Parabéns mais uma vez ao Sergio Moro, porque realmente cada vez mais ele comprova que é digno de ser um mito no Brasil. A sua postura no passado e no presente é excepcional e dou graças a Deus por tê-lo em nosso governo”

Jair Bolsonaro, presidente da República, em live nas redes sociais, nesta quinta-feira, 20, ao comentar a MP que permite agilidade no processo de venda de bens confiscados de traficantes, editada nesta semana.

“Aproveita Gente”, Luiz Gonzaga: Como não aproveitar diante desta convocação irresistível,para receber a sexta-feira junina, da chegada do Inverno 2019 no Hemisfério Sul? Um vídeo suntuoso e raro da música nordestina: o rei Gonzagão acompanhado de três da sanfona e da nobreza do forró, Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho. O que se poderia deseja de melhor na viagem da turma do Bahia em Pauta para festejar o São João na Zabumbada de Irecê. Pedimos folga por uns quatro dias, que ninguém é de ferro e o santo do carneirinho merece todo nosso louvor. 

 

BOM DIA DE CHEGADA DO INVERNO E BOM SÃO JOÃO PARA LEITORES E OUVINTES. PARA A MANA REGINA, QUE FESTEJA ANIVERSÁRIO NO DIA 25 (COM O BP DE FOLGA) VÃO OS PARABÉNS ANTECIPADOS E A MÚSICA SEM IGUAL DE LUIZ GONZAGA.

ATÉ A VOLTA!!!

(Vitor Hugo Soares, editor )

 

 

 

jun
21

Postado em 21-06-2019 00:25

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-06-2019 00:25

 

É o primeiro presidente a participar da Marcha para Jesus, em um impulso à sua aliança com uma comunidade que já representa 30% dos brasileiros

Para os evangélicos, a Marcha para Jesus, que acontece anualmente em São Paulo, é um dia de agradecimento a Deus por feitos e conquistas. E de  transmitir a Ele necessidades e urgências. Com uma notável diferença neste ano. Pela primeira vez um presidente da República, Jair Bolsonaro, se uniu nesta quinta-feira a centenas de milhares de crentes. O comerciante Marcelo de Oliveira veio mais um ano com sua esposa e quatro filhos para agradecer porque, como conta com imensa satisfação, é “um ex-viciado em cocaína” que há 16 anos conseguiu se livrar após duas décadas de dependência.

 
Bolsonaro durante a Marcha para Jesus, nesta quinta.
Bolsonaro durante a Marcha para Jesus, nesta quinta. MIGUEL SCHINCARIOL AFP

Bolsonaro vai por causa de uma promessa. No ano passado, o ultradireitista participou pela primeira vez. do maior evento evangélico do Brasil como presidenciável. Prometeu retornar como chefe do Estado se ganhasse. Evidentemente, é também um cálculo político. O contingente de evangélicos não para de crescer no Brasil. Eles já rondam 30% dos 200 milhões de habitantes. No Congresso Nacional, a bancada da bíblia acompanha essa expansão. Embora Bolsonaro seja católico —ainda nesta manhã visitou um monastério de Clarissas—, sua atual esposa é evangélica, assim como seus filhos. ” “Vocês foram decisivos para mudar o rumo do Brasil”, proclamou diante da multidão. “Todos sabem que nosso país tem problemas de ética, moral e econômicos. Mas sabemos que podemos ser o ponto de inflexão”.

A Marcha para Jesus, organizada pela Igreja Renascer em Cristo, ocorre há 27 anos em São Paulo, sempre no dia de Corpus Christi, com a colaboração de outro punhado de denominações evangélicas. No ano passado, reuniu 1,5 milhões de fiéis. O presidente ultraconservador tem muito a agradecer aos neopentecostais, que nele depositaram majoritariamente a sua fé diante da urna. Nesse grupo, teve 68% dos votos, frente a 50% dos católicos. Na noite da sua vitória, seu primeiro gesto foi protagonizar uma oração televisionada com um pastor. Com ele, boa parte da agenda desse coletivo (heterogêneo, insistem os especialistas) chegou ao topo do poder.

