pelas muitas lições que encerra, inclusive de competência técnica e e entrega humanitária. Estou contente também.

Mas confesso: no começo desta história exemplar como poucas, inclusive para o jornalismo, temi por um desastre no fim. Um tipo de temor parecido ao que senti, igualmente, domingo passado, diante das primeiras notícias sobre a “inusitada e teratológica” decisão do desembargador plantonista do TRF4, na perfeita definição da presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, ao negar habeas corpus apresentado contra a decisão do presidente do TRF4, que cassou o mandado de soltura de Lula.

A preocupação, principalmente no caso dos meninos presos na caverna da Tailândia, veio acompanhada da lembrança do filme antológico “A Montanha dos Sete Abutres” (1951), de Billy Wilder, que critica ferozmente a falta de ética no jornalismo. A história de Charles Tatum, o jornalista sem escrúpulos de um diáriozinho do interior dos Estados Unidos (mas que ambiciona o Pulitzer) e do mineiro Leo Minota, que sofre um acidente e fica preso nas ruínas de uma antiga mina indígena no estado do Novo México. O fato desperta interesse dos grandes jornais, e Tatum (Kirk Douglas), decide, então, interferir no fato. E temos o trágico drama de “como a imprensa, um dos pilares da democracia, acaba muitas vezes, tomada pela mistificação e pela empulhação militante, e se converte  num dos maiores algozes do regi me das liberdades públicas”, leio em artigo sobre o filme, no Observatório da Imprensa”, do saudoso Alberto Dines.

Imagino que, onde ele estiver , também deve estar contente com o jornalismo e o desfecho (oposto ao da obra prima de Wilder), nos casos dos meninos da Tailândia e do absurdo de domingo passado, no plantão do TRF4.

No futebol, deu França. Parabéns! Mas um Viva muito especial para a Croácia, sua brava e brilhante seleção, e sua gente incrível , apaixonada e apaixonante, a começar por sua presidente. Que exemplo!!!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br  

Foi para curta, mas para nunca esquecer, a viagem da turma do Bahia em Pauta – este editor no meio – às barrancas do do rio  que passa por minha aldeia, para o encontro “Revivendo Emoções”, a celebração do reencontro de ex-colegas e amigos em Juazeiro (BA), realizado este ano em Juazeiro(BA). O V Encontro já está marcado para o ano que vem, desta vez em Petrolina (PE). Que a vida nos conduza todos até lá. Value cada segundo desta viagem especial!!!

BOM DIA!!!

 

(Vitor Hugo Soares)

jul
17

Postado em 17-07-2018 00:10

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-07-2018 00:10

DO EL PAIS

 Protesto em Brasília em 2016. Protesto em Brasília em 2016. EFE/Joédson Alves

Protesto em Brasília em 2016. EFE/Joédson Alves

 

Apenas 2,2% dos brasileiros confiam no Governo Federal. Quando se trata do Congresso Nacional e dos partidos políticos, o percentual é ainda menor: 0,6% e 0,2%, respectivamente, segundo a última pesquisa CNT/MDA, divulgada em maio. Essa desconfiança com o mundo político se manifesta também nas pesquisas de intenção de voto para a presidência da República, que alcança índices recordes nos levantamentos de todos os institutos. Segundo o Datafolha, por exemplo, os votos brancos e nulos lideram a corrida presidencial e 33% do eleitorado não tem candidato nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato com mais intenções de voto (30%) — e também a maior rejeição (46%) —, mas cuja candidatura mal pode ser vista no horizonte, por conta de sua condenação à prisão em segunda instância. Nesse contexto, em que os principais candidatos partem de uma rejeição de pelo menos 40%, o espaço para ampliar o eleitorado se torna mais restrito. E fica mais fácil machucar as candidaturas dos adversários.

Pra o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, a impressão é de que os eleitores mais convictos são aqueles que não querem votar em ninguém. A esta altura, a persistência de um terço do eleitorado sem candidato nas pesquisas estimuladas é inédita, o que pode ser explicado em parte pela ausência de uma candidatura governista forte. “Quem não tem candidato está buscando algo que passe pela conciliação, pela clareza na definição e na exposição das propostas, e está cansado dos embates mais virulentos e que não levam à solução dos problemas urgentes”, opina o pesquisador. Segundo os levantamentos do DataPoder360, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que lidera as pesquisas presidenciais nos cenários sem Lula, também se destaca entre os concorrentes pela convicção de seu eleitorado: 77% de seus eleitores dizem que não trocam mais de candidato.

