Na América do Sul, estamos vivendo um momento difícil, em que a esquerda radical, desesperada pela derrota, vai jogar todas as suas fichas na mesa para conturbar a vida dos países da região. Vai tentar retornar ao poder de qualquer maneira e nos jogar no abismo em q nós paramos na porta”

General Augusto Heleno, Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, ao analisar o atual quadro político na América Latina.

out
24

A agenda do presidente Alcolumbre no Nordeste

 

A assessoria de Davi Alcolumbre divulgou a agenda de amanhã do presidente interino da República.

O senador vai ao Nordeste com a justificativa de “acompanhar a situação das praias atingidas pelo vazamento de petróleo, considerado um dos maiores desastres ambientais da história recente do país”.

Os compromissos se iniciarão em coletiva num hotel à beira do mar no município de Barra de São Miguel, em Alagoas.

A comitiva será composta pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e autoridades estaduais e municipais. Os senadores da bancada do Nordeste também irão.

Eis a agenda:

10h30: chegada à praia de Barra de São Miguel, Alagoas;
11h: coletiva à imprensa no Village Barra Hotel;
15h: chegada à praia de Aruana, Aracajú, Sergipe;
16h: coletiva à imprensa no Palácio dos Despachos.

“Barrio de Tango”, Roberto Goyeneche: Estupenda interpretação deste grande clássico do tango argentino da melhor qualidade, lançado em 1942. Música do maestro Anibal Troilo e letra genial de Homero Manzi. Uma pedida mais que especial para começar musicalmente a quinta-feira no Bahia em Pauta. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares).

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Barrio de tango 
Un pedazo de barrio, allá en Pompeya, durmiéndose al costado del terraplén. Un farol balanceando en la barrera y el misterio de adiós que siembra el tren. Un ladrido de perros a la luna. El amor escondido en un portón. Y los sapos redoblando en la laguna y a lo lejos la voz del bandoneón. Barrio de tango, luna y misterio, calles lejanas, ¡cómo estarán! Viejos amigos que hoy ni recuerdo, ¡qué se habrán hecho, dónde estarán! Barrio de tango, qué fue de aquella, Juana, la rubia, que tanto amé. ¡Sabrá que sufro, pensando en ella, desde la tarde que la dejé! Barrio de tango, luna y misterio, ¡desde el recuerdo te vuelvo a ver! Un coro de silbidos allá en la esquina. El codillo llenando el almacén. Y el dramón de la pálida vecina que ya nunca salió a mirar el tren. Así evoco tus noches, barrio ‘e tango, con las chatas entrando al corralón y la luna chapaleando sobre el fango y a lo lejos la voz del bandoneón.

out
24

Postado em 24-10-2019 00:20

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 24-10-2019 00:20

Do Jornal do Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro questionou nesta quarta-feira a lisura das eleições presidenciais na Bolívia e defendeu uma recontagem de votos.

Em entrevista na capital japonesa, onde está em viagem oficial, Bolsonaro lembrou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) também questionou o resultado das eleições bolivianas, depois que o presidente Evo Morales afirmou ter vencido o pleito em primeiro turno.

Macaque in the trees
Protesto em La Paz, Bolívia (Foto: REUTERS/Manuel Claure)

“A OEA emitiu uma nota colocando em xeque a lisura das eleições. Conversei com o Ernesto (Araújo, ministro das Relações Exteriores), acho que ele fez a mesma coisa, dei sinal verde para ele fazer”, disse o presidente a jornalistas, em Tóquio.

“Realmente, foi muito suspeito como estava caminhando. Quase na retal final, a suspensão da apuração. Depois da retomada, deu vitória à situação. Acho que todo mundo fica preocupado com uma eleição sendo apurada dessa maneira.”

Em uma contagem rápida, com mais de 95% dos votos apurados, Evo Morales estaria próximo a vencer no primeiro turno, com uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Carlos Mesa.

Este resultado, que pouparia Evo de um segundo turno arriscado, veio depois que uma contagem preliminar foi interrompida abruptamente após a eleição de domingo.

A OEA deve fazer uma reunião nesta quarta-feira para tratar da eleição da Bolívia, mas o diretor-geral da entidade, Luis Almagro, já pediu que o governo boliviano aceite uma recontagem supervisionada com apuração final vinculante.

Em Tóquio, Bolsonaro defendeu a recontagem de votos.

“Com as informações que tenho até o momento, seria bom uma revisão da apuração, uma recontagem de votos.”, disse.

