Não podemos ficar indiferentes aos mais de 60 mil homicídios por ano; à banalização da corrupção; à impunidade; à insegurança ligada ao crescimento do crime organizado; e à ideologização dos problemas nacionais. São essas às reais ameaças à nossa democracia e contra as quais precisamos nos unir efetivamente, para que não retardem o desenvolvimento e prejudiquem a estabilidade”

Eduardo Villas Boas , comandante do Exército, na mensagem, lida pelo cerimonial do evento e assinada porVillas Bôas, durante a cerimônia comemorativa do Dia do Exército, nesta quinta-feira, em Brasília, com a participação do presidente da República, Michel Temer.

abr
22

Morreu na sexta-feira, 20, e foi sepultado neste sábado, 21, no cemitério Jardim da Saudade, uma das mais dignas , representativas e presentes figuras da política, das lutas democráticas e da vida pública da Bahia nas últimas seis décadas: Inácio Gomes.  Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, incansável lutador na defesa das melhores e mais corajosas causas da democracia e dos direitos humanos, advogado firme e corajoso, administrador competente e figura humana
admirável.
Assim como a Bahia, Salvador e a família de Inácio, sua partida deixa de luto também este site blog Bahia em Pauta – do qual ele sempre foi colaborador e grande estimulador desde a origem – e uma lacuna imensa de amizade e afeto no coração deste editor. Saudades!
Em tributo na partida de Inácio Gomes, reeditamos um texto deste imenso baiano e brasileiro que acaba de nos deixar, publicado originalmente em agosto de 2009. O retrato sem retoque da retidão política e integridade moral do grande ser humanoe que partiu.
(Vitor Hugo Soares)

================================================

Resultado de imagem para Inácio Gomes morreu em Salvador

“O editor do Bahia em Pauta recebeu do advogado Inácio Gomes uma mensagem eletrônica com informações relevantes sobre a questão do pagamentos de jetons a secretários de estado a título de complemento salarial. Inácio solicita que o blog divulgue suas informações, uma vez que o assunto ganhou manchete ruidosa mas, de repente, saiu do foco de interesse das pautas – sem sequer chegar ao âmbito da Prefeitura da capital.

Em razão do interesse público das informações de um dos mais conceituados e corajosos advogados da Bahia – além do texto inteligente e bem humorado – o Bahia em Pauta decidiu publicar a íntegra da mensagem de Inácio como texto opinativo e revelador dos tempos que correm, como é do jeito e natureza deste site-blog. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

=======================================================
OPINIÃO

Revelações do poder

Inácio Gomes

Há dias o jornal A Tarde em excelente matéria jornalística investigativa publicou noticia sobre pagamento de jetons relativos à participação em conselho de empresas públicas por parte de secretários de estado e Procurador Geral da PGE que elevariam os vencimento dos benefícios além do limite legal.

Depois o silêncio sepulcral.

Os funcionários públicos, vitimas, sempre, de pareceres restritivos da PGE nos casos de vantagens salariais ficaram esperançosos de que a PGE passasse a defender tese tão liberal quanto a prolatada em causa própria no caso denunciado.

Eu defendo, já se vão dez ano, uma funcionaria estadual. Em seu favor duas decisões do TCE; uma das Câmaras Cíveis Reunidas do TJ/Ba; uma da 6ª turma do STJ; uma decisão monocrática do Ministro Marco Aurelio ( STF) e a PGE continua com recursos típicos da litigância de má fé.

Gostaria que você desse noticia do favorecimento denunciado. Antonio Balbino costumava me dizer : ” Seu Inácio o poder não corrompe. Revela”. Tem razão o mestre o que temos de REVELADOS nos dias de hoje dá para encher a Fonte Nova. Um abraço do companheiro Inacio.

PS – Vou substituir o termo companheiro. Desmoralizaram muito a expressão.