Assim como o ex-presidente petista, contudo, Bolsonaro também se destaca nos números de rejeição (19% no Datafolha). Enquanto favorito no primeiro turno, o capitão da reserva deve virar alvo de concorrentes diretos, como o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), caso este último de fato siga na campanha. “Campanha de TV serve para três coisas: preservar a própria imagem, mudar essa imagem ou derrubar um adversário”, resume Marcello Faulhaber, estrategista da vitoriosa campanha de Marcelo Crivella à prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. Ele lembra que, em 2002, o marqueteiro de José Serra, Nizan Guanaes, conseguiu tirar o ex-governador Ciro Gomes (PDT) do segundo turno com uma campanha negativa. Em 2014, foi a vez de João Santana, marqueteiro de Dilma Rousseff, tirar a ex-ministra Marina Silva (Rede) do páreo.

“Acho que Alckmin e Meirelles — se permanecer candidato — vão bater muito em Bolsonaro, achando que, ao bater, vão ficar com os votos que ele perder”, diz o estrategista. Faulhaber imagina que os atuais 19% de intenção de voto de Bolsonaro possam cair para 12% ou 13% por conta dos ataques adversários, mas isso não quer dizer que seriam Alckmin ou Meirelles a colher os votos. Marina Silva, um candidato indicado pelo PT para representar Lula, Ciro Gomes ou o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) poderiam acabar beneficiados. No caso específico do PT, a ausência de Lula claramente prejudicaria o partido no primeiro turno, por conta de sua alta intenção de votos, mas poderia ajudar o partido em um segundo turno, já que o ex-presidente tem a maior rejeição (46% além dos 28% que hoje não votariam em ninguém, segundo o Datafolha) e precisaria de mais da metade dos votos para vencer.

Os partidários de Lula podem buscar esperança em outra pesquisa, do instituto Ipsos. O levantamento não afere exatamente intenção de votos, mas a avaliação da conduta dos presidenciáveis. Na última pesquisa, Lula era desaprovado por 54% dos brasileiros. É muito, mas é menos do que os 70% que desaprovavam Alckmin ou os que não aprovavam as condutas de Ciro Gomes (65%), Bolsonaro (64%), Marina Silva (63%) e Henrique Meirelles (59%). Nessa aferição, é difícil encontrar um nome que vá bem. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa é desaprovado por 47%, e o juiz Sérgio Moro, que decide sobre a Lava Jato na primeira instância em Curitiba, por 55%.

Antipolítica

O cientista político Antônio Lavareda destaca que o repúdio à política não é um fenômeno brasileiro — na última eleição norte-americana, tanto Hillary Clinton quanto Donald Trump tinham rejeições superiores a 50%. “Cresceu o escrutínio, o exame e a análise dos candidatos pelo eleitorado”, avalia. Mas, segundo Lavareda, à medida que a campanha ocorrer no Brasil, a rejeição deve ceder. “Quando a campanha começa, a vida pregressa dos candidatos, suas realizações, o que fizeram de bom ou de mau, tudo passa a ser indicador de caráter dos candidatos mais importantes, mais que  do que sua própria retórica”.

O discurso do outsider, de alguém que não participa do jogo político, parece desfrutar de uma adesão maior na sociedade, diz Lavareda, que ressalva: isso não foi o bastante para sustentar na corrida presidencial nomes como o apresentador Luciano Huck e Joaquim Barbosa. Bolsonaro se vale do discurso, mas tem décadas de Congresso Nacional. “Em uma eleição geral como a brasileira, com 20.000 candidatos, fica difícil a emergência de nomes realmente novos”, diz o cientista político, para quem as análises anteriores à campanha oficial têm sido bem mais dinâmicas do que as variações dos cenários eleitorais. “Essa articulação política não tem repercussão propriamente eleitoral. É a propaganda que sistematiza os programas dos candidatos. É a propaganda que atinge o eleitor”.

Do Jornal do Brasil

 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu nesta segunda-feira, 16, a resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que prevê que operadoras de planos de saúde poderão cobrar de clientes até 40% do valor de cada procedimento realizado. A novidade foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 28 de junho.

A ministra atendeu liminarmente o pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), que entrou com a ação no STF na última sexta-feira, 13. O mérito da ação ainda será julgado.

A resolução define regras para duas modalidades de convênios médicos: a coparticipação (quando o cliente arca com uma parte dos custos do atendimento toda vez que usa o plano de saúde) e a franquia (similar à de seguros de veículos). De acordo com a OAB, a ANS invadiu as competências do Poder Executivo e do Poder Legislativo ao regulamentar a matéria.

Cármen Lúcia suspendeu a resolução da ANS que prevê que operadoras de planos de saúde poderão cobrar de clientes até 40% do valor de cada procedimento realizado

“A referida Resolução institui severa restrição a um direito constitucionalmente assegurado (o direito à saúde) por ato reservado à lei em sentido estrito, não a simples regulamento expedido por agência reguladora”, afirma a petição da OAB.

