Não venham inventar que há uma maioria cristã, evangélica que apoia a violência. Isso não é verdade. É um absurdo alguém achar que, por estar em uma religião, pode representar todas as outras e acirrar o ódio. A gente quer amor, gentileza, respeito, coragem”.

Daniela Mercury, cantora baiana e ativista contra a intolerância por motivos de opção sexual. Ontem, 20, na Câmara dos Deputados, em Brasília, onde discursou no 12º Seminário LGBT do Congresso Nacional, e encerrou com um beijaço na jornalista Malu Verçosa, sua mulher.


Dilma e Wagner na festa da pedra fundamental
do Estaleiro Paraguaçu, em Maragogipe

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Deputado quer audiência para Paraguaçu

Numa última cartada, mas que provavelmente não dará resultado, o deputado Hildécio Meireles (PMDB) articula uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir a crise no Recôncavo decorrente da paralisação das obras do estaleiro do Paraguaçu, em Maragogipe.

O que era o “sonho de industrialização” da região e chegou a levar a vários municípios, incluindo Saubara, Nazaré e Santo Antônio de Jesus, entre outros, a esperança de “uma nova etapa de desenvolvimento”, transformou-se, segundo o deputado, “no pesadelo do desemprego”.

Já foram investidos no empreendimento R$ 2,7 bilhões, dos R$ 3,2 bilhões previstos, “e esses recursos estão lá, parados, como se tivessem sido jogados fora”, afirmou Meireles, em discurso na tribuna da Casa.

Festa política ficou no passado

O efeito maior foi em Maragogipe, onde o comércio “caiu 80%”, mas o deputado entende que, pela dimensão da empresa, “houve sério prejuízo para a economia da região e da Bahia”.

Definindo como “efeito dominó” os fatos negativos nos diversos municípios, com hotéis, restaurantes e outros serviços subitamente fechados, Meireles citou Nazaré, onde “parou a construção de um condomínio com 1.600 casas para os funcionários do estaleiro”.

O deputado comparou a situação atual com a de três anos atrás, em julho de 2012, quando do lançamento da pedra fundamental da obra. “Foi uma festa, foi um evento político, estavam lá o governador Jaques Wagner, a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, ministros…”

Suave é a noite

Em tempo: o deputado Hildécio também lamentou que a crise tenha levado à falência o prostíbulo local pela queda de frequênca de trabalhadores de outras cidades, numa prova, aliás, de que não se fazem mais nativos como antigamente.

“Nem o bordel suportou”, declarou o ilustre parlamentar, e “quebrou”, pela ausência dos que “iam à noite se distrair”.

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22

Postado em 22-05-2015 00:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-05-2015 00:14

Bim Bom, de João Gilberto, com Ele, o Deus da Bossa, para o mundo relaxar!!!

BOM DIA!

(Gilson Nogueira)

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Postado em 22-05-2015 00:12

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-05-2015 00:12


Desenho inicial do Projeto Novo Recife.

DO EL PAIS

María Martín

De São Paulo

Faz um ano que algumas retroescavadeiras acenderam o pavio do movimento social mais combativo da memória recente no Recife. Desde que um poderoso consórcio imobiliário entrou, naquela madrugada de 21 de maio, no cais José Estelita, para tentar demolir antigos armazéns e começar a construção de um megacondomínio de 13 gigantescas torres na beira do rio, os recifenses iniciaram uma agitada discussão sobre o modelo de cidade que estava dominando Recife. A capital começou a ser alimentada agressivamente, até hoje, pela especulação imobiliária. O movimento Ocupe Estelita, nascido dois anos antes, parou aquelas máquinas, e resiste hoje, com suas últimas cartadas e seu exército nas redes sociais, ao poder dos arranha-céus. Dentro de algumas semanas o consórcio vai protocolar um novo desenho daquele macrocondomínio residencial, hoteleiro e comercial. Faltam apenas os detalhes mais técnicos. As alterações, que dão ao exclusivo projeto uma cara mais amável com moradia social, área verde e ciclovias, foram combinadas lado a lado com a prefeitura.

Desde aquele dia das retroescavadeiras, prefeitura, construtoras, ativistas, arquitetos, engenheiros e professores se enfrentam para decidir qual é o melhor projeto para esse cais, um antigo armazém de açúcar e vila ferroviária do século XIX que faz fronteira com o centro histórico da cidade. “Foi consenso na cidade que o projeto original não atendia às nossas necessidades, era um modelo esgotado e saturado”, lembra Antônio Alexandre, o secretário de Desenvolvimento e Planejamento Urbano de Recife. O consenso durou pouco e a batalha por esse terreno, que equivale a cerca de 14 campos de futebol similar ao Maracanã, teve uma nova contenda no dia 4 de maio deste ano.