Inácio Gomes é advogado

abr
22

Uma grande canção para um grande homem da Bahia – e querido amigo deste site blog – que partiu.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 DO PORTAL METRO 1

Morre Inácio Gomes, ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador

Foto: Divulgação/Câmara

Morreu sexta-feira (20), em Salvador, o advogado e ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador, Inácio Gomes – a causa da morte não foi divulgada.

“A Bahia perdeu um infatigável defensor da democracia e um destemido combatente dos direitos humanos durante a ditadura militar. A morte de Inácio Gomes abre uma lacuna na política baiana”, lamentou o atual presidente da Câmara, vereador Leo Prates (DEM).

Inácio, que advogou para diversos presos políticos durante o período da ditadura, também foi secretário de Administração na gestão Mário Kértezs na Prefeitura.

O sepultamento do advogado foi neste sábado (21), às 16 horas, no Jardim da Saudade.

abr
22

Postado em 22-04-2018 00:51

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-04-2018 00:51

Do Jornal do Brasil

 

Para tentar impedir a paralisação da máquina administrativa e dos investimentos públicos no ano que vem, o governo vai ter de postergar para 2020 o reajuste dos servidores públicos previsto para 2019. Com isso, cerca de 370 mil servidores de 23 categorias, como professores, militares, auditores da Receita e peritos do INSS, ficariam com os salários congelados. A expectativa, segundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, é que essa postergação gere uma economia de cerca de R$ 5 bilhões.

A medida seria necessária porque o reajuste escalonado negociado pelo governo em 2016, época de inflação mais alta, está em descompasso com a realidade de agora. Mesmo com o IPCA rodando abaixo dos 3% ao ano, o reajuste previsto para 2019 é de até 6,31%. O porcentual garante ganho real do poder de compra dos servidores à custa de outros gastos que precisarão ser cortados para que o teto de gastos (regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação) não estoure.

O governo já havia tentado adiar, via medida provisória, o reajuste dos servidores de 2018 para 2019, mas enfrentou fortes resistências dos parlamentares. A MP acabou sendo suspensa no apagar das luzes de 2017 pelo Supremo Tribunal Federal, por meio de uma liminar, e perdeu validade no início de abril. Agora, a avaliação do ministro é que, mesmo se a nova medida for rejeitada pelo Congresso atual, o ambiente será melhor no ano que vem, dando capacidade ao novo presidente para aprovar a proposta.

“Poderia ser projeto de lei ou medida provisória. Seria a mesma tentativa que a gente fez agora, mas talvez num outro cenário, com presidente eleito”, disse Colnago. O ministro reconheceu que a proposta enfrentará a resistência dos servidores públicos, mas ressaltou que ela é necessária para garantir espaço para os investimentos dentro do teto de gastos.

Essa é uma das medidas que são necessárias porque o governo precisa abrir espaço para aumentar as despesas discricionárias, aquelas sobre as quais tem margem de controle, incluindo obras e outros investimentos, no Orçamento do ano que vem. O cenário de paralisação na máquina pública está no radar porque o espaço que a equipe econômica tem para gastar livremente em 2019 será menor que o necessário para manter os serviços à população.

O presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, disse, porém, que os servidores públicos têm sido “surpreendidos por medidas unilaterais da administração” e pediu diálogo com o governo. “Se vierem mais medidas arbitrárias, só temos uma resposta, que é trabalhar contra”, afirmou.

abr
22

Postado em 22-04-2018 00:49

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-04-2018 00:49



 

Sinfrônio, no (CE)

 

 DO BLOG O ANTAGONISTA

Agressão no Instituto Lula: A saúde da vítima e a alegação dos indiciados

 

O empresário Carlos Alberto Bettoni, atacado por petistas em frente ao Instituto Lula após se manifestar a favor da prisão do corrupto e lavador de dinheiro, foi submetido a uma cirurgia para retirada de um coágulo na cabeça e continua hospitalizado.