Nesta quarta-feira, Morales reiterou ter vencido a eleição presidencial e protestou contra uma suposta tentativa da oposição de orquestrar um “golpe” após protestos ocuparem as ruas por alegação de fraude na votação.

O contagem oficial de votos desta quarta-feira mostrava Morales com 46,49%, cerca de 9,5 pontos na frente do principal oponente, Carlos Mesa, mas ainda abaixo dos 10 pontos necessários para vencer a disputa em 1º turno.

out
24

Postado em 24-10-2019 00:18

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 24-10-2019 00:18

Do Jornal do Brasil

 

Coisas da Política

  WILSON CID

Não há quem garanta, no exercício de plena acuidade, que nestes tempos o brasileiro possa amanhecer com a mesma realidade política com que adormeceu no dia anterior. Agora já não são nuvens, mas ventos inesperados que mudam rapidamente os cenários; de forma que tornou-se algo verdadeiramente impossível dispor-se de alguma previsibilidade, instrumento indispensável na ordem natural das coisas políticas. Sem isso, ainda que em escassa medida, os agentes que atuam na área, no Executivo ou no Legislativo, consomem-se em terríveis confusões. Pois é esse mínimo que acabou escapando totalmente do dia a dia do país. Ninguém pode contar com algum elemento que permita projetar o que vai acontecer amanhã.

Ilustra a imprevisibilidade dos fatos o presente episódio da guerra que o presidente da República trava com seu partido, quando se sabe que entre eles esperava-se haver certa harmonia, nem que seja ditada pelo interesse mútuo, isto é, a troca de apoio parlamentar pelo prestígio junto aos altos comandos do poder. Pois o que se deu, no bojo do presente caso, foi uma ruptura que tem tudo para provocar reflexos nas relações da Presidência com o Congresso, que, aliás, já não andam às maravilhas. Conhecida a ruptura com o PSL provavelmente estarão abertos novos caminhos para dificultar a tramitação de matérias importantes, como a nova e tão aguardada reforma fiscal que se pretende.

No presidente Bolsonaro não se identifica um perfil que concorra para produzir conversas amistosas; o senão que tem a agravá-lo a inexperiência de um PSL de navegação costeira, sem estrutura para incursões mar a dentro. Não fosse isso, as consequências das divergências certamente ficariam restritas aos interesse dos litigantes, como, por exemplo, os saldos do fundo partidário. Na etiologia desse equívoco o que se tem observado, sem maiores esforços, é uma casa de sedentos, onde todos gritam e ninguém tem razão.

Os conflitos entre o chefe do Executivo com uma força partidária que lhe dá suporte podem trazer consigo um veneno letal; não bastante grave se mantido no devido tampão; mas a crise pode ganhar capilaridade, estendendo-se por outras siglas. E neste caso ampliam-se as más consequências. Talvez o presidente e seus antigos camaradas de palanque não tenham sentido completamente o risco dos desdobramentos.

Houve quem dissesse, parece que Joel da Silveira, que despertar no Brasil é dar de cara com as coisas que não estavam na agenda dos factíveis. As coisas com as quais não é dado adormecer, mas são servidas à mesa juntamente com o café da manhã. É o caso em tela, o insólito bate-boca, onde tem faltado equilíbrio e sobrado o efeito dos impulsos. No oposto, a virtude do equilíbrio deve ser o traço marcante da índole de quem se propuser a falar e trabalhar pelo povo.

Pergunta-se, contudo, se nada de útil e oportuno possa se extrair desse conflito entre o presidente e seu primitivo abrigo partidário, sem embargo das dificuldades já analisadas e decorrentes da crise. Certamente que pode. Aprenda-se que um partido, ainda que umbilicalmente ligado ao poder do momento, não deve depender totalmente de quem lhe dá sustento político, a ponto de se ter a ameaçá-lo o êxodo em sua bancada. Não deve ser tão vassalo que não possa independer. E o presidente, ainda que tenham alguma razão, precisa colocar-se acima de tensões distantes dos verdadeiros interesses da população. O homem público – convém refletir com o jurista Mílton Campos – precisa submeter-se à posição de suas ideias, não às ideias de sua posição.

out
24

Postado em 24-10-2019 00:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 24-10-2019 00:14

 

DO EL PAÍS

Escritor, autor de nova biografia de cantor, traz de volta à tona a possibilidade de que músico tenha entregado o escritor para os militares durante a ditadura brasileira

