Esta semana vai ter mais (Lava Jato). E vocês vão lembrar de mim”

Alexandre de Moraes, ministro da Justiça. Na noite de domingo, em Ribeirão Preto, cidade do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, durante encontro com integrantes do Movimento Brasil Limpo (MBL). Acertou na mosca, na manhã desta segunda-feira, 26. A PF prendeu Palocci.

set
27

Jovem equipamento sucumbe à incúria

O ex-governador Roberto Santos completa este ano 90 anos de vida produtiva. Por variado legado e trabalho presente, a Bahia lhe presta justa homenagem.

Foi ele quem, há 35 anos, inaugurou o Centro de Convenções da Bahia, que não suportou o descaso dos últimos dez anos.

Nesse tempo, deteriorou-se um pilar fundamental do sistema turístico da cidade.

Em todo caso, um desabamento de se agradecer, ressalvados os ferimentos ditos leves das vítimas da incúria.

A precocidade do desastre evitou que, em futuro que se pretendia próximo, aquela estrutura viesse abaixo com centenas, talvez milhares de pessoas.

Para saudosistas

Caía a tarde feito um centro de convenções…

Denso, forte e belo capítulo de ontem de “Velho Chico”, o folhetim das 9h da TV Globo. O primeiro das gravações sem o ator Domingos Montagner, que morreu afogado nas águas do Rio São Francisco, em Sergipe, depois das filmagens de algumas cenas. O elenco segurou bem a ausência de Santo e o resultado foi um capítulo emocionante, principalmente nas cenas do casamento de Miguel e Olívia. Montagner deve ter vibrado, onde estiver. Tudo pontuado com a linda composição do petrolinense Geraldo Azevedo. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
27

Postado em 27-09-2016 00:41

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-09-2016 00:41

DO PORTAL TERRA BRASIL

Na novela “Velho Chico”, começaram a ser exibidas nesta segunda-feira (26), as cenas gravadas com o recurso da câmera subjetiva após a morte de Domingos Montagner. Com isso, os colegas de elenco do ator, encontrado morto em Canindé de São Francisco, Sergipe, se dirigiam ao equipamento quando conversavam com Santo.

E a novidade comoveu os internautas e tornou o nome do personagem de Domingos o assunto mais comentado no Twitter. Muitos destacaram a emoção de Camila Pitanga, que estava com o artista em seus últimos momentos de vida. “O rosto da Camila Pitanga ao falar com o Santo dói o coração”, escreveu uma. “Tem como não se emocionar? Que mulher forte essa Camila Pitanga. Tem meu eterno respeito!!! Santo tá contigo, Terê. Acredite!”, exclamou outra. “Santo vive no olhar de Camila Pitanga”, opinou ainda outro.

Outros internautas estranharam o novo recurso. ” Ao mesmo tempo, também é estranho ver o “olhar” do Santo presente na cena sem fala. E aí fica forte a presença e ausência dele”, indicou uma. “Câmara sendo o olhar de Santo foi estranho e melancólico”, afirmou outra telespectadora. “Tô vendo essas cenas do pessoal olhando pra câmera como se ele fosse o Santo e, nossa, que aflição, gente”, afirmou mais um mencionando o personagem, cujo nome será dado ao filho de Miguel (Gabriel Leone) em mais uma homenagem a Domingos Montagner.

Escolhido para ser o substituto de Domingos Montagner na série “Carcereiros”, prevista para estrear em 2017, Rodrigo Lombardi falou sobre o convite em suas redes sociais neste domingo (25).”Essa semana recebi um convite. Melhor… Essa semana fui promovido. Melhor… Essa semana fui honrado com esse convite. A incumbência de substituir (se é que a palavra se aplica nesse caso) meu amigo ‘Mingo’ na série ‘Carcereiros’… Vou me jogar de cabeça! Como tento fazer sempre! Mas dessa vez, prefiro imaginar um salto, um voo, como num trapézio ou maca russa, ou mesmo qualquer um desses paralelos que traçamos em muitas das nossas conversas, mano véi…Sem rede! Sempre! Dói ainda”, escreveu em parte da legenda.

