É claro que há uma mudança no quadro eleitoral e já reflete nas pesquisas. O que não muda é a nossa determinação e convicção de que temos o melhor projeto para o Brasil.”

Aécio Neves, senador do PSDB por Minas Gerais e candidato tucano à presidência da República, na entrevista durante visita de campanha que fez esta segunda-feira, 18, ao Morro Santa Marta,no Rio de Janeiro, depois de conhecer os dados da pesquisa Datafolha em que ele aparece empatado tecnicamente com Marina Silva no primeiro turno (a socialista tem um ponto à frente dele).

ago
20

Postado em 20-08-2014 00:34

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-08-2014 00:34


DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Eram 19h30 da terça-feira e a entrevista com a presidenta Dilma Rousseff no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite de segunda, ainda era comentada no Facebook e no Twitter. O nome do apresentador William Bonner, aliás, entrou nos trend topics do microblog ao longo do dia. A entrevista da presidenta teve ibope de 32 pontos no Rio de Janeiro e de 28 pontos em São Paulo, ainda dentro da média do principal telejornal brasileiro, mas o eco nas redes sociais amplificou o seu alcance. O brasileiro volta a debater política.

Na semana passada, era o nome de Marina Silva que despontava nas redes quando a possibilidade de que se tornasse presidenciável após a morte de Eduardo Campos ainda era uma possibilidade. Com a quase confirmação do seu nome, as redes foram tomadas por textos e mensagens temerosos da sua ascensão na campanha, principalmente depois da divulgação da pesquisa Datafolha, nesta segunda-feira, que a mostrou com 21% das preferências do eleitorado, praticamente empatado com o tucano Aécio Neves, e com grandes chances de ir ao segundo turno, quando aparece também empatada tecnicamente com Rousseff (47% a 43%). “Houve um festival de compartilhamento de textos contrários a ela, parecia um contra-ataque”, diz Fabio Malini, Doutor em Comunicação, e Pesquisador no CIBERCULT – Laboratório de Pesquisa em Comunicação Distribuída e Transformação Política.

Nesta terça, com o início da propaganda gratuita em rádio e televisão o eco tende a crescer, com seu ápice durante os debates televisionados. “A TV será muito potencializada pela rede, mais inclusive que em 2010”, prevê Malini. Isso porque o número de internautas cresceu, com ajuda dos celulares com acesso a web. De 54 milhões de brasileiros que acessavam a rede há quatro anos, o total ultrapassa os 100 milhões, segundo o instituto Ibope. A rede traz dinamismo e acaba por envolver mais os eleitores, segundo especialistas. “Se fosse só na TV haveria uma certa apatia. Hoje, se vive um momento de interesse muito grande”, completa Malini.

A campanha começou nesta terça na TV, sob a emoção da morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, enterrado neste domingo em Recife. Com seus dois minutos e três segundos, o PSB colocou no ar um filme já gravado por Eduardo Campos com passagens da suas andanças em campanha pelo país. “Nós temos uma tarefa, não vamos desanimar, e construir uma grande união no Brasil, com o povo brasileiro”, dizia o candidato, enquanto aparecia ao lado de eleitores, e também em cenas ao lado da sua família.

As propagandas de seus principais adversários também mencionaram o candidato morto num acidente de avião no último dia 13. O PT, porém, deixou para o seu maior cabo eleitoral, o ex-presidente Lula, o espaço para a homenagem a Campos. Lula lembrou da relação de “pai e filho” com o ex-governador de Pernambuco que foi seu ministro de Ciência e Tecnologia em seu primeiro mandato (2002 a 2006). “Suas últimas palavras precisam ser incorporadas pelo Brasil. Nuca vamos desistir do Brasil”. Coube a Rousseff a defesa do seu Governo, lembrando os milhões de empregos gerados, “enquanto 60 milhões de empregos foram destruídos lá fora”, disse a presidenta. Neves, por outro lado, lembrou os projetos em comum que tinha com Campos, e manteve a linha de crítica à gestão petista.

Ao menos em tempo de exposição, a presidenta Rousseff já sai ‘vitoriosa’. A coligação da presidenta conta com nove partidos, o que lhe garantiu 11 minutos e 24 segundos, enquanto Aécio Neves, por exemplo, que conseguiu o segundo maior tempo, tem apenas quatro minutos e 35 segundos. Embora o candidato tucano também tenha aglutinado nove partidos, incluindo o próprio PSDB, o tempo de TV leva em conta a bancada no Congresso de cada um. O PT conta com o PMDB, que tem 75 dos 512 parlamentares da Câmara, a segunda maior bancada, depois do PT, que tem 87 representantes.