 Joana Oliveira
Raul Seixas e Paulo Coelho em show no Canecão, em 1970.
Raul Seixas e Paulo Coelho em show no Canecão, em 1970.Fundação Paulo Coelho

“Fiquei quieto por 45 anos. Achei que levava esse segredo para o túmulo”. Assim revelou o escritor Paulo Coelho a possibilidade de que o cantor Raul Seixas —de quem foi amigo e com quem compôs algumas das músicas mais emblemáticas do rock brasileiro— o tenha entregado para os militares durante a ditadura brasileira. Coelho foi detido em 28 de maio de 1974 e sofreu torturas ao longo de duas semanas. A história veio à tona no livro Raul Seixas – Não diga que a canção está perdida (Todavia), do jornalista Jotabê Medeiros, que será lançado no dia 1º de novembro e que foi objeto de reportagem da Folha de S. Paulo nesta quarta-feira.

 De acordo com a obra, enquanto a dupla desfrutava do sucesso do álbum Krig-ha, Bandolo!, lançado em 1973 e que já tinha vendido 100 mil cópias um ano depois, Raul foi chamado para depor no Dops (Departamento de Ordem Política e Social) da ditadura militar e chamou Coelho para acompanhá-lo a dar explicações sobre as composições. Medeiros contou à Folha que, ao comparar datas, comprovou que Raul já havia comparecido ao Dops dias antes de voltar ao local com o amigo.

Coelho foi questionado sobre o livreto que acompanha o disco Krig-ha, Bandolo! e a música Sociedade Alternativa, cantada por Raul. Acabou detido, e a polícia foi até seu apartamento, onde prenderam a namorada do escritor, Adalgisa Rios. Um dia depois quando liberado, Coelho pegou um táxi com Raul, mas foi capturado novamente e levado para um local desconhecido, onde foi torturado.

Medeiros chegou à possível traição por meio de um documento do Arquivo Público do Rio de Janeiro. O mesmo papel chegou às mãos de Fernando Morais, autor de O Mago, biografia de Paulo Coelho, mas o documento não é conclusivo, já que diz apenas que “por intermédio do referido cantor”, no caso, Raul Seixas, seria possível chegar até Coelho e sua namorada, suspeitos de serem militantes do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

O próprio escritor mantém dúvidas sobre o caso: “Não confirmei e não confirmo nada. Eu apenas vi o documento e me senti abandonado na época. Por isso que não quis dar entrevista”, escreveu no Twitter. Coelho teve acesso ao documento recentemente, através de Jotabê Medeiros. À sugestão de uma fã nas redes sociais de que era preciso “cancelar” Raul, o escritor respondeu: “Não faça isso. Eu vi os documentos que Jotabê me enviou, já tinha conversado com Raul a esse respeito (…) e águas passadas não movem moinhos”.

 Uma amizade conturbada

De acordo com o que conta Jotabê no livro, os artistas distanciaram-se a partir daquele episódio. Em sua cinebiografia, Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho, o escritor se ressente de que o amigo não o procurara enquanto esteve preso nem depois de ser solto.

O cantor e o escritor se conheceram em 1972, graças ao interesse em comum em ufologia, misticismo e esoterismo. Coelho apresentou Raul —um careta, na época— às drogas, e o aspirante a roqueiro ensinou o mago a compor. Da parceria, que durou até 1976, quando Coelho decidiu dedicar-se exclusivamente à literatura, nasceram músicas como Gita, Tente Outra Vez, Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás, Ave Maria da Rua e outras.

O escritor chegou a definir a parceria como um “casamento sem sexo”, porque compunham quase sempre brigando e “quase saindo no tapa”, ainda que ambos admitissem que esse talvez fosse o segredo do sucesso das canções.

O último encontro da dupla aconteceu no Canecão, no Rio de Janeiro, em abril de 1989, em um show da derradeira turnê de Raul Seixas, quando o escritor subiu ao palco para cantar Sociedade Alternativa ao lado do (ex)amigo. Quatro meses depois, Coelho estava no caminho sagrado de Roma quando recebeu uma ligação que informava, sem maiores detalhes, da morte de Raul. “Eu pensei ‘Raul morreu, só vou saber daqui a dois dias o que houve, porque eu não tenho mais moedas, não tenho lugar para telefonar, nem a cobrar nem nada’. E me deu uma imensa alegria. Eu disse ‘porra, que legal, ele viveu a lenda pessoal dele. Daí ele vai virar um mito’”, disse o escritor em entrevistas à época.