(Por Marilise Gomes )

set
27

Postado em 27-09-2016 00:40

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-09-2016 00:40

DO EL PAÍS

María Martín

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, dez e meia da manhã de uma segunda-feira de setembro de 2016, um mês após o fim da Olimpíada. Um jovem entra em uma ótica da rua do Catete, bairro comercial de classe média alta da Zona Sul, e avisa no balcão: “É para fechar agora. O recado vem do morro de Santo Amaro e é para todos os comerciantes fecharem suas lojas pela morte do Fat Family”. A advertência repetiu-se na lanchonete, na farmácia, na loja de tintas, de hidráulica e até na franquia norte-americana de lanches e saladas e, em menos de três horas, todos, com medo de represálias, tinham fechado suas portas.

Era assim que o bairro do Catete, vizinho da comunidade de Santo Amaro, relativamente tranquila mas dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, assumia um luto obrigatório pela morte de um chefe do tráfico por ordem de criminosos. Nicolas Labre Pereira Jesus, o Fat Family, com 28 anos e mais de 100 quilos, acabava de ser morto a tiros pela polícia após três meses de buscas. O Fat Family tinha se tornado o narcotraficante mais procurado do Rio depois de ser resgatado de um hospital em junho, onde era custodiado pela polícia, por mais de duas dezenas de comparsas armados com fuzis.
O traficante Fat Family antes de ser resgatado enquanto se recuperava de um disparo no rosto.
O traficante Fat Family antes de ser resgatado enquanto se recuperava de um disparo no rosto. Reprodução

O fechamento de dezenas de lojas e galerias comerciais ao longo de quase um quilômetro de rua foi acatado pelos comerciantes sem discussão. Foi interpretado como um sinal de luto imposto, mas também como uma demonstração de força do tráfico ante o Estado, na qual eles só têm a perder. “A gente tem que se submeter ao poder paralelo. Não temos como não obedecer”, explicava a funcionária de uma lanchonete. “É um sinal de poder e demonstra como a polícia não é capaz de evitá-lo. Eu tenho um grande prejuízo, mas prefiro fechar antes que abrir com medo”, explica o gerente de uma loja de tintas. Nenhum dos entrevistados, todos com receio de falar, quis dar seu nome.

No código não escrito entre traficantes e moradores, a ameaça não precisa ser explícita. “No passado, já houve casos de algum comerciante não obedecer a ordem e sofrer represálias”, explica a gerente de uma rede de farmácias. As represálias, contam em cochichos entre eles, podem ir de ter a fachada metralhada a sofrer ataques com coquetéis molotov. Nas redes sociais percebeu-se a revolta de alguns comerciantes e como a onda de medo foi além dos estabelecimentos que foram advertidos: “Estou fechando meu atelier porque todos os comércios da galeria estão fechando! Não dá para ficar sozinha! Cadê os policiais que nós pagamos para nos dar segurança?”, reclamava uma comerciante em um grupo do Facebook do bairro.

A Polícia Militar, na verdade, estava sim nas ruas perpendiculares que dão acesso à favela, ocupada desde 2012 pela Força Nacional sob a justificativa de implementar um programa social da Prefeitura contra o crack, mas não teve como impedir o cumprimento das ordens do tráfico. Em nota, a Polícia Militar afirmou ter reforçado o patrulhamento na região por tempo indeterminado e assegurou que o comércio local estava voltando a funcionar normalmente, embora a reportagem tenha comprovado que não era verdade. Nas lojas da rua da Glória, por volta das 15h, contagiados pelos vizinhos do Catete, vários comerciantes resolveram fechar as portas embora não tivessem recebido as ordens do tráfico. “Ninguém quer ser o último a fechar. Todos têm medo”, explica um dos responsáveis de um grande comércio que aguardava ordens da gerência para resolver o que fazer.