O tempo, porém, nem sempre é tão decisivo assim. Marina Silva, por exemplo, teve um minuto e 23 segundos nas eleições de 2010, quando concorreu a presidência, e obteve 20 milhões de votos na ocasião. Embora tenha o dobro do tempo, Marina terá de correr para estruturar uma arma poderosa que ela e seus militantes cativaram com muito esmero na eleição passada: a comunicação com o eleitor via rede. Por enquanto, o PSB corre para definir o nome do candidato a vice e iniciar sua campanha na TV, nas ruas e claro, na web.

Et puis vient Septembre

Charles Aznavour

Et puis vient septembre
Aux jours plus court et plus lents
Qu’avant
Le ciel ne ressemble
Plus au ciel d’antan
Attaqué de brume
Le soleil pâlit
S’enfuit
Les jours de septembre sont gris

Et puis vient septembre
Dés lors nous tendons les mains
En vain
Vers ce qui nous semble
Si proche et si loin
Un peu d’amertume
Au passé qui fuit
Se lie
Les jours de septembre sont gris

Les printemps étaient
Fous et fantastique
Comme ils se devaient
L’été continue
Bien plus romantique
Qu’on ne l’aurait cru
Le ciel est sans tache mais
Soudain vient septembre
Le temps est un peu plus froid
Déjà
Et tout se démembre
Quand l’été s’en va
Les regrets s’allument
Dans les coeurs surpris
Meurtris
Les jours de septembre
Sous un soleil ambre
Les jours de septembre
Même ensoleillés sont gris

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BRAVO! BRAVÍSSIMO!!!

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)

ago
20

Postado em 20-08-2014 00:32

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-08-2014 00:32


Beto (à direita) em ato de campanha com Campos e Marina(Arquivo)

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DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O PSB fechou consenso em torno do nome de Beto Albuquerque, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, como o vice de Marina Silva na disputa pela Presidência. A oficialização do seu nome deve ocorrer HOJE, 19, em Brasília, durante a reunião da executiva nacional da legenda para homologar a chapa que concorrerá nas eleições de outubro. Albuquerque, homem de confiança de Eduardo Campos e que traz na bagagem uma longa carreira nas fileiras socialistas.

Líder do partido na Câmara dos Deputados, até a morte de Campos, ele concorria a uma vaga no Senado pelo PSB. Ele tem em seu currículo dois mandatos na Assembleia Legislativa, quatro anos como secretário estadual dos Transportes do governo Olívio Dutra (PT) (1999 a 2002), quatro mandatos consecutivos na Câmara. Ele se licenciou entre 2010 e 2012 para atuar como secretário de Infraestrutura e Logística do governador gaúcho Tarso Genro (PT).

Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco era outro nome possível, mas pesou a decisão de se dedicar aos cuidados com os seus cinco filhos.

Nesta segunda, em um ato no Recife (Nordeste), reduto eleitoral de Campos, Renata chegou respaldada por gritos de apoio a uma candidatura a vice. Na ocasião, que marcava também o seu aniversário, disse que não deixará de participar da campanha, naquele que foi o seu primeiro pronunciamento público após a morte do marido.

“Buscamos um consenso. Temos várias e excelentes opções para dar continuidade à chapa entre PSB e Rede, que funcionou muito bem. A decisão vai ser tomada mesmo na quarta”, afirmou, cauteloso, Maurício Rands, coordenador do programa de governo de Campos, em referência ainda à Rede Sustentabilidade, movimento de Marina Silva que não obteve registro para disputar as eleições, mas que conta com forte influência nos desígnios da chapa.

Junto com a cúpula do partido e líderes de outros partidos, Rands participou nesta terça-feira da missa de sétimo dia de Eduardo Campos na Catedral de Brasília, no início da tarde. Ao longo do dia, estavam previstas várias reuniões para se buscar um consenso sobre o nome do vice, já que ninguém mais parece duvidar que o de Marina Silva será confirmado nesta quarta como cabeça de chapa. Ainda mais depois da divulgação da primeira pesquisa de intenção de voto após a morte de Campos, e que recoloca diretamente a chapa, até então na terceira posição, com grandes chances de ir ao segundo turno e até derrotar a presidenta Dilma Rousseff.