out
24

DO EL PAÍS

Na praia de Itapuama, em Cabo de Santo Agostinho, centenas de voluntários tentam reduzir os danos do misterioso vazamento que já atinge praias de 201 localidades em nove Estados

Voluntários se mobilizam para limpar a praia de Itapuama, em Cabo de Santo Agostinho (PE).
Voluntários se mobilizam para limpar a praia de Itapuama, em Cabo de Santo Agostinho (PE).Teresa Maia

Paulo Vitor não hesita em mergulhar na água para tentar retirar o petróleo que está submerso. Mas esta é apenas uma das muitas tarefas que mobilizam os voluntários, que vieram de várias cidades da região. Qualquer pessoa pode chegar e ajudar. Protegida com luvas, botas e máscara (conforme determinam as instruções difundidas por ONGs e pela Prefeitura), Patrícia Henry tenta retirar com uma espátula a substância preta que ficou incrustada nas pedras da praia. “Como o óleo está muito grosso, se alguém não tirar, não vai sair das pedras. Ontem, retiraram uma tartaruga que se debatia. O pessoal teve que cavar com a unha para retirar o óleo“, conta esta engenheira civil, de 27 anos. “Estou tentando me dedicar àquilo que minha ferramenta me permite fazer, mas o óleo é bem espesso. Ele gruda, entra em qualquer buraquinho. Imagina como está nos corais dentro mar… Tem coisas que não dá para retirar”, lamenta a produtora audiovisual Maíra Lisboa, que trouxe água e duas pás de casa.

Enquanto conversa, forma com as mãos, devidamente protegidas por luvas, uma pequena bola preta com o óleo que conseguiu retirar das rochas. “Infelizmente já aconteceu e parecem não estar se importando muito. Como não temos ajuda do Governo, juntamos o que temos. É uma autogestão mesmo. Todo mundo está vindo, aprendendo e tentando ver qual é a maneira de fazer, e ajudando no que puder”, explica. Seu desabafo parece refletir o sentimento de boa parte das pessoas presentes no mutirão: o de que o poder público como um todo falhou. Identificado há cerca de dois meses, o petróleo se espalhou ao longo de mais de 2.200 quilômetros de costa, entre o Maranhão e a Bahia, sem que as autoridades exibissem um algum tipo de plano detalhado de contenção.

Na praia de Itapuama —assim como em muitas outras da região— soldados se misturavam com voluntários que atuavam por conta própria, agindo no que fosse preciso, de acordo com a demanda do momento. Não havia comando central. Muitos foram ao local mobilizados por grupos de WhatsApp, abertos para monitorar o desastre na região, ou por iniciativas de ONGs como Xô Plástico ou Pernambuco Sem Lixo. A rede de solidariedade se expandiu em vários setores da sociedade: uma rede de supermercados, a Ferreira Costa, doou todo seu estoque de luvas e botas para ajudar nas ações de limpeza, uma empresa de pedágio da região isentou os voluntários que precisavam passar com seus veículos, pousadas ofereceram quartos para quem precisasse ficar na região pelos próximos dias, psicólogos começaram a se organizar para atender a população local afetada pelo desastre… “As pessoas que vivem nas praias menos assistidas estão há dias expostas, movidas pela emoção, pelo sentimento de pertencimento no lugar, botando a mão no óleo. Nosso papel é dar minimamente um aparato. Por isso, nossa prioridade vem sendo dar equipamento de proteção individual, por meio de uma campanha de arrecadação que estamos fazendo”, conta a engenheira de pesca Lica Sousa, da organização Maracuípe Vive.

A produtora Maíra Lisboa, de 28 anos, ajuda no mutirão de limpeza em Itapuama.
A produtora Maíra Lisboa, de 28 anos, ajuda no mutirão de limpeza em Itapuama.Teresa Maia

Além de luvas, botas e máscaras, o grupo recolheu água e alimentos em vários pontos de coleta para distribuir para os voluntários. “Fazemos essa logística dos alimentos até as praias, mas também preparamos os sanduíches, distribuímos água… O pessoal aqui às vezes não tem noção de que está com fome e sede e precisa se hidratar”, conta a estudante Camille Azevedo, de 24 anos. “Mas tem mais pessoas que materiais. O poder público não está à frente disso. Tem várias pessoas descalças, de chinelo, pelo desespero de não deixar isso acontecer… Se não fosse a população civil, ainda haveria óleo nas praias”, prossegue ela, que também participa do mutirão pela Maracuípe Vive.

