A segurança brasileira atuou com rapidez no caso desse grupo que foi detectado. São amadores? É provável que sejam amadores, mas têm que ser presos porque boa parte desse pessoal é amadora mesmo. A violência não exige profissionalismo, exige, nesse caso, fanatismo, doença mental”.

José Serra, ministro das Relações Exteriores do governo Temer, ao justificar, no Rio de Janeiro, a operação Hasstag, que prendeu 11 pessoas em várias partes do País, sob a alegação de que poderiam estar preparando alguma ação terrorista para os Jogos do Rio.


O segredo é a alma das operações policiais

O homem “carregado de explosivos” na prova da OAB em Salvador e outros pequenos sinais que começam a aparecer aqui e ali, como um pacote qualquer esquecido em algum lugar, são reflexo direto da folclorização da segurança no Brasil.

O bem mais valioso nos tempos modernos, como se sabe, é a informação. Quem a detém certamente tem nas mãos um trunfo poderoso em relação a seus concorrentes ou inimigos. A informação é, assim, a matéria-prima das ações de inteligência.

Cabe aos serviços de inteligência, silenciosamente, perscrutar, analisar e utilizar os dados de que dispõe da forma mais eficiente possível na busca dos fins a que se propõe, evitando aqueles resultados indesejados para cuja conjuração o sistema foi concebido.

No Brasil, entretanto, é diferente. A preocupação fundamental das autoridades é com as manchetes e os refletores, fato notado, aliás, pelos exercícios simulados “de defesa” em locais públicos, em que as “vítimas” eram até ridiculamente maquiadas.

O caso dos 12 “terroristas” presos é emblemático. Se o objetivo era evitar um atentado, bastaria que fossem detidos, apresentados sem alarde à Justiça e, caso razoável, levados para presídios que a lei permitisse e o bom senso recomendasse.

Nossas autoridades, porém, deram mais importância à notícia do que ao fato, impondo-se a fixação da sutil diferença entre uma e outro. Retirar das ruas o perigo é o fundamental, ao contrário de propagar a ideia de que a prática do terror está ao alcance das mãos.

Viva Olivinha!com fé no santo! Um abraço Mancini for you!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

jul
26

Postado em 26-07-2016 00:32

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-07-2016 00:32


Atletas da seleção brasileira de hockey tiram selfie na Vila Olímpica.
Buda Mendes Getty Images


DO EL PAÍS

María Martín
Rio de Janeiro

No alto de uma passarela de pedestres que atravessa o que será um dos trajetos de delegações e turistas para os estádios estão pendurados dois enormes banners comemorativos dos Jogos Olímpicos do Rio. Estão rasgados. Alguém os rasgou com vontade, tanto que sequer é possível ler o slogan desta edição: “Rio, um mundo novo”. Não é o único ataque: na praia de Copacabana há uma estrutura com os cinco anéis olímpicos que amanheceu cheia de pichações, contra a crise, contra o Governo e por melhorias na educação. O que seria apenas um ato de vandalismo de um adolescente contra o sistema reflete que, a dez dias do início das competições, o Rio de Janeiro não está totalmente à vontade em seu papel de anfitrião. Se não fosse pela decoração urbana, como esses banners, os castelos de areia com os anéis olímpicos construídos pelos artistas de rua na praia ou a presença ostensiva de militares nas ruas, nenhum visitante diria que estamos às vésperas do maior evento esportivo do planeta.

“Com a crise política e econômica, houve uma transformação na maneira como os cariocas se relacionam com os Jogos. Em 2009, quando ganhamos, houve uma festa nacional, era um novo status internacional para o Brasil. Hoje o Rio vive um sentimento ainda mais hostil do que o país viveu durante a Copa de 2014”, avalia o professor e cientista político carioca Maurício Santoro. “Na época, apesar dos protestos, alguns brasileiros decoraram suas ruas com as cores da bandeira do Brasil, algo fantástico e que só o futebol consegue. Hoje não vemos nada disso, pelo contrário”, completa. Santoro relata que o faxineiro do prédio onde mora lhe disse um dia que estava cruzando os dedos para que chovesse durante os Jogos e estragasse a festa. “É um exemplo de como as classes populares não sentem este evento como delas. Eu mesmo vejo o Maracanã [onde acontecerão as competições de atletismo, futebol e arco e flecha] da minha janela na universidade, em greve desde março por falta de recursos. Gastaram 1 bilhão de reais para reformar o estádio, o mesmo dinheiro com o qual minha faculdade funciona durante dois anos.”

