A decisão do Supremo fala por si só. Não dá para comentar decisão judicial. Decisão do STF é para se cumprir.”

Renan Calheiros, senador pelo PMDB de Alagoas, presidente do Senado, ao falar ontem sobre a decisão do plenário do Supremo que o manteve no comando do Congresso. Na véspera ele descumprira medida liminar do ministro Marco Aurélio de Mello, que determinava seu imediato afastamento do cargo.

Adeus,Greg Lake,as guitarras devem silenciar em sua homenagem

R.I.P. -ADEUS – SAUDADES

(Giison Nogueira)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Tem Renan? Tem sim, senhor!

A Veja também publicará na edição, que vai às bancas amanhã, a lista dos políticos que receberam propina da Odebrecht, segundo Claudio Melo Filho. Há deputados, senadores, ministros, ex-ministros e assessores de Dilma Rousseff.

“Para provar o que disse, o delator apresentou e-mail, planilhas e extratos telefônicos. Uma das mensagens mostra Marcelo Odebrecht, o dono da empresa, combinando o pagamentos a políticos importantes”, diz a revista.

A Veja cita os codinomes “Justiça”, “Boca Mole”, “Caju”, “Índio”, “Caranguejo” e “Botafogo”. O Antagonista já publicou que Justiça é Renan, Boca Mole é Heráclito Fortes, Caju é Jucá, Índio é Eunício Oliveira, Caranguejo é Eduardo Cunha e Botafogo é Rodrigo Maia.

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09

JULIETTE GRECO…Uma voz plena de matizes e uma forte sensualidade, canta três sugestivas canções francesas.

“Douce France” “Accordeon” “Mon homme”.

Nada melhor para começar uma sexta-feira de dezembro. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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09

Postado em 09-12-2016 00:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-12-2016 00:11

DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasília

Há pouco mais de um mês o Supremo Tribunal Federal poderia ter evitado recair sobre si uma suspeita de que estaria agindo em extrema consonância com a classe política. O cenário hoje seria diferente se, em 3 de novembro passado a Corte tivesse terminado o julgamento do mérito da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental 402 – a análise foi suspensa após um pedido de vistas do ministro Antonio Dias Toffoli. Esse processo, que teve como autor o partido Rede, questionava a possibilidade de réus em processos criminais poderem estar na linha sucessória da presidência da República – que é o caso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente do Senado mantido no cargo na última quarta-feira.

Apesar de já ter atingido uma maioria favorável à tese defendida pela Rede – o placar estava 6 a 0 – o julgamento desta quarta mostrou que haverá uma repercussão direta nesse resultado. Dos seis ministros que já haviam votado em novembro, dois mudaram seus entendimentos, o decano Celso de Mello e Teori Zavascki. Antes, ambos tinham apoiado a tese de Marco Aurélio Mello e da Rede. A compreensão deles era a seguinte: a Constituição Federal veda o exercício da chefia do Poder Executivo por réu em processo criminal, o que também deveria ser observado quanto a ocupantes das funções constitucionais incluídas na linha sucessória da presidência da República. Ou seja, incluiriam os presidentes da Câmara, Senado e STF. Agora, entendem que eles podem presidir os Poderes, mas não assumir a presidência da República. Assim, o placar já mudaria para 4 a 2.

“A substituição a que se refere o artigo 80 da Constituição Federal processar-se-á per saltum (pulando), de modo a excluir aquele que, por ser réu criminal perante o Supremo Tribunal Federal, está impedido de desempenhar o ofício de presidente da República”, disse Celso de Mello em seu voto. Antes de ser derrotado, Marco Aurélio havia dito que essa tese era uma “meia-sola constitucional”, um “jeitinho brasileiro” para livrar Renan de seu afastamento.

Se analisados os votos dos ministros que ainda não tinham se manifestado e nesta quinta ajudaram a cassar a liminar que afastou Renan Calheiros da presidência do Senado, a tendência é que mantenham o mesmo posicionamento de Celso de Mello. Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli apoiaram a tese do decano. Assim, já haveria uma virada: 4 a 6. Faltaria apenas o voto de Gilmar Mendes, que criticou duramente a liminar concedida por seu colega e disse que ele (Marco Aurélio) ou deveria ser declarado inimputável ou sofrer impeachment, segundo relato do jornal O Globo. A mudança na linha sucessória ocorreria sem qualquer alteração na legislação, seria uma interpretação da Constituição.

Quando ingressou com a ação, em maio deste ano, a Rede pediu ao Supremo que concedesse uma liminar para afastar o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, alegando que ele não poderia permanecer no cargo pois havia se tornado réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O pedido não chegou a ser analisado porque em 5 de maio Cunha foi afastado de seu mandato parlamentar e, consecutivamente, da presidência da Câmara. Mais tarde, acabou cassado por seus pares.

