Nós temos de dizer em alto e bom som dentro do PT, para nossa companheira Dilma ouvir e para os nossos deputados e militantes ouvirem, que nós precisamos começar a dizer o que nós vamos fazer nesse segundo mandato, qual a política de desenvolvimento que nós vamos colocar em prática, qual é o tipo de indústria que nós vamos incentivar”

Lula, ex-presidente da República, fundador e principal líder do PT, em discurso na noite de ontem (24), durante encontro com petistas em São Paulo.

abr
26

Postado em 26-04-2015 00:26

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-04-2015 00:26

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Governo amplia perdas do servidor estadual

Continuando uma política de arrocho salarial iniciada no governo de Jaques Wagner, a proposta de reajuste do funcionalismo estadual, já acatada pelas entidades representativas dos servidores, mas ainda não aprovada pela Assembleia Legislativa, determinará um perda de 3,41% em relação ao período janeiro-dezembro de 2014, quando a inflação alcançou 6,41%.

O cálculo foi feito por um servidor público que pediu reserva de seu nome, em resposta à afirmação do líder do governo, deputado Zé Neto, de que, “nos anos anteriores, o cumprimento da data-base nunca aconteceu”. A fonte lembrou que, realmente, muitos governos não enviaram a mensagem à Assembleia em janeiro, no entanto, “o reajuste respeitava a data-base porque era retroativo”.

A proposta oficial, que foi protocolada hoje(sexta-feira, 24) na Assembleia, é de aumento de 3,55% retroativos a março e 2,91% a partir de novembro, quando a reposição da inflação do ano passado exigiria a aplicação do índice de 6,41% desde janeiro.

“A trapaça”, segundo a fonte, “começou em 2013, quando o governo Wagner descobriu o mapa da mina, aplicando reajustes segmentados e sem retroatividade”. Grosso modo, de lá para cá, o salário do funcionalismo foi achatado em cerca de 10%. “Como a coisa vem dando certo, o governo Rui Costa resolveu dar uma garfada mais profunda”, completou.

Contestação fica difícil até para a oposição

O debate sobre o reajuste é aguardado com expectativa na Assembleia, quando nada pela curiosidade de se saber como se comportará a bancada da oposição, pois se os maiores interessados, que são os servidores, aceitam, pelos seus representantes, a proposta do governo, pode ser difícil para um deputado posicionar-se contrariamente.

Um exemplo da placidez com que as entidades sindicais receberam a proposta está na declaração de um diretor do Sindicato dos Fazendários durante a “negociação”, praticamente justificando a tunga, pois, se o governo anterior previra um dispêndio de R$ 300 milhões para pagar o reajuste linear, o impacto passaria a R$ 800 milhões em razão da taxa de inflação.

Médicos e professores do Estado se insurgem contra o “acordão” e prometem manifestações, o que talvez dê um alento para a oposição. Mas de pouco adiantará, porque, se unidos os servidores já não conseguem nada, divididos a derrota será ainda mais provável.

Sérgio Ricardo, ontem, hoje e sempre, fundamental!!!

BOM DOMINGO!!!

(Gilson Nogueira)

abr
26

Postado em 26-04-2015 00:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-04-2015 00:23

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS DIOGO MAINARDI E MARIO BONFIM)

De Dilma Rousseff a Dilma Rousseff

O Antagonista leu no UOL que “após mais de dez horas reunida com ministros e presidentes de instituições bancárias públicas no Palácio da Alvorada, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff encerrou o encontro sem qualquer definição para seu novo plano de desenvolvimento da infraestrutura nacional. De acordo com assessores da presidente, a reunião não foi conclusiva, portanto, outras reuniões ainda terão de ser agendadas. Não há previsão de quando ocorrerão esses próximos encontros.”

Dez horas é o tempo de voo entre São Paulo e Nova York. A diferença é que você chega ao seu destino.

No governo de Dilma Rousseff, você demora dez horas para ir de Dilma Rousseff a Dilma Rousseff. Ou seja, para sair do nada e chegar a lugar nenhum.

abr
26

Postado em 26-04-2015 00:22

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-04-2015 00:22


Caó, no portal de humor gráfico A Charge Online

abr
26

Postado em 26-04-2015 00:21

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-04-2015 00:21


Equipes de resgate no Nepal. / Reuters Live

DEU NO EL PAIS

Mais de 1.300 pessoas morreram, quase 2.000 estão feridas e um patrimônio cultural incalculável foi destroçado no terremoto de 7,9 graus na escala Richter que sacudiu o Nepal neste sábado, segundo as últimas estimativas oficiais, citadas pela agência Reuters. É a pior catástrofe natural sofrida pelo país desde 1934, quando outro terremoto deixou cerca de 8.500 mortos.