Além da falta de entusiasmo – 63% dos brasileiros acreditam que os Jogos trarão mais prejuízos do que benefícios, segundo a última pesquisa – há também o medo de um possível ataque terrorista. O terror conseguiu eclipsar até os temores de contrair o zika vírus, uma das principais preocupações até agora. A prisão, na semana passada, de 11 brasileiros que demonstraram simpatia pelo Estado Islâmico em grupos do WhatsApp materializou, no ideário coletivo, o temor, até agora distante, de que um ataque é possível.

Vários fãs que compraram entradas reconhecem que seu medo aumentou com os últimos ataques na Europa e a prisão desse grupo que tinha jurado lealdade aos jihadistas, mas nenhum mudará de planos. “A palavra ‘medo’ talvez não seja a mais adequada. Mas fico bastante inquieta”, explica a espanhola Raquel Pena, que viajará de São Paulo ao Rio para as competições que começam em 5 de agosto.

Os brasileiros, familiarizados com índices de criminalidade altíssimos – enquanto a Espanha registra menos de um assassinato por 100.000 habitantes, o Brasil registra 32 – também não se sentem seguros, mas veem o terrorismo como uma ameaça a mais em seu dia a dia. A ginecologista Leticia Passarelli, que de São Paulo virá ao Rio com seu marido, um bebê e duas primas, tem mais medo depois do atentado de Nice, no qual um tunisiano acabou com a vida de 88 pessoas ao volante de um caminhão, e também com a prisão do grupo islâmico brasileiro. “Não estou tranquila, mas quero muito ir. Tenho um medo mais real do que o terrorismo, que é o trajeto até o aeroporto”, explica, em referência a um possível assalto a mão armada, crime relativamente comum nas avenidas que ligam o aeroporto internacional do Rio ao centro da cidade. Rafael Cordone, de 29 anos, não se arrisca a afirmar que a ameaça terrorista seja uma “besteira”, mas diz que se nega a deixar-se influenciar pela “indústria do medo”. “Eu vou, vou ver o [Usain] Bolt em toda a sua glória. Se morrer, que seja, não é que não exista perigo em outras coisas que faço diariamente.”

O veto do COI aos representantes do atletismo russo, acusados de doping com a conivência das autoridades, também não ajuda a despertar o espírito pré-olímpico, mas teria sido pior se o Comitê no fim tivesse proibido a participação de toda a delegação. A família da espanhola Sara Martínez comprou ingressos para as competições de vela, basquete, ciclismo e também de atletismo. “Não deixaremos de ir, mas sem dúvida as competições de atletismo perderam boa parte de seu atrativo. Sem os russos não será a mesma coisa”, lamenta Martínez. Cordone verá Bolt correr, mas não verá Yelena Isinbayeva saltar, um dos motivos por que comprou uma entrada para a final de salto com vara feminino. “Fiquei irritado, mas concordo com a eliminação”, diz. “Prefiro a ausência dos russos do que a deslealdade esportiva na competição.”

jul
26

Postado em 26-07-2016 00:30

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-07-2016 00:30


Miguel. no Jornal do Comércio (PE)

DO PORTAL EUROPEU DE NOTÍCIAS TSF

Reportagem de João Alexandre, que acompanha a Convenção Democrata.

“Queremos apresentar um pedido de desculpas profundo e sincero ao senador Sanders, aos seus seguidores e a todo o Partido Democrata pelas observações imperdoáveis feitos por e-mail”, disse o Comitê Nacional Democrata na abertura dos trabalhos no Wells Fargo Center.

Para o comitê, que garante que a troca de correio eletrônico e os comentários nele contido não reflete os valores do partido nem o “firme compromisso com a neutralidade” durante as eleições primárias, as mensagens, que procuraram minar o caminho de Bernie Sanders, são consideradas “indesculpáveis”.

Para além de Sanders, considerado prejudicado pelo ataque movido dentro do partido, a poêmica revelada pela organização WikiLeaks já fez outra vítima, com o anúncio de Debbie Wasserman Schultz de que, na sequência do caso, irá deixar vaga a cadeira de presidente do partido, deixando também para Stephanie Rawlings-Blake, prefeita de Baltimore, a tarefa de dar o pontapé de saída e liderar de forma interina, até quinta-feira, os trabalhos da convenção.

“É uma honra e um prazer receber-vos”, afirmou, seguindo-se depois a tradicional pancada de martelo.

A convenção tinha começado há poucos minutos, mas, nem por isso, logo nos primeiros minutos, as divisões deixaram de ser salientadas pelos apoiadores dos dois candidatos que colocaram as primárias democratas sob os holofotes de milhões de pessoas.