Famílias, grupos de adolescentes, de jovens, casais… uma maré de fiéis se somou a esta imensa festa que combina música a todo volume, de grupos que cantam gospel e rock cristão nos tetos dos ônibus, danças coreografadas ou não, pregações de pastores, e oração. É como um carnaval onde o ardor religioso substitui o desenfreio. Sem álcool e com muito mais bandeiras do Israel que do Brasil. “É um dia em que temos liberdade para cantar, dançar e nos divertir. Na minha igreja de agora pode (dançar), mas a anterior era muito rigorosa”, conta a cabeleireira Maria Eduarda Martin, de 20 anos, que veio com algumas primas e outros familiares.

Os participantes ouvidos tinham mais vontade de falar de Deus — das respostas que lhes oferece, de como mudou suas vidas — que do presidente da República ou de política. Mas a enfermeira Rita Pereira, de 57 anos, está convencida de que “Deus escolheu Bolsonaro para transformar o Brasil”, que boa falta lhe faz, porque “estes são dias ruins. Tem muita miséria, muita corrupção, muita prostituição, muita gente perdida”.

Estes seis meses de Bolsonaro no Governo não representaram, porém, grandes mudanças para os fiéis comuns, como concordavam todos os entrevistados na marcha. Mas não culpam Bolsonaro e mantêm sua confiança nele. Palavras diferentes, mas a mesma conclusão. “Ainda não deu tempo para as melhoras, mas vai dar. Tem muita confusão no entorno dele”, segundo a enfermeira Pereira. “Ainda está pondo ordem na casa, tentando fazer mudanças, mas não depende só dele. Quem Governa o Brasil é o Congresso, os juízes… Nem tudo está na mão dele”, explica a nutricionista desempregada Maria Santos, de 51 anos.

Participantes na grande festa evangélica do Brasil nesta quinta-feira em São Paulo.
Participantes na grande festa evangélica do Brasil nesta quinta-feira em São Paulo. N.G.G.

Heterogêneos e mais próximos do poder do que nunca

A presença do presidente Bolsonaro na Marcha para Jesus é significativa para “o reconhecimento público deste grupo social e religioso e fortalece determinadas pautas defendidas pelos líderes” que impulsionam o evento, diz Ana Carolina Evangelista, cientista política e pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (ISER). Salienta que se trata de um coletivo heterogêneo quanto a suas opiniões sobre questões sociais e os políticos com os quais se identificam, mas sustenta que “o capital social e político que a bancada partidária evangélica e líderes religiosos mobilizam neste Governo é muito significativo” e maior que sob outros presidentes. É uma conexão não só de cunho religioso, pois existe um alinhamento em políticas mais conservadoras principalmente em três dimensões: econômica, de segurança pública e moral.

As prioridades mencionadas pelos entrevistados coincidem com as dos brasileiros em geral: bons empregos, boa educação, boa saúde, mais segurança, acabar com a corrupção… ninguém menciona mudanças na lei do aborto (estipulando prazos para o aborto livre) ou o casamento gay.

A bancada evangélica é maior do que nunca: quase 90 dos 513 deputados. Mas tampouco forma um bloco homogêneo, insiste a especialista Evangelista. Ela alerta também que a relação desta comunidade e de seus líderes com o Governo sofre desigualdades, como demonstra o novo imposto sobre as igrejas que ele tentou introduzir — e foi depois retirado — e o decreto que facilita o porte de armas, um assunto que tinha e tem baixa aceitação entre os evangélicos.

A maioria dos evangélicos na marcha se incomoda com as acusações de homofobia. Eles consideram que as relações entre pessoas do mesmo sexo não são naturais, mas salientam que também são “filhos de Deus” antes de recorrer ao clássico “tenho amigos homossexuais”. Aproveitando o feriadão de Corpus Christi, todos os anos as ruas da metrópole são tomadas por multidões que representam Brasis bem diferentes. Neste domingo, a comunidade LGBT celebrará o Orgulho Gay, a maior parada desse tipo no mundo, como gostam de recordar os organizadores. Pela primeira vez, com um presidente que é abertamente hostil a eles. E tão amigo dos evangélicos.

Resultado de imagem para Merval Pereira em O Globo
 
  ARTIGO
 

 A dialética de Moro

Merval Pereira, O Globo, 20 Junho de 2019,

Ontem, na sabatina a que se submeteu, por decisão própria, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o hoje ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro desanimou os políticos que o atacaram.