A OAB chama de abusivo o porcentual de 40% que os beneficiários dos planos de assistência à saúde poderão pagar.

Antes da resolução não havia a definição de um porcentual máximo para a coparticipação em cada atendimento, mas a diretoria de fiscalização da ANS orientava as operadoras a não praticarem valores superiores a 30% – na prática, portanto, a nova regra amplia o valor máximo que as operadoras podem cobrar dos usuários.

O texto da nova resolução, prevê, porém, que todas as cobranças com franquia e coparticipação estejam sujeitas a um valor máximo por ano.

Esse limite poderá ser aumentado em 50% no caso de planos coletivos empresariais (que representam 67% do mercado de convênios médicos), caso isso seja acordado em convenção coletiva, de acordo com a resolução agora suspensa.

A franquia é o valor estabelecido no contrato de plano, até o qual a operadora de plano privado de assistência à saúde não tem responsabilidade de cobertura, quer nos casos de reembolso ou nos casos de pagamento à rede credenciada, referenciada ou cooperada.

A OAB critica o modelo de franquia e assinala que a escolha de um procedimento, de acordo com a franquia contratada, “pode significar limitação do atendimento e retardo do diagnóstico, resultando dessas escolhas ‘trágicas’ que consumidores vão procurar o sistema já doentes e com diagnósticos incompletos, anulando, portanto, quaisquer medidas preventivas”.

jul
17

Postado em 17-07-2018 00:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-07-2018 00:04

 

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 2ª- feira 16/07/2018

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Gilmar, no portal de humor gráfico A Charge Online

jul
17

Postado em 17-07-2018 00:02

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-07-2018 00:02

Jorge 1960’ compra casa de Dirceu em leilão

Apenas um dos três imóveis leiloados de José Dirceu foi arrematado hoje, informa Fausto Macedo no Estadão.

É uma casa na Saúde, zona sul de São Paulo, adquirida por um comprador de nome não revelado, identificado como “Jorge 1960” no site de leilões.

A casa, com área de 200 metros quadrados, foi arrematada por R$ 465,1 mil, pouco mais da metade do valor de avaliação (R$ 750 mil).

Os bens de Dirceu foram a leilão por determinação de Sergio Moro, como parte das sanções impostas ao ex-ministro na Lava Jato.

 

Foram somente cinco dias de descanso e de buscas de “anos dourados” entre Juazeiro(BA) e Petrolina (PE), nas margens sagradas do São Francisco, ao pé do rio que passa por minha aldeia.

Mas quão intensos, amáveis e revitalizantes foram estes dias para os que pensam e fazem (alguns deles apenas, infelizmente) o Bahia em Pauta, em especial para este editor, um eterno e apaixonado romântico, mesmo que o seu rio – usado e largado por gente poderosa e interesses mesquinhos) não seja mais o que foi antes para os que nasceram ou ainda vivem à sua beira.

Mas , à exemplo da poesia imensa e imortal de Fernando Pessoa, a beleza e a força generosa e sentimental do rio que corre por minha aldeia, seguem permanentes e incessantes. Imortais!!!

Estamos de volta, baterias recarregas e respirando o Rio São Francisco por todos os poros. O poema de Caeiro e a música de Tom para celebrar a volta.

(Vitor Hugo Soares , editor do BP)  

A turma que pensa e faz o Bahia em auta, incluindo este editor, pega a estrada nesta quinta-feira, 12, para uns dias de descanso e festa de reencontro com “anos dourados” nas margens do São Francisco, o rio da minha aldeia. Mandaremos notícias se possível , mas desde já avisamos aos nossos leitores e ouvintes, que isso é improvável. Então fica um até breve, pois esperamos estar de volta na segunda-feira. Viva.

BOM DIA E ATÉ A VOLTA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz (Foto: Gustavo Lima/STJ) A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz (Foto: Gustavo Lima/STJ)

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz (Foto: Gustavo Lima/STJ)

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, rejeitou nesta quarta-feira (11) mais 143 habeas corpus (pedidos de liberdade) para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impetrados por cidadãos.

Nesta terça (10), ela já havia rejeitado um dos pedidos desse tipo, em decisão na qual fez críticas ao desembargador Rogério Favreto, que mandou soltar Lula no domingo – a decisão de Favreto foi depois revertida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Segundo Laurita Vaz, “o Poder Judiciário não pode ser utilizado como balcão de reivindicações ou manifestações de natureza política ou ideológico-partidárias”.

Ainda está nas mãos da ministra um pedido da Procuradoria Geral da República para que ela decida de quem é a competência para analisar pedidos de liberdade de Lula – o pleito foi feito após decisões divergentes de desembargadores do TRF-4, e a PGR quer que só o STJ possa analisar habeas corpus ao ex-presidente.