Segundo o instituto Datafolha, Marina obteria 21% dos votos, enquanto o candidato Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), teria 20%. Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), se manteria na liderança com 36% das preferências do eleitorado. Em um segundo turno com a atual presidenta, no entanto, a ambientalista apontada como sucessora de Campos conquistaria 47% dos votos, contra 43% da provável adversária. As candidatas estariam tecnicamente empatadas, mas cientistas políticos não descartam que a comoção com a morte trágica do ex-governador de Pernambuco poderia dar a vitória a Marina.

Uma das condições para que a ambientalista – que chegou em terceiro lugar na última disputa presidencial, apresentando-se como uma novidade e uma terceira via à já polarizada disputa entre PT e PSDB nos últimos anos no país – possa ser efetivamente confirmada como o nome principal da chapa do PSB ao Planalto é honrar os acordos costurados por Eduardo Campos nos Estados, como em São Paulo, governado pelo PSDB e o mais populoso do país.

ago
19

Postado em 19-08-2014 18:40

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 19-08-2014 18:40

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DEU NO G1

O ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, foi preso nesta terça-feira (19) em Assunção, capital do Paraguai, de acordo com a Polícia Federal (PF). Ele foi preso por agentes ligados à Secretaria Nacional Antidrogas do governo paraguaio com apoio da Polícia Federal brasileira. (Veja acima vídeo da prisão)

Segundo a PF, após o procedimento de deportação sumária, Abdelmassih dará entrada no Brasil por Foz do Iguaçu (PR), cidade na fronteira com o Paraguai, e depois será transferido para São Paulo.

O ex-médico era considerado um dos principais especialista em reprodução humana no Brasil. Após sua condenação e fuga, passou a ser um dos criminosos mais procurados pela Polícia Civil do estado de São Paulo. A recompensa por informações sobre seu paradeiro era de R$ 10 mil.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo afirmou que a prisão do ex-médico ”somente foi possível por informações obtidas em investigações do Ministério Público do Estado (MPE) que contaram com a colaboração da Polícia Civil do Estado de São Paulo”.

“As apurações incluíram o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça numa fazenda de propriedade do médico em Avaré, em maio. Dos trabalhos, participaram promotores e policiais civis”, acrescenta o comunicado.

Denúncias e condenação
Roger Abdelmassih foi acusado por 35 pacientes que disseram ter sido atacadas dentro da clínica que ele mantinha na Avenida Brasil, na região dos Jardins, área nobre da cidade de São Paulo. Ao todo, as vítimas acusaram o médico de ter cometido 56 estupros.

As denúncias contra o médico começaram em 2008. Abdelmassih foi indiciado em junho de 2009 por estupro e atentado violento ao pudor.

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DEU NO BLOG DO NOBLAT

Quem conspira contra Marina, por Ricardo Noblat

Está em curso a segunda tentativa, da última quarta-feira para cá, de inviabilizar a indicação de Marina Silva pelo PSB para substituir Eduardo Campos como candidata a presidente da República. E como a anterior, o responsável pela tentativa é Roberto Amaral, presidente em exercício do PSB, estreitamente ligado a Lula, a Dilma e ao PT, e favorável a que o partido se mantenha formalmente neutro na eleição presidencial.

- Esse Amaral, homem, só me cria problemas – disse-me Eduardo Campos em Brasília no segundo semestre do ano passado, antes mesmo de Marina ingressar no PSB.

- E por que o senhor dá tanta força a ele? – insisti.

- Não dou. Mas ele está no partido há muito tempo. É líder da facção mais antiga do partido. Meu avô, Arraes, gostava dele – desculpou-se Eduardo.

Foi na quarta-feira que caiu perto de Santos, em São Paulo, o jatinho que conduzia Eduardo, quatro assessores e dois pilotos. Naquele mesmo dia, Amaral, que foi ministro do governo Lula e uma vez se disse favorável a que o Brasil construísse sua bomba atômica, partiu para cima da candidatura natural de Marina, vice de Eduardo. Plantou onde pôde a notícia de que haveria dificuldade para emplacar o nome de Marina. E que o partido nada decidiria por enquanto.