Conseguiu levar o debate para o campo dialético, e a discussão acabou sendo sobre quem é contra ou a favor da Lava-Jato, quem quer soltar bandido, o que favorece muito a sua posição quando juiz da Lava-Jato.

Ficou claro que o interesse do PT é apenas soltar o ex-presidente Lula, e com isso perde-se a capacidade de contestar o ministro Sergio Moro. Apesar dos apelos dos partidos de oposição, os petistas não conseguiram discutir o tema de maneira genérica, colocando sempre em questão as condenações de Lula.

A oposição, por sinal, não conseguiu se organizar para fazer com Moro o que fez com o ministro da Economia Paulo Guedes, que acabou perdendo a paciência em momentos cruciais.

O ministro Moro garantiu que não fez treinamento formal para a sabatina, mas estava bastante tranqüilo na argüição, e teve a seu favor uma bancada em defesa da Lava-Jato.

Uma situação curiosa é que, mesmo os oposicionistas, tentavam a todo custo garantir que não estavam criticando a Operação Lava-Jato, sabendo que a sessão estava sendo televisionada pela TV Câmara.

O que ficou definido na audiência é que o crime cometido foi a invasão de celulares de autoridades brasileiras. Moro fez bem ao negar que seja o Super-Homem que o representa no boneco inflável que aparece nas manifestações e ontem foi colocado em frente ao Congresso.

Mas o fato é que enquanto contar com a credibilidade que a maioria lhe concede, e a Lava-Jato for vista como a garantia do combate à corrupção pela população, o ministro Sérgio Moro estará garantido.

É o que se chama em linguagem militar Moral high ground. A origem é o conceito de que, para vencer, há que conquistar os níveis mais altos do campo de batalha. É o que Moro está fazendo, com sucesso, até o momento.

Inclusive afirmando, quase ao final da audiência, que se for constatada alguma irregularidade, renunciaria ao cargo de ministro. Pura retórica, mas eficiente, pois se surgirem irregularidades, ele estará inviabilizado politicamente.

Moro repetiu com gosto o título de um artigo de um professor de Harvard que dizia “O escândalo que encolheu”. A não ser que apareçam coisas verdadeiramente graves, o escândalo, como apresentado pelo site Intercept e pela oposição, está realmente esvaziado.

Imagem relacionada

 

Resultado de imagem para Lucia Jacobina no Bahia em Pauta

 

CRÔNICA/CINEMA

 

Franco Zefirelli, um cineasta florentino

Lucia Jacobina

 

Como Dante na literatura, Leonardo na pintura, Michelangelo na escultura, Brunelleschi na arquitetura, Zefirellirepresentou a criação artística florentina, iniciada no Renascimento, no universo da ópera e do cinema, na contemporaneidade.Florença foi o celeiro que revelou ao mundo tantos geniais artistas e continua através de tantos monumentos a desafiar o tempo e a testemunhar sua opulência para as multidões de visitantes. No coração daquela cidade, há noventa e seis, nasceu Franco Zefirelli e ali mesmo repousará, após receber todas as honras fúnebres que lhe destinaram a fé católica e o governo italiano.

Foi com Visconti, na década de cinquenta do século passado, o início de sua carreira como assistente de diretor dos filmes “A Terra Treme”, “Belissima” e “Sedução da Carne”. Ao mesmo tempo que trabalhou como cenógrafo e diretor de óperas,em célebres montagens nos Teatro Alla Scala, de Milão, principalmente na época áurea, inclusive com divas como a lendária Maria Callas. Sua paixão pelo gênero foi tamanha que, além de encenar nos grandes palcos, levou alguns títulos a cenários naturais e filmou alguns deles, como fez com “Otelo” e “La Traviata”, de Verdi, “Turandot, de Puccini e “Cavalaria Rusticana”, de Mascagni e “Pagliacci”, de Leoncavallo. Essas realizações ficaram eternizadas no celuloide como espetáculos de uma beleza impressionante. Graças a essas iniciativas, plateias do mundo inteiro puderam ver e aplaudir no cinema e em outros recursos audiovisuais as interpretacões de Placido Domingo, Teresa Stratas e Eva Marton, dentre tantos outros renomados cantores líricos, com a música executada pelas famosas orquestra e coros dos teatros Scala e Metropolitan, sob a batuta dos célebres maestros James Levine e LorinMaazel. Os amantes da ópera agradecem.