As críticas de especialistas e ONGs se centram, sobretudo, no presidente Jair Bolsonaro (PSL) e no ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (NOVO). O Governo Federal assegura estar fazendo seu trabalho desde setembro, mas vinha sendo cobrado pela ativação do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água. Previsto em decreto assinado em 2013, o plano prevê uma resposta organizada e coordenada para esse tipo de desastre, envolvendo ministérios, estados, municípios, Exército, Marinha, Ibama, entre outros órgãos e entidades. Na última sexta-feira, 18 de outubro, procuradores do Ministério Público Federal que atuam em nove Estados nordestinos entraram com uma ação contra a União afirmando que o Governo Bolsonaro vem sendo omisso e pedindo que a Justiça o obrigasse a acionar em 24 horas o plano. “O Ministério do Meio Ambiente é a autoridade máxima na condução dos trabalhos, de acordo com o plano. Mas a sensação é de que falta Governo, falta liderança. Em emergências desse tipo é preciso tornar tudo absolutamente público e transparente. A população pode e deve ajudar, mas deve ser orientada a isso”, opinou, em entrevista ao EL PAÍS, a ex-presidenta do Ibama Suely Vaz de Araújo.

Um rapaz mergulha na água suja de petróleo.
Um rapaz mergulha na água suja de petróleo.Teresa Maia

Salles afirmou que o Plano de Contingência já havia sido acionado em setembro e que o Governo já retirou 900 toneladas de petróleo do Nordeste. Mas de acordo com um ofício enviado à Casa Civil e divulgado nesta terça pelo jornal Estado de S. Paulo, Meio Ambiente só acionou formalmente o plano em 11 de outubro, 41 dias depois de as primeiras manchas aparecerem no litoral nordestino. Entre outros erros apontados por especialistas, a Administração Federal extinguiu conselhos e entidades da sociedade civil que formam parte da estrutura organizacional prevista pelo plano.

A estudante Camille Azevedo, 24 anos, ajuda na distribuição de equipamentos e alimentos para voluntários.
A estudante Camille Azevedo, 24 anos, ajuda na distribuição de equipamentos e alimentos para voluntários.Teresa Maia

Ainda não está claro quem foi o responsável pelo derramamento do petróleo e pouco se sabe sobre sua origem. Pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe e a Universidade Estadual de Feira de Santana, analisaram amostras coletadas do litoral nordestino. A conclusão é de que o óleo tem origem venezuelana, por suas características. Mas isso não significa que tenha necessariamente vazado de embarcações do país vizinho latino-americano: segundo afirmou nesta terça-feira o comandante da Marinha do Brasil, o almirante Ilques Barbosa Júnior, a maior probabilidade é de que tenha saído de um navio que operava de forma irregular.

A Marinha é um dos órgãos que, junto ao Ibama, vem atuando desde o início da contaminação, coordenando as ações —ainda que, segundo especialistas, fora do previsto no Plano de Contingência. O Exército também foi acionado nesta segunda-feira pelo presidente em exercício, Hamilton Mourão. Ambas as forças estavam presentes em Itapuama nesta terça-feira. Tratores e funcionários da Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho retiravam centenas de sacos cheios de óleo, enquanto uma ambulância do Sumur atendia os voluntários que apresentavam náuseas, ardência na pele ou algum outro tipo de reação pelo contato com a substância. Contudo, não se via na praia nenhum tipo de coordenação ou liderança de algum desses órgãos do poder público. Oficialmente o Exército afirma que “todo o efetivo da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada está disponível”, e que vem sendo empregados equipamentos como “botinas de borracha, óculos de sol, luvas de borracha e máscaras”, segundo uma nota enviada ao EL PAÍS pelo Comando Militar do Nordeste.

“Nunca vi tanta gente aqui”, afirma Genilson Nunes, pescador e surfista, que mora em Itapuama desde que nasceu, há 39 anos. Ele está ajudando nos trabalhos “desde 16h de domingo”. Nunca havia visto algo do tipo. “A comunidade e o pessoal de fora está ajudando muito”, conta ele. “Hoje está uma maravilha, mas ontem parecia que havia lama, que nem a de Minas Gerais”, prossegue, em referência a outro desastre ambiental recente: o rompimento da barragem em Brumadinho. Como os moradores da pequena cidade mineira, teme perder seu sustento no futuro. “É claro que fico com medo. A gente vive de pesca. Não tem uma faculdade de medicina, nem nada. Esses caras que fizeram isso… É um crime”.