As advertências dos traficantes contra o comércio local após a morte de algum dos seus chefes foi relativamente frequente na cidade na década dos anos 90 e 2000, mas os jornais lembram também de casos recentes, inclusive fora das comunidades, onde o domínio do tráfico é mais forte. O último registrado pela prensa local foi em janeiro de 2014, após a morte do traficante Petrick Costa dos Santos, o Cachorrão, na comunidade Pavão-Pavãozinho, quando seus comparsas impuseram o luto aos comerciantes de duas ruas de Ipanema, obrigados a fecharem suas portas até o dia seguinte.

set
27

Postado em 27-09-2016 00:39

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-09-2016 00:39


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

set
27

Postado em 27-09-2016 00:38

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-09-2016 00:38


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Petrobras quer sair da Braskem

A Petrobras pretende vender sua participação de 36% no capital total da Braskem até 2018, segundo seu diretor financeiro, Ivan Monteiro, em entrevista à Bloomberg.

A operação faz parte do plano da estatal de obter US$ 19,5 bilhões por meio da venda de ativos e revisão de projetos.

A Petrobras é a segunda maior acionista da petroquímica. Sua maior sócia é a Odebrecht, com 38% do capital total.

Dá-lhe, Kid Morengueira, na Chicago, de Capone. Dá-lhe, Moro, no País de Palocci!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
26

Postado em 26-09-2016 11:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-09-2016 11:14

DEU NO EL PAIS

Antonio Palocci (PT), ex-ministro da Fazenda no primeiro mandato do Governo Lula e ex-ministro-chefe da Casa Civil nos primeiros meses do Governo Dilma Rousseff, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira, em São Paulo, durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Omertà. A Polícia Federal diz ter indícios da participação dele em um suposto esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht. A prisão de Palocci acontece poucos dias após a 34ª fase da operação, quando o também ex-ministro da Fazenda Guido Mantega chegou a ser preso temporariamente, mas teve a prisão revogada pelo juiz Sergio Moro.

Com a prisão, a Lava Jato fecha mais o cerco em torno do ex-presidente Lula, um dos focos declarados das investigações, transformado em réu na semana passada. Além de ter sido homem-forte do Governo Lula, de 2003 a 2006, Antonio Palocci foi um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010 e ocupou a Casa Civil nos primeiros meses da gestão da ex-presidenta. A prisão de Antonio Palocci também ocorre apenas um dia após o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmar em um encontro com integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) que haveria, de fato, mais prisões da Lava Jato nesta semana, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”, disse o ministro, sem ser questionado.

A declaração de Moraes provocou controvérsia, pois, pelo princípio de independência da PF e pela potencial implicação de integrantes do Governo, ele não poderia, em tese, ter informações prévias sobre as investigações e operações da instituição. A Lava Jato é alvo de críticas pelo suposto viés político das investigações —há quem acuse a força-tarefa de poupar alguns partidos em detrimento de outros. Após a fala se tornar pública, o Ministério da Justiça minimizou a declaração de Moraes e disse que o ministro apenas “reafirmou a legalidade da atuação da Polícia Federal”, “em resposta às perguntas sobre a continuidade da Lava Jato”.

A fala do ministro da Justiça foi criticada pelos delegados da Polícia Federal, durante coletiva nesta segunda-feira para explicar a nova fase da operação. O delegado Filipe Hille Pace começou a entrevista lendo uma nota, em que reitera a independência da corporação e diz que o Executivo não foi informado antecipadamente sobre a prisão de Palocci. “Como já foi amplamente demonstrado em ocasiões anteriores, o Ministério da Justiça não é avisado com antecedência sobre operações especiais. No entanto, é sugerido ao seu titular que não se ausente de Brasília nos casos que possam demandar sua atuação, não sendo informado a ele os detalhes da operação”, disse.

Além de Palocci, a Polícia Federal cumpre ainda outros dois mandados de prisão temporária, 15 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor), 27 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Ao todo, são 45 mandados judiciais, sendo que dois mandados de busca e apreensão são cumpridos na casa e no escritório de Palocci na capital paulista.

Segundo a PF, “há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o Poder Público, tendo sido ele próprio e personagens de seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos”, diz nota.