Além desses registros operísticos, baseados em grandes compositores italianos, Zefirelli também assinou películas de grande sucesso, tendo elegido os dramas de Shakespeare como sua grande inspiração,nos filmes “Romeu e Julieta”, com OlviaHussey e Leonard Whiting, enfocando o clássicodrama adolescente do amor impossível. Do mesmo autor, também adaptou para o cinema “A Megera Domada”, com a dupla Elizabeth Taylor e Richard Burton, com cenários deslumbrantes e guarda-roupa da época.

A paixão pela literatura inglesa, despertada desde a infância, levou-o a filmar também o drama de Charlotte Brontë, “Jane Eyre”, um clássico que está sempre se renovando emremakes de outros diretores, em variadas épocas. Sua versão, protagonizada por William Hurt, Charlotte Gainsboroug e Joan Plowright é uma das mais belas que já assisti, tal como se poderia esperar de Zefirelli, embora não tenha tido a repercussão merecida aqui em nosso país. Por seu devotamento à língua, ganhou o título de “Sir”, outorgado pela monarquia inglesa.

Como testemunho da época em que viveu, e um tributo a sua cidade natal, filmou “Chá com Mussolini”, uma película tida como autobiográfica, na qual registra o fascismo italiano visto pela ótica de senhoras inglesas residentes e apaixonadas pela cultura e pela arte de Florença, desde os primeiros tumultos provocados pelos seguidores do Duce, até a libertação da cidade pelo exército americano.

Seu último longa-metragem, “CallasForever”, enfocou um dos episódios mais lamentados pelo público que foi a perda da voz e o exílio voluntário em Paris da célebre cantora. No papel de Callas, a francesa Fanny Ardant contracenando com os britânicos Jeremy Irons e Joan Plowright, um trio de excelentes atores,que contou com a mestria de sua direção.

A grandiosidade sempre presidiu as obras de Franco Zefirelli, tanto na ópera como no cinema. Para tanto, sua sensibilidade soube escolher textos de impacto dramático, atores expressivos, cenários deslumbrantes,cantores divinos, orquestras fabulosas e empreender reconstrução fiel de épocas. Enfim,  imenso talento e apurado senso estético, Zefirelli construiu verdadeiras obras-primas. Seu estilo ímpar dificilmente será imitado. Mas deixará saudades em todos os cultuadores da beleza.

 

Lúcia Jacobina é ensaísta e autora de “Aventura da Palavra”.

 

 

 

jun
21

David Miranda, que é marido de Glenn Greenwald, fundador do site, afirma que recebeu novas intimidações após publicação de mensagens atribuídas a Moro e procuradores da Lava Jato

Vazamento Lava Jato The Intercept
O deputado David Miranda, em audiência pública para divulgação da agenda legislativa pelos direitos LGBT no dia 15 de maio. Cleia Viana Câmara dos Deputados

Marina Rossi

  • O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) recebeu e-mails com ameaças de morte a ele e a sua família na semana passada. Casado há 15 anos com Glenn Greenwald, fundador do The Intercept, o deputado acredita que as intimidações têm relação com a série de reportagens publicadas pelo site do marido com base em mensagens atribuídas a Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato a partir de 9 de junho. “Comecei a receber [as ameaças] assim que fui chamado para o cargo”, afirma Miranda, por telefone, ao EL PAÍS. Desde janeiro ele substitui o deputado Jean Wyllys, depois que o parlamentar deixou o país também sob ameaças de morte. “Mas na semana passada as ameaças se intensificaram mais, com e-mails muito difíceis de digerir, falando sobre a minha família, mencionando meus cachorros, meu marido, a Marielle [Franco], vereadora do PSOL assassinada em março do ano passado]”.

Miranda conta que procurou a Polícia Federal em 13 de março e que um inquérito foi aberto. Agora, ele acredita que as novas ameaças sejam provenientes do mesmo grupo que já o intimidou no início do ano. Após as novas ameaças, David Miranda encaminhou à Polícia Federal, no dia 11, os novos relatos recebidos. A reportagem tentou confirmar com a PF o recebimento das denúncias, mas, até o fechamento desta reportagem, ainda não havia recebido resposta.

Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa do deputado, ele afirma que as ameaças que vem sofrendo via e-mail não vão interferir em sua conduta como parlamentar. “Preocupo-me com a minha segurança e da minha família e, para nos resguardar, fiz os devidos encaminhamentos às autoridades competentes”, diz a nota. Miranda, que atua na defesa dos direitos humanos e LGBT, tem dois filhos com Greenwald e afirma que as intimidações são de “grupos de ódio e homofóbicos”. Ele também diz que já está escoltado e que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), “tomou providências”, oferecendo a ele o apoio do departamento da Polícia Legislativa. “Melhorei a segurança dos meus filhos, da minha família toda em geral, e estamos resistindo”, afirmou ao EL PAÍS.

No final do ano passado, a professora e pesquisadora Debora Diniz deixou o país após relatar o recebimento de inúmeras ameaças de morte a ela, a sua família e até a seus alunos da Universidade de Brasília onde lecionava. Em janeiro, foi a vez do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) deixar o Brasil. Embora ele tenha sido reeleito em 2018, não tomou posse devido às ameaças que afirmou ter recebido do mesmo grupo que ataca Debora Diniz. Trata-se de um grupo que atua em fóruns que propagam o ódio na internet, com difícil rastreamento.

Já em março, foi a vez da filósofa e escritora Marcia Tiburi, candidata do PT ao governo do Rio de Janeiro na última eleição, deixar o país relatando ameaças. Ao jornal Valor Econômico, ela afirmou na época estar nos Estados Unidos, inscrita em um programa de uma instituição que oferece acolhida e segurança a escritores ameaçados pelo mundo, chamado City of Asylum.

jun
21

Postado em 21-06-2019 00:07

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-06-2019 00:07


 

Miguel, no

 

jun
21

A Polícia Judiciária de Paris obteve as imagens captadas pelas câmeras de segurança do hotel em que Neymar e a modelo Najila Trindade Mendes de Souza se encontraram, informa o jornal esportivo L’Équipe.

Segundo a publicação, as câmeras posicionadas nos corredores do hotel registraram o momento em que Neymar chegou e saiu do quarto de Najila.

A ação da polícia francesa atende a um pedido de cooperação internacional apresentado pelas autoridades brasileiras responsáveis pela investigação do caso. Najila acusa Neymar de agressão e estupro.

Uma fonte próxima à investigação afirmou ao jornal que as gravações podem ajudar a esclarecer “se o atleta se comportou de maneira anormal em sua chegada ou partida”.

Ontem, o advogado de Najila, Cosme Araújo Santos, pediu uma acareação entre a sua cliente e o jogador.

Brasília

 

Em quase nove horas de inquirições, o ministro da Justiça, Sergio Moro, deixou claro quem ele é agora. Não é mais o juiz da Operação Lava Jato. É agora plenamente um político que, ao ser sabatinado por parlamentares, exibe não apenas alguns argumentos como se apresenta como quem tem um gigante boneco inflável, com sua face pintada e vestindo uniforme de super-homem, na frente do Congresso Nacional como símbolo de sua base de apoio. Durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na qual ele compareceu voluntariamente nesta quarta-feira para se defender de vazamentos de diálogos que o envolvem, Moro estabeleceu um mantra que repetiu com disciplina: confrontou opositores do Governo Jair Bolsonaro (PSL) e seus questionadores como potenciais inimigos da luta anticorrupção como um todo, negou conluio com o Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros réus e tratou as reportagens publicadas pelo site The Intercept Brasil como textos sensacionalistas que servem a um “grupo criminoso” que busca “obstaculizar” as investigações.

Na audiência dessa quarta-feira, o ministro usou o termo sensacionalismo e suas variáveis em ao menos 46 ocasiões e, em outras 35 vezes disse que os investigadores e a Lava Jato estão sendo vítimas de grupos criminosos hackers. “Quem faz essas operações de contrainteligência não é um adolescente com espinhas, na frente do computador, mas sim um grupo criminoso estruturado”, disse, citando “sua percepção” a respeito da fonte das reportagens do The Intercept —o site diz ter recebido os diálogos entre Moro e procuradores de uma fonte anônima.

As respostas de Moro foram uma tentativa de evitar a abertura de um processo de investigação contra si no Senado e uma sinalização de que está disposto a conversar com os parlamentares enquanto a crise provocada pelas revelações se desenrola. É provável que, nas próximas semanas, o ministro ainda fale em alguma comissão da Câmara dos Deputados, um terreno menos seguro para os governistas, já que a oposição lá costuma ser mais estridente do que a dos senadores.