A família de Campos, antes mesmo do enterro do corpo dele, entrou em cena para socorrer Marina. Primeiro foi o único irmão de Eduardo que distribuiu nota dizendo que a família apoiava a o nome de Marina para candidata a presidente. Em seguida, foi a própria viúva, Renata Campos, que acolheu Marina no Recife e fez questão de mantê-la ao seu lado durante o velório do marido. Nem por isso, Amaral desistiu do seu intento.

Aproveitou o protagonismo conquistado por Renata nos últimos dias para vender por aí a ideia de que o PSB quer vê-la na chapa de Marina como candidata a vice. De resto, Marina estaria obrigada a desfilar nos Estados ao lado de políticos dos quais prefere manter distância. E a dar um jeito de pagar as despesas de campanha de pequenos partidos que apoiavam a eleição de Eduardo. Amaral assumiu a presidência do PSB para ajudar ao PT – essa é que é a verdade.

Renata não quer ser candidata a vice de Marina. Foi convidada por Marina para ser. Disse não. Está pronta para ajudar Marina, assim como Paulo Câmara, candidato do PSB ao governo de Pernambuco. Mas se dedicará daqui para frente, e durante o tempo necessário, a criar seus cinco filhos, um deles bebê de sete meses. No mais, Marina precisa de um vice com perfil político, capaz de compensar suas deficiências nessa área. Não seria o caso de Renata.

ago
19

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DEU NO UOL/FOLHA

O técnico Dunga abriu oficialmente seu novo ciclo na seleção brasileira com a convocação de 10 remanescentes que disputaram a Copa do Mundo. O cruzeirense Ricardo Goulart, artilheiro do Brasileirão, foi uma das novidades na lista divulgada na coletiva de imprensa nesta terça-feira (19) no Rio de Janeiro.

Entre os jogadores que defenderam o Brasil na Copa do Mundo estão os até então titulares David Luiz, Luis Gustavo, Oscar e Neymar. O capitão do time no Mundial Thiago Silva, machucado, ficou fora.

Ignorado por Luiz Felipe Scolari na relação da Copa, o Cruzeiro, último campeão brasileiro e atual líder da Série A, conta com dois nomes convocados. Além de Goulart, Dunga também dá uma chance ao meia Everton Ribeiro. Outro estreante da seleção é o zagueiro Gil, do Corinthians.

“O mais importante é salientar que quem não foi chamado vai ter oportunidade. Outros também terão oportunidade. É apenas início de trabalho. Jogador que não estiver aqui, não quer dizer que não vai voltar, e quem estiver na lista não quer dizer que vai ter vaga garantida para as próximas convocações”, justificou o treinador após divulgar a lista.

O novo ciclo da seleção brasileira começa com amistoso diante da Colômbia em Miami, em 5 de setembro. Quatro dias mais tarde a equipe de Dunga enfrenta o Equador, em Nova Jersey. Ainda neste ano o time enfrenta Argentina, Japão e Turquia.

Dunga divulgou a lista ao lado do presidente da CBF, José Maria Marin, e do coordenador Gilmar Rinaldi. Entre as novidades, o treinador manteve o goleiro Jefferson, reserva de Julio Cesar na Copa, mas adiciona ao grupo o novato Rafael, atual jogador do Napoli.

Do futebol brasileiro, Dunga oferece uma chance aos corintianos Gil e Elias, além do atacante do Atlético Diego Tardelli. Do exterior, o meia do Liverpool Philippe Coutinho volta a integrar a equipe nacional.

As partidas nos Estados Unidos contra colombianos e equatorianos marcam a reaparição da seleção brasileira após a quarta colocação na última Copa do Mundo. Ainda com Luiz Felipe Scolari, o último jogo do time nacional aconteceu em Brasília, na derrota por 3 a 0 para a Holanda.

ago
19

Postado em 19-08-2014 13:45

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 19-08-2014 13:45

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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Três familiares do Papa Francisco, dois sobrinhos-netos e a mãe destes, morreram hoje , 19, em acidente de automóvel na província de Cordoba, no centro da Argentina.

«Os mortos são dois bebês, de oito meses e dois anos, e a mãe deles. O marido, e pai das crianças, Horacio Bergoglio, sobrinho do Papa está hospitalizado em estado grave», disse à France Press a delegada Carina Ferreyra, da polícia de Cordoba.

Um porta-voz do Vaticano revelou que o Papa Francisco está «profundamente entristecido» com a morte dos familiares.