“As perspectivas são positivas, mas como foi um choque na cabeça todo o cuidado é pouco”, disse a mulher de Bettoni, Teresinha Quaresma, ao Estadão. “Na sexta foi aniversário dele. Levamos um bolinho e ele pareceu bem melhor. O estado de saúde dele é estável, mas ainda não existe previsão de alta.”

Segundo o delegado Wilson Zampieri, o depoimento do empresário foi tomado no próprio hospital e “ele contou sobre como estavam vestidos seus agressores”, entre outros detalhes.

Os três apoiadores de Lula agora indiciados também prestaram depoimentos.

Paulo Caires, de acordo com o jornal, “negou que tenha participado de qualquer agressão e acrescentou ter um marca-passo – o que inviabilizaria a participação em uma luta corporal ou qualquer outro esforço físico”.

Maninho do PT e seu filho Leandro “disseram que empurraram o empresário para se proteger”.

É muita cara-de-pau.

Do Jornal do Brasil

Morreu neste sábado (21), aos 89 anos, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, um dos nomes mais importantes do Cinema Novo. Ele estava internado havia uma semana no Hospital Samaritano, na zona sul da cidade. Às 17 horas, a família confirmou a morte, em consequência de um câncer de fígado diagnosticado há 40 dias.

Diretor de filmes fundamentais da história do cinema brasileiro, como Rio, 40 graus (1955) e Vidas secas (1963), ele realizou os últimos longas em 2012, os documentários musicais A música segundo Tom Jobim e A luz do Tom. Além de dirigir, era também roteirista de seus filmes.

“Ele estava ótimo, não estava doente. Foi internado com uma pneumonia, na semana passada, que cedeu. Estava lúcido, mas cansado. Morreu sem dor, uma morte tranquila, com toda a família reunida”, disse a publicitária Mila Chaseliov, sua neta.

Diretor de filmes fundamentais do cinema brasileiro, como Rio, 40 graus (1955) e Vidas secas (1963), realizou últimos longas em 2012

Nelson teve quatro filhos e cinco netos. “Foi um avô muito presente. A gente tinha muitas discussões intelectuais. Foi quem me ensinou a tomar uísque, num show, aos 19 anos. Eu me senti muita adulta na hora”, contou.

O cineasta participou da formação intelectual de netos, lembrou Mila. “Eu descobri como ele era importante ainda na escola. Todo mundo que eu encontro, quando descobre que sou neta do Nelson, fala do quanto ele é incrível.”

Em 2006, Nelson foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, na sucessão do diplomata Sergio Corrêa da Costa. Passou a frequentar a Casa de Machado com assiduidade. Atuava na programação cultural da instituição.

Nelson nasceu dia 22 de outubro de 1928, em São Paulo. Formou-se advogado em 1952. A partir dos anos 1940, trabalhou como revisor e repórter de jornais como o “Diário da Noite” e “O Tempo”, em São Paulo.

Nos anos 1950, no Rio, trabalhou também no “Diário Carioca” e no “Jornal do Brasil”. Mais tarde, seria professor da Universidade Federal Fluminense, de cujo curso de graduação em cinema foi fundador.

 

 

 

Resultado de imagem para Moro cita O Poderoso Chefão em Harvard
Moro cita cena de “O Poderoso Chefão” em Harvard: lição sobre corrupção
e o “modus operandi” das máfias.

ARTIGO DA SEMANA

 

Moro em Harvard: “O Poderoso Chefão” na aula contra a corrupção

Vitor Hugo Soares

O juiz federal Sérgio Moro, condutor da Lava Jato para os sem foro, acertou na mosca ao lembrar a cena antológica de abertura do filme “O Poderoso Chefão”, na sua recente fala na Faculdade de Direito da Universidade de Harvard.  Não poderia ter encontrado imagens mais fortes e didáticas, sobre a ação das máfias corruptas e corruptoras nos intestinos das grandes corporações empresariais, dos governos e da política – na Itália, nos Estados Unidos, no Brasil.  A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o ministro do STF, Luiz Roberto Barroso estavam presentes. O fato se reveste de significado ainda maior, na segunda semana do recolhimento do ex-presidente Lula a cela no prédio da PF, em Curitiba. E três dias antes do senador Aécio Neves (PSDB), passar de suspeito a réu, na acachapante decisão por 5 a 0 no Supremo.