Uma das linhas de defesa de Moro foi tratar com desconfiança o The Intercept. O ministro se negou a citar o nome do site ou de Glenn Greenwald, o jornalista que coordena a equipe responsável pelas divulgações. Reclamou até que as reportagens não foram publicadas prontamente e em conjunto. “Eu li uma afirmação de que havia material para divulgar por um ano. Vão ficar por um ano divulgando isso a conta-gotas? Apresente-se a uma autoridade independente, para que seja então verificada toda a verdade, sem sensacionalismo”, cobrou.

“Se houver irregularidade de minha parte, eu saio”

Em todo o tempo da audiência, Moro perdeu o prumo em poucas ocasiões. Uma foi quando o senador Fabiano Contarato (REDE-ES) disse que seus diálogos com Deltan Dallagnol, quando ele aparece dando orientações ao procurador, reclamando da defesa de Lula ou sugerindo fontes de acusação, quebravam o “princípio da isonomia” que um magistrado tem de ter nos processos judiciais, dando o mesmo peso aos acusadores e aos defensores. Em um primeiro momento, Moro disse que o senador capixaba defendia a anulação de todos os atos da Lava Jato, o que em nenhum momento ele disse.

A outra situação foi quando o senador Rogério Carvalho (PT-SE) o questionou sobre um suposto treinamento de mídia que ele teria feito nos últimos dias para se preparar para a audiência e sobre eventuais diálogos que ele teve com o desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a corte responsável por analisar as decisões da 1ª instância. “Não fiz media training nenhum para vir aqui. Eu não preciso fazer media training para vir aqui falar a verdade. Desculpe. Se o senhor tem esses elementos, apresente então. São falsas essas afirmações que o senhor está fazendo”, respondeu irritado.

Na estratégia de defesa, o ministro evitou referendar ou negar o conteúdo das mensagens reveladas pelas reportagens. Repetia que não se lembrava de alguns diálogos (em outros momentos, também disse não se lembrar de outros detalhes perguntados e assim se esquivava de responder) e afirmava que era impossível falar com base nos trechos divulgados que não sabia se eram fidedignos, manipulados ou fraudados pelos “hackers”. Ele sugeriu ao site leve as mensagens para a análise do Supremo Tribunal Federal, para que sua legitimidade seja verificada. Quando indagado se se afastaria do cargo para passar por uma investigação, negou-se a fazê-lo e alegou não ter tido nenhuma conduta ilegal. “Se minhas comunicações com quem quer que seja forem divulgadas sem alteração e sem sensacionalismo, minhas correções serão observadas”, disse. E completou: “Não tenho apego ao cargo em si. Se houver irregularidade de minha parte, eu saio.”

Contra a acusação de que atuou em conluio com a acusação —algo que estará em escrutínio do STF que na semana que vem julgará um pedido da defesa de Lula—, tratou de ressaltar os números obtidos pela Operação Lava Jato. Segundo um levantamento apresentado por ele, nos quatro anos em que esteve à frente da operação, foram apresentadas 90 denúncias e emitidas 45 sentenças, sendo que o Ministério Público recorreu de 44 delas. “Se falou muito em conluio. Aqui é um indicativo claro de que não existe conluio nenhum, inclusive divergência”. Afirmou também que absolveu 63 dos 291 acusados. Além de seu mantra, Moro quis destacar em vários momentos as irregularidades descobertas pela Lava Jato. “O que houve foi uma captura da Petrobras, para atender a interesses especiais de agentes públicos e de agentes privados inescrupulosos”, disse.