Duas mulheres atuam no mutirão de limpeza da praia de Itapuama, nesta terça.
Duas mulheres atuam no mutirão de limpeza da praia de Itapuama, nesta terça.Teresa Maia

out
24

Postado em 24-10-2019 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 24-10-2019 00:08


 

Dorinho, no

 

 Félix Zucco / Agencia RBSFlamengo enfrentará o River Plate na final da Libertadores, em 23 de novembro, no Chile

DO JORNAL ZERO HORA (PORTO ALEGRE)

Rodrigo Caio, Gabigol (duas vezes), Bruno Henrique e Pablo Marí marcaram para o time carioca

 

O Grêmio sucumbiu a um poderoso Flamengo, sofreu a pior goleada de sua história na Libertadores e acabou desmoralizado ao perder por 5 a 0 na noite desta quarta-feira (23) no Maracanã. Os gols da partida foram marcados por Bruno Henrique, Gabigol (duas vezes), Pablo Marí e Rodrigo Caio. Depois de um primeiro tempo parelho e com gol no fim do time da casa, a etapa final foi de domínio completo dos cariocas, que souberam aproveitar uma equipe que ficava mais destroçada a cada gol sofrido.

Nas escalações, Renato foi cauteloso e escalou Paulo Miranda da lateral direita, Michel no meio-campo e André no ataque, enquanto Jesus mandou a campo força máxima, com Rafinha e Arrascaeta. Assim, ainda antes do jogo, era possível imaginar o que ocorreria no gramado: um time pressionando e outro jogando por uma bola.

Quando o árbitro Patricio Loustau apitou o início da partida e o Grêmio saiu tocando para a defesa, o Flamengo logo adiantou suas linhas para forçar o balão. Mas o time gaúcho não se acovardou e também apertava os jogadores adversários quando eles tinham a bola. 

E agora, Grêmio? O que restou para o clube em 2020 após a eliminação na Libertadores

Os minutos iniciais foram de perde e ganha. Eram muitos passes errados e nada de chutes. A primeira finalização saiu aos 10 minutos, quando os donos da casa trocaram bons passes até Éverton Ribeiro cruzar para Gabigol cabecear nas mãos de Paulo Victor. 

O Flamengo ensaiou uma pressão, mas logo o Grêmio tratou de conter os avanços da equipe carioca. O time gaúcho fechava os espaços e buscava lançamentos para chegar ao gol. E quase conseguiu quando Maicon roubou uma bola no campo de ataque, deu para André, que escorou para Everton. Cebolinha cruzou rasteiro para Maicon chutar, mas depois de um bate e rebate a bola sobrou nas mãos de Diego Alves.

Os dois times passaram a tentar por cima. Aos 21, Alisson cobrou falta para a área e André cabeceou para fora. Cinco minutos mais tarde, foi a vez de Rafinha cruzar e Bruno Henrique testar para fora. Isso porque, pelo chão, as defesas estavam levando vantagem.

Grêmio sofre sua pior derrota na história da Libertadores e na Era Renato

Quando o Flamengo conseguiu superar os zagueiros do Grêmio, aos 34, Éverton Ribeiro chutou para grande defesa de Paulo Victor. Era o início do domínio dos cariocas, que ainda tiveram boa chance com Gabigol aos 39, mas novamente o goleiro gremista fez a defesa.

E o que a torcida tricolor mais temia ocorreu no final do primeiro tempo, aos 41 minutos: gol do Flamengo. Bruno Henrique roubou uma bola de Maicon no centro do campo, avançou em velocidade e lançou Gabigol pela direita. Ele chutou cruzado e Paulo Victor espalmou para o meio, onde entrava Bruno Henrique para escorar para o gol e abrir o placar no Maracanã. 

Para a etapa final, os times voltaram sem modificações. Logo no primeiro minuto, Bruno Henrique roubou uma bola de Geromel e cruzou para Éverton Ribeiro, que foi bloqueado na hora de finalizar. No escanteio, saiu o segundo gol do Flamengo. Arrascaeta jogou na área, André desviou para trás e Gabigol chutou forte. A bola ainda desviou em Pablo Marí antes de entrar.

Mesmo com o 2 a 0 e a vantagem ampliada, os donos da casa seguiram atacando. Bruno Henrique chutou para fora, aos dois, e Gabigol mandou longe do gol aos seis. Para piorar, o árbitro marcou pênalti de Geromel em Bruno Henrique aos oito. Na cobrança, Gabigol bateu com categoria e fez 3 a 0 Flamengo.