Ainda segundo as investigações, Palocci teria tentado aprovar um projeto de lei para aumentar a linha de crédito junto ao BNDES para a realização de obras no continente africano, o que beneficiaria a empreiteira. Ele também é suspeito de ter interferido em um processo de licitação para a compra de 21 navios sonda para exploração da camada pré sal da Petrobras. A defesa de Antonio Palocci ainda não foi localizada para comentar a prisão.

set
26

Postado em 26-09-2016 01:45

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-09-2016 01:45

O FANATISMO POLÍTICO
OFENDE HONRA E VERDADE

JC Teixeira Gomes

Sergio Moro cumpriu com seu dever: aceitou a denúncia contra Lula apresentada pelo procurador Dallagnol, com veemência que incomodou o petismo. Mas o professor de Direito Ivar Hartmann, da Fundação Getúlio Vargas, falando à imprensa internacional, lembrou que o Ministério Público pode ser veemente ao acusar. A obrigação de imparcialidade é da Justiça, não dos meios acusatórios.

O fanatismo é a pior miséria política da humanidade. Ele pode nascer da ideologia, caso do fascismo, do nazismo, do stalinismo. Também pode resultar da intolerância religiosa: a Igreja queimando hereges, o Estado Islâmico decapitando padres. Por fim, o fanatismo pode surgir apenas da cegueira política: é o caso da militância petista, quando se obstina em defender Lula e Dilma no processo de corrupção que avassalou o Brasil. O objetivo do PT com a ladroagem na Petrobras, usando empreiteiros e banqueiros oportunistas e corruptores, era “a perpetuação criminosa no poder”, para repetirmos a frase de Dallagnol. Em meu último artigo, eu já havia elogiado a deposição de Dilma como um fato positivo para a rotatividade partidária no Brasil.

O objetivo essencial do PT era a permanência através da dobradinha Lula-Dilma. Oito anos para Lula, mais oito anos para Dilma, e já iriámos para 16 anos, depois 24 e, possivelmente, 32. Não sendo uma ação ideológica, pois o PT é um partido sem ideologias, as vitórias eleitorais viriam pela soma de práticas assistencialistas poderosas: em primeiro lugar, o Bolsa Família, que gerou um rebanho de pobres cativos e encabrestados. O Bolsa Família passou a ser o cabresto eleitoral do PT. Foi uma arma assustadora de dominação política, com tintas de benemerência social, mas, fundamentalmente, antidemocrática, pois o seu uso ameaçava a rotatividade partidária. Ao Bolsa Família, o PT acrescentou mais assistencialismo: o “Mais Casa Minha Vida”, o sistema de cotas, os empréstimos consignados. Fingindo beneficiar os assalariados, o PT, levando os bancos a emprestar sem riscos, o que estava fazendo era fortalecer os banqueiros que financiavam Genoíno na compra de votos dos aliados corrompidos pelo mensalão. Essas práticas, em seu conjunto, instauraram no Brasil a “democracia petista”, ou seja, a utilização prolongada do poder com o emprego das armadilhas assistencialistas de dominação.

Como o partido é fraco de líderes, Lula ficou sem alternativa e foi obrigado a escolher a inexperiente Dilma para a dobradinha funesta. As principais lideranças já tinham abandonado o partido (Arruda Sampaio, Hélio Bicudo, Heloisa Helena, Chico Alencar, Carlos Nelson Coutinho etc.) depois que a traição começou, fato que ocorreu logo que Lula assumiu seu primeiro mandato, impondo a aposentadoria que ele tinha combatido em Fernando Henrique Cardoso.