“Quem com ferro fere, com ferro será ferido”, provocou o opositor, Paulo Rocha (PT-PA), para reclamar do “sensacionalismo” adotado frequentemente pelas operações policiais da Lava Jato. A frase também parecia estar na mente do petistas, que criticavam as declarações do ministro contra a suposta fonte ilegal do The Intercept quando ele mesmo minimizou parâmetros legais ao divulgar em 2015 os diálogos entre a então presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (ambos do PT). Na época, a divulgação resultou em uma série de protestos pelo impeachment dela e na proibição de Lula se tornar ministro da Casa Civil. Moro seria, então, advertido pelo STF por publicizar um diálogo de um presidente da República que não estava em sua alçada e pediria desculpas. Além disso, tecnicamente a gravação aconteceu quando já havia expirado o mandato legal que autorizada os grampos telefônicos. Nesta quarta, ministro afirmou que os dois casos são distintos e não poderiam ser comparados. “Ali [no caso Lula-Dilma] havia uma interceptação autorizada legalmente”, disse o ministro. “Aqui, nós estamos falando de alguma coisa completamente diferente: um ataque de um grupo criminoso organizado, hacker, contra autoridades envolvidas no enfrentamento da corrupção”.

“Cinema Brasil”, Francis Hime: um canto de exaltação ao cinema , o melhor tributo que o Bahia em Pauta poderia prestar nesta quinta-feira junina da despedida de um grande do jornalismo cultural: Rubens Ewald Filho. Valeu a passagem. Bravo. Saudades!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jun
20

Postado em 20-06-2019 00:13

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-06-2019 00:13

Do Jornal do Brasil

 

Ele estavava internado após sofrer infarto e queda

SÉRGIO ALPENDRE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quando se pensa em crítico de cinema no Brasil, normalmente o primeiro nome que vem à cabeça é o de Rubens Ewald Filho, morto nesta quarta-feira (19). Ele estava internado no Hospital Samaritano, em São Paulo, desde maio, após sofrer um infarto e uma queda.

Mesmo sem ser um crítico na acepção da palavra (ele mesmo já chegou a declarar que se considerava mais um comentarista), seu nome está no imaginário das pessoas como um crítico de cinema famoso.

Macaque in the trees
Rubens Ewald Filho (Foto: Reprodução Facebook)

Talvez isso se deva às suas constantes participações televisivas nos anos 1980 e 1990. Em uma delas, falou de um filme de Manoel de Oliveira (“A Divina Comédia”, de 1991), como uma nova definição da palavra “chato”, provocando a ira de muitos cinéfilos admiradores do mestre português.

Talvez, para alguns mais antenados, a fama se deva aos valiosos guias de vídeo que lançou também nessas décadas, com um mapeamento exaustivo dos lançamentos brasileiros (mesmo quando anteriores às chamadas fitas seladas). Esses guias foram de imensa importância para o início da cinefilia naqueles tempos, e só por eles seu nome já merece um espaço no olimpo.

Seja como for, quantos de nós não ouvimos a expressão “é o novo Rubens Ewald Filho”, quando começamos a trilhar o caminho por vezes ingrato, mas sempre apaixonante, da crítica? É quase automático, o que de certo modo é um mérito.

E ele, certamente, era apaixonado. Não tanto pelo pensamento ou pela crítica como análise da forma e das forças que compreendem a produção de um filme. Mas certamente pelo cinema, pelas grandes atrizes (o amor por Debbie Reynolds é conhecido), pelos grandes filmes.

Sua concepção de cinema, como deu para perceber no comentário sobre o filme de Oliveira, era mais aberta ao popular e ao clássico. Gostava de filmes comunicativos e divertidos, embora reclamasse quando esses mesmos filmes ofendiam a inteligência do público.

Santista de nascimento, iniciou a carreira na Tribuna de Santos, partindo daí para muitos outros veículos, incluindo canais de TV. Em 1977, um dos anos mais produtivos de sua imensa carreira, lançou o “Dicionário de Cineastas”, importante compêndio de realizadores do mundo, com comentários sobre todos eles.

Foi roteirista de filmes (“Elas São do Baralho”, “A Árvore dos Sexos”), novelas (“Éramos Seis”, “Gina”) e também ator de cinema, participando de “Amor Estranho Amor” (1982), de Walter Hugo Khouri, “Independência ou Morte”, de Carlos Coimbra, entre outros. Foi também diretor de teatro (“O Amante de Lady Chatterley”, por exemplo).

Ultimamente, Rubens Ewald Filho era mais conhecido por seus comentários na noite do Oscar, quando desfilava o imenso repertório cinematográfico identificando os filmes, atores e diretores dos famosos clipes da cerimônia.

Com sua prematura partida, o amante de cinema perdeu um importante aliado.

  • Arquivos

  • junho 2019
    S T Q Q S S D
    « maio    
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930