Depois dá, virou passeio. Renato mandou a campo Pepê e Tardelli nos lugares de André e Maicon, mas foi o time de Jorge Jesus que seguiu no ataque. Aos 16, Gabigol avançou pela esquerda e tocou para Bruno Henrique marcar. Só que, desta vez, foi assinalado impedimento. O problema é que, aos 21, Arrascaeta cobrou escanteio para Pablo Marí cabecear e fazer o quarto. E quatro minutos depois Éverton Ribeiro jogou mais uma bola na área e Rodrigo Caio ampliou: 5 a 0.

Sob cantoria alta da torcida flamenguista, que bateu o recorde de público em um estádio brasileiro nesta temporada, com 69.981 pessoas no Maracanã, o jogo amornou. Os donos da casa, classificados à final, tocavam a bola e o Grêmio, praticamente sem forças, assistia. 

Agora, restará recuperar o ânimo porque no domingo já tem Brasileirão, no qual o Tricolor precisará focar para buscar classificação a esta mesma Libertadores no ano que vem, quando novamente o sonho do tetra poderá inspirar a torcida gremista.

Libertadores — Semifinal (volta) — 23/10/2019

FLAMENGO (5)
Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson (Diego, 41’/2º), Éverton Ribeiro, Arrascaeta (Piris da Motta, 23’/2º); Gabigol e Bruno Henrique (Vitinho, 28’/2º).
Técnico: Jorge Jesus

GRÊMIO (0)
Paulo Victor; Paulo Miranda, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique, Michel; Alisson (Thaciano, 30’/2º), Maicon (Tardelli, 17’/2º) e Everton; André (Pepê, 12’/2º).
Técnico: Renato Portaluppi

GOLS: Bruno Henrique (F), aos 41 minutos do primeiro tempo. Na etapa final: Gabigol (F), a 1 e a 10 minutos, Pablo Marí, aos 21, e Rodrigo Caio, aos 25.
CARTÕES AMARELOS: Kannemann e Everton (G); Rodrigo Caio (F)
ARBITRAGEM: Patricio Loustau, auxiliado por Diego Bonfa e Gabriel Chade (trio argentino).
VAR: Raphael Claus (BRA)
PÚBLICO: 69.981 pessoas
RENDA: R$ 8.550.645
LOCAL: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Por Mariana Oliveira e Rosanne D’Agostino, TV Globo e G1 — Brasília

Malas de dinheiro encontradas pela PF em apartamento atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima — Foto: Divulgação/PF

Malas de dinheiro encontradas pela PF em apartamento atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima — Foto: Divulgação/PF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (22) condenar o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) e o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A condenação está relacionada ao caso dos R$ 51 milhões encontrados em malas de dinheiro e caixas em um apartamento em Salvador em 2017.

Os ministros decidiram pelas seguintes penas:

  • Geddel Vieira Lima – 14 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro e associação criminosa e 106 dias-multa (para cada dia são 15 salários mínimos da época do fato, 2017). Considerando salário de R$ 937 da época, a multa seria de cerca de R$ 1,5 milhão em valores a serem corrigidos.
  • Lúcio Vieira Lima – 10 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro e associação criminosa e 60 dias-multa (cerca de R$ 840 mil em valores a serem corrigidos).
 
 
STF condena Geddel Vieira Lima no caso dos R$ 51 milhões encontrados em apartamento

STF condena Geddel Vieira Lima no caso dos R$ 51 milhões encontrados em apartamento

A Segunda Turma decidiu que Geddel Vieira Lima segue preso até o julgamento dos recursos possíveis. Lúcio Vieira Lima continua a responder o processo em liberdade.

Os ministros também decidiram impor uma multa de reparação por danos morais à sociedade de R$ 52 milhões. Geddel segue preso e Lúcio em liberdade.

Ministro nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer, Geddel está preso desde setembro de 2017 no presídio da Papuda, em Brasília.

De acordo com a pena imposta pelo Supremo, Geddel Vieira Lima teria direito à progressão de regime após 29 meses de prisão – daqui a cinco meses. Mas a progressão também leva em conta se ele teve bom comportamento – isso será avaliado pela Vara de Execuções Penais.

O julgamento

O julgamento chegou à quinta sessão nesta terça – em outras datas falaram os advogados dos acusados e votaram o relator da Lava Jato, ministro Luiz Edson Fachin, e o revisor, ministro Celso de Mello.

