Hoje, realmente, o índice [de aprovação do governo] é muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. (…) Se continuar assim, eu vou dizer a você, 7%, 8% de popularidade, de fato, fica difícil”

Michel Temer, vice-presidente da República e principal líder nacional do PMDB, durante mais uma rodada de conversas com pesos pesados do empresariado de São Paulo. Ao fazer avaliações sobre as dificuldades , os tropeços e a perda de popularidade do do governo e as chances de Dilma levar a cabo os mais de três anos que faltam para o fim do segundo mandato, apesar da sua propalada capacidade de resistir a pressões.


Mujica: como um pop star
entre os jovens no Rio

ARTIGO DA SEMANA

Mujica e a nau dos insensatos no Brasil

Vitor Hugo Soares

O ex-presidente do Uruguai esteve no Brasil semana passada. São comoventes e exemplares algumas imagens que José “Pepe” Mujica deixou no rastro da sua passagem. Somadas com atitudes e palavras em atos e encontros durante a visita para não esquecer.

Principalmente o ex-presidente Lula e a atual ocupante do Palácio do Planalto, mas também políticos do principal partido de “sustentação” aos atuais donos do poder e outras legendas, grupos de interesses e figuras que o cercam na hora em que o governo e seus principais personagens cada vez mais se assemelham ao painel humano e político retratado em “A Nau dos Insensatos” (Ship of Fools), célebre romance de Katherine Anne Porter, depois levado às telas por Stanley Kramer, em filme cultuado há mais de 50 anos.

Os dois flagrantes fotográficos são do diário espanhol El País (edição do Brasil). Ilustram o texto da excelente reportagem assinada por Felipe Betim sobre o fim de semana, brasileiro, de Mujica. A mais impressionante (e alentadora), mostra o ex-dirigente uruguaio brilhando como um astro pop no Rio de Janeiro. Em época de tanta desilusão política, quase 10 mil jovens lotaram a concha acústica da UFRJ, para ver, ouvir e aplaudir o visitante.

Na outra fotografia, colhida em São Paulo, durante um seminário internacional, aparece Lula agarrado na cintura do ex-colega, enquanto Mujica o encara com ar que mistura surpresa e desalento. A cena passa a inevitável mensagem de “abraço de afogado”, que constrange. Nas duas cenas, no entanto, Pepe Mujica é o foco estelar. Um incrível senhor de 80 anos, tipo pacato, normal, que dá um show de sensatez, decência e grandeza modelar de figura humana e homem público. No Brasil, faz quase um sermão de avô, e a explicação para tamanho sucesso é tão simples quanto sua figura e suas palavras (à parte, é claro, registra o jornal espanhol, que ele regulamentou o uso da maconha em seu país): “Existem determinados elementos do nosso cotidiano político que deixaram de ser naturais e se tornaram insultantes”.

Pelos padrões atuais da política brasileira, em especial os do petismo no poder, o líder uruguaio e global tinha tudo para não dar certo. Descreve o repórter Felipe Betim: “José “Pepe” Mujica anda encurvado, devagar. Dirige um Fusca, veste um terno meio surrado, não corta a unha do pé, possui uma pança imensa e evita a todo o momento o contato visual. Sua fala é mansa, doce. Diz coisas óbvias, sensatas, que qualquer outro velho camponês poderia dizer. A última no sábado passado, ao lado do ex-presidente Lula: “Os políticos devem aprender a viver como a maioria do país, não como a minoria”. Na mosca!

Pego então um assento no avião da memória, e vou parar na beira do Rio da Prata. Tantas foram, que perdi a conta das vezes em que estive no Uruguai. Houve um tempo, quando trabalhava na sucursal do Jornal do Brasil, em Salvador, que marcava férias sempre para 1º de abril (reinavam ditaduras praticamente na América Latina inteira e aimplacável Operação Condor rondava solta). Sabia dos perigos e sobressaltos políticos e pessoais a que estava sujeito então. Mas valia a pena, pelo aprendizado do exemplo.

Na véspera do meu período de descanso começar a correr oficialmente, eu pegava um avião para Porto Alegre. À noite, na capital gaúcha, tomava o ônibus leito da “Puma” ou da “TTL” e, bem cedinho, na manhã seguinte, com a alma aos pulos, descia em Montevidéu: no histórico terminal bem no centro da capital sul americana, com lugar cativo para sempre no coração do jornalista desde a primeira chegada, nos anos 70, sob um frio de rachar, na companhia do saudoso amigo e brilhante advogado, Pedro Milton de Brito, depois compadre e presidente da OAB-BA, além de corajoso e destacado conselheiro federal da Ordem mais de uma vez, quando a OAB era símbolo e razão de orgulho entre as entidades de resistência democrática, sempre altiva e independente dos poderosos da vez .

A visita de Mujica me fez recordar das idas e vindas ao Uruguai. Das ruas de Montevidéu, seu povo, seus líderes, seus cafés povoados de exilados brasileiros (Brizola, Dagoberto Rodrigues, Paulo Cavalcante Valente, entre tantos outros e a gente do lugar nas mesas em volta – atenta, solidária, educada e generosa . Recordei também do amigo Pedro, um tipo de quem o líder uruguaio seguramente iria gostar e admirar, se é que não se bateram alguma vez em algum café, restaurante, bar ou calle na querida e acolhedora cidade à beira do Prata.

