Vou zelar pela segurança da minha família, dos meus filhos. Decidi encerrar minha carreira na advocacia. Fechei o escritório”

Beatriz Catta Preta, advogada, uma das principais especialista do País no direito da delação premiada, defensora de nove acusados da Operação Lava-Jato, afirmou, ao anunciar em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, desta quinta-feira, 30, que pretende abandonar a profissão por se sentir ameaçada por integrantes da CPI da Petrobras.

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Postado em 01-08-2015 02:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 01-08-2015 02:11


Dilma e governadores no Alvorada:”olha o passarinho!”


ARTIGO DA SEMANA

Governadores e Dilma no País do Faz de Conta

Vitor Hugo Soares

Em épocas temerárias, nas horas de travessias complicadas e tempestuosas – tipo as desta passagem complicada de julho para agosto – há, no Brasil, os que oram, os que lutam e os que choram. Recordo minha mãe, que fazia as três coisas quase ao mesmo tempo em outros períodos parecidos de crises, embora menos cavernosos que os atuais.

Sertaneja de fé e de coragem que foi até morrer, dona Jandira apostava piamente, antes e acima de tudo, no poder das suas preces e dos seus santos de devoção: “o divino e manso São José” e Santo Antônio, pregador impetuoso de Pádua, padroeiro de Glória, a cidade da minha infância à beira do São Francisco, rio da minha aldeia que mingua a olhos vistos e pede socorro urgente, sem ser escutado.

A presidente Dilma Rousseff (PT) prefere pedir arrego aos governadores estaduais, na improvisada e óbvia reunião do Palácio da Alvorada no penúltimo dia de julho. Quase todos eles (os do PT e dos demais partidos representados em volta da mesa da cúpula de Brasília) personagens chorosos e obedientes.

Mal (ou bem?) comparando, tipos lagartixas que, praticamente, só fazem mexer a cabeça em aprovação às palavras e propostas da mandatária. “Homens moluscos” (que ganham o formato e se adaptam a quaisquer mãos do poder da vez), na definição perfeita do mestre penalista Thomas Bacellar, nas suas aulas brilhantes e corajosas na Faculdade de Direito da UFBA dos anos 60/70, da ditadura. Ou depois, no comando da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em Brasília, quinta-feira, um retrato sem retoque de um País de faz de conta, que nem a grandiosa cenografia palaciana dos arautos e propagandistas do governo consegue disfarçar. Nesse cenário, presidente e governadores de mãos e ideias ralas ou vazias (refiro-me às questões de princípios), de cuia na mão, nesta nova viagem ao coração do poder.

A mesma disposição submersa de raspar o cofre da viúva (se ainda restar algo a raspar). Pedir mais dinheiro para a gastança compartilhada com empreiteiras corruptoras que financiam campanhas, políticos e governantes (numa corrupção endêmica que a Lava Jato quase diariamente põe a nu e o bravo e competente juiz Sérgio Moro, sempre alguns passos à frente da geléia geral reinante, tenta estancar).

Almejam “mais do mesmo” nas eleições municipais do ano que vem. Alcançar a “meta principal” (manutenção do projeto de mando e do status), sem princípios.Pensamentos programas largados às favas. Encenam mais uma vez, perigosa e improvisadamente, alheios (presidente e chefes estaduais) ao vozerio indignado que cresce e se propaga nas ruas, ou se reflete nos números das pesquisas de opinião.

Vejam, por exemplo, a proposta do “pacto nacional pela redução dos homicídios”, que ganhou as principais manchetes, após o encontro no Alvorada. Praticamente tudo se resume a uma cooperação entre os governos federal e estaduais, de repressão em torno “do trivial dona Maria”, desde os idos do golpe de 64: aumento da ação repressiva das polícias, mais confrontos, mais armas, mais cadeias, mais mortes no final das contas, que ninguém se engane.

O governador da Bahia, Rui Costa, saiu do silêncio intelectual e administrativo em que se mantém, para aplaudir “a companheira presidenta” e pedir que reuniões do tipo sejam mais frequentes e regulares: “para que temas como segurança pública e novos financiamentos para a saúde, se tornem objetos consistentes de debates”. Quanta originalidade!!!

Logo ele, que no primeiro dia de mandato, saudou como “gol de placa” a ação feroz e sangrenta de efetivos da RONDESP (grupo e elite da PM baiana, que resultou na morte de 12 pessoas, quase todas sem nenhuma passagem na polícia. “O massacre do Cabula”, como seguem denominando a Anistia Internacional e os promotores públicos da Bahia que tratam do assunto, embora em sentença-relâmpago (a expressão é do jornal espanhol El País, em contundente reportagem sobre o caso), uma juíza tenha decidido pela absolvição dos nove PMs acusados da execução. Decisão já devidamente contestada em instâncias superiores da justiça.