Para reforçar o processo de dominação, Dirceu tomou a iniciativa, a fim de ganhar eleições, antes sempre perdidas, de colocar a serviço do PT dois marqueteiros astuciosos. Veio primeiro Duda Mendonça, formado na escola de Maluf, depois João Santana Patinhas, o gênio das artimanhas. De ambos nasceram ideias como o “Lula lá”, “Lulinha Paz e Amor”e a transformação de Lula, o

ENDE HONRA E VERDADE
JC Teixeira Gomes
Sergio Moro cumpriu com seu dever: aceitou a denúncia contra Lula apresentada pelo procurador Dallagnol, com veemência que incomodou o petismo. Mas o professor de Direito Ivar Hartmann, da Fundação Getúlio Vargas, falando à imprensa internacional, lembrou que o Ministério Público pode ser veemente ao acusar. A obrigação de imparcialidade é da Justiça, não dos meios acusatórios.
O fanatismo é a pior miséria política da humanidade. Ele pode nascer da ideologia, caso do fascismo, do nazismo, do stalinismo. Também pode resultar da intolerância religiosa: a Igreja queimando hereges, o Estado Islâmico decapitandopadres. Por fim, o fanatismo pode surgir apenas da cegueira política: é o caso da militância petista, quando se obstina em defender Lula e Dilma no processo de corrupção que avassalou o Brasil. O objetivo do PT com a ladroagem na Petrobras, usando empreiteiros e banqueiros oportunistas e corruptores, era “a perpetuação criminosa no poder”, para repetirmos a frase de Dallagnol. Em meu último artigo, eu já havia elogiado a deposição de Dilma como um fato positivo para a rotatividade partidária no Brasil.
O objetivo essencial do PT era a permanência através da dobradinha Lula-Dilma. Oito anos para Lula, mais oito anos para Dilma, e já iriámos para 16 anos, depois 24 e, possivelmente, 32. Não sendo uma ação ideológica, pois o PT é um partido sem ideologias, as vitórias eleitorais viriam pela soma de práticas assistencialistas poderosas: em primeiro lugar, o Bolsa Família, que gerou um rebanho de pobres cativos e encabrestados. O Bolsa Família passou a ser o cabresto eleitoral do PT. Foi uma arma assustadora de dominação política, com tintas de benemerência social, mas, fundamentalmente, antidemocrática, pois o seu uso ameaçava a rotatividade partidária. Ao Bolsa Família, o PT acrescentou mais assistencialismo: o “Mais Casa Minha Vida”, o sistema de cotas, os empréstimos consignados. Fingindo beneficiar os assalariados, o PT, levando os bancos a emprestar sem riscos, o que estava fazendo era fortalecer os banqueiros que financiavam Genoíno na compra de votos dos aliados corrompidos pelo mensalão. Essas práticas, em seu conjunto, instauraram no Brasil a “democracia petista”, ou seja, a utilização prolongada do poder com o emprego das armadilhas assistencialistas de dominação.

Como o partido é fraco de líderes, Lula ficou sem alternativa e foi obrigado a escolher a inexperiente Dilma para a dobradinha funesta. As principais lideranças já tinham abandonado o partido (Arruda Sampaio, Hélio Bicudo, Heloisa Helena, Chico Alencar, Carlos Nelson Coutinho etc.) depois que a traição começou, fato que ocorreu logo que Lula assumiu seu primeiro mandato, impondo a aposentadoria que ele tinha combatido em Fernando Henrique Cardoso.

Para reforçar o processo de dominação, Dirceu tomou a iniciativa, a fim de ganhar eleições, antes sempre perdidas, de colocar a serviço do PT dois marqueteiros astuciosos. Veio primeiro Duda Mendonça, formado na escola de Maluf, depois João Santana Patinhas, o gênio das artimanhas. De ambos nasceram ideias como o “Lula lá”, “Lulinha Paz e Amor”e a transformação de Lula, o “pobrinho” do Nordeste, no grande líder da pobreza nacional. Não fossem os marqueteiros políticos os mestres dos ardis,arquitetos da enganação, artífices da propaganda mentirosa. Pagos a peso de ouro.

Muitos dos expedientes para subjugar a sociedade com métodos escusos são comuns a toda atividade política. A questão é que o PT exagerou, ao conceber meios capazes, enfim, de lhe possibilitar “a perpetuação criminosa no poder”, queiram ou não os fanáticos que negam a culpa clamorosa das suas lideranças, negando também a verdade e a honra partidária.

set
26

Postado em 26-09-2016 01:43

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-09-2016 01:43


BOM DIA!!!