Na segunda-feira, a Rede entrou com uma liminar pedindo que Renan fosse afastado da presidência do Senado. Marco Aurélio a concedeu. Renan e o Senado não cumpriram a ordem judicial. Não sofreram nenhuma punição. E dois dias depois, o plenário do STF cassou a liminar.
Votação da PEC e tucano na articulação política

Na sessão desta quinta do Senado, Renan falou sobre a harmonia sobre poderes e que as decisões precisam ser cumpridas. “A decisão do Supremo fala por si só. Não dá para comentar decisão judicial. Decisão judicial do Supremo é para se cumprir”. Ele e Mesa Diretora do Senado se rebelaram contra a liminar de Marco Aurélio usando o argumento de que apenas o plenário da Casa poderia afastar o presidente do Congresso, e não um único ministro da Corte. Para muitos analistas e advogados, no entanto, o presidente do Senado abriu um precedente perigoso e o lance pacificador é só mais um sintoma da crise institucional.

“Aquele foi um dos momentos dramáticos, e, graças à compreensão de todos, nós vencemos uma etapa muito importante da democracia brasileira. Todos ganharam: o Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Ganhou, sobretudo, a democracia”, felicitou-se Renan, que comandou uma sessão extremamente movimentada. Foram abertas três sessões consecutivas para que se cumprissem os prazos regimentais da análise da proposta de emenda à Constituição que estabelece um teto para os gastos públicos, a PEC 55. Dessa forma, a última votação do texto prioritário para o Planalto deve acontecer na terça 13, como previsto e apesar da semana de turbulência. Já acontecerá sob a batuta do novo ministro responsável para articulação política. O deputado tucano Antônio Imbassahy foi anunciado como ministro da Secretária de Governo no lugar de Geddel Vieira Lima, que caiu após vir à tona a acusação de que ele tentou pressionar por uma decisão oficial que beneficiasse um investimento imobiliário dele em Salvador.

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09

Postado em 09-12-2016 00:10

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-12-2016 00:10

DO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A nação cara a cara com o mal

Há um consenso no Brasil: afora as ocasiões em que a coisa foi resolvida na violência, jamais, se viu no país crise institucional da monta da presente.

Não uma crise de valores, porque estes têm quem os reconheça e defenda. Uma crise existencial, exigindo da sociedade postura agressiva para evitar a sucumbência.

A questão aqui é saber quem vencerá, se a fieira de Severinos, Maranhões, Cunhas e Calheiros que temos produzido para a cúpula legislativa ou se, finalmente, dobraremos esse retorno cívico.

dez
09

Postado em 09-12-2016 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-12-2016 00:08

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Maia, o filho de César

No xadrez político de Brasília, Rodrigo Maia garantiu sua reeleição, deu um xeque-mate no líder do Centrão Rogério Rosso e ainda enfraqueceu Henrique Meirelles com a transferência da negociação com governadores para a Secretaria de Governo, que ficará agora nas mãos de Imbassahy.

Maia vem minando o poder de Meirelles pouco a pouco… com ajuda de caciques do PMDB e do PSDB.

dez
09

Postado em 09-12-2016 00:07

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-12-2016 00:07


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

dez
09

Postado em 09-12-2016 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-12-2016 00:06


Dilma Rousseff durante tributo a Fidel Castro no domingo,4, em Cuba
C.Barria Reuters


DO EL PAÍS

A ex-presidenta Dilma Rousseff está na lista das mulheres do ano do jornal Financial Times, em edição apresentada nesta quinta-feira, 8. Dilma aparece na mesma lista que a primeira-ministra britânica, Theresa May, que se torna responsável por conduzir o Brexit, a estrategista da campanha de Donald Trump, Kellyanne Conway, e a ginasta norte-americana Simone Biles, que brilhou nos Jogos Olímpicos do Rio. A publicação destaca o fato de a ex-mandatária ter quebrado o teto de vidro do poder no Brasil, o maior país do continente, muito embora tenha perdido o cargo num processo de impeachment que teve como justificativa manobras fiscais (as pedaladas) adotadas em seu Governo, que ocultavam o rombo bilionário das contas públicas.

O julgamento, porém, foi político, assinala o FT, embora tenha levado em conta a processo de recessão econômica no qual o país entrou sob o seu comando. Dilma concedeu uma entrevista em Porto Alegre ao jornalista Joe Leahy, chefe da sucursal do FT no Brasil. Fala de sua nova rotina e expõe seu incômodo quando discorre sobre o Governo que a substituiu, “governo de velhos ricos, ou, pelo menos, daqueles que querem ser ricos”, diz ela. O jornal destaca o cunho popular de seu Governo, e não deixa de observar que apesar das contradições no seu afastamento, Dilma não faz mea culpa por nenhum erro que tenha cometido.