Para o jornalista, tem significado particular. Reveste-se da memória de momentos afetivos, profissionais, políticos e culturais, que vão além e são anteriores ao filme de Francis Ford Copola, com Marlon Brando encabeçando o elenco. Datam do começo dos Anos 70, tempos loucos e ardentes da juventude, na resistência cultural e democrática no País.

Nos EUA, vivia-se o auge da contracultura: de Bob Dylan, de Joan Baez, de Angela Davis. Principalmente na  Califórnia – dos Hare Crishnas entoando mantras no aeroporto de Los Angeles, dos hippies livres e soltos, nas ruas alegres de San Francisco. Dos happenings de paz, amor, música, vinho e “otras cositas mas” no campus de Berkeley e bares dos arredores. Olho do furacão que escolhi, com Margarida, para passar a lua de mel. Ela repórter de A Tarde, eu começando a chefiar a redação da sucursal do Jornal do Brasil na Bahia. 

A cena referida por Moro foi filmada em um dos lugares mais fabulosos por onde passei nos Anos 70: Lake Tahoe, a cinematográfica localidade turística na divisa da Califórnia com Nevada. Maior lago alpino da América do Norte, formado na Era do Gelo. Na Tahoe de “O Poderoso Chefão”, fica a mansão da festa monumental do casamento da filha de Dom Corleone, o “padriño” da máfia. Homens de negócios, políticos, figurões do governo, artistas (a começar pelo lendário Frank Sinatra) se misturam na celebração da família mafiosa nos Estados Unidos. 

Numa sala sob sombras – onde a luminosidade de Tahoe penetra por frestas nas venezianas – , Dom Corleone recebe um empresário, Bonassera , que pede a ajuda do chefe mafioso porque sua filha foi espancada, até quase a morte, pelo namorado e um amigo, que tentaram violenta-la. Pede justiça: a morte dos agressores, ou que eles sejam submetidos aos mesmos sofrimentos da filha.

Moro narra: “Depois de algum drama, o poderoso chefão concorda em ajudar, sem matar os homens, como Bonasera queria, mas mandando pessoas baterem neles. Bonasera pergunta no fim da cena o que Don Corleone quer em troca, e recebe uma resposta bem interessante: “Não quero nada agora, mas um dia, talvez um dia, eu vá te pedir algo e então precisarei que você retorne o favor”. A metáfora cinematográfica, diz o juiz da Lava Jato, serve para mostrar que “nos esquemas de corrupção sistêmica, não necessariamente você vai encontrar uma troca específica, isso por aquilo”.
Mais não digo. Só recomendo uma revisita ao filme, além da leitura, em fonte limpa e veraz, das palavras do juiz . Para mim, além disso, fica a grande saudade de Tahoe.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

 

abr
21

Grande tema musical da trilha de um filme extraordinário, revisitado pelo juiz da Lava Jato, Sergio Moro, em aula na faculdade de Direito da Universidade de Harvard .

BOM DIA!!!

 

(Vitor Hugo Soares)

abr
21

Postado em 21-04-2018 00:31

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-04-2018 00:31

DO EL PAIS
 
São Paulo
Geraldo Alckmin, em 18 de abril.
Geraldo Alckmin, em 18 de abril. PAULO WHITAKER REUTERS

O Ministério Público de São Paulo decidiu instaurar um inquérito civil para investigar o suposto recebimento de 10 milhões de reais via caixa 2 por campanhas do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O caso era investigado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque o tucano tinha foro privilegiado. Mas quando ele deixou o cargo para concorrer à Presidência, no início deste mês, a investigação acabou remetida para a Justiça Eleitoral. A apuração do MP paulista correrá em paralelo à da Justiça Eleitoral, e complica a situação de mais um dos possíveis candidatos tucanos das eleições de outubro — nesta semana, o senador Aécio Neves se tornou réu após decisão do Supremo Tribunal Federal. Aécio sinalizou que pode concorrer a uma vaga de senador por Minas Gerais.