Nada a estranhar – a não ser o que aparenta ser o extremo “da falta de noção”, como sintetiza uma minha sobrinha – do incrível governo da multiplicação de”metas zero”, a exemplo do prometido pela presidente, no “improviso” da cerimônia de lançamento do programa Pronatec Jovem, no Palácio do Planalto. Saudado com palmas, mesmo que envergonhadas, pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante), personagem também do encontro no Alvorada. Tem vídeo circulando intensamente nas redes sociais, para os que ainda se recusam a acreditar que a mandatária brasileira tenha chegado a tal ponto. É só conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


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Postado em 01-08-2015 00:49

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 01-08-2015 00:49

Frank, para uma noite em Itapuã!

BOM DIA, NO SÁBADO DA CHEGADA DE AGOSTO COM LUA PLENA.

(Gilson Nogueira)

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Postado em 01-08-2015 00:47

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 01-08-2015 00:47


Beatriz Catta Preta ao lado de Paulo Roberto Costa em depoimento do delator à CPI da Petrobras, em setembro de 2014. / Fabio Rodrigues-Pozzebom (Agência Brasil)

DO EL PAIS

Rodolfo Borges

De São Paulo

A Operação Lava Jato, que segue implacável devassando, agora, o setor elétrico, foi alicerçada sobre quatro bases. O tripé principal é composto pela Justiça Federal no Paraná, e a figura central é o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público Federal, representado por uma força-tarefa de procuradores, e a Polícia Federal, com agentes atuando por todo o país. Quarto sustentáculo das investigações, as delações (ou colaborações) premiadas permitiram aos agentes da lei chegar a fatos e provas e indícios que não encontrariam de outra forma, mas esse procedimento sofreu um abalo cujas repercussões ainda estão por se ver por completo após o dramático anúncio de aposentadoria da advogada Beatriz Catta Preta.

Especialista em delações premiadas, Catta Preta se destacou na Lava Jato ao fechar nove dos 19 acordos (há outros quatro por selar), entre eles a colaboração original, do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A criminalista ainda atuava em três casos até a semana passada, quando surpreendeu o mundo jurídico ao formalizar seu desligamento da defesa de delatores como o empresário Júlio Camargo. Dias depois, Catta Petra revelaria em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, o motivo de sua decisão de abandonar a advocacia: sentiu-se ameaçada pelo que chamou de “jogo político” e pelas declarações de membros da CPI da Petrobras.

A decisão da advogada foi tomada após os integrantes da CPI aprovarem uma convocação para que ela explicasse a origem dos honorários que recebe dos clientes. No meio político, o questionamento à criminalista foi encarado como consequência da denúncia de Júlio Camargo, de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), teria lhe cobrado 5 milhões de dólares em propina. Após a entrevista de Catta Preta, concedida na noite de quinta-feira, Cunha escreveu em seu perfil no Twitter que não interfere na CPI e “desconhecia a sua convocação, que se deu com certeza antes de o delator mudar a sua versão” — em um primeiro depoimento, Camargo não havia mencionado Cunha na delação; segundo Catta Preta, por receio de retaliações.

O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB), também defendeu o trabalho da comissão e, assim como Cunha, pôs em questão as explicações da advogada sobre o abandono do caso. “O que é mais estranho é uma advogada criminalista alegar que está sendo ameaçada e não trazer nenhum fato concreto [para apresentar]. E vir a um jornal de rede nacional, querer usar a vitimização para esconder, talvez, alguns atos ilícitos que ela tenha cometido no âmbito do processo da Lava Jato”, disse Motta.

Como vitrine e caixa de amplificação da Lava Jato, a CPI da Petrobras expôs ao país, por meio dos depoimentos dos delatores de Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, detalhes do esquema que, como aponta a última etapa da investigação, transcende a Petrobras. Mas o questionamento do trabalho de Catta Preta apenas engrossa a lista de argumentos dos críticos que dizem que há um conflito de interesses incontornável na comissão. Formada por deputados aliados de investigados, e comandada por nomes próximos a Eduardo Cunha, a CPI tem feito convocatórias sob medida para proteger alguns dos implicados ou aumentar a pressão sobre delatores.
Legislativo versus Judiciário

A batalha entre Legislativo e Judiciário que deve se instalar no STF —prestes a começar a julgar os 49 políticos denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot— foi antecipada pela convocação de Catta Preta à CPI. Isso levou o presidente do STF, Ricardo Lewandoswki, a acatar pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de isentar a criminalista de prestar “quaisquer esclarecimentos” à comissão parlamentar “a respeito de questões relacionadas a fatos que tenha tido conhecimento em decorrência do regular exercício profissional”. Na decisão, o ministro determinou que “seja preservada a confidencialidade que rege a relação entre cliente e advogado, inclusive no que toca à origem dos honorários advocatícios percebidos, notadamente para resguardar o sigilo profissional dos advogados e o direito de defesa”.

Independentemente de quem está com a razão, o fato é que uma ação da CPI da Petrobras entrou em choque com uma advogada central e a pergunta agora é como o desenrolar de seu caso pode influenciar a conduta de outros advogados que trabalham na Lava Jato, que já recuperou 870 milhões de reais aos cofres públicos e, em pouco mais de um ano, condenou 30 de 125 acusados criminalmente.