O prefeito Geraldo Júlio (PSB) sancionou, após uma tumultuada votação, um projeto de lei que define as normas de construção daquela área e que vai permitir ao consórcio Novo Recife construir, com algumas alterações sobre o projeto inicial, 13 torres de até 38 andares na beira da Bacia do Pina. A Prefeitura e o consórcio, que ostenta os grandes projetos da cidade e que colaborou economicamente com as campanhas eleitorais do governo municipal e estadual do PSB, defendem que a lei e o redesenho do projeto são fruto da conciliação dos interesses empresariais com os dos cidadãos, mas a defensoria pública e os ativistas estão revoltados.

O Ministério Público de Pernambuco, que já tinha solicitado que a discussão pública se reabrisse, pediu agora a nulidade da lei e que o município se abstenha de conceder o alvará de construção para qualquer empreendimento imobiliário na área. No Ministério Público Federal, o plano urbanístico municipal é considerado “um completo absurdo”. “Ele fixa percentual de gabaritos [altura máxima dos prédios], de ocupação, mas não contempla estudos de impacto ambiental ou social. E mais: se você pega o projeto apresentado pelo consórcio e o plano da Prefeitura coincidem perfeitamente. Apenas foi feito para dar uma aparência de legalidade a um projeto polêmico”, lamenta Mona Lisa Duarte, procuradora do Ministério Público Federal. A oposição também pediu na Justiça a suspensão da lei.

“A gente achou que abrir o debate era discutir o que a cidade queria nesse lugar, mas a Prefeitura acabou fazendo um projeto de lei para viabilizar um projeto que já existia. Fez a política pública ao contrário”, diz Ivan Moraes Filho, um dos integrantes do Ocupe Estelita, movimento que, após meses de ocupações e eventos culturais no cais, está agitando as ruas recifenses de novo. “Nós queremos um projeto de bairro, não redesenhar o projeto de uma construtora”. O prefeito Júlio, criticado por estar em São Paulo no dia de uma das votações mais relevantes para o futuro da cidade, já começou a pagar o preço da insatisfação cidadã com acampamentos e protestos na frente da sua casa e paródias nas redes sociais. “Devemos fazer com que as decisões das pessoas que mandam nesta cidade tenham um custo político. Seguir a cartilha das construtoras deve ter um preço e deve ser caro”, afirma Filho.

A Prefeitura e o consórcio defendem que a lei e o redesenho do projeto são fruto da conciliação, mas a defensoria pública e os ativistas estão revoltados.

O secretário Alexandre defende os avanços trazidos pela discussão com a sociedade ao projeto imobiliário e afirma que era impossível contentar todo o mundo em um “debate com tanta carga emocional”. Ele argumenta que com as novas diretrizes vai prevalecer a área pública e serão construídas moradias sociais, além de se reduzir a altura dos prédios, e preservar a paisagem histórica. “Conquistamos muitos avanços neste debate e incluímos na nossa cidade princípios urbanísticos de mobilidade e da relação do espaço público e privado que não existiam”, celebra o secretário. Alexandre defende, diante as críticas de trabalhar pelos interesses privados, a necessidade de garantir a segurança jurídica do consórcio, ainda mais em época de crise.

Após a aprovação do projeto de lei, o movimento Ocupe Estelita, braço do grupo Direitos Urbanos, que luta por uma cidade onde o lazer e a convivência não se limitem aos shoppings, levou uma petição ao Ministério da Cultura, em Brasília, para o tombamento da paisagem do cais. É, junto à mobilização social, a última cartada. “Isso não impede obras de urbanização, mas assegura a preservação das características históricas, muda tudo”, explica Liana Cirne, doutora em Direito Público e uma das lideranças dos ativistas. “A Prefeitura diz que incorporou 80% das nossas contribuições, mas é mentira. É clara nossa oposição ao gabarito dos prédios. Mais de cinco andares violentam nosso patrimônio paisagístico, e essa era uma das nossas principais críticas”. Hoje, o único instrumento que impede a demolição dos armazéns é um embargo de parte do terreno pelo Instituto de Patrimônio Histórico de Pernambuco (IPHAN) para elaborar um estudo arqueológico. Mas será liberado até final do ano.