O tremor, que teve epicentro a 150 quilômetros a oeste de Katmandu, afetou também a Índia, onde foram registradas mais de 30 vítimas fatais, e o Tibete, onde as autoridades chinesas confirmaram a morte de pelo menos uma dezena de pessoas. Também causou uma avalanche no Everest, provocando a morte de mais de dez alpinistas, embora alguns meios de comunicação locais informem a cifra de 18.

Na capital do Nepal, onde vários edifícios desmoronaram, milhares de pessoas optaram por passar a noite ao relento, apesar da chuva que cai nesta noite sobre a cidade.

Aproximadamente metade das vítimas fatais confirmadas até o momento faleceu no vale do Katmandu, uma das regiões mais densamente povoadas do Nepal. Mais de vinte réplicas sacudiram o país depois do primeiro terremoto. Segundo mensagem do ministro de Finanças do Nepal no Twitter, em Barpak Larpak, zona do epicentro, “cerca de 90% de aproximadamente mil casas e cabanas foram destruídas”.

Os hospitais do país, de 28 milhões de habitantes e um dos mais pobres do mundo, estão completamente lotados e constantemente solicitando doações de sangue. Os trabalhos de resgate e auxílio são dificultados pelos estragos nas redes de comunicação e elétrica do país, que já são insuficientes. O Governo do Nepal alertou que o tremor pode aumentar os blecautes já enfrentados pelos cidadãos.

Vários monumentos desta capital de enorme riqueza histórica foram derrubados pelo terremoto. Imagens distribuídas pelas testemunhas através da Internet mostram tesouros como a praça Patan Durbar, considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, na qual seus antigos templos hindus de madeira desmoronaram. Da torre Dharara, do século XIX, um dos símbolos de Katmandu e com 62 metros de altura, resta menos do que um toco. O monumento, no qual nos últimos dez anos era possível subir para admirar a paisagem da cidade, despencou causando a morte de dezenas de pessoas. Cerca de 200 pessoas haviam comprado ingressos para visitar o monumento neste sábado.

Segundo o site nepalês eKantipur.com, “monumentos históricos como a torre Dharara e as praças de Basantapur Durbar e Patan Durbar ficaram completamente destruídas”. O aeroporto Thribhuvan da capital, que fechou inicialmente como consequência do terremoto, voltou à normalidade poucas horas depois.

O Governo nepalês declarou estado de crise nacional e estabeleceu um fundo de 500 milhões de rupias nepalesas para a reconstrução da infraestrutura. O primeiro-ministro Sushil Koirala cancelou a visita oficial que faria à Indonésia e pediu aos cidadãos para que ajudem na medida do possível as tarefas de resgate.

Vários países ofereceram ajuda: o primeiro a chegar foi um avião militar Hércules da Índia, que transportava 3,5 toneladas de medicamentos e material de ajuda e uma equipe de 40 pessoas especialistas em tarefas de auxílio. Nova Déli tinha previsto enviar também um hospital móvel.

O Governo espanhol expressou consternação pelo terremoto e transmitiu suas condolências aos familiares das vítimas e às autoridades dos países afetados. Em um comunicado, o Ministério de Relações Exteriores informa que o Executivo transmite sua “solidariedade” e “proximidade máxima com o povo” nepalês, segundo a agênciaEfe, e afirma que, por enquanto, não há vítimas espanholas.

O terremoto representa um duro golpe para o Nepal em momentos difíceis. O país, encaixado entre a Índia e a China e sobre algumas das montanhas mais altas do mundo, tenta superar a crise causada pelo assassinato da maior parte da família real em 2001, cometido pelo príncipe herdeiro, Dipendra, antes de se suicidar. Em 2008, a monarquia foi abolida depois de uma rebelião maoísta.

O Governo atual tenta diversificar a economia, dependente do turismo e da agricultura, e ensaiou uma aproximação com a China, sem deixar para trás seus tradicionais laços com a Índia. Um dos projetos que avalia para sair do isolamento é a possível construção de uma linha de trem que conecte o país com a China através do Tibete.