De acordo com Laurita Vaz, as petições eram padronizadas e tinham, inclusive, o mesmo título “Ato Popular 9 de julho de 2018 – Em defesa das garantias constitucionais”. Foram apresentadas em papel e em curto espaço de tempo, ocupando o trabalho de vários servidores.

A assessoria do STJ informou que trata-se de um tipo de formulário com espaço em branco para nome, RG e assinatura – os impetrantes completaram as lacunas e assinaram.

Segundo a presidente do STJ, os pedidos eram de pessoas que não integram a defesa técnica de Lula. Ela disse na decisão que Lula está assistido “por renomados advogados, que estão se valendo de todas as garantias e prerrogativas”.

Para a ministra, todo cidadão tem o direito de peticionar à Justiça, mas ressalvou que o habeas corpus não é o meio adequado para “atos populares”.

Laurita Vaz também disse que o cumprimento da pena por parte do ex-presidente já foi determinado tanto pelo STJ quanto pelo Supremo Tribunal Federal.

“Não merece seguimento o insubsistente pedido de habeas corpus, valendo mencionar que a questão envolvendo a determinação de cumprimento provisório da pena em tela já foi oportunamente decidida por este Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal”, disse.

jul
12

Postado em 12-07-2018 00:34

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 12-07-2018 00:34

 
Mandzukic comemora a classificação da Croácia à final da Copa.
Mandzukic comemora a classificação da Croácia à final da Copa. CARL RECINE REUTERS

  Ladislao J. Moñino

Moscou

 Existem poucos centroavantes tão secos e ariscos como Mario Mandzukic. Um homem duro, de caráter forte atribuído às noites em que se escondia debaixo de um colchão quando durante a Guerra dos Balcãs escutava próximos os disparos das tropas sérvio-bósnias. Seu rito é uma ode à raiva permanente. Seus pômulos afilados, seu nariz proeminente e pontudo e o cabelo eriçado lhe dão ares intimidantes de aríete, uma máquina de guerra que era utilizada para derrubar muralhas. 

No vestiário do Atlético de Madrid diziam que quando ele não gostava de alguma coisa, era melhor não o contradizer. Até Diego Pablo Simeone tinha medo dele e muitas vezes não se atreveu a obrigá-lo a jogar preso pelos lados como depois Allegri o escalou na Juventus. Mas todos os seus colegas afirmam que dentro de campo se arrebentava por eles. 

Talvez ninguém represente melhor o sofrimento, o desgaste físico da Croácia para chegar pela primeira vez à final de uma Copa. Seu gol, surgindo por trás dos zagueiros ingleses, foi um prêmio justo ao seu enorme desgaste. Não existiu partida nessa Copa em que ele não tenha lutado com os zagueiros adversários, que tenha batido e apanhado da mesma forma.

Quando marcou, o treinador croata, Zlatko Dalic, enlouqueceu. O primeiro tempo de sua equipe o deixou deprimido. Fervoroso praticante da religião católica, sua imagem com a mão no bolso para tocar o rosário que leva consigo é um dos tiques que se transformaram em clássicos durante essa Copa. O homem que a fé inquebrantável levou a distribuir bíblias aos seus jogadores repete o ritual sempre que percebe que a Croácia está jogando mal em campo.

O fato de durante todo o primeiro tempo Dalic mal ter tirado a mão direita do bolso de sua calça diagnosticava a partida ruim que seus jogadores faziam. Parado em um dos lados da área técnica, o técnico croata precisou escutar a Football’s Coming Home, com a qual a organização amplifica os gols da Inglaterra, quando Trippier acertou uma prodigiosa parábola por cima da barreira e Subasic se esticou para aparecer na foto do gol. Paralisado em seu canto do gramado, Dalic via passar diante de si o raio Sterling e contemplava seus jogadores petrificados, encolhidos, como se as prorrogações contra dinamarqueses e russos e a importância da partida tivessem colocado concreto em suas pernas e cabeças. Por um momento pareceu que toda a tradição e a mística do futebol inglês esmagavam a Croácia. Foi um primeiro tempo atípico dos representantes de um país que tem o gene ressabiado e competitivo da escola balcânica.

Surpreendentemente a reação da Croácia começou em Vrsaljko, um jogador pouco confiável emocionalmente, capaz de pedir para sair se perceber que está nervoso. Suas descidas pelo lado direito tiveram um efeito dominó do outro lado do ataque croata. Perisic também se enfureceu e finalizou um bom cruzamento de Vrsaljko. O lateral do Atlético de Madrid também evitou um gol tirando em cima da linha uma cabeçada de Stones no primeiro tempo da prorrogação. E aí, o centroavante Mandzukic esperou para esboçar o maior sorriso de sua carreira com esse gol histórico.

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