Por entre os elogios da Reverenda Cynthia Hale – uma das convidadas a participar na cerimônia de abertura da convenção – a Hillary Clinton, centenas de delegados começaram a aplaudir a ex-primeira dama, mas, logo depois, o Wells Fargo Center unia-se para gritar: “Bernie, Bernie!”.

De um lado e de outro, cada um dos delegados puxando pela candidatura favorita, numa rivalidade que promete ser notória numa convenção de quatro dias e que irá, ao que tudo indica, servir para oficializar a nomeação de Hillary Clinton como opositora de Donald Trump nas eleições de novembro, mas também para sarar as feridas abertas dentro do partido.

Esta madrugada, as atenções estavam todas viradas para os discursos de Michelle Obama, mas, sobretudo, de Bernie Sanders, num momento que se espera de maior união – no seguimento do apoio oficial do senador do Vermont a Hillary Clinton – e durante o qual grande parte dos democratas quer voltar a ver repetido o slogan “Juntos somos mais fortes”, como símbolo de um partido reforçado, depois da polêmica dos últimos dias, e mais unido do que nunca.

jul
25

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dilma: “João Santana não acusou minha campanha”

Dilma Rousseff, em entrevista publicada no UOL, teve o descaramento de dizer o seguinte sobre o dinheiro sujo que bancou suas campanhas eleitorais:

“Querida, nem o João Santana nem a mulher dele acusaram a minha campanha. Eles se referem a episódios que ocorreram depois de encerrada a campanha, e depois que o comitê financeiro da minha campanha foi dissolvido, dois anos depois. Então não há nenhuma afirmação que atinja a mim e a minha campanha. E é público e notório que eu jamais autorizei caixa 2 na minha campanha”.

Querida, é verdade: quando a Keppel Fels pagou propina para cobrir suas dívidas de campanha, você já era presidente da República. E a Odebrecht continuou pagando propina para sua campanha até 2015.

jul
25

Postado em 25-07-2016 17:42

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 25-07-2016 17:42


Salve o mestre Ataulfo Alves, criador desta preciosidade musical!

BOM TARDE E BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
25

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Um mero rótulo no “poder”

Resultado de manifestações contra a ausência de negros e mulheres no primeiro e segundo escalões do governo Michel Temer, a nomeação da desembargadora Luislinda Valois para a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial é apenas uma formalidade.

Maioria puramente demográfica, os chamados afrodescendentes constituem, por origem não reparada, as camadas menos privilegiadas e mais discriminadas da população, paradoxalmente ao sentimento “politicamente correto” que despertam.

O resto é demagogia

Na mesma linha de raciocínio, negros dão charme eleitoral a uma chapa, especialmente nesta que é citada “a maior cidade negra fora da África”, embora só tenham lugar na periferia (dos governos).

Por isso a candidata a prefeita Alice Portugal (PCdoB), que deverá emplacar um “afrodescendente” como vice, corre para o marketing do racismo: “A pobreza em Salvador tem cor: é negra”.

A verdade do dia a dia, desgraçadamente, é outra. A pobreza é da grande maioria do povo soteropolitano e do povo brasileiro, independentemente da, a esta altura multissecular, composição étnica da nossa história.

Tijolo por tijolo

A propósito, pelo que se observa e se ouve no meio social, o prefeito ACM Neto trabalha intensamente nesse segmento.

Não somente nas questões básicas da saúde e educação, mas na infraestrutura urbana e até dentro das próprias residências populares.

Em outubro, o mapa dos resultados eleitorais dirá que discurso funcionou melhor.

>


Amy Winehouse = Saudades!!!
Cantemos com Amy esta fabulosa canção, para lembrar dela. Sempre!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Paula Cesarino Costa, a Ombudsman da Folha.


DEU NA FOLHA DE S. PAULO

“Fundado em 1983, o instituto de pesquisas Datafolha, pertencente ao Grupo Folha, acumulou um patrimônio de qualidade técnica, arrojo de abordagem e interpretação de dados isenta. Sua credibilidade foi construída em trabalho conjunto com a Redação. Introjetou-se de tal forma no jornal que uma crítica antiga à Folha é a de ser um jornal “data-dependente”.

Dito isso, é preciso reconhecer que a semana que passou foi amarga para o Datafolha e para a Folha.

Desde que assumi o mandato, nenhum assunto mobilizou tanto os leitores. Do total de mensagens recebidas desde quarta-feira, 62% foram críticas e acusações ao jornal.