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Postado em 01-08-2015 00:32

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 01-08-2015 00:32


Amarildo, na Gazeta (ES)

SACs e estacionamento

Absolutamente lógica e procedente a proposta do vereador Odiosvaldo Vigas (PDT) para que o governo do Estado retire as unidades do Serviço de Atendimento ao Cidadão dos shoppings onde se cobra estacionamento.

“O SAC presta serviços públicos aos cidadãos de maneira gratuita, portanto não é justo quem precisa utilizar os serviços ter que pagar estacionamento. O Estado paga um aluguel que não é barato, então o serviço prestado não deve onerar o cidadão de forma alguma”, argumentou Odiosvaldo.

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Postado em 31-07-2015 16:20

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 31-07-2015 16:20

Vai dedicada a Glauvânia Jansen, a pernambucana mais baiana de Salvador, amiga do peito do BP, que há anos criou e comanda uma das iniciativas mais bonitas e cheias de feitiço e de expressivos significados da Cidade da Bahia: A CAMINHADA DA LUA EM ITAPUÃ.

BOA TARDE E BOA NOITE DE LUAR. EM ITAPUÃ, SE POSSÍVEL.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

Uma bomba de fabricação caseira foi lançada na noite de ontem (3O) na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ninguém se feriu, mas foram registrados danos materiais.

Em nota, o Instituto Lula afirma que se trata de um “ataque político”. Segundo a assessoria de imprensa do instituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o artefato explosivo foi arremessado contra o prédio de dentro de um carro.

“O Instituto Lula já comunicou as polícias Civil e Militar, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo e o ministro da Justiça e espera que os responsáveis sejam identificados e punidos”, diz a nota.

A SSP informou que o secretário Alexandre de Moraes já conversou com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e que a perícia já foi determinada, bem como o início das investigações.

Na semana passada, Lula criticou o “clima de ódio e intolerância” que tomou conta do debate político no País.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

A nação quer apenas os segredos do almirante

O ministro Jaques Wagner surpreende mais uma vez quem o conheceu na fase ponderada, quando não era dado a bravatas e precipitações no trato das questões públicas, comportamento, aliás, que lhe acarretou grande simpatia nos meios políticos e jornalísticos.

Ao sair na defesa do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, preso sob acusação de receber R$ 4,5 milhões de empreiteiras ligadas à construção da Usina Angra 3, o ministro bradou: “O programa nuclear brasileiro é intocável, não vai ser aberto”.

Ora, à cidadania basta que sejam abertas as contas particulares e outros sigilos do acusado, para comprovar ou não sua participação em atos ilícitos, dos quais, numa democracia, nem a qualificação técnica nem a contribuição patriótica à defesa nacional poderão livrá-lo.

Quanto ao programa nuclear, que seja preservado – e um dia o Brasil possa construir armas atômicas, porque este será, seguramente, no futuro, o diferencial entre nações de primeira e de segunda categoria no que se refere a soberania.

Magalhães Pinto

Partidários de teorias conspiratórias não deixam de notar que o ex-governador da Bahia é pressuroso nos elogios pessoais e institucionais a altas patentes militares, com as quais procura demonstrar grande intimidade.

Não é por nada, mas diante da conjuntura política e econômica e da personalidade cada vez mais belicosa de Wagner, no cargo que ocupa seria candidato certo a chefe civil de uma improvável intervenção militar.

r l

James Taylor, para acompanhar você na despedida de julho! E na chegada de Agosto!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


Beatriz no JN:”abandono a advocacia para proteger minha família”

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

A advogada Catta Preta disse ter se sentido intimidada com a convocação para falar na CPI da Petrobras, e que renunciou à defesa de nove delatores da Operação Lava Jato “por zelar pela segurança da minha família, dos meus filhos”. Na entrevista dada ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (30), ela afirmou ter abandonado a advocacia.

Catta disse que o delator Julio Camargo mudou seu depoimento sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – primeiro o inocentando, e depois acusando-o de receber propina de R$ 5 milhões – por ter medo de retaliações. “Ele tinha medo de chegar ao presidente da Câmara”, falou. Segundo ela, a mudança de posição ocorreu pelo “fato de que um colaborador não pode omitir fatos, não pode mentir, o levaram então a assumir o risco”.

A resposta sobre se sentiu-se perseguida foi: “sem dúvida nenhuma”. Por quem? Pelos “integrantes da CPI, daqueles que votaram a favor da minha convocação”. Ela se esquivou, porém, sobre se o presidente da Câmara seria um dos que a intimidavam. Catta afirmou que as acusações de Julio Camargo contra Cunha vieram respaldadas por farta documentação e provas.

Ela disse nunca ter recebido ameaça direta: “não recebi ameaças diretas, mas elas vêm de forma velada. Elas vêm cifradas”. Por fim, negou ter recebido pagamento dos delatores pelo exterior. “O dinheiro foi todo recebido via transferência bancária, aqui no Brasil, ou depósitos em cheque, na conta do escritório, tudo mediante nota fiscal, impostos recolhidos”.

Todos os integrantes da CPI da Petrobras negaram que agem para intimidar a advogada. O advogado de Cunha, Antônio Fernando de Souza, disse que as declarações de Catta não fazem sentido e dão a impressão de “coisa montada”.