De acordo com delações de executivos da Odebrecht, as campanhas de Alckmin em 2010 e 2014 receberam dinheiro ilícito da construtora, investigada na Operação Lava Jato. As afirmações constam dos depoimentos de três funcionários da empresa, que afirmaram que o cunhado do ex-governador, Adhemar Ribeiro, era quem tratava das propinas. Em 2010, ele teria recebido dois milhões de reais e, em 2014, 8,3 milhões. Em abril do ano passado, quando o conteúdo das delações foi divulgado, o então governador afirmou em seu Twitter que “jamais recebeu um centavo ilícito.”

As delações contra Alckmin foram enviadas ao Superior Tribunal de Justiça, que cuida de processos contra governadores. Mas, no início deste mês, quando ele deixou o cargo, perdeu o foro privilegiado. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal em São Paulo haviam pedido ao STJ para que os casos envolvendo o ex-governador fossem enviados a eles. Mas o vice-procurador-geral da República junto ao STJ, Luciano Mariz Maia, decidiu que as investigações tinham caráter eleitoral por se tratarem de caixa 2. Com isso, o tucano escapou da mira da operação Lava Jato.

Nesta sexta-feira, entretanto, os promotores do Ministério Público Estadual decidiram que também vão conduzir uma investigação própria sobre o fato. A diferença, entretanto, é que a apuração é de caráter civil e, caso seja considerado culpado, o ex-governador pode perder os direitos políticos, mas não ser preso. Os promotores Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Milani decidiram apurar a eventual prática de atos improbidade administrativa com base no depoimento dos três funcionários. “Se a notícia é de percepção de vantagem patrimonial indevida por agentes políticos com poderes de atuação que abrangem todo o Estado de São Paulo, dúvidas não restam de que a atribuição é desta Promotoria”, explicaram eles na decisão. Os promotores solicitaram ainda que o Tribunal Regional Eleitoral compartilhe as provas que constam no inquérito contra Alckmin no STJ, onde o processo corria em segredo de Justiça.

De acordo com os documentos da delação em poder da Justiça, os dois milhões de reais de caixa 2 para a campanha de Alckmin em 2010 foram pagos por Carlos Armando Guedes, funcionário da Odebrecht em São Paulo. Ele teria sido convidado para uma reunião com o então candidato a governador por outro funcionário da construtora, já falecido, que era próximo de Alckmin. No caminho, este acionista da empresa afirmou que a Odebrecht precisava apoiar a eleição do tucano, que era um “candidato com muitos valores”. No encontro com o ex-governador, entretanto, não se falou sobre dinheiro ou pedido de doação. Apenas ao final, Alckmin pediu que sua secretária desse o contato de seu cunhado para Guedes, afirmou o ex-executivo à Justiça. Os valores foram pagos em várias parcelas, algumas de 100.000 reais, em locais definidos por Adhemar, afirmou o delator. 

As informações foram confirmadas pelo ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, que era responsável por autorizá-los. Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, outro funcionário da Odebrecht que trabalhava como diretor de contrato da linha 6 do Metrô de São Paulo, deu detalhes sobre os pedidos de doação para a campanha de 2104. Ele afirmou em sua delação que foi solicitado pelo seu superior hierárquico, Luiz Antonio Bueno Junior, para que programasse pagamentos da empresa a pessoas sob o codinome MM e Salsicha. Ele afirma que ambos se referiam, provavelmente, à mesma pessoa: Marcos Monteiro, coordenador financeiro da campanha do governador. Os valores de caixa 2 eram, segundo ele, registrados na empresa como custos de contratos com o Governo estadual.

  • Arquivos

  • Abril 2018
    S T Q Q S S D
    « mar    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30