Variavam de fraude jornalística e manipulação de resultados a pura e simples má-fé, passando por sonegação de informação e interpretação tendenciosa.

A questão central está na acusação de o jornal ter omitido, deliberadamente, que a maioria dos entrevistados (62%) pelo Datafolha se disseram favoráveis a novas eleições presidenciais, em cenário provocado pela renúncia de Dilma Rousseff e Michel Temer.

Optou por destacar que 50% preferiam a permanência de Temer à volta de Dilma, em questão que, mesmo sem haver essa hipótese, 3% disseram defender novas eleições.

As perguntas 11, 13 e 14 do questionário do Datafolha (leia a seguir) tornaram-se objeto de vigorosa controvérsia.

Os sites The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald, e Tijolaço, do jornalista Fernando Brito, acusaram a Folha de “fraude jornalística com pesquisa manipulada visando alavancar Temer”.

Em trabalho complementar, comprovaram que o jornal omitira da reportagem e do questionário divulgado no site do Datafolha questão proposta aos entrevistados sobre a convocação de novas eleições.

Outra pergunta também foi omitida. Esta pedia aos entrevistados que avaliassem se o processo de impeachment está seguindo as regras democráticas e a Constituição: 49% disseram que sim; 37% que não.

Para alimentar teorias conspiratórias, revelou-se que o Datafolha colocou em seu site mais de uma versão do relatório da pesquisa polêmica, sendo que em só uma delas constavam as duas perguntas. O instituto explica que faz um relatório completo para a Redação, mas divulga no site apenas o que saiu no jornal. No caso, o primeiro documento continha, por falha, título sobre a pergunta 14, ausente do relatório por não ter sido usada.

Diante da polêmica, Folha e Datafolha optaram por divulgar link para o relatório completo.

Reveladas as omissões e estabelecida a confusão, o editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila, disse que o resultado da questão sobre a dupla renúncia de Dilma e Temer não pareceu especialmente noticioso, por repetir uma tendência, além de o jornal considerar tratar-se de cenário político pouco provável.

Leitores discordaram: “A Folha me pareceu escapar pela tangente, com respostas vagas”, disse Eduardo Ottoni. “Os argumentos chegam a ser até um insulto à inteligência do leitor”, afirmou Márcia Meireles. “A Folha errou, é tão grave assumir seus erros?”, questionou.

A ombudsman resumiu as críticas dos leitores ao editor-executivo. Dávila argumentou que “o único cenário concreto à frente é o Senado decidir se Dilma Rousseff volta a exercer o cargo de presidente da República ou se Michel Temer continua a exercê-lo. Não há terceira opção além dos dois desfechos possíveis. (…) Faz parte da boa prática jornalística não publicar o que é pouco relevante”.

Dávila lembrou que a Folha frequentemente publica uma fração das pesquisas, “nunca sua íntegra”.

Discordo em muitos pontos do editor-executivo. Quando a Folha, em editorial de Primeira Página em 3 de abril, defendeu a renúncia de Dilma e de Temer e a convocação de nova eleição, também esse não era um cenário provável.

Se a possibilidade de dupla renúncia não era mais levada em conta, por que então a questão foi incluída na pesquisa? O questionário já foi elaborado nesse cenário. A repetição de tendência como argumento para não publicar o resultado é incoerente com a prática do jornal por anos a fio.

Quando secretária de Redação e editora de Política, participei da elaboração de incontáveis questionários de pesquisas Datafolha. Com a limitação técnica de quantidade de perguntas, cada uma precisa ser muito bem pensada e escolhida. Não há justificativa para colocar uma pergunta e depois ignorá-la.

Na crítica que circula diariamente na Redação, questionei a abordagem da pesquisa, feita pelo jornal, subaproveitando temas políticos, ao destacar em manchete o otimismo com a economia. Reveladas as omissões, lamentei a forma como o jornal enfrentou a polêmica. Sugeri que reconhecesse seu erro editorial e destacasse os números ausentes da pesquisa em nova reportagem.

A meu ver, o jornal cometeu grave erro de avaliação. Não se preocupou em explorar os diversos pontos de vista que o material permitia, de modo a manter postura jornalística equidistante das paixões políticas. Tendo a chance de reparar o erro, encastelou-se na lógica da praxe e da suposta falta de apelo noticioso”.

A reação pouco transparente, lenta e de quase desprezo às falhas e omissões apontadas maculou a imagem da Folha e de seu instituto de pesquisas. A Folha errou e persistiu no erro.