Nesta terça, os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia votaram pela condenação.

Por cinco votos a zero, os ministros decidiram condenar os dois por lavagem de dinheiro. Por três votos a dois (vencidos Lewandowski e Gilmar Mendes), eles também foram condenados por associação criminosa (antes chamada de formação de quadrilha).

Como houve divergência em relação à associação criminosa, a defesa ainda pode recorrer ao plenário do STF.

Pelo entendimento consolidado do Supremo, a defesa ainda terá direito a pelo menos dois recursos antes que a Corte determine o início do cumprimento da pena. Geddel está em prisão preventiva, e o tempo já cumprido será descontado da pena final.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Geddel a 80 anos de prisão. Segundo a PGR, os R$ 51 milhões apreendidos em Salvador têm origem criminosa: propinas da construtora Odebrecht, repasses do operador financeiro Lúcio Funaro, e desvio de dinheiro praticado por políticos do MDB.

Votos desta terça

O ministro Ricardo Lewandowski considerou que não há configuração de um grupo constituído para cometer crimes.

Segundo o ministro, o vínculo entre os dois acusados trata-se de uma sociedade natural, cujos membros constituem uma família”.

“Enquanto associação criminosa requer permanência no propósito de cometer crimes. No concurso (modalidade de cometimento de crime com participação de várias pessoas), há uma reunião ocasional e agentes destinados a práticas, como ocorre no presente caso. Alguns membros da família Vieira Lima resolveram ao largo dos negócios lícitos realizar negócios espúrios”, afirmou o ministro Lewandowski.

O ministro Gilmar Mendes deu o quarto voto pela condenação de Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima no crime de lavagem de dinheiro. Assim como Lewandowski, ele votou pela absolvição no crime de associação criminosa.

Mendes considerou, que há provas do chamado crime antecedente, ou seja, de que o dinheiro escondido no apartamento era fruto de crime de corrupção.

“Outro elemento de pagamento de vantagens indevidas decorre de mensagens trocadas entre Geddel e Eduardo Cunha. Os dois combinam encontros em São Paulo por meio de interpostas pessoas. (…) Reconheço a existência de crimes envolvendo desvios na Caixa Econômica Federal”, frisou o ministro.

Cármen Lúcia considerou que foram comprovadas todas as práticas criminosas apontadas pela Procuradoria Geral da República.

“Todos os elementos trazidos aos autos provam que houve lavagem de dinheiro, configuração do crime é comprovada. Cito no meu voto todos os atos, com datas e com comprovações e elementos de provas.”

Os cinco ministros decidiram pela absolvição de dois funcionários dos irmãos Vieira Lima acusados de ajudar os dois a ocultar o dinheiro no imóvel. Entenderam que não há provas de que agiram com intenção de cometer crimes e que apenas cumpriram ordens.

 
Vídeo: Em 2017, PF encontrou malas e caixas de dinheiro em apartamento que seria usado por Geddel na Bahia

Vídeo: Em 2017, PF encontrou malas e caixas de dinheiro em apartamento que seria usado por Geddel na Bahia

Votos do revisor e do relator da Lava Jato

Em voto proferido na semana passada, o ministro revisor, Celso de Mello, disse que há prova de que os dois irmãos se associaram para cometer crimes junto com a mãe Marluce Vieira Lima. Ela responde na primeira instância da Justiça.

“Ficou inteiramente comprovada a associação entre Lúcio, Geddel e Marluce, entendo configurados todos os elementos e requisitos de uma associação criminosa”, afirmou o decano do STF.

Em 1º de outubro, o ministro Edson Fachin considerou que o Ministério Público conseguiu provar que o dinheiro pertence a Lúcio e Geddel.

“O conjunto probatório é de que os valores pertencem a Geddel e Lúcio Vieira Lima. A autoridade policial ainda localizou fatura no imóvel em nome de funcionária de Geddel que trabalha desde 1997. Trata-se de mais um elemento de prova que corrobora a versão acusatória”, afirmou o ministro.

“Entre dos aguas”, Paco de Lucia: Extraordinária execução com seu toque de estilo único e genial da rumba famosa que ele compôs. Tema musical da trilha musical exuberante do filme “Barcelona”, de Woody Allen. Pouco antes de morrer, ele revelou que a primeira vez que a gravou foi uma improvisação.Neste vídeo Paco de Lucia faz uma infinidade de outras improvisações, como deve ser com  a música flamenca e um gênio da guitarra. Bravo!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

 

 

 

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