Alguém de palavras que incomodam, como um cisco no olho, acompanhadas de conduta pessoal que condiz com o que prega. Virtudes que fizeram com que esse ex-guerrilheiro Tupamaro (Tupas como a gente chamava então), tão normal e tão humano, alcançasse a presidência do Uruguai em 2009 e o status de guru e filósofo internacional de toda uma geração”. Que bom!

E quanta diferença do Brasil deste setembro dos insensatos discursos e ininteligíveis entrevistas da presidente Dilma. Ou do boneco inflado do ex-presidente Lula vestido de presidiário que percorre o pais e que faz tremer petistas só em pensar que o espantalho pode ser a maior atração civil do 7 de Setembro em Brasília e no resto do País, nos desfiles desta segunda-feira. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

set
05

Postado em 05-09-2015 01:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 05-09-2015 01:11


BOM DIA!!!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Socialista da “boquinha”

Roberto Amaral, ex-presidente petista do PSB, chamou Michel Temer de golpista. Amaral teme perder a boquinha no conselho de administração da hidrelétrica Itaipu Binacional, que virou reduto de gente como João Vaccari, Gleisi Hoffmann e (quase) Paulo Bernardo.

Aliás, Amaral podia explicar ao Antagonista o que houve com o meio bilhão injetados na Cyclone Alcântara Space, a empresa de lançamento de foguetes que até hoje não lançou um petardo.

Amaral já quis construir a bomba H, agora é só H

set
05

Postado em 05-09-2015 00:40

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 05-09-2015 00:40


ACM em campo:foto histórica do fotógrafo Walter Lessa,
publicada no livro do filho, Valter Pontes, lançado ontem,
4 de setembro, data de nascimento do ex-senador
e ex-governador da Bahia.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Só no totó

Pelo livro do fotógrafo Valter Pontes, ficamos sabendo que o falecido senador Antonio Carlos Magalhães, na flor dos 18 anos, jogava na lateral esquerda do Ypiranga. E não era de chutar canela de ninguém.

set
05

Postado em 05-09-2015 00:39

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 05-09-2015 00:39


Clayton, no jornal O Povo (CE)

set
05

Postado em 05-09-2015 00:37

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 05-09-2015 00:37

DO EL PAIS

Um corpo pequenino, de bruços, na areia da praia turística de Ali Hoca Burnu, na Turquia. Aylan Kurdi, de apenas três anos, vestia
, vestia shorts azul e uma camiseta vermelha e foi encontrado morto na beira do mar na manhã da quarta-feira. Foi retirado da areia por guardas costeiros juntamente com outros corpos, incluindo o do irmão, de cinco anos, e a mãe. A imagem, retrato do drama dos refugiados no mundo, sensibilizou o mundo.

Com base no retrato de Aylan, diversas pessoas ao redor do globo fizeram desenhos em homenagem que se espalharam pelas redes sociais com a marca #kiyiyavuraninsanlik, algo como “a humanidade se choca contra a costa”.

The Pied Pipers,Dream,para ouvir e meditar até chegar o sono que levará aos sonhos e ao sábado!!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

set
04

Postado em 04-09-2015 18:28

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 04-09-2015 18:28


Mariana Teles:crime imperdoável clama reação

Amor já!!!(e Salvador mobilizada)

Gilson Nogueira

O bandido mete uma bala no pescoço de uma jovem indefesa, em fuga, após tentativa de assaltá-la, provocando a morte imediata da estudante de medicina. No jornal Correio, o monstro aparece, preso, com a intenção de desculpar-se aos familiares da moça, por haver tirado-lhe a vida, ela, futura salvadora de vidas da cidade de Salvador de todos os absurdos.
“Ele pisou no pé da jovem ???!!!”
Indignado, como a Bahia inteira, ligo o computador, para deixar escorrer por suas teclas as lágrimas de um adeus permanente, um adeus eterno, que também é meu ( e, de quem me lê ) e que não irá embora, como tantos que, diariamente, acompanham os enterros das vítimas da violência descomunal da capital do berimbau. Chega! É hora de ação, mais ação, como a que resultou na prisão de parte do bando do cínico matador do Costa Azul.
Todos os bairros de Salvador e de sua Região Metropolitana (RMS) sofrem da doença do medo, provocado, principalmente, pelo desamparo, ante a escalada do crime. Urge o policiamento em alta escala, dia e noite, noite e dia, capaz de minimizar, pelo menos, o sofrimento dos pais de família que saem para o trabalho e não sabem se voltam para casa diante da presença do criminoso em sua própria rua.
É hora de uma grande passeata da sociedade pedindo aos poderes constituídos maior presença do Governo, através da suas forças policiais, em todos os bairros da cidade, com a utilização de equipamentos de ponta e de pessoal altamente qualificado, a fim de garantir, ainda que não venha a ser de forma definitiva, a paz que todos precisam para tocar a vida, cada vez mais difícil, principalmente, para os que vivem do salário mínimo. Estamos em um beco sem saída? Não. A justiça será feita. Deus Está ao Nosso Lado.
E mais, parte da torcida do Bahia, que agrediu os jogadores do Esquadrão de Aço, no último jogo do time, no Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, precisa refletir sobre o que fez. Não há justificativa capaz de convencer o velho torcedor que a violência estimulada pelo ódio dos que vivem nos inferninhos da vida seja capaz de mudar as coisas para melhor. Só o amor edifica.