Imbassahy com ACM Neto na Bahia


DEU NO G1

Por Fernanda Calgaro e Bernardo Caram, G1, Brasília

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy, durante pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara)

A decisão do presidente Michel Temer de convidar o líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), para o comando da Secretaria de Governo – pasta responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional – gerou nesta quinta-feira (8) uma repercussão negativa entre parte dos líderes da base aliada.

Segundo o G1 apurou, Temer decidiu convidar o líder tucano para a cadeira que ficou vaga no mês passado com a saída de Geddel Vieira Lima da Esplanada dos Ministérios após se envolver em um escândalo. A previsão é de que o presidente oficialize a ida de Imbassahy para o primeiro escalão somente na próxima segunda-feira (12).

O motivo do mal-estar é que, nos bastidores, a indicação de Imbassahy é vista como uma tentativa do Planalto de fortalecer o nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ) – atual presidente da Câmara – para a disputa ao comando da Casa em fevereiro.

O mandato tampão do deputado do DEM se encerra daqui a dois meses, mas, apesar de o regimento interno não permitir reeleição dentro de uma mesma legislatura, Maia tem feito articulações para tentar permanecer mais dois anos à frente da Câmara.

O problema é que vários partidos da base governista, especialmente do bloco de legendas conservadoras conhecido como “Centrão”, também têm intenção de lançar candidatos na disputa pela presidência da Casa. Essas siglas têm pressionado para que o Planalto não interfira no processo eleitoral.

Líderes governistas avaliam que o objetivo de Temer ao convidar o líder do PSDB para o comando da Secretaria de Governo é ampliar o espaço dos tucanos na Esplanada para enfraquecer a intenção do partido aliado de lançar candidato à presidência da Câmara. O próprio Imbassahy estava entre os nomes cotados da legenda para entrar na corrida eleitoral.

Centrão reage

Derrotado por Rodrigo Maia na última eleição para a presidência da Câmara, o líder do PSD, Rogério Rosso (PSD-DF), quer tentar novamente disputar o comando da Casa.

Apesar de ser aliado de primeira hora de Temer, Rosso adverte que, se a indicação de Imbassahy para o governo for vinculada a um eventual apoio do Planalto e do PSDB à candidatura de Rodrigo Maia, pode haver uma ruptura na base governista. Ele chega a dizer que a manobra poderia prejudiar a aprovação das medidas de ajuste fiscal propostas pelo Executivo federal, como a reforma da Previdência Social.

“Caso isso ocorra, realmente a situação vai se deteriorar do ponto de vista da união da base. Isso pode prejudicar o ajuste fiscal”, ressaltou o líder do PSD.

Rosso disse ainda que Imbassahy tem seu apoio para pilotar a articulação política do Planalto, mas ponderou que seria melhor Temer ouvir os partidos da base antes de oficializar a decisão.

Outro pré-candidato à presidência da Câmara, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), destacou que Temer “não precisa conversar com ninguém” para tomar a decisão, mas ressalvou que a indicação de Imbassahy pode soar como interferência do Palácio do Planalto na eleição interna da Câmara.

“Isso pode, nesse momento, desequilibrar uma discussão na Casa, que é a eleição à presidência”, enfatizou.

“Pode parecer uma interferência do governo e isso seria negativo, porque existem grupos [da base] que discutem a composição da Mesa”.

A exemplo de Rosso, o deputado do PTB alertou ainda que projetos de interesse do governo estão em jogo com essa movimentação.

“A questão da Previdência e outras matérias têm a sua importância. É bom não criar marola para não atrapalhar.”

Defensor da reeleição de Rodrigo Maia, o líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), defendeu a escolha de Imbassahy para a Secretaria de Governo.

“É o presidente quem nomeia seus auxiliares. O Temer é um cara do diálogo que dá valor ao Congresso”, afirmou o líder do DEM.

PMDB também chiou

A indicação de Antônio Imbassahy para a articulação política contou com o apoio do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Se o líder tucano for confirmado para o primeiro escalão, o PSDB passará a ocupar quatro cadeiras na Esplanda: Secretaria de Governo, Justiça, Cidades e Relações Exteriores.

Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Gérson Camarotti, além do “Centrão”, houve também resistência na bancada do PMDB da Câmara em relação ao nome de Imbassahy. Os deputados do partido de Temer preferiam um colega de bancada ou de legenda no lugar do peemedebista Geddel Vieira Lima.

No grupo de mensagens da bancada, informou Camarotti, o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) enviou mensagem defendendo a nomeação do ex-deputado e empresário Sandro Mabel (PMDB-GO) para o comando da Secretaria de Governo. Mabel, entretanto, tem dito que só aceitaria a missão por um tempo determinado.

dez
08

Postado em 08-12-2016 00:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 08-12-2016 00:14

Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sergio Cabral, com as vestes da unidade feminina da penitenciária de Bangu, onde está recolhida sob graves acusações de recebimento de propina e corrupção.