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Um trem para São João Del Rei

Janio Ferreira Soares

Quando o rádio do carro sintonizou a Inconfidência de Belo Horizonte e a
quase voz de Beto Guedes começou a pedalar por alguns tesouros da minha
juventude, respirei fundo, olhei pra Valéria cochilando placidamente com a
cabeça recostada numa surrada malha cinza e então senti que valera a pena ter
escolhido um destino diferente dos de sempre. Tiradentes – cuja placa sinaliza
com mais segurança que o chato do Waze -, está a pouco mais de 200 km e é pra lá que embica a ponta do nariz deste velho gerado e cuspido às margens de um rio nascido bem no topo de uma dessas serras com jeitão de tios na varanda e jipe na estrada. Avante.

Depois de
algumas horas deslizando entre curvas transversas, formigueiros gigantes e
panelas de pedra e cobre, finalmente surge uma cidadezinha que tanto pode ser
Olinda – com Lô Borges na sacada de um sobrado no lugar do velho Alceu -, como
o Pelourinho – neste caso com Tancredo flanando de anjinho barroco no lugar do
babalorixá da cabeça branca ameaçando latanhar lombos insurgentes com seu
chicote de cinco pontas.

Já na
varanda da charmosíssima Pousada Oratório, vejo o entardecer cercando a Serra
de São José e me lembro da igualmente bela Serra do Padre, que até a inundação
da minha aldeia era a paisagem que eu via ao correr, camisa aberta no peito,
pelas ruas de piçarra e becos mal-assombrados. Na sequência um triste apito
quebra o silêncio quase sepulcral e – pena – espanta um jacu solenemente
pousado pertinho da minha janela. Trata-se da Maria Fumaça chamando para a
última viagem do dia em direção a São João Del Rei. Escurece nas Gerais.

Como na
canção de Milton – que nessas bandas soa num diapasão próprio -, noite chegou
outra vez e agora homens e mulheres invadem as ruas de pedras que, se no
passado foram trilhas de lamento e dor, agora servem de cenário para outro tipo
de escravidão, esta conduzida por aspirantes a Djavan se esgoelando em sonhos
de um dia virem a sê-lo, embora, pelo jeito, continuarão pertencendo ao
esforçado grupo de primos de terceiro grau do vizinho do tio de Jorge Vercilo.

Fujo da
saraivada de valei-me Deus é o fim do nosso amor e, já sem nenhuma esperança de
encontrar uma sonoridade que justifique a paisagem, ouço um sax e uma guitarra
acústica num boteco chamado Conto de Réis, que parece sediar um convescote de
sócios fundadores do Clube da Esquina. Saco do bolso minha carteirinha – com
direito a uma acompanhante -, peço uma Germana e Fly Me To The Moon (numa
levada mais torresmo que hot dog) finalmente me salva de findar a noite embaixo
do pé que brotou Maria. Ao trem.

Se os
vagões fossem azuis o lado A estaria completo, pois de resto revejo vários elementos
que embalam meus dias de boa música. O velho maquinista com seu boné; o Sol na
cabeça; andorinhas fazendo buracos no meio do Céu, e até um girassol da cor do
cabelo de uma menininha acenando da janela de uma casinha de palha. Mais Minas, impossível.

Janio Ferreira Soares , cronista, é secretário de Cultura da Paulo Afonso, na margem do Rio São Francisco, que nasce em Minas e corre para a Bahia.

abr
25

Postado em 25-04-2015 13:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 25-04-2015 13:08

BOA TARDE!!!


Máximo Kirchner algemado: já pensaram
uma capa assim no Brasil?

ARTIGO DA SEMANA

Imprensa: Algemas de Máximo, herdeiro dos Kirchner

Vitor Hugo Soares

Ando apressado e quase às cegas pelo amplo, moderno e sempre movimentado aeroporto internacional de Buenos Aires (Ezeiza) à procura da área de embarque, para retorno ao Brasil. Ainda assim é impossível não perceber e acusar o impacto do apelo gráfico e jornalístico da capa da revista semanal Notícias – a VEJA da Argentina, mal (ou bem?) comparando -, com a foto de Máximo, o jovem herdeiro e gestor dos negócios dos Kirchner, algemado. Carrego na mão, de volta a Salvador, um exemplar da incendiária edição.

Depois de rápido e sempre memorável reencontro com Buenos Aires, a amada cidade de tantas idas e vindas desde o começo da carreira profissional (o primeiro e mais turbulento, no início dos anos 70, ainda como repórter do jornal A Tarde, e a maioria dos demais e sucessivos já na sucursal do Jornal do Brasil na Bahia), constato mais uma vez: a cidade segue linda, mesmo que não tão florescente quanto aquela do tango famoso de Gardel. Sua gente, sua cultura, seu jeito particular de ser e sua imprensa, no entanto, não param de surpreender a este calejado viajante.