Gilson Nogueira é jornalista

DO EL PAIS

Antonio Jiménez Barca / Carla Jiménez

De São Paulo

Em meio a uma semana de fortes especulações sobre a falta de sintonia entre a equipe econômica do Governo Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse ao EL PAÍS Brasil que não pretende sair do cargo. “Não tenho a intenção de deixar o Governo”, afirmou ele na noite desta quarta-feira, quando questionado sobre o tema que movimentou o mercado. A declaração faz parte de uma entrevista, já marcada com o jornal, que será publicada na íntegra neste domingo. Na segunda-feira, dia 7, Levy vai participar de um evento sobre infraestrutura, em Madri, promovido pelo EL PAÍS.

O ministro reiterou sua permanência à frente da Fazenda no mesmo dia em que a presidenta Dilma Rousseff utilizou uma entrevista coletiva para desmentir os rumores de que ele estivesse desgastado dentro do Governo. A possibilidade de que Levy deixe Brasília abalou a confiança do mercado financeiro, que vê nele um alicerce para a frágil economia neste momento. Nesta quinta, o dólar disparou porque os boatos sobre a sua saída se espalharam como pólvora entre os investidores, o que obrigou Levy a adiar sua viagem para a Turquia, onde participaria da reunião do G-20, para atender a um chamado de Rousseff a participar de uma reunião improvisada com ele, e seu colega do Planejamento, Nelson Barbosa, além do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

“É evidente que fica. Ele tem compromisso com o Brasil. Tem compromisso com o projeto. Sabe da importância do trabalho que ele tem com a sétima economia do mundo”, afirmou Mercadante depois do encontro. “Em um momento de estabilidade tem uma aliança entre os mal informados e os mal intencionados. Tem gente especulando e tentando ganhar dinheiro com turbulência, mas pode ter certeza que isso não está na pauta do Governo. Ele mesmo já disse eu estou reafirmando, ele está na equipe, ajuda muito e vai continuar ajudando o Brasil”.

Mercadante garantiu que há um clima de “convergência” – uma expressão bastante utilizada inclusive por Levy em sua conversa com o EL PAÍS – , entre a equipe do Governo.

A presidenta já havia qualificado como um “desserviço para o país” as informações que circularam ao longo desta semana, de que o titular da Fazenda está desgastado. Os boatos sobre a sua saída só cresceram depois que Levy apareceu, nesta segunda-feira, ao lado de Nelson Barbosa, para apresentar o Orçamento de 2016, reconhecendo um déficit de 30 bilhões de reais. Normalmente falante, Levy estava calado. Coube a Barbosa dar todas as explicações necessárias. Mas o desconforto do ministro era nítido entre os jornalistas que acompanharam a coletiva de imprensa.

Levy se sentiu contrariado com a apresentação final do Orçamento, pois ele desejava apresentar uma proposta com mais cortes e sem déficit. Foi voto vencido nas negociações com o ministro Barbosa. Apesar de não ter ficado 100% satisfeito, o ministro manteve, então, seus compromissos na agenda e suas viagens para a Turquia e para Madri confirmadas. Na conversa com o EL PAÍS, ele estava de bom humor e confiante na evolução do seu projeto para retomar a confiança. “Em 2016 já veremos trimestres de crescimento”, afirmou.

A bolsa de apostas sobre o tempo de permanência do ministro da Fazenda no Governo de Rousseff começou desde o primeiro dia em que ele assumiu o cargo no dia primeiro de janeiro. A impressão geral de seus colegas economistas é que ele não aguentaria trabalhar num ambiente em que a liderança não acata medidas impopulares. Mas Levy saiu-se vitorioso em uma série de medidas consideradas neoliberais para um Governo petista, e despertou a fúria de categorias que se sentiram atingidos pelas suas tesouras.

Para o mercado financeiro, Levy representa um bastião de estabilidade ao lado do vice-presidente, Michel Temer. Há quem atribua a manutenção do grau de investimento do país ao ministro, que trabalhou por três anos no Governo Lula, e antes de aceitar o convite de Rousseff esteve no Bradesco. Por isso, sua saída seria considerada desastrosa num momento delicado em que o Executivo e o Congresso tentam se pacificar. A opinião geral é que Levy é respeitado no Parlamento. Mas o momento de incertezas do país, com um imbróglio político que parece infindável, virou terreno fértil para as especulações sobre o quanto o ministro vai aguentar o clima de pressão política, ou se a presidenta pode ceder a setores do próprio PT que gostariam de ver o economista fora do cargo.

set
04

” Até o Fim”, de Carlos Lyra e Marcos Valle, na onda da Bossa!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)