Em menos de 20 dias, o projeto de lei municipal já soma três ações no Tribunal de Justiça de Pernambuco e o megacondomínio é investigado judicialmente em cinco processos. Questiona-se da falta de estudos de impacto ambiental ou de vizinhança até a necessidade de proteção do lugar como patrimônio histórico. As suspeitas começaram já com o leilão do terreno em 2008 a preço de banana. O consórcio formado pelas construtoras Moura Dubeux, Queiroz Galvão – envolvida na operação Lava Jato –, G.L. Empreendimentos e Ara Empreendimentos, foi o único concorrente e pagou 55,4 milhões de reais, 554 reais o metro quadrado, preço privilegiado em uma das áreas mais valorizadas da cidade. Os juízes, menos rápidos que as burocracias municipais, ainda não se pronunciaram em última instância.

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22

Postado em 22-05-2015 00:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-05-2015 00:11


Thiago Lucas, no jornal Folha de Pernambuco

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

Aos pobres, nada

Fernando Canzian, na Folha, lembra que, ontem, a CCJ do Senado aprovou um reajuste de 25 bilhões de reais para o Poder Judiciário. Hoje, a Caixa anunciou um corte de 25 bilhões no financiamento à casa própria neste ano.

A Caixa é a principal responsável pelo dinheiro do Minha Casa Minha Vida. A fase 3 do programa, que prevê financiar três milhões de imóveis – a maioria na faixa que é altamente subsidiada pelo governo, com prestações mínimas de 25 reais -, está atrasada.

DEU NO BLOG POR ESCRITO

OPINIÃO

O país que só tem dois juízes

Brasileiros vibram com os desdobramentos da Operação Lava-Jato, acreditando que estamos ingressando numa nova etapa da história, em que políticos e grandes empresários são presos e indiciados sob a acusação de crimes diversos.

Ante tanto entusiasmo, contudo, cabe um pouco de prudência, pois a verdade é que já vivemos antes fases assim que não tiveram consequência – ao contrário, o quadro sempre voltava, e agravado.

Um exemplo é a deposição do ex-presidente Fernando Collor, no começo da década de 90. Quando se imaginava que a atividade política entraria nos trilhos, surgiu o escândalo dos anões do orçamento, levando à cassação de diversos deputados.

A eleição de Lula, em 2002, despertou esperanças, logo afogadas pelo escândalo do mensalão, que novamente resultou em prisões e condenações de importantes quadros de partidos da coalizão governista.

Quando se pensava que a lição havia sido suficiente, explode o petrolão, multiplicando, como em todos os casos anteriores, os valores perdidos para a corrupção e batendo um novo recorde – nunca antes se roubou tanto na história deste país.

Não há, portanto, razão para otimismo exagerado. E um dado é conclusivo sobre isso: temos um Poder Judiciário com dois magistrados – Joaquim Barbosa, que se aposentou, e Sérgio Moro, que se empenha em fazer sua parte.

É mesmo incrível que num país tão grande, de tantos crimes, tenhamos de depender da competência, determinação e honradez de apenas dois juízes. Qualquer pesquisa mostrará que a população só conhece esses dois.

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Postado em 21-05-2015 00:40

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-05-2015 00:40

O canto de Adriana Varela, uma rainha portenha do tango, vai para Raffa Britto, amigo especial do BP, que ontem , 20, festejou aniversário na Recolletta, em Buenos Aires, ao lado de sua Dani. Tudo de bom!!!

(Hugo e Ila, com abraços de parabéns a Raffa pela nova idade e, ao casal, pela grande escolha do lugar para festejar)

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Postado em 21-05-2015 00:39

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-05-2015 00:39

BEIJAÇO’ A cantora Daniela Mercury beijou sua mulher, Mallu Versoça, durante o 12º Seminário LGBT do Congresso, ontem (20) no qual discursou a favor da tolerância e cantou “O canto da cidade”, entre outras músicas. / Gabriela K. (Câmara). Do El Pais.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTA DIOGO MSINARDI E MARIO SABINO)

Um shopping para o Congresso

A MP 668 trata do aumento de impostos (alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep). Mas a matéria – aprovada hoje pela Câmara – também prevê a construção de um shopping center, por meio de PPPs, no Congresso Nacional. O projeto para o empreendimento é orçado em um bilhão de reais.

A proposta é que as empresas que bancarem a construção recebam a concessão para explorar os espaços ou serviços no futuro complexo.

O Antagonista sugere que se entregue tudo à Odebrecht, com financiamento sigiloso do BNDES.

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Postado em 21-05-2015 00:33

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-05-2015 00:33


Sponholz, no Jornal da Manhã (PR)