Agora, por exemplo, na mais influente revista da Argentina, edição que começou a circular no Domingo de Páscoa, o filho da presidente Cristina Kirchner aparece do jeito que os brasileiros estão se acostumando a ver, nos desfiles de figurões da política e dos negócios do País, desde o processo do Mensalão. Tudo ampliado, ultimamente, depois da Operação Lava Jato e o escândalo sem tamanho de saque à Petrobras, que multiplicaram os desfiles de malfeitores de colarinho branco a caminho das celas da Polícia Federal em Curitiba, para se entenderem com o juiz Sergio Moro.
Quer mais? , vá em frente então.

A chapa esquenta, ferve e já quase incendeia a política na casa do vizinho à beira do Rio da Prata e da Cordilheira dos Andes. São os primeiros e agitados movimentos da campanha presidencial pela sucessão da atual ocupante da Casa Rosada, no ocaso de seu segundo mandato. Cristina não pode legalmente disputar um terceiro mandato, nem parece ter mais cacife político e eleitoral para tanto, mas trabalha dia e noite, às escâncaras e às escondidas, para de alguma maneira manter a “dinastia dos Kirchner” no centro do poder.

Sob esse ponto de vista, a capa de Notícias, de grande influência, principalmente na classe média portenha, parece devastadora. Ao fundo da imagem do jovem e badalado herdeiro, e administrador da fortuna do clã mais poderoso do país, aparece com algemas nos punhos para a frente. E o título. “Máximo Kirchner: A foto mais temida por Cristina”.

Mais abaixo, a chamada de primeira página:

“A Justiça Federal pensa em interrogá-lo. Indagar-lhe sobre lavagem de dinheiro. “Vingança abutre?”. Tensa reunião em Olivos (palácio residencial da presidência da República, nos bucólicos arredores da capital portenha) para decidir sua defesa midiática. O karma de ser líder e uma candidatura “por fueros” (privilégios).

Nas páginas internas, o título da reportagem: “Heredero en la Mira” (Herdeiro na Mira). O texto começa dando a palavra ao acusado: “Mais do mesmo”, diz Maximo Kirchner para negar as suspeitas lançadas sobre ele, de ser detentor de contas no exterior da ordem de 62 milhões de dólares. “Mais do mesmo” se poderia questionar também pela falta de transparência de seus atos e de sua mãe, presidente da Nação”, contesta a revista em sua reportagem de fundo.

Mais não conto, “nem que a vaca tussa”, para usar expressão da nossa ocupante do Palácio do Planalto, no tortuoso começo de seu segundo mandato. Mas informo que no site de Notícias é possível ler tudo dessa história imprópria para menores. O fato é que passei por Ezeiza, quando os primeiros e apaixonados movimentos da campanha presidencial começavam a incendiar a Argentina mais uma vez.

Em visita à Rússia, entre abraços, acordos com pagamentos em pesos ou em rublos, e juras de amizade eterna ao colega Putin, a mandatária deu entrevista à cadeia estatal russa RT. Mexeu com governistas e oposicionistas de seu país ao afirmar que não terá favoritos à sua sucessão. “Favoritos têm os reis, isso não é da democracia, é da monarquia”. O analista portenho Pablo Mendelevich contesta no La Nacion. “Se confirmou: na Argentina há, ou houve até bem pouco, uma monarquia. É assombroso que exatamente Cristina Kirchner opine que quando um presidente tem um favorito para sucedê-lo não há democracia”. E fico nesta parte, porque a história é longa e crua. Interessados no todo procurem a edição de ontem (24) no site do La Nacion.

Neste domingo, e neste ambiente carregado de eletricidade, a população de Buenos Aires vai às urnas nas primárias para as eleições provinciais de julho que vêm, três meses antes das presidenciais. Para este sábado, 25, as previsões sombrias são de que as cinzas da violenta erupção do vulcão chileno Cabulco, que acordou de repente depois de dormir durante quase meio século, cobrirão a capital federal argentina, depois de causar estragos na famosa cidade turística de Bariloche, na província de Neuquén, bem pertinho do local de origem do clã (ou da família imperial) Kirchner. Em Neuquén já se falava ontem em suspender a eleição local de domingo, diante do desastre.

É este o cenário que Cristina Kirchner encontrará no seu retorno da badalada visita ao reino de Putin. O resto, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. Editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

abr
25

Postado em 25-04-2015 00:27

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 25-04-2015 00:27

BOM DIA!!!

abr
25

Postado em 25-04-2015 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 25-04-2015 00:06