«O papa foi informado do trágico acidente que aconteceu na Argentina e que envolveu vários membros da sua família e está profundamente entristecido», disse.

BOA TARDE!!!

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OPINIÃO/OUTRO LADO

DEU NO UOL/FOLHA

RICARDO MENDONÇA
DE SÃO PAULO

A tragédia com Eduardo Campos monopolizou o noticiário político. A brutalidade do evento, a dor dos familiares, a comoção, a entrada de Marina na disputa, o enterro, o PSB, o Datafolha… Depois de tudo isso, alguém ainda lembra o que Aécio Neves disse no “Jornal Nacional”?

Esta foi a primeira vantagem da presidente Dilma Rousseff na entrevista para William Bonner e Patrícia Poeta. Ao falar após a avalanche, sua mensagem fica mais fixada. Um ganho circunstancial.

A segunda vantagem foi ter feito a conversa no Palácio da Alvorada, não na intimidadora bancada do programa. Ela não precisou jogar fora de casa por ser candidata à reeleição, explicou o apresentador.

A diferença mostrou-se importante. O ambiente sóbrio, institucional, é bem mais condizente para um diálogo importante sobre a Presidência do país. Um ganho tático.

Mas a principal vantagem de Dilma não foi pelo momento nem pelo local da entrevista, mas pelo comportamento.

Fora de seu habitat, Bonner parecia excessivamente preocupado em não deixar Dilma tomar as rédeas da conversa. Correto, mas seria melhor não deixar transparecer.

E, ao contrário do que foi visto nos “JNs” anteriores, quem parecia aflito com o cronômetro eram os apresentadores, não a entrevistada.

No início, a guerra de nervos foi parelha. Bonner fracassou na primeira tentativa de interromper Dilma, mas conseguiu logo em seguida.

A presidente ouviu muda e voltou mais Dilma do que nunca: “Então, continuando o que eu estava dizendo, Bonner (…)”, retomando o raciocínio de antes da interrupção.

O que vale mais: um presidente que tenta parecer simpático ou um que demonstra saber usar a autoridade? Aí, Dilma ganhou na estratégia.

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DEU NO TERRA MAGAZINE E JORNAL DA TV GAZETA(SP)

POR BOB FERNANDES

O Datafolha mostra Dilma Roussef (PT) com 36% das intenções de voto e aprovação ao governo com crescimento de 6 pontos. Marina Silva (PSB) com 21% e Aécio Neves (PSDB) com 20% têm situação de empate técnico.

É provável Marina subindo ainda mais numa próxima pesquisa.

Para um segundo turno Marina tem 47% e Dilma 43%. A preocupação da presidente Dilma é o segundo turno.

Já Aécio vai ter que lutar muito contra Marina para chegar ao segundo turno.

Para Marina a campanha agora é outra. Até o acidente fatal a então candidata a vice presidência podia seguir sendo quem é e dizendo o que pensa; ou deixando que dissessem por ela.

Marina podia dizer, ou deixar que dissessem, ser contra a aliança formal do PSB com o PSDB de Alckmin em São Paulo e a aliança informal com o PSDB de Aécio em Minas.

O mesmo podia dizer, ou deixar que dissessem, em relação a aliança do PSB com o PT no Rio de Janeiro.

Marina podia seguir sem riscos com o discurso de que representa o novo. Ela era apenas a vice. Agora terá que, ela mesma, dizer o que quer e o que não quer.

Marina Silva certamente dirá que vai cumprir os compromissos e acordos de Eduardo Campos. E isso implicará renúncia a porções do discurso novidadeiro.

Os compromissos do PSB de Eduardo com o mundo do agronegócio, por exemplo, não são os mesmos compromissos de Marina e seus sonháticos.

Como não eram as alianças heterodoxas com PSDB e PT. Para se concretizar o que chamam de “terceira via” não bastará a mera negação do PSDB e do PT.

A arquitetura, usos e costumes da política-partidária do Brasil são o que são. Marina terá que conviver com isso, e enfrentar isso no dia-a-dia.

Como Dilma e Aécio, Marina agora está exposta. Virão fatos e verdades em seu favor, virão opiniões e fatos negativos. Virá a atenção total ao que ela diga, faça ou tenha feito.

Virão as investigações jornalísticas, virá a devassa. E, como fazem com Dilma e Aécio, também contra Marina se moverá o esgoto habitual.

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